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terça-feira, 28 de outubro de 2014

Hate Handles - Discografia

E cada vez mais, novas bandas surgem mostrando que o Metal não está morto; muito pelo contrário! Está em crescimento, principalmente no Brasil. E é por isso que é um estilo musical que nunca morrerá. Seguindo o passo, cada vez mais os músicos que tocam pesado no Brasil se mostram competentes e criativos, mostrando que o som brasileiro é pau-a-pau com o som de bandas de qualquer outra parte do mundo, diferenciando-se apenas o nível de reconhecimento.
O Rio Grande do Sul é um Estado que também vem contribuindo à sua forma para a variedade da música brasileira. Mais um de seus expoentes é tema dessa postagem, uma nova e excelente banda conhecida como Hate Handles, formada em 2011 na cidade de Caxias do Sul.
Na verdade, a banda é desenvolvimento de um embrião nascido em 2006, chamado Blast. Esse projeto havia sido criado pelo guitarrista Maicon Dorigatti e pelo baterista Jonatan Mazzochi (que já mantinham projetos musicais desde a faculdade), e contava com outros músicos, incluindo o baixista Matheus Dalalba, que também faz parte da formação atual do Hate Handles. O foco era reproduzir covers de bandas que os influenciavam e admiravam, tais como Pantera, DevilDriver, Dream Theater, Dimmu Borgir, Slayer, Lamb of God, Ozzy Osbourne, entre outros.
Os anos se passaram e os músicos foram amadurecendo pessoal e musicalmente, levando-os a considerar começar um som próprio, que reproduzisse aquilo que queriam e tivesse a cara deles. Essa mudança aconteceu após o fim do Blast, em 2010, e se concretizou em 2011 com a fundação do Hate Handles, contando com os três membros já mencionados, acrescidos do vocalista Charles Magnabosco.
Dali pra frente foi questão de tempo até as coisas saírem das ideias para a realidade. As composições começaram e o projeto foi tomando forma, com contribuição de todos os membros, em conjunto.
Logo em 2012, os gaúchos já entraram em estúdio para a gravação de algumas demos, mas acabou que o projeto foi se desenvolvendo e as canções foram se acumulando, desembocando no que veio a se tornar seu álbum de estreia. Lançado em 21 de novembro de 2013 pela Eternal Hatred Records, "Die In The Hands of Believers" é o resultado de um trabalho dedicado e muito bem feito. Suas canções com letras de cunho filosófico e anti-político/religioso são transmitidas através de uma sonoridade que apesar de cadenciada e harmoniosa, tem bastante peso e firmeza. Os riffs são bem distorcidos, e os solos revelam bastante o lado melódico do conjunto. O vocal é um gutural rasgado que lança mão de um aspecto revoltado e irado, interpretando com precisão as letras. A melhor definição da excelência do que esses caras fazem seria o Thrash/Groove Metal, em uma pegada bem parecida com a atual do Panzer, de São Paulo, mas com estética mais arrastada.
Embora sua sonoridade tenha personalidade e transmita sentimentos intensos, ainda não tem a personalidade própria que almejam. Todavia, esse foi o primeiro passo de uma banda entrosada, que pode vir a contribuir ainda mais com a cena, ainda mais em vista de que "Die In The Hands of Believers" foi um dos melhores discos nacionais lançados em 2013. Banda de qualidade, com álbum de qualidade e gravação de primeira linha, e o melhor de tudo: brasileira! Vale a pena conferir essa sonzeira!


 Die In Hands of Believers (2013)

01 - Nothing Usefull
02 - Keep The Disease
03 - Deceived
04 - Die In Hands of Believers
05 - Bring You Back
06 - Why Praise?
07 - Respect By Fear
08 - Persistence of The Defeated
09 - Escape


domingo, 26 de outubro de 2014

Tá aí uma banda que já escutei bastante e que, de uns tempos pra cá, não faz mais parte do meu repertório, mas analisando sua discografia vi uma informação que jamais tinha percebido: sua origem! Sempre pensei que o Seether era dos Estados Unidos e me causou uma grande surpresa saber que são oriundos de Pretória na África do Sul, o que me fez ouvir seus discos novamente e fazer essa postagem, afinal, são poucas bandas do continente africano que se fazem presentes no site.
O conjunto teve seu início em 1999, formado por Shaun Morgan (vocal, guitarra), Thomas Morris (baixo, backing vocal) e David Cohoe (bateria, backing vocal).
Em 2000, o conjunto já havia conquistado vários fãs e gravou seu primeiro álbum, Fragile, época em que utilizavam o nome de Saron Gás. A sonoridade transitava entre o Rock Alternativo e o Pós-Grunge, em especial pelas linhas vocal.
O disco foi lançado de forma independente, mas como teve grande sucesso, chamou a atenção da gravadora americana Wind-Up Records (que já trabalhava com bandas como Evanescence, Creed, 12 Stones, Drowning Pool e Living Sacrifice).
Nessa época, descobriram que outro conjunto já havia registrado o nome Saron Gás e foram obrigados a alterá-lo, passando a serem chamados como Seether.
Assim, a banda começou a trabalhar no seu próximo disco, mas sem o baixista Thomas Morris, que deixou o conjunto, sendo substituído por Dale Stewart. Outra mudança ocorreu na bateria com o ingresso de Josh Freese.
Com essa formação gravaram o álbum Disclaimer, lançado em 2002. O disco trouxe os primeiros sucessos da banda: Fine Again (que já estava presente em Fragile) e Broken. Ainda em 2002, a banda adicionou um segundo guitarrista: Pat Callahan.
A banda se tornou ainda mais popular e saiu em várias turnês, entre elas, uma turnê mundial ao lado do Evanescence.
Em 2004 a banda relança o álbum Disclaimer, totalmente remasterizado e com oito faixas bônus. Disclaimer II, trouxe um dos grandes sucessos do conjunto, a faixa Broken, agora com a participação especial da vocalista do Evanescence: Amy Lee, que namorava com Shaun Morgan na época. Broken fez parte da trilha sonora do filme de The Punisher e teve seu videoclipe exibido à exaustão, inclusive no Brasil.
Com John Humphrey nas baquetas, o Seether retornou ao estúdio para a gravação de quarto álbum: Karma And Effect, lançado em 2005. O álbum trouxe três hits: Truth, The Gift e Remedy, sendo a última o maior hit da carreira do conjunto.
Para divulgar o disco saíram em turnê com o ShineDown e decidiram gravar um álbum ao vivo. Na época, Shaun Morgan estava com problemas de saúde, o que levou o conjunto a optar por um disco no formato acústico, que foi lançado em 2006, chamado One Cold Night.
O ano de 2006 foi movimentado para a banda, pois além do álbum ao vivo, aconteceu a saída de Pat Callahan, cansado da vida na estrada e a internação de Shaun Morgan, que buscava se livrar dos vícios do álcool e da cocaína. Os problemas pessoais de Shaun não tinham fim e ocasionaram o fim do seu relacionamento com Amy Lee.
A banda retornaria em 2007, com o álbum Finding Beauty In Negative Spaces, um trabalho mais diversificado, embora o foco ainda fosse o Rock Alternativo. No álbum, está outra faixa de sucesso: Fake It.
No início de 2008, Troy McLawhorn, guitarrista do Dark New Day, ingressou no conjunto para dar um suporte para próxima turnê.
Somente em 2011 o conjunto lançaria um novo álbum, Holding Onto Strings Better Left To Fray, é o único disco que conta com Troy McLawhorn, pois após seu lançamento, o guitarrista foi para o Evanescence. O álbum teve as melhores vendas de Karma And Effect, parte delas graças à faixa Country Song, uma das mais populares do conjunto.
Seu último trabalho até o momento é Isolate And Medicate, que saiu em 2014 e que traz como destaques as faixas Words As Weapons, Suffer It All e Same Damn Life.
Ainda que não seja um dos conjuntos mais populares em sua vertente, o Seether traz como diferencial a sua origem e as linhas vocais de Shaun, que tem grandes influências do Grunge.


