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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Death Angel - Discografia

O povo que nos acompanha há algum tempo, e principalmente os que recebem as atualizações de nossa página no Facebook, sabe bem, devido a algumas declarações minhas, que o Thrash Metal não é o primeiro gênero que me vêm à cabeça após me perguntar "o que ouvir agora?". Claro, isso não quer dizer que eu não aprecie. Quer dizer apenas que eu tenho uma pessoal preferência por outros gêneros, não me impedindo, portanto, de, vez ou outra, curtir a vertente.
O seguinte tipo de declaração não é muito bem acatado pelos thrashers, mas é bem verdade que o estilo é cheio de bandas idênticas umas às outras, mudando apenas o nome. Mesmo entre as que se parecem com várias outras, existem ótimas bandas, sim. Mas se destacar, ousar ser original, fazer diferente e ainda não deixar de ser Thrash Metal é um desafio que poucas bandas aceitam - e mais ainda -, que poucas fazem com louvor... ou pelo menos poucas chegam ao mainstream. Ao pensar em bandas assim, diferenciadas, não-genéricas, fica difícil não vir o nome do Death Angel em mente. Tudo bem, começaram de forma tradicional, mas algo já os dava um ar de identidade desde cedo, até que a partir de "Act III", a sonoridade ganhou nova face, dando uma característica a mais à banda, sem perder sua dignidade.
Estamos falando de uma das bandas mais antigas do tradicional Thrash Metal da Bay Area, que particularmente, é a minha preferência. Formado em 1982 em ConcordSão FranciscoCalifórnia, o grupo nasceu na primavera do estilo naquela região, cedo ao ponto de ainda nem ser perceptível que as bandas daquela área teriam uma característica tão única. No princípio, o conjunto formado pelos jovens primos descendentes de filipinos Dennis Pepa (vocal e baixo), Gus Pepa (guitarra rítmica), Rob Cavestany (guitarra solo) e Andy Galeon (bateria) tinha bastante problemas para decidir o nome da banda, tal como costuma acontecer mesmo... até que Dennis Pepa e Rob Cavestany viram em uma livraria um livro que levava esse nome. A partir daí, passaram a se identificar como Death Angel, e prontamente os trabalhos de composição tiveram início.
O primeiro registro a surgir foi a demo "Heavy Metal Insanity" em 1983, um trabalho mais voltado para um Heavy Metal. Um ano depois, Mark Osegueda sai do status de roadie para o de vocalista da banda. Os caras ganharam alguma visibilidade, faziam constantes shows pela área, chegando a tocar inclusive com o Megadeth em uma das quatro únicas turnês que contaram com Kerry King (Slayer) na guitarra. Nesse meio tempo, compuseram mais algumas músicas e as lançaram em uma segunda demo intitulada "Kill As One", lançada em 1985 e trazendo um salto de sucesso aos caras, uma vez que foi bem distribuída entre os headbangers e os fez serem prestigiados também em Los Angeles e Nova Iorque. Expandindo para outras cidades grandes, foi apenas questão de tempo até que chamassem a atenção de algum selo, ideia que fatalmente ocorreu quando a Enigma Records mostrou-se interessada em inclui-los no seu plantel.
Portanto, antes de qualquer dos membros ter sequer 20 anos de idade, aceitaram o contrato e oficialmente lançaram o fodaço debut "The Ultra-Violence" em 1987, um competente disco com aquele "clima Bay Area" que tanto me atrai, com aquela reverbação característica, certo eco na voz de Mark, que já se mostrava afiado tanto nas passagens mais rasgadas quanto nas mais limpas e agudas. A excelência do disco rendeu uma vendagem de 40 mil cópias em quatro meses.
Rapidamente chega então o "Frolic Through The Park" em 1988, via Restless Records, álbum que aprimora a fórmula do disco anterior, trazendo mais peso e energia, através de músicas mais atraentes e pegadas. O trabalho tem direito até a um cover da faixa "Cold Gin", do Kiss.
Um ano mais tarde, os californianos assinam com outro selo, Geffen Records, responsável pelo lançamento do singular álbum "Act III" em 1990. À primeira ouvida ele me soou um tanto estranho, mas com as repetições foi ficando cada vez melhor, e se tornando mais compreensível o porquê dele ser único. O motivo é simples e ao mesmo tempo autêntico: passaram a executar seu Thrash de uma forma diferente da que normalmente é feita, e competente o suficiente para não perder suas raízes, pois em consonância encontram-se elementos de Funk Rock e Heavy Metal, este último gerando vultos do NWOBHM à mente. A mescla é refletida mais claramente nos solos, que têm aquele swing do Funk. Além disso, o trampo conta também com faixas mais tênues à base de violão, tais como "Veil of Deception" e a famosa "A Room With A View", diversificando, portanto, o compasso desse primoroso disco.
Um fato curioso é que o videoclipe de "A Room With A View" foi lançado sob a sigla "D.A." ao invés do nome completo da banda. Ao ser interrogado por um repórter, o guitarrista Rob Cavestany explicou bem-humoradamente que era uma jogada de marketing, pois o nome "Death Angel" soa restrito e forte, e que se ele próprio recebesse 10 discos que nunca tivesse ouvido falar e um deles fosse de uma banda chamada de tal forma, seria o último a dar atenção.
Ainda em 90, os rapazes foram surpreendidos em Tucson, no Arizona, quando, em uma loja de CDs, depararam-se com um disco deles próprios lançado pela Enigma Records sem o consentimento de nenhum deles. Era o live "Fall From Grace", um bootleg não-oficial gravado no Paradiso, em Amsterdã, Holanda. Não tinha logo na capa, nem créditos, nem nada. O selo Capitol Records também estava obtendo lucro do trampo, provavelmente de forma ilegal.
