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domingo, 29 de junho de 2014

Anvil - Discografia Comentada

O Anvil é um conjunto de Heavy Metal que conseguiu ao longo de sua carreira sair do status de pouco reconhecido para, já veterano, atingir uma popularidade mundial.
O embrião do Anvil remonta ao ano de 1973, em Toronto, Canadá, quando amigos de escola Steve "Lips" Kudlow e Robb Reiner começaram a tocar juntos. Com eles estava o guitarrista Marty Hoffman, que deixou o trio logo após seu primeiro show. Após várias mudanças, a formação se estabelece em 1978, com "Lips" Kudlow (vocais, guitarra), Robb Reiner (bateria), Dave "Squirrely" Allison (vocais, guitarra) e Ian "Dix" Dickson (baixo). Nessa época chamavam-se Lips.
Em 1981, o conjunto lançou seu primeiro álbum Hard 'N' Heavy, de forma independente. Em razão do bom resultado, conseguiram um contrato com a gravadora Attic e relançaram o disco, além disso mudaram o nome da banda para Anvil.
O primeiro disco tinha composições simples (basta observar grande parte dos riffs), ainda assim, tinha aquela pegada do Heavy dos anos 80, em alguns momentos lembrando bandas como Judas Priest, Accept ou Saxon.
Após o lançamento, Lips foi convidado por Lemmy Kilmister para substituir "Fast" Eddie Clarke no Motörhead, mas o guitarrista preferiu continuar com o Anvil.
Em 1982, veio Metal On Metal, que tem três das melhores composições da carreira da banda, Mothra , 666 e a faixa-título. O álbum fez com o Anvil começasse a marcar seu lugar na história, sendo um conjunto que provava que o Metal pode ser divertido. O disco é obrigatório e um dos melhores da discografia do Anvil.
Já no ano seguinte veio o também ótimo Forged In Fire, álbum que repetiu a fórmula de sucesso de Metal On Metal e trouxe novos clássicos como Future Wars e Winged Assassins.
Acreditando no potencial da banda, o gerente do Aerosmith David Krebs e o assistente Paul O'Neill fecharam uma parceria com o Anvil, e, em 1983, convenceram a Attic a liberar a banda de seu contrato, para que pudessem assinar assinar com uma grande gravadora.
Infelizmente, as coisas não saíram como o esperado e parceria não deu certo pois, logo após romperem com a Attic, David Krebs parou de retornar os contatos da banda.
Isso fez com que encontrassem dificuldades para lançarem o próximo disco, o que só ocorreu em 1987, com Strength Of Steel, que tinha o selo da Metal Blade.
Strength Of Steel também está na linha de Metal On Metal e trouxe os clássicos Straight Between The Eyes e Wild Eyes. É outro álbum essencial na discografia do Anvil.
Em 1988 veio Pound For Pound, outro disco brilhante, que mostrava cada vez mais a veia Proto-Thrash do conjunto e que tinha simplesmente Blood On The Ice, uma das melhores da carreira do Anvil, e que é uma clara homenagem ao hóquei, esporte mais popular no Canadá.
Apesar da qualidade, mais uma vez, o Anvil não atingia o estrelato, o que o pode ser justificado por ter lançado ótimos álbuns em um período em que a música pesada apresentava clássicos de várias partes do mundo e de diversas vertentes.
Após lançar grandes discos e manter uma formação sólida, Dave "Squirrely" Allison desligou-se do Anvil em 1989, dando lugar para Sebastian Marino
O descontentamento com a fata de sucesso comercial, pode ser percebida em diversas composições do também ótimo Worth The Weight, de 1992, álbum que traz uma das melhores performances vocais de Lips (em alguns momentos lembrando Rob Halford), ótimos duetos de guitarras (fruto da parceria com Marino) e um trabalho fantástico nas linhas de baixo e bateria. A excelente gravação/produção ajudou a expor as virtudes da banda e o fato de trabalhar uma temática mais obscura combinou muito bem com a sonoridade pesada do disco. Somente para citar alguns destaques, temos a "Sabhatica" On The Way To HellBushpig Embalmer.
Após lançar Worth The Weight, Ian "Dix" Dickson deixou o Anvil e para seu lugar veio Mike Duncan, que permanece com o conjunto até 1996, quando dá seu lugar para Glenn "Glenn Five" Gyorffy. Em 1995, foi a vez Sebastian Marino anunciar sua saída para ingressar no Overkill, seu substituto foi Ivan Hurd.
Com essa formação lançam, em 1996, Plugged In Permanent, obviamente, uma paródia aos infinitos especiais da MTV intitulados MTV Unplugged. Plugged In Permanent não conseguiu repetir o sucesso de seus antecessores sendo que, pode ser caracterizado pela velocidade das composições em detrimento de sua qualidade. Esse álbum não reproduz em nenhum momento o que o Anvil é capaz de fazer.
Em 1997, vem Absolutely No Alternative, outro título que é uma paródia e que não conseguiu grande êxito, exceto pela engraçada Show Me Your Tits, que apresenta um verdadeiro Speed Metal, e pelas boas No One To Follow, Hair Pie e Red Light.
Speed Of Sound, de 1999, Plenty Of Power de 2001, Still Going Strong de 2002 e Back To Basics, de 2004, também não são álbuns brilhantes, mas que servem muito bem para mostrar o que é o Anvil, uma banda de Heavy Metal pesado, com um vocalista e letras engraçadas e um exímio baterista.
Como o conjunto não conseguia voltar a emplacar um disco que pudesse ser considerado essencial em sua discografia, encontraram sérias dificuldades para assinar com uma gravadora que estivesse disposta a trabalhar com o Anvil. Assim, em 2007, lançaram This Is Thirteen exclusivamente para download, no site oficial da banda. No disco, o conjunto se tornou um trio, com a saída de Ivan Hurd.
As coisas não andavam bem para o Anvil pois, apesar de terem conseguido um certo número de fãs e da manter intacta a mesma fórmula que caracterizou o som do conjunto, uma questão era certa: se não conseguiram sucesso comercial lançando grandes álbuns, como poderiam alcançar o estrelato em uma fase que não era tão inspirada?
E o conjunto conseguiu virar o jogo com o documentário Anvil: The Story Of Anvil, lançado em 2009, que retratou toda a sua carreira e serviu para apresentar a banda para o grande público.
Pouco tempo depois de seu lançamento, o Anvil tornou-se um fenômeno de popularidade, sendo convidado para participar de grandes festivais, o que os tornou ainda mais conhecidos.
A partir de então, iniciou-se uma grande busca pelos álbuns mais antigos do catálogo da banda, o que enfim, lhes rendeu o reconhecimento esperado e diversas pérolas dos ano 80 e 90 passaram a ser mais expostas e valorizadas.
Em 2011, lançaram o bom Juggernaut Of Justice, que, mesmo não sendo um clássico atendeu as expectativas e que conta com a ótima faixa-título e com When All Hell Breaks Loose.
Hope In Hell, décimo quinto álbum de estúdio, veio em 2013 e manteve a mesma pegada de Juggernaut Of Justice, ou seja, não é essencial, mas atende bem o seu propósito.
Sem dúvidas, o Anvil obteve seu reconhecimento um pouco tarde, mas ainda assim, não há como não reverenciar o trabalho que o conjunto fez nos 80 e 90. Se hoje não estão mais no auge, merecem a popularidade que alcançaram, pois jamais abandonaram sua sonoridade e sempre fizerem questão de exaltar o Metal!