 Saron Gas (Pre-Seether) - Fragile - 2000

01 - Beer
02 - 69 Tea
03 - Pride
04 - Fine Again
05 - Empty
06 - Tied My Hands
07 - Take Me Away
08 - Driven Under
09 - Stay And Play
10 - Your Bore
11 - Pig
12 - Dazed And Abused
13 - Gasoline (Bonus Track)
14 - Tied My Hands (Acoustic - Bonus Track)
15 - Senseless Tragedy (Bonus Track)


 5 Songs (EP) - 2002

01 - Driven Under
02 - Gasoline
03 - Sympathetic
04 - Fine Again
05 - Needles


 Seether (EP) - 2002

01 - Needles
02 - Fine Again
03 - Gasoline
04 - Pig
05 - Driven Under

 Disclaimer - 2002

01 - Gasoline
02 - 69 Tea
03 - Fine Again
04 - Needles
05 - Driven Under
06 - Pride
07 - Sympathetic
08 - Your Bore
09 - Fade Away
10 - Pig
11 - Fuck It
12 - Broken


 Disclaimer II - 2004

01 - Gasoline
02 - 69 Tea
03 - Fine Again
04 - Needles
05 - Driven Under
06 - Pride
07 - Sympathetic
08 - Your Bore
09 - Fade Away
10 - Pig
11 - Fuck It
12 - Broken
13 - Sold Me
14 - Cigarettes
15 - Love Her
16 - Take Me Away
17 - Got It Made
18 - Out Of My Way
19 - Hang On
20 - Broken (Feat. Amy Lee)


 Karma And Effect - 2005

01 - Because Of Me
02 - Remedy
03 - Truth
04 - The Gift
05 - Burrito
06 - Given
07 - Never Leave
08 - World Falls Away
09 - Tongue
10 - I'm The One
11 - Simplest Mistake
12 - Diseased
13 - Plastic Man
14 - Kom saam met my (Untitled Track)

 One Cold Night (Acoustic Live) - 2006

01 - Gasoline
02 - Driven Under
03 - Diseased
04 - Truth
05 - Immortality
06 - Tied My Hands
07 - Symphatetic
08 - Fine Again
09 - Broken
10 - The Gift
11 - Remedy
12 - Plastic Man
13 - Needles
14 - The Gift (Alternate Mix) (Studio Track)

 Finding Beauty In Negative Spaces - 2007

01 - Like Suicide
02 - Fake It
03 - Breakdown
04 - Fmlyhm
05 - Fallen
06 - Rise Above This
07 - No Jesus Christ
08 - Six Gun Quota
09 - Walk Away From The Sun
10 - Eyes Of The Devil
11 - Don't Believe
12 - Waste
13 - Careless Whisper
14 - Careless Whisper (Strings Version)
15 - Quirk (Demo Version- ''Fake It'') (Bonus Track)
16 - Naked (Bonus Track)
17 - Left For Dead (B-Side)
18 - Untitled [Instrumental] (Bonus Track)

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 Rhapsody Originals (EP) - 2008

01 - Broken
02 - Fine Again
03 - Rise Above This
04 - Fake It

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 iTunes Originals (Compilation) - 2008

01 - The Band Started In May 1999
02 - Gasoline (iTunes Originals)
03 - We Had to Write a Single, and We Didn't Know What That Meant
04 - Fine Again (iTunes Originals Version)
05 - It Needs To Be Discovered By Fans
06 - Sympathetic (iTunes Originals)
07 - We Thought We Were Starting Karma And Effect
08 -Broken (iTunes Originals Version)
09 - We Did Sold Me At The Same Time As Broken
10 - Sold Me (iTunes Originals)
11 - The Original Title Was Cater To Cowards
12 - Remedy (iTunes Originals Version)
13 - We Weren't Going To Use It For Our Band
14 - The Gift (iTunes Originals)
15 - I Was Having Fun Today Playing With A Lot Of Effects
16 - Truth (iTunes Originals Version)
17 - A Lot Of Our Music Translates Acoustically
18 - Tied My Hands (iTunes Originals)
19 - He Was The Number One Fan
20 - Fake It (iTunes Originals Version)
21 - Let's Tease People With What's Coming With That Song
22 - Like Suicide (iTunes Originals)
23 - I Was Feeling Nostalgic
24 - Rise Above This (iTunes Originals Version)
25 - I Picked It For The Chorus
26 - Across The Universe (iTunes Originals Version)

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 Holding Onto Strings Better Left To Fray - 2011

01 - Fur Cue
02 - No Resolution
03 - Here And Now
04 - Country Song
05 - Master Of Disaster
06 - Tonight
07 - Pass Slowly
08 - Fade Out
09 - Roses
10 - Down
11 - Desire For Need
12 - Forsaken
13 - Dead Seeds (Bonus Track)
14 - Yeah (Bonus Track)
15 - Nobody (Bonus Track)
16 - Effigy (Bonus Track)

 Remix (EP) - 2012

01 - Tonight (Neon Feather Remix)
02 - Country Song (Elder Jepson Remix)
03 - Tonight (Polymer Drone Remix)
04 - No Resolution (Skolnik Remix)
05 - Roses (Protector Drumstep Remix)
06 - Fur Cue (Mike Olson Remix)


 Seether 2002-2013 (Compilation) - 2013

CD 01

01 - Fine Again
02 - Driven Under
03 - Gasoline
04 - Broken (feat. Amy Lee)
05 - Remedy
06 - Truth
07 - The Gift
08 - Fake It
09 - Rise Above This
10 - Breakdown
11 - Careless Whisper
12 - Country Song
13 - Tonight
14 - No Resolution
15 - Here And Now

CD 02

01 - Seether
02 - Safe To Say I've Had Enough
03 - Weak
04 - Out Of My Way (Freddy Vs. Jason Soundtrack)
05 - Hang On (Daredevil Soundtrack)
06 - Blister
07 - Innocence
08 - Let Me Go
09 - No Shelter (NCIS Soundtrack)
10 - Burn The Bridges (Demo)
11 - Butterfly With Teeth (Demo)
12 - Melodious (Demo)

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 Isolate And Medicate (Deluxe Edition) - 2014

01 - See You At The Bottom
02 - Same Damn Life
03 - Words As Weapons
04 - My Disaster
05 - Crash
06 - Suffer It All
07 - Watch Me Drown
08 - Nobody Praying For Me
09 - Keep The Dogs At Bay
10 - Save Today
11 - Turn Around (Bonus Track)
12 - Burn The World (Bonus Track)
13 - Goodbye Tonight - Van Coke Kartel (Bonus Track)
14 - Weak (Bonus Track)



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Asking Alexandria - Discografia Comentada