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 Hard'n'Heavy (1981)

01 - School Love
02 - AC-DC
03 - At The Apartment
04 - I Want You Both (With Me)
05 - Bedroom Game
06 - Ooh Baby
07 - Paint It Black
08 - Oh Jane
09 - Hot Child
10 - Bondage

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 Anvil (EP) (1982)

01 - Stop Me
02 - Jackhammer
03 - Tease Me, Please Me
04 - Steamin'

 Metal On Metal (1982)

01 - Metal On Metal
02 - Mothra
03 - Stop Me
04 - March Of The Crabs
05 - Jackhammer
06 - Heatsink
07 - Tag Team
08 - Scenery
09 - Tease Me, Please Me
10 - 666

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 Forged In Fire (1983)

01 - Forged In Fire
02 - Shadow Zone
03 - Free As The Wind
04 - Never Deceive Me
05 - Butter-Bust Jerky
06 - Future Wars
07 - Hard Times - Fast Ladies
08 - Make It Up To You
09 - Motormount
10 - Winged Assassins

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 Backwaxed (Compilation) (1985)

01 - Backwaxed
02 - Steamin'
03 - Pussy Poison
04 - You're A Liar
05 - Fryin' Cryin'
06 - Metal On Metal
07 - Butter-Bust Jerky
08 - Scenery
09 - Jackhammer
10 - School Love

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 Strength Of Steel (1987)

01 - Strength Of Steel
02 - Concrete Jungle
03 - 9-2-5
04 - I Dreamed It Was The End Of The World
05 - Flight Of The Bumble Beast
06 - Cut Loose
07 - Mad Dog
08 - Straight Between The Eyes
09 - Wild Eyes
10 - Kiss Of Death
11 - Paper General

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 Pound For Pound (1988)

01 - Blood On The Ice
02 - Corporate Preacher
03 - Toe Jam
04 - Safe Sex
05 - Where Does All The Money Go
06 - Brain Burn
07 - Senile King
08 - Machine Gun
09 - Fire In The Night
10 - Cramps

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 Past And Present: Live In Concert (1989)

01 - Concrete Jungle
02 - Toe Jam
03 - Motormoun
04 - Forged In Fire
05 - Blood On The Ince
06 - March Of The Crabs / Jackhammer
07 - Metal On Metal / Winged Assassins
08 - 666 / Mothra

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 Worth The Weight (1992)

01 - Infanticide
02 - On The Way To Hell
03 - Bushpig
04 - Embalmer
05 - Pow Wow
06 - Sins Of The Flesh
07 - A.Z. #85
08 - Sadness
09 - Love Me When I'm Dead

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 Plugged In Permanent (1996)

01 - Racial Hostility
02 - Doctor Kevorkian
03 - Smokin' Green
04 - Destined For Doom
05 - Killer Hill
06 - Face Pull
07 - I'm Trying To Sleep
08 - Five Knuckle Shuffle
09 - Truth Or Consequence
10 - Guilty

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 Absolutely No Alternative (1997)

01 - Old School
02 - Green Jesus
03 - Show Me Your Tits
04 - No One To Follow
05 - Hair Pie
06 - Rubber Neck
07 - Piss Test
08 - Red Light
09 - Black Or White
10 - Hero By Death

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 Speed Of Sound (EP) (1999)

01 - Blood On The Ice
02 - Doctor Kevorkian
03 - Old School
04 - Speed Of Sound
05 - Metal On Metal

 Speed Of Sound (1999)

01 - Speed Of Sound
02 - Blood In The Playground
03 - Deadbeat Dad
04 - Man Over Broad
05 - No Evil
06 - Bullshit
07 - Matress Mambo
08 - Secret Agent
09 - Life To Lead
10 - Park That Truck

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 Anthology Of Anvil (Compilation) (2000)

01 - Metal On Metal
02 - Smokin' Green
03 - Winged Assasins
04 - Free As The Wind
05 - Old School
06 - Bushpig
07 - Blood On The Ice
08 - March Of The Crabs
09 - Jackhammer
10 - Speed Of Sound
11 - 666
12 - Stolen (Bonus Track)
13 - Paper General
14 - Forged In Fire
15 - School Love
16 - Motormount
17 - Dr Kevorkian
18 - Mothra

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 Plenty Of Power (2001)

01 - Plenty Of Power
02 - Groove Science
03 - Ball Of Fire
04 - The Creep
05 - Computer Drone
06 - Beat The Law
07 - Pro Wrestling
08 - Siren Of The Sea
09 - Disgruntled
10 - Real Metal
11 - Dirty Dorothy (Bonus)

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 Still Going Strong (2002)

01 - Race Against Time
02 - In Hell
03 - Holy Wood
04 - Still Going Strong
05 - Don't Ask Me
06 - Waiting
07 - White Rhino
08 - What I'm About
09 - Sativa
10 - Defiant

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 Back To Basics (2004)

01 - Fuel For The Fire
02 - Keep It Up
03 - Song Of Pain
04 - You Get What You Pay For
05 - The Chainsaw
06 - Can't Catch Me
07 - Go Away
08 - Bottom Feeder
09 - Cruel World
10 - Fast Driver

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 This Is Thirteen (2007)

01 - This Is Thirteen
02 - Bombs Away
03 - Burning Bridges
04 - Ready To Fight
05 - Flying Blind
06 - Room # 9
07 - Axe To Grind
08 - Feed The Greed
09 - Big Business
10 - Should' A Would' A Could' A
11 - Worry
12 - Game Over
13 - American Refugee
14 - Thumb Hang (Bonus Track)

 Juggernaut Of Justice (2011)

01 - Juggernaut Of Justice
02 - When Hell Breaks Loose
03 - New Orleans Voo Doo
04 - On Fire
05 - Fuken Eh!
06 - Turn It Up
07 - This Ride
08 - Not Afraid
09 - Conspiracy
10 - Running
11 - Paranormal
12 - Swing Thing
13 - The Station (Bonus Track)
14 - Tonight Is Coming (Bonus Track)

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 Monument Of Metal (The Very Best Of Anvil) (2011)

01 - Metal On Metal
02 - Winged Assassins
03 - 666
04 - Thumb Hang
05 - School Love
06 - Heat Sink
07 - March Of The Crabs
08 - Plenty Of Power
09 - Mothra
10 - Sins Of The Flesh
11 - Jackhammer (Live)
12 - Juggernaut Of Justice
13 - No One To Follow
14 - Mad Dog
15 - Bottom Feeder
16 - Race Against Time
17 - American Refugee
18 - Fire In The Night
19 - Park That Truck

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 Hope In Hell (2013)

01 - Hope In Hell
02 - Eat Your Words
03 - Through With You
04 - The Fight Is Never Won
05 - Pay The Toll
06 - Flying
07 - Call Of Duty
08 - Badass Rock 'n' Roll
09 - Time Shows No Mercy
10 - Mankind Machine
11 - Shut The Fuck Up
12 - Hard Wired (Bonus Track)
13 - Fire At Will (Bonus Track)

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 Anvil Is Anvil (2016)

01 - Daggers and Rum
02 - Up, Down, Sideways
03 - Gun Control
04 - Die For A Lie
05 - Runaway Train
06 - Zombie Apocalypse
07 - It's Your Move
08 - Ambushed
09 - Fire On The Highway
10 - Run Like Hell
11 - Forgive Don't Forget
12 - Never Going To Stop (Bonus Track)
13 - You Don't Know What It's Like (Bonus Track)

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Heed - Discografia

Geralmente quem conhece e gosta de verdade do Lost Horizon é muito apegado à qualidade vocal do incrível vocalista sueco Daniel Heiman, que esteve na linha de frente da banda durante o período de mais intensa atividade (de 1999 a 2004) e lançou duas obras-primas: os álbuns "Awakening The World", de 2001, e o mais aclamado "A Flame To The Ground Beneath", de 2003. Comigo não é diferente, uma vez que a forma como canta e as notas que alcança me dão inveja!
Após deixar a glória do Lost Horizon para trás junto do guitarrista Fredrik Olsson em 2004, a dupla tratou de imediatamente fundar um novo projeto, que se chamou Heed. Só por ter Heiman, dá curiosidade.
Jörgen Olsson (baixo) e Mats Karlsson (bateria) uma vez recrutados recrutados, as atividades de composição tiveram início.
O resultado foi o único álbum lançado por eles, em 2005, intitulado "The Call", complementando o nome da banda ("heed" significa "ouvir", e "the call" significa "o chamado"... "ouça o chamado").
Quem cair de cabeça esperando um novo Lost Horizon, vai acabar se decepcionando. O disco não tem nem de perto todo aquele esplendor, mas é excelente. A abordagem dessa vez é mais genérica, mais tradicional. Superficialmente falando, parece com a maioria das bandas de Power Metal: som pesado, melódico, solos rápidos, linhas vocais harmônicas e refrões grudentos, fáceis de decorar. Para entender melhor a beleza do registro, várias audições são necessárias, para aí então perceber que Daniel Heiman segue caprichando com as cordas vocais com suas conhecidas altas notas e heroicos drives, mesmo que não tenha momentos de clímax como aconteceu diversas vezes nos tempos de sua ex-banda. Além disso, diferente do que fazia antes, passagens vocais mais agressivas do que qualquer uma antes vista são adotadas pelo vocalista.
O instrumental também recebe elementos extras, uma vez que influências de Hard Rock podem ser percebidas, e até mesmo o "gira-disco" de DJ é introduzido base das duas primeiras faixas. Não se espante com a última faixa, ela não tem quase 16 minutos porque, após 10 minutos de silêncio, entra a violenta faixa escondida "Heed The Call", que tem 1:14 de duração.
Inicialmente, o álbum foi lançado apenas no Japão no dia 21 de outubro de 2005, através da Bohus Entertainment. O lançamento na Europa só aconteceu 6 de setembro de 2006, via Metal Heaven Records.
Assim que o debut saiu no Japão, o baixista Jörgen Olsson e o baterista Mats Karlsson também saíram da banda. Após a adição do segundo guitarrista Martin Andersson, chegaram a ser substituídos pelo baixista Tommy Larsson e pelo baterista Ufuk Demir, porém o último só permaneceu até 2007, ano em que lançaram uma demo independente chamada "Demo 2007". Aliás, essa demo é bem diferente de algo esperado por um trabalho de Heiman, pois a banda executa um híbrido de Power e Heavy Metal que muitas vezes beira o Metalcore devido aos rasgados que o vocalista passa a usufruir.
O line-up ficou completo novamente com quando Patrick Räfling ocupou as baquetas, mas o projeto se desfez oficialmente em 2008, deixando como legado não mais que um álbum de tímida repercussão, embora seja muito bom, mesmo que deixe a desejar.
Infelizmente, depois do Heed, Daniel Heiman não fez mais nada no Metal. Pelo menos não amplamente conhecido. Está atualmente em uma banda chamada Lavett, mas não lançou nenhum disco ainda, por sinal. É uma pena que, após a glória do Lost Horizon, o "The Call" tenha sido um trampo que não tem condições de estar entre os mais lembrados do Power Metal. Mas quem gosta da vertente, sem dúvidas vai gostar. De verdade mesmo. Só não é nenhuma obra-prima.