É muito comum as pessoas julgarem bandas por trechos de músicas, por popularidade, por aparência, ou por fãs, no meio da música pesada, infelizmente. Os pré-conceitos acabam por minar a oportunidade de dar atenção a bandas que fazem som de respeito, independente de qualquer outro fator externo, como aparência.
Devido à aparência moderna e até mesmo afeminada - diga-se de passagem - dos músicos, e por ser mainstream, o Metalcore é uma subvertente do Metal que recebe muita rejeição por parte dos headbangers que curtem estilos mais tradicionais (ou mais centrados no que é considerado "Metal de verdade"), e há anos está na moda e conquista a molecada que está apenas conhecendo o que é música pesada. O fato das bandas da linha serem insistentemente expostas, e o fato de conseguirem fazer o lado pesado oriundo de estilos como Death Metal, Melodic Death Metal e até Grindcore/Hardcore ser executado ombro a ombro com o lado leve, tomado emprestado de estilos como o Alternative Rock, faz com que seu som seja assimilável para quem não está tão acostumado com som pesado. Logo, surgem os fãs. E é assim que começa mesmo. De algum ponto os headbangers "plenos" começaram também.
Essa é mais uma daquelas bandas que por muito tempo ignorei, até porque não gosto de Bullet For My Valentine. De certa forma, o Asking Alexandria é bem mais próximo do Bullet do que de outras bandas do gênero que gosto, como o The Agonist... Até que decidi dar uma chance e ver como é o som, e... cara, que banda! Eu não gosto da forma como os intérpretes vocais cantam limpo no Metalcore, mas com o Asking Alexandria, isso se tornou relevável em vista da "foderozidade" dos demais elementos, em especial nos dois primeiros álbuns pós-assentamento na Inglaterra (pois o debut de verdade foi lançado em Dubai, com uma formação diferente), pois no terceiro os caras deixam a peteca cair para um som mais leve, com músicas mais homogêneas.
Muitos não imaginam, mas o início do Asking Alexandria se deu em um lugar completamente diferente do que é dito. É oficialmente divulgado que o conjunto nasceu em 2008 em York, na Inglaterra, mas as raízes da banda enfincam mais profundamente no solo. Tudo na verdade começou em 2006, na cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, por iniciativa do guitarrista Ben Bruce, que nasceu em Londres, mas viveu em Dubai. Por lá, preencheu a formação com membros locais e os trabalhos de composição naturalmente iniciaram, até que em 2007, lançaram o álbum de estreia "The Irony of Your Perfection", que viria a ser relançado mais tarde pela Sumerian Records. O registro é pesado e muito bem gravado, seguindo uma seca e estreita linha de Metalcore. Embora o disco seja ótimo, não tem a cara do Asking Alexandria atual, não tem a mesma versatilidade, carecendo de muitos elementos que definem a banda de fato, que mencionarei mais abaixo nos comentários sobre os discos seguintes. Interessante é a secura dos riffs de guitarra, e o grande investimento no vocal rasgado, que se apresenta muito mais do que o vocal limpo. A porradaria é frenética, enquanto o vocal é desesperado e bastante entregue, até teatral.
No entanto, Ben Bruce percebeu que em Dubai, a banda não conseguiria despontar no cenário mundial, por isso arrumou as malas e se mudou de mandou de volta para a Inglaterra em 2008, onde encontrou o vocalista Danny Worsnop, começando, assim, a nova fase do Asking Alexandria. O restante do line-up foi completado por Cameron Liddell na guitarra base, Joe Lancaster no baixo, James Cassells na bateria e Ryan Binns nos teclados sintetizadores. As primeiras baixas ocorreram rapidamente ainda naquele ano, em decorrência das saídas de Ryan Binns em 2008, e Joe Lancaster em 2009. Apenas a vaga de baixista de Joe foi preenchida por Sam Bettley, enquanto o vocalista Danny Worsnop se deslocou também para a função de tecladista e programação. O nome da banda permaneceu o mesmo, e Ben Bruce alega que é o mesmo nome, mas não a mesma banda, por isso é a partir daqui que a banda começa oficialmente, até por não gostar do primeiro álbum e por se tratar de outra época e local. Tem bandas que são assim mesmo, negando o que já fizeram para encarar as coisas, a partir de determinado ponto, como um novo começo.
E então começaram a trabalhar no álbum de estreia (oficial), após assinar com a Sumerian Records, e lançaram em 2009 o fantástico e melhor álbum da discografia: "Stand Up and Scream". Embora a linha principal seja a do Metalcore, a última coisa que esse novo Asking Alexandria é, é linear. Em consonância com o som base, tomaram como referência bandas de Hard Rock tais como Whitesnake, Skid Row, Aerosmith e Mötley Crüe; música eletrônica; Grindcore e Hardcore no instrumental; e vários outros elementos, inclusive certa orquestração, combinaram tudo e desenvolveram uma sonoridade de alto nível, organizada e coerente.
O que é apresentado é uma poderosa alternância entre vocais guturais rasgados e fechados (muitas vezes combinados), com determinados espaços para vocais limpos, além de coros típicos de Hard Rock em inícios ou fins de frase. Esses vocais são embasados por um instrumental que oscila entre a agressividade do Metalcore (que por si só recebe pitacos de Death e Melodic Death Metal), a cadência de riffs quebrados do Grindcore e a acessibilidade agitada do Rock Alternativo, ainda somados com elementos de Música Eletrônica, tornando os trechos mais encorpados ou até dançantes, caso o lado Metal desapareça. Parece que não cabe isso tudo de forma organizada em uma única banda, mas sim, cabe, e muito!
Apesar de toda a excelência do disco de estreia, a banda chegou aos charts apenas nos Estados Unidos, onde a melhor posição foi a 4ª no Top Heatseekers. Uma turnê de divulgação nos Estados Unidos se sucedeu, apoiando bandas como Evergreen Terrace, The World Alive, From Fist To Last, entre outras.
A partir de 2010, o grupo passou a se apresentar como banda principal em diversos eventos, dividindo palco com bandas como Born of Osiris, We Came As Romans, Bury Tomorrow, e várias outras. Mas fora a grande carga de shows, o único lançamento do ano foi o EP "Life Gone Wild", trazendo seis músicas, dentre as quais duas são excelentes covers de "Youth Gone Wild" e "18 and Life" do Skid Row.
O segundo álbum de estúdio, "Reckless & Relentless", saiu em abril de 2011 e consolida de vez o talento dos garotos britânicos. Mantendo o pique do primeiro álbum, mas com ainda mais vigor, um pouco mais de incidência de vocais limpos e belas introduções de algumas orquestrações e pianos, esse disco demonstra também maturidade. Elementos de música eletrônica são menos aparentes, mas estão presentes, camuflados no meio da intensidade de distorção. No entanto, o primeiro é mais impressionante aos meus ouvidos, e este segundo, um tanto homogêneo, oferecendo uma leve dificuldade de identificação das músicas. Mas assim como "Stand Up and Scream", o decorrer inteiro do disco é fodaço.
A representação dessa consolidação se deu com o aparecimento dos caras nos charts de Austrália, Reino Unido, e novamente nos Estados Unidos.
Nova turnê subsequenciou o álbum, passando por Austrália, Europa, Estados Unidos, e acompanhando bandas como Chelsea Grin, Hollywood Undead, Of Mice & Men e Avenged Sevenfold.
Dois mil e onze também foi ano de lançamento do disco remix "Stepped Up and Scratched", trazendo canções dos dois álbuns, claro, em versões remixadas.
Em 2012, mais um EP-tributo às suas influências chega às prateleiras, intitulado "Under The Influence: A Tribute To The Legends of Hard Rock", apresentando covers de bandas como Journey, Whitesnake, Mötley Crüe e Def Leppard, além da nova faixa "Run Free", que viria no disco seguinte.
O mês de dezembro de 2012 trouxe alguns infortúnios para a banda, assustando tanto aos caras quanto aos fãs, a começar pelo acidente que sofreram no dia 2, na estrada entre Chicago e Cleveland, nos Estados Unidos. Ninguém se feriu gravemente, mas o busu ficou destruído. No dia 9, em Nova Iorque, Danny Worsnop rompeu uma corda vocal e não pôde se apresentar naquela noite. Para não cancelar o show, os vocalistas Chris Fronzak (Attila) e Devin Oliver (I See Stars) o substituíram. Após a consulta médica, foi receitado a Danny apenas um remédio e lhe foi recomendado não forçar as cordas vocais por um bom tempo, e após esse repouso, poderia cantar normalmente de novo.
Alguns podem dizer que sim, mas provavelmente isso não afetou o direcionamento da banda vocalmente, até porque o terceiro álbum contém muitos guturais. De qualquer forma, em 2013, "From Death To Destiny" surgiu e apresenta um Asking Alexandria com postura mais pé no freio, se comparando com antes. Os riffs estão mais próximos de um Heavy/Groove Metal, tornando a sonoridade menos pegada, e os vocais guturais aparecem bem, mas os limpos são mais frequentes. Outro detalhe é a maior exploração dos violinos e do Rock Alternativo, bem como de "travadas" típicas do Eletrônico. Em suma, um álbum mais leve, mais acessível, comercial, com poucos riffs fortes e quebrados como antes. As canções até têm sua força nos versos, mas quando chegam às pontes e refrões, suavizam, se homogenizam e comercializam. Refrões grudentos, fáceis de decorar. No decorrer do registro, o passo parece cair, ficando chato. Porém, não é de todo um álbum ruim. Algumas músicas, como "Poison", até lembram os primeiros passos do Slipknot.
O trabalho vendeu bastante logo na primeira semana, fazendo com que a banda alcançasse sua posição mais elevada nos charts até então, e que se tornasse o álbum que mais vendeu logo na primeira semana na história da Sumerian Records.
Naturalmente, outra turnê teve início, dividindo os palcos com August Burns Red, Born of Osiris, Korn, Bring Me The Horizon, e várias outras bandas.
O Asking Alexandria é, de fato, um conjunto que mostra pra que veio, com uma puta musicalidade bem trabalhada, versátil, e competente. Dou ênfase aos dois primeiros álbuns, mas o terceiro, também tem qualidade, é bem gravado, mas não é muito minha preferência. No entanto, satisfaz a quem é adepto da linhagem.
Esse rico estilo musical chamado Heavy Metal é, até hoje, um gênero que sofre preconceito por parte dos desinformados. Um gênero marginalizado. Como se já não bastasse isso, ainda os próprios headbangers têm preconceitos entre si. Preconceito dentro do próprio estilo musical que tanto amam. E isso acaba por fazer deixar passar uma penca de bandas interessantes. Não sou referência pra nada, nem senhor da razão nisso, mas se eu não ouvisse novas bandas de mente aberta, se me mantivesse restrito, bem... não teria conhecido muitas bandas fodas, muitas das quais hoje estão entre minhas bandas preferidas. Vale a pena? Vale a pena é pelo menos dar uma chance para qualquer banda!