 The Call (2005)

01 - Heed Hades
02 - I Am Alive
03 - Last Drop of Blood
04 - Ashes
05 - Enemy
06 - Salvation
07 - Tears of Prodigy (Fallen Angel)
08 - The Other Side
09 - Hypnosis
10 - Moments
11 - The Permanent End Celebration
12 - Nothing

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 Demo 2007 (Demo) (2007)

01 - Corona
02 - Remembered
03 - Running From The Shadows
04 - Faith and Blood

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quarta-feira, 25 de junho de 2014

Killed The Fixtion - Discografia

Vivemos uma era onde o mundo está absolutamente globalizado, principalmente devido à internet, que deu esse sentimento a cada cidadão comum; o sentimento de que as coisas estão acontecendo rápido, o sentimento que coisas acontecem o tempo todo. A carga de informações que absorvemos só de estarmos sentados em frente ao computador ou conectados a dispositivos móveis é imensa. Por isso, trazendo para o âmbito de vida do headbanger, conhecemos novas bandas o tempo todo. Basta querer.
Claro, as bandas são compostas por seres humanos que sofrem os mesmos efeitos da globalização que nós, meros apreciadores de música. Isso facilita a influenciação dos músicos como artistas, desembocando na atual era musical, que é um tanto diferente de outrora. Antes, o comum era que uma banda seguisse uma vertente de Metal ou Rock e se mantivesse, meio que só sabendo tocar ela. As bandas que ousavam mudar o direcionamento acabavam falhando, criando trabalhos não muito satisfatórios e forçados.
No entanto, atualmente a parada acontece diferente. Vivemos uma era onde os músicos conseguem tocar mais de um gênero, além de serem capazes de alicerçá-los em uma única musicalidade. Vivemos a era da mistura, a era da diversificação, e, claro, a era dos elementos externos acoplados à música pesada, sejam eles folclóricos ou de estilos musicais distantes.
Digo tudo isso sobre misturas e capacidades de tocar diferentes rótulos porque mais uma excelente banda que se mostra apta a tal é o Killed The Fixtion, formado em 2009 em Hillside e Newark, em Nova JerseyEstados Unidos. A cada lançamento (mesmo que tenham apenas singles por enquanto) trazem algo novo, tornando-os imprevisíveis.
A iniciativa dos amigos Nelson Ceron (vocal), Kevin Izquierdo (guitarra), Roberto Asencio (baixo) e Abbad Ibn Townsend (bateria) de fundar o conjunto significou uma mudança de vida para todos, uma vez que eram acostumados a andar com gangues e causar problemas pelas ruas de Newark, Nova Jersey. Mesmo em um ambiente que comumente não leva ao Heavy Metal, cultivavam entre si um gosto pelo estilo, até que a banda se concretizou.
Após tanto testemunharem incidentes ruins e serem considerados causa perdida, através da música decidiram passar mensagens de positividade, embora de forma agressiva, algumas vezes. Por isso começaram a trabalhar em músicas autorais.
Primeiro lançaram a excelente demo autointitulada, de três músicas. É o único trabalho com mais de uma música até hoje. Essa demonstração saiu em 2010 com uma postura impositiva. A unificação de Heavy Metal tradicional e Punk Rock ficou pesada e energética, com frenéticos solos apimentando a experiência.
O ano consecutivo trouxe apenas uma single, "Pulse". Apenas uma música, porém, de respeito, e de postura bem diferente da demo. Esse é o primeiro indício de versatilidade em todos os sentidos, até mesmo vocal. Os riffs de guitarra são pesados, o baixo é poderoso, o vocal, uma oscilação entre gutural rasgado e forte drive, que aparecem em meio a vocais limpos. É uma sonoridade que une Heavy e Death Metal interpretada a vocais limpos. Foda demais!
Para 2012, novamente, apenas mais uma single, e novamente foda e versátil! "Moonlite Blue" mantém a pesada pegada de "Pulse", mas trás um imprevisível elemento adicional: Blues/Psychedelic Rock. Pois é, cara, imagina uma veia a destruição Heavy/Death Metal com guturais e limpos, caindo do nada em um brisante psicodélico na veia de Janis Joplin?
Em 2013, três novas singles foram lançadas. "Roots of The Mountain" lidera a fileira. Novamente, é diferente. Inspirados nas selvas brasileiras, hibridam elementos tribais ao costumeiro Metal, com triângulos, chocalhos, percussão e voz em harmonia indígena.
Na sequência vem o lindíssimo "Ardour.Awe.Devoir", que já adota uma abordagem Progressiva e Alternativa. Música repleta de feeling, tranquila. Você se sente plainando nas alturas... lembra bastante ao U2 nos anos 80.
Fechando o ano, a single "Sunilda" foi lançada. Esta belezinha novamente mistura Blues, Rock Psicodélico e Rock Progressivo, fazendo uma verdadeira releitura da música sessentista/setentista.
Fechando a discografia, o conjunto trás mais duas singles em 2014. A primeira delas é a "Dead Man March", cuja marca é volta das raízes tribais, uma pesada e arrastada espécie de Groove, bem como agressivos vocais limpos carregados de drive, enquanto a segunda, "Our Mother", é tranquila, à base de violão (embora as guitarras distorcidas participem bastante) e batidas de palmas.
É muito clara a perícia que esses jovens estadunidenses têm para fazer música, muito bem munidos de criatividade e versatilidade, algo altamente recomendado e exigido nos dias de hoje, principalmente por já existir muito "mais do mesmo". Por enquanto, os caras não têm previsão de lançamento para um álbum completo de estreia, mas as várias singles demonstram bastante a identidade própria deles, mesmo que explorem diversas áreas do Rock, Metal e música étnica.
O lado negativo é que ao mesmo tempo em que explorar uma coisa diferente a cada single demonstra abrangência e mente aberta, a falta de um full-lenght dá a impressão de que os caras ainda não encontraram seu norte e não sabem exatamente o que fazer, que ramo seguir. No entanto, ouvir o Killed The Fixtion é uma experiência diferente. Certamente, é unica. E é preciso ouvir de coração aberto. Eles descrevem a si mesmos "como se Ravi ShankarPantera e Gojira se transformassem em Hardcore em uma montanha-russa nas florestas brasileiras".
Como a discografia é curta e leve ainda por enquanto, e baixar single por single significa baixar música por música, algo que considero chato, pus duas opções de download. Uma delas é baixar cada registro separadamente, como é comum aqui no Warriors Of The Metal. Outra é baixar todos de uma vezada só em um único link de download, disponível ao fim da postagem, antes da foto de rodapé.
Explorem o som dos caras, que é fodaço, e, claro, curtam a página no Facebook e sigam-os no Twitter, que é bastante ativo!

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SHOW & IMPRENSA:
E-mail: killedthefixtion@gmail.com


 Killed The Fixtion (Demo) (2010)

01 - Crank
02 - Shades of Limit
03 - Stronger Than The Fist


 Pulse (Single) (2011)

01 - Pulse


 Moonlite Blue (Single) (2012)

01 - Moonlite Blue


 Roots of The Mountain (Single) (2013)

01 - Roots of The Mountain


 Ardour.Awe.Devoir (Single) (2013)

01 - Ardour.Awe.Devoir


 Sunilda (Single) (2013)

01 - Sunilda


 Dead Man March (Single) (2014)

01 - Dead Man March


 Our Mother (Single) (2014)

01 - Our Mother

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Download (todos os discos juntos/all discs at once)

sábado, 21 de junho de 2014

Katatonia - Discografia

Acontece com todo mundo, o tempo todo: sempre tem aquelas bandas que são muito mencionadas ao seu redor, mas você chega a demorar até mesmo anos pra resolver ouvi-las. A exemplo de várias outras bandas, o Katatonia foi mais um capítulo dessa novela da minha vida. O mais atraente é o fato de que os suecos conseguiram conquistar uma fiel e apaixonada base de fãs que impressiona! Muito se vê comentários positivos e incentivadores para conhecê-los por aí.
Os caras de fato são muito bons, principalmente pra quem gosta de Doom Metal, estilo bem "seleto", como costumo dizer, pois não é qualquer um que se afunda nele, até pelo foco em uma temática depressiva, arrependida e pessimista. Tem que gostar mesmo! Aprecio a vertente, mas ela não costuma me acorrentar. Depende muito da banda. Para não ser injusto, ouvi bastante a discografia e acabei desenvolvendo uma opinião de que são, sem dúvidas, estupendos, mas dependendo bastante do álbum. A musicalidade não oscila tanto a partir do terceiro álbum, "Discouraged Ones", de 1998, quando Jonas Renkse deixou de cantar em gutural devido a uma complicação na garganta, obrigando a banda a investir integralmente em vocais limpos e em uma sonoridade com tendências Alternativas. Desde então seguiram sempre com esse norte na bússola, fazendo com que, logo nos primeiros segundos de um disco que deseja conhecer, você seja capaz de prever como será o restante do andamento.
As origens do grupo remontam desde 1987, quando os multi-instrumentistas Jonas Renkse (também vocalista) e Anders Nynström formaram o Melancholium. A banda se manteve com esse nome até 1991, época em que o alteraram para Katatonia em Estocolmo. "Catatonia" é uma condição psiquiátrica frequentemente associada a esquizofrenia, caracterizada por ausência generalizada de atividade motora ou comportamento violento e hiperativo. A "entorpecência" da primeira definição expressa com vigor a agoniante sonoridade que a banda viria a apresentar. Nessa época, a dupla era conhecida por pseudônimos: Jonas era Lord Seth, e Anders, Blackkheim.
Os primeiros registros da dupla se resumiram a demos e EPs independentes, como geralmente acontece com a grande maioria das bandas. Com Jonas Renkse no vocal e bateria e Anders Nynström na guitarra e baixo, lançaram alguns compactos, entre eles os que estão nessa postagem: a demo "Rehearsal '92" e o EP "Jhva Elohim Meth... The Revival" em 1992 e 1993, respectivamente. Ambos contaram com o multi-instrumentista Dan Swanö (Nightingale, ex-BloodbathEdge of Sanity, entre outros) nos teclados como membro de sessão.
Em 1993, após a chegada do baixista Israphel Wing, o maravilhoso debut "Dance of December Souls" foi lançado, distribuído pela No Fashion Records. Melancólico e pessimista, esse disco pulsa com a agonia de uma atmosfera "calabouçórica" com riffs lentos e rastejantes, como se estivesse em câmera lenta, sobrepostos por uma performance vocal arrependida por parte de Jonas. Sua voz aqui não chega a ser gutural, mas também não é voz limpa; é um meio-termo entre ambos, aquele tipo de rasgado fechado na garganta. No meu gosto, um dos melhores álbuns dos caras.
No ano seguinte, o Katatonia acabou encerrando suas atividades devido a dificuldade de estabilizar a formação. O máximo que fizeram foi concretizar o lançamento do EP "For Funerals To Come..." em 1995, com Guilherme La Huche no contra-baixo. Na mesma época, Jonas Renkse formou o October Tide junto do guitarrista Fredrik Norrman, e a partir daí floresceu a ideia de reativar o Katatonia.
Consequentemente, o status de "split-up" não durou muito tempo; a banda voltou a todo vapor já em 1996 e lançou, via Avantgarde Music, o excelente segundo álbum "Brave Murder Day", cujo maior pecado é ser tão curto (apenas 41 minutos totais). Os dotes do primeiro álbum são novamente expostos aqui, porém, misturados a flertes com o Death Metal. Agora o uso de plenos guturais aparece, emprestados por ninguém menos que Mikael Åkerfeldt (Opeth), uma vez que Jonas estava incapacitado de usufruir de tal técnica. O infortúnio o obrigou a passar a cantar limpo, e por isso, palhinhas da futura postura da banda começaram a surgir através dos vocais limpos introduzidos nessa ou naquela faixa.
Ainda em 1996, o Katatonia lançou um split com o Primordial que contém a faixa "Scarlet Heavens", de 10 minutos de duração. Jonas certa vez alegou que não planejavam lançá-la pois a faixa é muito leve e fora do estilo da banda, mas o irônico é que essa calmaria viria a ser uma constante do conjunto daqui pra frente.
Numa tentativa de se desviar da maciez sonora, chegaram a lançar o EP "Sounds of Decay" em 1997, novamente com os guturais de Mikael Åkerfeldt. Contudo, em 1998, "enganando" quem pensava que fossem continuar pesados e com guturais, veio o EP "Saw You Drown", traindo as palavras de Jonas ao demonstrar uma banda seguindo a mesma linha limpa de "Scarlet Heavens".
À altura do EP "Saw You Drown", os rapazes já estavam em processo de gravação do terceiro álbum de estúdio, cujo lançamento ocorreu em 1998. "Discouraged Ones" estampa uma quase drástica mudança de postura, agora com uma sonoridade mais sonolenta, livre de vocais guturais e com influências de Metal Alternativo sussurrando timidamente. Para quem gosta de gutural e não curte muito música mais "parada", é uma luta ouvi-lo inteiro. A batalha é aguçada pela similaridade entre todas as músicas.