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 The Irony of Your Perfection (2007)

01 - In Loving Memory of You, Despite You
02 - Writing Her Ballad
03 - Bitter Revenge, Sweet Tragedy
04 - Bite Your Lip and Fake It
05 - Asking For Ashes
06 - My Last Words Before It's All Over
07 - Numb In A Matter of Screams
08 - Gramophone Elegance
09 - Bullets In A Music Box
10 - Wings For The Sake of Falling
11 - Friends Before Angels
12 - The Irony of Your Perfection
13 - Red Letter Day
14 - Bite Your Lip and Fake It (Demo)
15 - Gramophone Elegance (Demo)
16 - Snow Falls As Memories Fade

 Demo (Demo) (2008)

01 - The Final Episode (Let's Change The Channel)
02 - A Single Moment of Sincerity
03 - A Candlelit Dinner With Inamorta
04 - Nobody Don't Dance No More
05 - I Was Once, Possibly, Maybe, Perhaps, A King
06 - Not The American Average

 Stand Up and Scream (2009)

01 - Alerion
03 - A Candlelit Dinner With Inamorta
04 - Nobody Don't Dance No More
05 - Hey There Mr. Brooks (feat. Shawn Milke)
06 - Hiatus
07 - If You Can't Ride Two Horses At Once... You Should Get Out of The Circus
08 - A Single Moment of Sincerity
10 - I Used To Have A Best Friend (But Then He Gave Me An STD)
12 - I Was Once, Possibly, Maybe, Perhaps A Cowboy King
13 - When Everyday's The Weekend

Ouvir (Spotify)

 Life Gone Wild (EP) (2010)

01 - Youth Gone Wild (Skid Row Cover)
02 - 18 and Life (Skid Row Cover)
03 - A Single Moment of Sincerity (Bare Remix)
04 - Not The American Average (Voorny Remix)
05 - I Was Once, Possibly, Maybe, Perhaps A Cowboy King (Demo Version)
06 - Breathless

Ouvir (Spotify)

 Reckless and Relentless (2011)

01 - Welcome
02 - Dear Insanity
03 - Closure
04 - A Lesson Never Learned
06 - Dedication
08 - Breathless
09 - The Match
10 - Another Bottle Down
11 - Reckless and Relentless
12 - Morte Et Dabo
13 - When Everyday's The Weekend (Big Chocolate Remix)
14 - Nobody Don't Dance No More (Noah D Remix)
15 - If You Can't Ride Two Horses At Once... You Should Get Out of The Circus (Noah D Remix)
16 - I Was Once, Possibly, Maybe, Perhaps, A Cowboy King (Robotsonics Remix)
17 - A Prophecy (Big Chocolate Remix)

Ouvir (Spotify)

 Stepped Up and Scratched (Remix Album) (2011)

01 - A Single Moment (KC Blitz Remix)
02 - Another Bottle Down (Tomba Remix)
03 - Reckless & Relentless (Document One Remix)
04 - I Was Once, Possibly, Maybe, Perhaps A Cowboy King (Robotsonics Remix)
05 - To The Stage (Bare Remix)
06 - A Lesson Never Learned (Celldweller Remix)
07 - The Final Episode (Let's Change The Channel) (Borgore Remix)
08 - A Candlelit Dinner With Inamorta (RUN DMT Remix)
09 - If You Can't Ride Two Horses At Once... You Should Get Out of The Circus (Noah D Remix)
10 - I Used To Have A Best Friend (But Then He Gave Me An STD) (Big Chocolate Remix)
11 - Dear Insanity (Revaleso Remix)
12 - Not The American Average (J. Rabbit Remix)
13 - Morte Et Dabo (Sol Invicto Remix)
14 - Closure (Mecha Remix)
15 - A Prophecy (Big Chocolate Remix)
16 - A Lesson Never Learned (Sol Invicto Remix)

Ouvir (Spotify)

 Under The Influence: A Tribute To The Legends of Hard Rock (EP) (2012)

02 - Kickstart My Heart (Mötley Crüe Cover)
05 - Run Free

 From Death To Destiny (2013)

01 - Don't Pray For Me
04 - Run Free
05 - Break Down The Walls
06 - Poison
07 - Believe
08 - Creature
09 - White Line Fever
10 - Moving On
11 - The Road
12 - Until The End
13 - The Death of Me (Rock Mix)

Ouvir (Spotify)

 I Won't Give In (Single) (2015)

01 - I Won't Give In

Ouvir (Spotify)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Skyclad - Discografia