Aqui, a distribuição do line-up compreende Jonas Renkse no vocal, guitarra e bateria, Anders Nynström na guitarra solo e teclados, Fredrik Norrman na guitarra base e Mikael Oretoft no baixo. O baterista Anders Nordin havia sido contratado para livrar Jonas da ocupação, mas o vacilão deixou a banda na mão em cima da hora da sessão de gravações.
"Tonight's Decision", quarto álbum de estúdio, chegou em 1999 através da Peaceville Records. Este soa similar ao antecessor. Uma vez que Jonas Renkse desejava deixar a função de baterista, Dan Swanö voltou a quebrar um galho como membro de sessão e se responsabilizou pelo posto. Assim que o álbum saiu, ficou decidido que passariam a contar com integrantes fixos. Exatamente por isso a formação engordou desde então: Fredrik Norrman convocou o irmão baixista, Mattias Norrman, e o baterista Daniel Liljekvist ingressou a seguir, tornando o trio um quinteto.
Reestruturados firmemente, a melhora na qualidade musical foi latente, a começar pelo excelente EP de três músicas "Teargas", lançado em fevereiro de 2001. Em maio foi a vez do álbum "Last Fair Deal Gone Down" sair, nos moldes exatos do EP, um pouco mais encorpado, e mais interessante do que os últimos discos da "era vocal limpo" lançados até então. "Tonight's Music", mais um EP de três faixas, fecha os lançamentos de 2001.
Já o ano de 2003 nasceu com a chegada do aclamado "Viva Emptiness", o mais pesado e harmônico até então, além de mais Alternativo. É um dos preferidos pelos maiores fãs. As compilações "Brave Yester Days" e "The Black Sessions" acompanharam o bom álbum em 2004 e 2005, respectivamente, a primeira relembrando os primeiros EPs da banda, e o segundo contendo o que havia de melhor até o momento, incluindo até mesmo um DVD ao vivo gravado de um show em Krakow, na Polônia, em 2003.
Em 2006 foi a vez do morno e fraco "The Great Cold Distance" chegar às prateleiras. As faixas "Deliberation", "My Twin" e "July" receberam videoclipes, e as duas primeiras também foram singles para promoção do trabalho.
Um dos shows da turnê aconteceu no Summerbreeze Open Air Festival de 2006 na Alemanha, que gerou o ao vivo "Live Consternation", lançado em maio de 2007.
Pessoalmente, considero que a discografia até aqui compreendeu discos difíceis de ouvir na íntegra, não muito fortes, demasiadamente parecidos entre si. Discos cujas músicas, se tocadas separadamente, são boas, mas se rolar um álbum na íntegra, perde o efeito e se torna cansativo. Não impressionam. Os um pouco mais interessantes são "Last Fair Deal Gone Down" e principalmente "Viva Emptiness" pelo acréscimo do peso, mas não chegam a me causar efeito de grande deleite, ao contrário do que vem a seguir.
Maravilhosamente salvando a discografia, "Night Is The New Day" aterrissou em novembro de 2009 mostrando que a banda era capaz de criar músicas mais atraentes e belas sem perder sua conhecida identidade, embora tenham se distanciado do Doom Metal e feito mais um Alternative Metal depressivo. A cozinha dessa vez funcionou melhor do que nunca; em decorrência do inteligente e oportuno uso de violões, violinos e belíssimos arranjos-base de teclados, o resultado foi um álbum realmente lindo, de dar prazer ao ouvir, apesar de todo o natural pesar da sonoridade.
Em dezembro, os irmãos Norrman se desligaram da banda após tantos anos trabalhando juntos, e foram substituídos por Per "Sodomizer" Eriksson (guitarra) e Niklas Sandin (baixo) para a turnê de divulgação, que acabaram por serem efetivados.
No ano seguinte foi a vez do EP "The Longest Year" ser lançado, complementando o álbum. É compreendido por quatro músicas, mas apenas uma, "Sold Heart", é inédita.
O excelente e entorpecente "Dead End Kings" foi lançado em 2012, o primeiro com os novos membros. Este se assemelha ao "Night Is The New Day", mas com uma veia Alternativa mais latejante, guitarras mais participativas e pesadas, e mais intensa exploração dos teclados. É engraçado como opiniões mudam, pois o primeiro disco que ouvi da banda foi esse, assim que lançou, e não gostei. Não tem jeito: certas vezes precisamos de mais atenciosas audições para assimilar. Lindo álbum!
Até os tempos atuais, o restante da discografia se resume à compilação de dois CDs "Introducing Katatonia", ao ao vivo "Last Fair Day Gone Night", ao álbum "Dethroned & Uncrowned" (versão acústica do "Dead End Kings"), todos de 2013, e à compilação de seis raros lados-B "Kocytean", de 2014, ano em que o guitarrista Per Eriksson amigavelmente se separou da banda.
É indiscutível que no âmbito da música melancólica, o Katatonia é uma das maiores, melhores e mais reconhecidas bandas. Sua coleção de fãs é vasta, e vastas também são as opiniões acerca do que fazem. Sei que a maioria é muito apegada, e provavelmente ao lerem esse texto, decepcionarão-se comigo por não ter sido conquistado da forma como sei que desejariam. Vejo o Katatonia como uma banda que começou com o pé direito, pois os dois primeiros álbuns são maravilhosos, mas desde que Jonas foi obrigado a cantar limpo, lançou discos mais fracos, duros de aguentar ouvir na íntegra, até que renasceram a partir do fantástico "Night Is The New Day". Digo isso com consciência do "Viva Emptiness", um dos trabalhos mais aclamados, mas que no meu gosto, não é tanto assim.
O Katatonia é basicamente isso: uma banda com álbuns inteiramente composto por canções lúgubres, lentas e cadenciadas, e, sobretudo, um verdadeiro divisor de opiniões. Se procurar por resenhas, vai encontrar opiniões mistas sobre cada álbum. É algo bastante peculiar, pois mostra que cada álbum atinge cada ouvinte de uma forma diferente. O que não muda é que essa é uma grandiosa e relevante banda que tem e merece o respeito de grande parte do público.