Intensamente difundido nos tempos atuais, o Folk Metal é uma vertente mais que conhecida da música pesada que conquista ouvintes com frequência devido ao inusitado fato de unir instrumentos pesados típicos do Heavy Metal com harmoniosos e folclóricos instrumentos do Folk, resultando em uma sonoridade medieval, mágica, de época. Qualquer headbanger é capaz de ressaltar um certo número de bandas que fazem Folk Metal puro ou combinado com outros subgêneros mesmo que não seja adepto pleno da linha, mas o que é engraçado é que dificilmente o nome de uma banda em especial é mencionado: o Skyclad.
Surgido em Newcastle-Upon-Tyne, na Inglaterra, o Skyclad tem uma grande relevância. Qual é ela? Bom, tudo tem um início, certo? Toda sub-vertente começa com essa ou aquela banda ou artista fazendo algo até então novo. Então... no inusitado Folk Metal, o Skyclad ostenta o título de banda pioneira! Ninguém antes. Só depois. É bem verdade que no início o som era mais orgânico, um tanto rústico, mas ao longo de seus vários álbuns, os britânicos foram refinando a proposta até que moldaram as características plenamente Folk que tão bem conhecemos hoje, por mais que os discos mais recentes sejam mais pesados. São bons demais!!
A formação aconteceu em 1990. A banda escolheu o termo "Skyclad" devido ao paganismo de suas crenças, altamente orientadas à natureza. Em tradução livre, "skyclad" significa "vestido pelo céu", em alusão ao ritual de nudez pagão. Significa exatamente que se vestem apenas com a própria natureza. Que o céu é sua roupa e proteção.
Tudo começou com o forjamento de uma aliança entre o vocalista Martin Walkyier (ex-Sabbat) e o guitarrista Steve Ramsey (ex-Satan e Pariah), que objetivavam alcançar uma sonoridade pagã, coisa bastante incomum até então. Chegaram inclusive a cogitar adotarem visuais ao estilo Robin Hood, mas a ideia não foi adiante, fazendo portanto com que os caras buscassem apenas um som medieval. Completando a formação, o baixista Graeme English (ex-Pariah), o baterista Keith Baxter e o violinista Mike Evans ingressaram, arando o solo para plantar as sementes da proposta.
Em 1991, conseguiram assinar com o selo Noise Records, viabilizando o lançamento oficial de seus dois primeiros registros ainda naquele ano: a começar pela split "Lemming Project/Skyclad", que, como o próprio nome sugere, compreende músicas das duas bandas, mais precisamente duas de cada. E, por fim, pouco depois, o álbum de estreia "The Wayward Sons of Mother Earth". Esse é um disco que evidencia todo o experimentalismo da proposta musical, ainda faltando muita lapidada, muito trabalho, muito desenvolvimento. O som é basicamente um Heavy Metal que flerta com o Thrash Metal, com trechos de violinos intrusos que não chegam a convencer, mas dão certa beleza às canções. Mas tem direito a tudo: de riffs harmoniosos a solos satisfatórios e violões. O lado Thrash é bastante revelado através do vocal de Martin Walkyier, que é firme, raivoso, com uso de drives.
Logo ali em 1992, a formação foi novamente complementada, agora com um segundo guitarrista chamado Dave Pugh, e uma nova violinista, Fritha Jenkins, que também cuida dos teclados e bandolim. Com isso, mais dois trabalhos foram lançados: primeiro o EP de seis faixas "Tracks From The Wilderness", subsequenciado logo em seguida, em abril, pelo álbum "A Burnt Offering For The Bone Idol", um disco à semelhança do primeiro, mas com uma atmosfera Folk que apresenta leves avanços devido à introdução dos teclados e melhor trabalho com os violinos.
Mantendo o ritmo acelerado, sai em 1993 o terceiro álbum de estúdio do sexteto, intitulado "Jonah's Ark", e o quarto já sai no ano seguinte, "Prince of The Poverty Line", esse último já com outra violinista/tecladista: Catherine Howell. Ambos naturalmente, possuem uma sonoridade um pouco melhor composta, organizada e mais convincente, mesmo que o desenvolvimento de um Folk mais harmonioso seja realizado a passos lentamente progressivos. Especialmente o "Prince of The Poverty Line" é bastante rico com percussões muito bem introduzidas e ótima exploração de guitarras limpas, violões e violinos bem sentimentais. É nele que você começa a ser capaz de sentir um Folk mais sólido nascendo, em consonância com a secura do Heavy Metal base.
A inconstância da formação tem sequência em 1995, com a saída da recém chegada violinista/tecladista Catherine Howell, que foi prontamente substituída por Georgina Biddle, que realiza exatamente as mesmas funções. Com essa alteração, novamente lançam um álbum naquele ano: "The Silent Whales of Lunar Sea", que é simplesmente o melhor dentre os álbuns ainda "rústicos". Com direito a violinos excelentemente trabalhados, músicas com mais harmonia, violões, bandolim e banjo, esse registro se torna o mais agradável até então, dando uma sensação realmente gostosa no seu decorrer. Esse disco pode ser interpretado como uma transição entre o orgânico som anterior e o Folk bem desenvolvido e melodioso que viria nos próximos álbuns.
Outro álbum que também se situa na "zona de transição" é o "Irrational Anthems", lançado em fevereiro de 1996, agora pela Massacre Records. Na mesma pegada de "The Silent Whales of Lunar Sea", mas talvez nem tão foda quanto, esse trabalho também representa a transcendência do som mais cru ao som mais coeso. A aspereza do Heavy Metal se mantém, bem como a agressividade do vocal de Martin, ao mesmo tempo em que muitos riffs se mostram muito bem adaptados à felicidade dos instrumentos folclóricos, materializando o rosto do Folk Metal pleno, como é conhecido hoje. Mas para esse ótimo lançamento, a banda sofreu baixas no line-up, pra variar. Mas foram apenas baixas, pois o guitarrista Dave Pugh, que era um dos poucos estáveis na banda, saiu, acompanhado pelo baterista Keith Baxter. "Irrational Anthems" foi portanto gravado com apenas um guitarrista, e o baterista Paul Smith foi contratado apenas como membro de sessão, só para a gravação do disco.
Como a banda gostava de trabalhar e ideias surgiam o tempo todo em suas mentes, levando-os a pôr tudo na ponta do lápis para rapidamente em seguida pôr na ponta da língua, palheta, baqueta, dedo ou arco, os trabalhos para mais um álbum despontaram e conseguiram, ainda no mesmo ano de 1996, em novembro, lançar outro álbum, agora o maravilhoso "Oui Avant-Garde Á Chance". Esse sim pode ser chamado de um álbum do mais singelo Folk Metal, onde a banda finalmente alcançou a perfeição do estilo, com total percepção musical de época. Iniciando uma nova fase de maturidade e domínio musical do conjunto, esse álbum apresenta guitarras que não se sobrepõem nem causam estranheza ao tocarem junto com o violino e teclados. Não soam deslocadas. Estão perfeitamente encaixadas, enquanto os instrumentos folclóricos apresentam um ápice de alegria e criatividade. Isso afeta inclusive o vocal de Martin Walkyier, que investe um pouco menos nos drives, comportando o vocal, mas isso não é uma crítica, e sim um ponto positivo em vista de como o álbum é instrumentalmente. Trabalho muito foda! Em relação à formação, agora eles contam com um baterista fixo, o Paul Kinson. Porém, o rapaz não gravou todas as faixas. As gravações foram divididas entre ele e o anterior de sessão, Paul Smith, provavelmente porque ele chegou à banda em meio às gravações. Michael Boden também foi um músico adicionado à formação, como guitarrista de sessão.
O álbum seguinte se chama "The Answer Machine?", e foi lançado em 1997 através da Swanlake Records. Novamente um Folk Metal belíssimo é executado, e dessa vez, mais rico que nunca no que diz respeito a variedade de instrumentos adotados. A formação oficial permanece a mesma, mas a variedade instrumental é obtida por meio de um número de membros de sessão, que contribuem com suas habilidades em instrumentos como diversos tipos de instrumentos de sopro, percussões, acordeões, banjos, e até mesmo o vocal feminino de Yasmin Krull (irmã de Alexander Krull, vocalista e tecladista do Atrocity e Leaves' Eyes, também casado com a vocalista Liv Kristine, ex-Theatre of Tragedy), na animada faixa "The Thread of Evermore".
O ano de 1998 quebrou o pique do Skyclad de lançar um álbum a cada ano. O máximo que lançaram foi um excelente EP, intitulado "Outrageous Fortunes", trazendo quatro antigas faixas em versões rearranjadas acusticamente.
De volta à Massacre Records, o nono álbum de estúdio foi lançado em 1999, agora intitulado "Vintage Whine". Mais um álbum muito foda, agora a abordagem da banda volta a ser agressiva, porém, não rústica como nos primeiros álbuns. Com uma postura mais forte, acelerada, até mais Punk, esse disco provoca uma sensação mista entre agradabilidade e dureza, impondo que o Folk Metal bem tocado não precisa necessariamente ser macio. Aqui a formação volta a ser configurada em um sexteto composto pelos membros de longa data Martin Walkyier (vocal), Steve Ramsey (guitarra e violão), Graeme English (baixo), e os novos membros Kevin Ridley (guitarra e violão), Jay Graham (bateria, percussão e trompete) e Georgina Biddle (violino, teclados e piano).
O maior indicativo de que a banda, apesar de ter vários álbuns lançados, demorou para ter algum maior reconhecimento, foi que só após o lançamento de "Vintage Whine" que assinaram contrato com um selo realmente poderoso... e esse selo era nenhum menos que a Nuclear Blast. Com formação estabilizada até então, o ano de 2000 transcorreu finalizando os trabalhos pro décimo álbum de estúdio, que foi lançado em outubro, comicamente nomeado "Folkémon", em clara referência ao anime/jogo eletrônico Pokémon. Novamente, um excelente disco onde peso e folclore se encontram em equilíbrio.
Infelizmente, em 2001, o vocalista e fundador Martin Walkyier deixa o conjunto alegando diversas razões como dificuldades financeiras e conflitos internos entre os membros da banda contra ele, inclusive no que diz respeito a turnês. Martin reclamava muito da falta de interesse dos demais membros em excursionar pela América do Sul. Mas os demais membros diziam que Martin era um cara difícil de lidar, e essa dificuldade era a principal responsável pela conhecida instabilidade da formação. Enquanto Martin saiu e fundou o The Clan Destined, Kevin Ridley, guitarrista, foi deslocado também para a função de vocalista. O baterista Jay Graham também saiu, sendo substituído por Arron Walton. Essas mudanças talvez revelem que de fato Martin era um problema, pois daqui em diante a banda se manteria com a mesma formação sempre.
Dois mil e um também foi o ano da chegada do primeiro disco ao vivo dos ingleses, chamado "Another Fine Mess", lançado pela Demolition Records. A performance foi registrada em áudio em 1995 no festival holandês Dynamo Open Air, que são justamente as faixas de 1 a 8. De 9 a 12, são as quatro faixas integrantes do EP "Outrageous Fortunes", de 1998.
Já em 2002 o ano transcorreu sem novidades inéditas, coisa rara até então, pois a banda lançava pelo menos um novo trabalho por ano. Naquele ano, lançaram as compilações "History Lessens: An Introduction To The Artist" e "No Daylight Nor Heeltaps" em março, e, em outubro, mais um disco ao vivo, "Live At The Dynamo", com 52 minutos de duração do mesmo show do live lançado no ano anterior, ainda na época de Martin Walkyier no vocal.
Os tempos que transcorreram a seguir foram marcados por litígios entre Martin e o restante da banda sobre direitos de marca e lançamento de faixas que tenham sido gravadas com ele. Isso atrasou bastante o bom andamento da banda, e consequentemente, o lançamento de discos. Apenas quatro anos após "Folkémon" é que mais um álbum de estúdio foi lançado. Com isso, em 2004, via Demolition Records, vem à luz o fodaço "A Semblance of Normality", o primeiro sem Martin. A banda segue o passo de sua maturidade, combinando com cada vez mais lucidez os instrumentos escolhidos. Assim como os anteriores, os caras seguem apostando em peso, e aqui, a banda investe de um modo ainda mais latente nos teclados, que dão uma bela encorpada na musicalidade, ficando, portanto, bem evidente, ao invés de apenas sustentar o background como antes. E mais: orquestrações e órgãos também se fazem presentes! Sempre que uma banda muda de vocalista (que é a alma do negócio), há receio sobre como a banda passará a soar. No entanto, no caso do Skyclad, o receio não é necessário, uma vez que Kevin Ridley adotou um vocal e postura extremamente parecidos com os de Martin, afim de preservar a essência do que o Skyclad desenvolveu como característica de si.
Em 2006, mais um EP foi lançado, também contendo quatro músicas, intitulado "Jig-a-Jig". Pela primeira vez em muito tempo, ocorre o lançamento de um trabalho independente. O compacto foi disponibilizado tanto no site oficial quanto nos shows que realizavam.
O álbum mais recente da banda é o "In The... All Together", trazido pela Scarlet Records em 2009, que apresenta um lado Folk menos incidente, e um lado Heavy Metal mais sobressaltado. É um trabalho que, como o nome sugere, junta tudo o que a banda fez até então; Por hora se parece com o que já vinham fazendo nos discos mais recentes, e por outra (mais insistente), com os primeiros trabalhos. Kevin demonstra mais liberdade no vocal, parecendo bastante à vontade, abusando de drives. Soa meio individual. O trabalho é excelente e muito energético.
Skyclad... essa é uma banda que vale a pena conferir, não só pela óbvia qualidade musical, mas também para saciar uma curiosidade que muitos têm sobre como um determinado estilo nasceu e foi lapidado ao longo dos álbuns. Embora não tenham lançado nada desde 2009, o conjunto segue na ativa e por isso a expectativa de novos trabalhos no futuro é real.


 Lemming Project/Skyclad (Split) (1991)

01 - Lemming Project: Dust
02 - Lemming Project: Zerfall
03 - Skyclad: The Widdershins Jig
04 - Skyclad: The Cradle Will Fall


 The Wayward Sons of Mother Earth (1991)

01 - The Sky Beneath My Feet
02 - Trance Dance (A Dreamtime Walkabout)
03 - A Minute Piece
04 - The Widdershins Jig
05 - Our Dying Island
06 - Intro: Pagan Man
07 - The Cradle Will Fall
08 - Skyclad
09 - Moongleam and Meadowsweet
10 - Terminus


 Tracks From The Wilderness (EP) (1992)

01 - Emerald (Thin Lizzy Cover)
02 - A Room Next Door
03 - When All Else Fails
04 - The Declaration of Indifference (Live)
05 - Spinning Jenny (Live)
06 - Skyclad (Live)


 A Burnt Offering For The Bone Idol (1992)

01 - War and Disorder
02 - A Broken Promised Land
03 - Spinning Jenny
04 - Salt of The Earth (Another Man's Poison)
05 - Intermission
06 - Karmageddon (The Suffering Silence)
07 - Ring Stone Round
08 - Men of Straw
09 - R'vannith
10 - The Declaration of Indifference
11 - Alone In Death's Shadow


 Jonah's Ark (1993)

01 - Thinking Allowed
02 - Cry of The Land
03 - Schadenfreude
04 - A Near Life Experience
05 - The Wickedest Man In The World
06 - Earth Mother, The Sun and The Furious Host
07 - The Ilk of Human Blindness
08 - Tunnel Visionaries
09 - A Word To The Wise
10 - Bewilderbeast
11 - It Wasn't Meant To End This Way


 Prince of The Poverty Line (1994)

01 - Civil War Dance
02 - Cardboard City
03 - Sins of Emission
04 - Land of The Rising Slum
05 - The One Piece Puzzle
06 - A Bellyful of Emptiness
07 - A Dog In The Manger
08 - Gammadion Seed
09 - Womb of The Worm
10 - The Truth Famine
11 - Brothers Beneath The Skin (Bonus Track)