 Rehearsal '92 (Demo) (1992)

01 - Daylight Harvest
02 - Sunset Choir


 Jhva Elohim Meth... The Revival (EP) (1993)

01 - Midwinter Gates (Prologue)
02 - Without God
03 - Palace of Frost
04 - The Northern Silence
05 - Crimson Tears (Epilogue)


 Dance of December Souls (1993)

01 - Seven Dreaming Souls (Intro)
02 - Gateways of Bereavement
03 - In Silence Enshrined
04 - Without God
05 - Elohim Meth
06 - Velvet Thorns (of Drynwhyl)
07 - Tomb of Insomnia
08 - Dancing December


 For Funerals To Come... (EP) (1995)

01 - Funeral Wedding
02 - Shades of Emerald Fields
03 - For Funerals To Come...
04 - Epistel


 Brave Murder Day (1996)

01 - Brave
02 - Murder
03 - Day
04 - Rainroom
05 - 12
06 - Endtime


 Sounds of Decay (EP) (1997)

01 - Nowhere
02 - At Last
03 - Inside The Fall


 Saw You Drown (EP) (1998)

01 - Saw You Drown
02 - Nerve
03 - Quiet World
04 - Scarlet Heavens


 Discouraged Ones (1998)

01 - I Break
02 - Stalemate
03 - Deadhouse
04 - Relention
05 - Cold Ways
06 - Gone
07 - Last Resort
08 - Nerve
09 - Saw You Drown
10 - Instrumental
11 - Distrust


 Tonight's Decision (1999)

01 - For My Demons
02 - I Am Nothing
03 - In Death, A Song
04 - Had To (Leave)
05 - This Punishment
06 - Right Into The Bliss
07 - No Good Can Come of This
08 - Strained
09 - A Darkness Coming
10 - Nightmares By The Sea
11 - Black Session


 Teargas (EP) (2001)

01 - Teargas
02 - Sulfur
03 - March 4


 Last Fair Deal Gone Down (2001)