 The Silent Whales of Lunar Sea (1995)

01 - Still Spinning Shrapnel
02 - Just What Nobody Wanted
03 - Art-Nazi
04 - Jeopardy
05 - Brimstone Ballet
06 - A Stranger In The Garden
07 - Another Fine Mess
08 - Turncoat Rebellion
09 - Halo of Flies
10 - Desperanto (A Song For Europe?)
11 - The Present Imperfect
12 - The Dance of The Dandy Hound


 Irrational Anthems (1996)

01 - Inequality Street
02 - The Wrong Song
03 - Snake Charming
04 - Penny Dreadful
05 - The Sinful Ensemble
06 - My Mother In Darkness
07 - The Spiral Staircase
08 - No Deposit, No Return
09 - Sabre Dance
10 - I Dubious
11 - Science Never Sleeps
12 - History Lessens
13 - Quantity Time


 Oui Avant-Garde Á Chance (1996)

01 - If I Die Laughing, It'll Be An Act of God
02 - Great Blow For A Day Job
03 - Constance Eternal
04 - Postcard From Planet Earth
05 - Jumping My Shadow
06 - Bombjour!
07 - History Lessens (The Final Examination)
08 - A Badtime Story
09 - Come On Eileen (Dexys Midnight Runners Cover)
10 - Master Race (New Model Army Cover)
11 - Bombed Out (Instru-Mental)
12 - Penny Dreadful (Full Shilling Mix)


 Old Rope (Compilation) (1997)

01 - The Widdershins Jig
02 - Skyclad (Live)
03 - Spinning Jenny (Live)
04 - Alone In Death's Shadow
05 - Thinking Allowed
06 - The Wickedest Man In The World
07 - Earth Mother, The Sun and The Furious Host
08 - Cardboard City
09 - Land of The Rising Slum
10 - The One Piece Puzzle
11 - Just What Nobody Wanted
12 - Brothers Beneath The Skin
13 - The Present Imperfect
14 - Cradle Will Fall
15 - The Declaration of Indifference (Live)
16 - Ring Stone Round
17 - Men of Straw


 The Answer Machine? (1997)

01 - A Clown of Thorns
02 - Building A Ruin
03 - Worn Out Sole To Heel
04 - Single Phial
05 - Helium
06 - The Thread of Evermore
07 - Eirenarch
08 - Troublesometimes
09 - Isle of Jura
10 - Fainting By Numbers
11 - My Naked I
12 - Catherine At The Wheel
13 - Dead Angels On Ice


 Outrageous Fourtunes (EP) (1998)

01 - Land of The Rising Slum
02 - Sins of Emission
03 - Alone In Death's Shadow
04 - Spinning Jenny


 Vintage Whine (1999)

01 - Kiss My Sweet Brass
02 - Vintage Whine
03 - On With Their Heads!
04 - The Silver Cloud's Dark Lining
05 - A Well Beside The River
06 - No Strings Attached
07 - Bury Me
08 - Cancer of The Heart
09 - Little Miss Take
10 - Something To Cling To
11 - By George


 Massacre's Classix Shape Edition (Compilation) (1999)

01 - Vintage Whine
02 - Inequality Street
03 - Constance Eternal
04 - Building A Ruin
05 - Sins of Emission (Unplugged Version)


 Folkémon (2000)

01 - The Great Brain Robbery
02 - Think Back and Lie of England
03 - Polkageist!
04 - Crux of The Message
05 - The Disenchanted Forest
06 - The Antibody Politic
07 - When God Logs-Off
08 - You Lost My Memory
09 - Deja-vu Ain't What It Used To Be
10 - Any Old Irony?
11 - Swords of A Thousand Men (Bonus Track)


 Poetic Wisdom (Compilation) (2001)

01 - A Well Behind The River
02 - Cancer of The Heart
03 - Something To Cling To
04 - Worn Out Sole To Heel
05 - Troublesometimes
06 - I Dubious
07 - Science Never Sleeps
08 - History Lessens
09 - Bombjour!
10 - A Badtime Story


 Another Fine Mess (Live) (2001)

01 - Intro (Live)
02 - Another Fine Mess (Live)
03 - Cardboard City (Live)
04 - Art-Nazi (Live)
05 - The Wickedest Man In The World (Live)
06 - The One Piece Puzzle (Live)
07 - Still Spinning Shrapnel (Live)
08 - Just What Nobody Wanted (Live)
09 - Sins of Emission (Acoustic Version)
10 - Land of The Rising Slum (Acoustic Version)
11 - Alone In Death's Shadow (Acoustic Version)
12 - Spinning Jenny (Acoustic Version)


 History Lessens: An Introduction To The Artist (Compilation) (2002)

01 - Penny Dreadful (Full Shilling Mix)
02 - The Silver Cloud's Dark Lining
03 - Isle of Jura
04 - No Deposit, No Return
05 - Brimstone Ballet
06 - Constance Eternal
07 - Building A Ruin
08 - Emerald (Thin Lizzy Cover)
09 - I Dubious
10 - Jumping My Shadow
11 - A Bellyful of Emptiness
12 - Kiss My Sweet Brass
13 - Bury Me
14 - Single Phial
15 - By George


 No Daylights Nor Heeltaps (Compilation) (2002)

01 - Penny Dreadful
02 - Inequalty Street
03 - Spinning Jenny
04 - The Cry of The Land
05 - Another Fine Mess
06 - Sins of Emmission
07 - The Widdershins Jig
08 - History Lessens
09 - Land of The Rising Slum
10 - Single Phial


 A Semblance of Normality (2004)

01 - Intro (Pipes Solo)
02 - Do They Mean Us?
03 - A Good Day To Bury Bad News
04 - Another Drinking Song
05 - A Survival Campaign
06 - The Song of No-Involvement
07 - The Parliament of Fools
08 - Ten Little Kingdoms
09 - Like... A Ballad For The Disenchanted
10 - Lightening The Load
11 - NTRWB
12 - Hybrid Blues
13 - Outro (The Dissolution of Parliament)


 Jig-a-Jig (EP) (2006)

01 - Jig-a-Jig
02 - Mr Malaprope & Co.
03 - They Think It's All Over, (Well Is It Now?)
04 - The Roman Wall Blues


 In The... All Together (2009)

01 - Words Upon The Street
02 - Still Small Beer
03 - The Well-Travelled Man
04 - Black Summer Rain
05 - Babakoto
06 - Hit List
07 - Superculture
08 - Which Is Why
09 - Modern Minds
10 - In The... All Together