01 - Dispossession
02 - Chrome
03 - We Must Bury You
04 - Teargas
05 - I Transpire
06 - Tonight's Music
07 - Clean Today
08 - The Future of Speech
09 - Passing Bird
10 - Sweet Nurse
11 - Don't Tell A Soul


 Tonight's Music (EP) (2001)

01 - Tonight's Music
02 - Help Me Disappear
03 - O' How I Enjoy The Light (Palace Cover)


 Viva Emptiness (2003)

01 - Ghost of The Sun
02 - Sleeper
03 - Criminals
04 - A Premonition
05 - Will I Arrive?
06 - Burn The Remembrance
07 - Wealth
08 - One Year From Now
09 - Walking By A Wire
10 - Complicity
11 - Evidence
12 - Omertá
13 - Wait Outside (Bonus Track)
14 - Inside The City of Glass


 Brave Yester Days (Compilation) (2004)

CD 1:
01 - Midwinter Gates (Prologue)
02 - Without God
03 - Palace of Frost
04 - The Northern Silence
05 - Crimson Tears (Epilogue)
06 - Gateways of Bereavement
07 - Velvet Thorns (of Drynwhyl)
08 - Black Erotica
09 - Love of The Swan
10 - Funeral Wedding
11 - Shades of Emerald Fields
12 - For Funerals To Come...
13 - Epistel

CD 2:
01 - Murder
02 - Rainroom
03 - Nowhere
04 - At Last
05 - Inside The Fall
06 - Untrue
07 - Nerve
08 - Saw You Drown
09 - Quiet World
10 - Scarlet Heavens


 The Black Sessions (Compilation) (2005)

CD 1:
01 - Teargas
02 - Right Into The Bliss
03 - Criminals
04 - Help Me Disappear
05 - Nerve
06 - The Future of Speech
07 - Ghost of The Sun
08 - I Am Nothing
09 - Deadhouse
10 - Passing Bird
11 - Sleeper
12 - Sulfur
13 - No Devotion
14 - Chrome
15 - A Premonition

CD 2:
01 - Dispossession
02 - Cold Ways
03 - Nightmares By The Sea
04 - O' How I Enjoy The Light (Palace Cover)
05 - Evidence
06 - March 4
07 - I Break
08 - For My Demons
09 - Omertá
10 - Tonight's Music
11 - Stalemate
12 - Wait Outside
13 - Fractured
14 - Sweet Nurse
15 - Black Session


 The Great Cold Distance (2006)

01 - Leaders
02 - Deliberation
03 - Soil's Song
04 - My Twin
05 - Consternation
06 - Follower
07 - Rusted
08 - Increase
09 - July
10 - In The White
11 - The Itch
12 - Journey Through Pressure


 Live Consternation (Live) (2007)

01 - Leaders
02 - Wealth
03 - Soil's Song
04 - Had To (Leave)
05 - Cold Ways
06 - Right Into The Bliss
07 - Ghost of The Sun
08 - Criminals
09 - Deliberation
10 - July
11 - Evidence


 Night Is The New Day (2009)

01 - Forsaker
02 - The Longest Year
03 - Idle Blood
04 - Onward Into Battle
05 - Liberation
06 - The Promise of Deceit
07 - Nephilim
08 - New Night
09 - Inheritance
10 - Day and Then The Shade
11 - Departer


 The Longest Year (EP) (2010)

01 - The Longest Year
02 - Sold Heart
03 - Day and Then The Shade (Frank Default Remix)
04 - Idle Blood (Linje 14)


 Dead End Kings (2012)

01 - The Parting
02 - The One You Are Looking For Is Not Here (feat. Silje Wergeland)
03 - Hypnone
04 - The Racing Heart
05 - Buildings
06 - Leech
07 - Ambitions
08 - Undo You
09 - Lethean
10 - First Prayer
11 - Dead Letters


 Introducing Katatonia (Compilation) (2013)

CD 1:
01 - Dead Letters
02 - Nephilim
03 - Idle Blood
04 - Forsaker
05 - July
06 - Soil's Song
07 - Evidence
08 - Walking By A Wire
09 - Criminals

CD 2:
01 - Clean Today
02 - Teargas
03 - Dispossession
04 - Right Into The Bliss
05 - In Death, A Song
06 - Cold Ways
07 - I Break
08 - Murder
09 - Without God


 Last Fair Day Gone Night (Live) (2013)

01 - Dispossession
02 - Chrome
03 - We Must Bury You
04 - Teargas
05 - I Transpire
06 - Tonight's Music
07 - Clean Today
08 - The Future of Speech
09 - Passing Bird
10 - Sweet Nurse
11 - Don't Tell A Soul
12 - Brave
13 - Nephilim
14 - My Twin
15 - I Break
16 - Right Into The Bliss
17 - The Promise of Deceit
18 - Wait Outside
19 - The Longest Year
20 - July
21 - New Night
22 - Dissolving Bonds
23 - Forsaker


 Dethroned & Uncrowned (2013)

01 - The Parting
02 - The One You Are Looking For Is Not Here (feat. Silje Wergeland)
03 - Hypnone
04 - The Racing Heart
05 - Buildings
06 - Leech
07 - Ambitions
08 - Undo You
09 - Lethean
10 - First Prayer
11 - Dead Letters

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 Kocytean (Compilation) (2014)

01 - Unfurl
02 - Sold Heart
03 - Ashen
04 - Second
05 - Code Against The Code
06 - The Act of Darkening

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 Sanctitude (Live) (2015)

01 - In The White
02 - Ambitions
03 - Teargas
04 - Gone
05 - A Darkness Coming
06 - One Year From Now
07 - The Racing Heart
08 - Tonight's Music
09 - Sleeper
10 - Undo You
11 - Lethean
12 - Day
13 - Idle Blood
14 - Unfurl
15 - Omertá
16 - Evidence
17 - The One You Are Looking For Is Not Here

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