Na noite seguinte da descoberta do bootleg, uma tragédia assolou a banda na estrada para Las Vegas, para um show, quando o ônibus sofreu um acidente e o baterista Andy Galeon foi gravemente ferido. Sua recuperação levou mais de um ano, e o grupo queria contar com ele ainda, por isso tentaram esperá-lo. Todavia, com a Geffen Records pressionando para que contratassem outro baterista para prosseguir com a turnê (e com os lucros), foram forçados a voltar à estrada e até fizeram alguns concertos no Japão, mas quando não aceitaram contratar um substituto fixo, a gravadora rescindiu o contrato.
O acidente e a rescisão do contrato resfriaram tanto os ânimos da banda ao ponto do vocalista Mark Osegueda desistir da vida musical, sair da banda, e morar em Nova Iorque, fazendo qualquer coisa, menos música. Os membros restantes, embora ainda realizando alguns shows acústicos na área da baía, interpretaram todos os acontecimentos recentes como um indicativo de que a banda não deveria prosseguir, e com isso, encerraram suas atividades.
Ainda interessados em fazer música, mas deixando o Death Angel descansar em paz, os membros restantes iniciaram o projeto The Organization (com Rob Cavestany como front-man, ao mesmo tempo que é guitarrista), nome dado em homenagem à quarta faixa do álbum "Act III". A pegada pouco lembra à do Death Angel, pois executavam um tipo de híbrido entre Heavy MetalHard/Alternative Rock e algumas canções aludem até mesmo ao Grunge. Lançaram dois discos ("The Organization" em 1993, e "Savor The Flavor" em 1995), fizeram shows nos EUA e Europa, mas não engrenaram, culminando o fim do projeto.
Oito anos foi o tempo que se passou sem que Mark Osegueda e Rob Cavestany fizessem um som juntos. Em 1998, finalmente, voltaram a unir forças e começaram o projeto Swarm, que lançou dois EPs ("Swarm" em 1999 e "Devour" em 2000) e uma compilação ("Beyond The End", 2000) e reaproximou bastante os músicos, fazendo voltar a arder aquela antiga chama do Death Angel.
Previsivelmente, o Death Angel foi oficialmente reativado em agosto de 2001 para participar do evento beneficente Thrash of The Titans, em prol do vocalista Chuck Billy, do Testament, que sofria de tipo de câncer provocado por um germe seminoma. Ele sobreviveu, e segue até hoje firme e forte na banda, também oriunda da Bay Area. Gus Pepa não pôde participar do show, que era pra contar com a formação original, por isso, o amigo de longa data e fã Ted Aguilar ocupou seu posto. A ideia era ser um show-exceção-à-regra, mas o público foi tão acalorado que acabaram fazendo mais shows por São Francisco e na Europa, até que não pararam mais.
Quebrando um silêncio de 14 anos sem lançarem novo material, finalmente, em 2004, o álbum "The Art of Dying" veio à luz através da Nuclear Blast, revelando um Death Angel ainda firme e não-genérico, só que um pouco mais thrasher do que em "Act III". Inclusive, Mark demonstra um vocal mais agressivo e rasgado nas passagens mais exigentes, algo que ele viria a aprimorar com mais vigor nos lançamentos seguintes. Um ótimo disco, mas ainda morno.
Em 2005 foi lançada o box-set "Archives & Artifacts", trazendo três discos, sendo que os dois primeiros são os dois primeiros álbuns da banda com faixas bônus, e o terceiro contém raridades. Originalmente, ainda vem um DVD junto, mas como não postamos conteúdo videográfico, estou disponibilizando apenas os três registros fonográficos. Geralmente eu coloco tudo no mesmo link, não importa quantos CDs a compilação tenha, mas nesse caso eu fui compreensivo, pois já que os dois primeiros são álbuns anteriormente lançados, não faria sentido vocês terem que baixar tudo novamente para obter o CD 3. Por isso coloquei duas opções: a de baixar apenas o disco 3, ou tudo junto.
Assim como um belo pontapé escancara uma porta com violência, energético mesmo veio o maravilhoso "Killing Season", em 2008. Aqui os thrashers encontraram puras inspirações em seu próprio gênero, trazendo um disco diferente de qualquer outro lançado anteriormente. É mais pesado, mais veloz, mais voltado para o próprio Thrash Metal. O ritmo acelerado das músicas trazem uma sensação de correria, muito bem transmitida pela beleza e destreza dos riffs das guitarras, pela pegada das baquetas e pelo voraz vocal de Mark, que aprimorou seus drives e demonstra muita vivacidade.
Mais tarde naquele ano, o baixista e membro desde os primórdios da banda Dennis Pepa anunciou seu desligamento. Sua posição foi preenchida em janeiro de 2009 por Sammy Diosdado (All Time Highs, ex-The Sick). Dois mil e nove também foi o lançamento do CD/DVD ao vivo "Sonic German Beatdown: Live In Germany".
Sammy só ficou durante o ano de 2009, saindo rapidamente. Foi então que Damien Sisson chegou à banda. Na mesma época, mais uma baixa significativa ocorreu com a saída do baterista Andy Galeon, substituído por Will Carroll (ex-ScarecrowOld Grandad e Vicious Rumors). Independente das reformulações no line-up, a banda seguiu a todo vapor, e com esse novo sangue lançou o matador álbum "Relentless Retribution" em 2010, um dos álbuns mais pegados do conjunto. Ainda mais agressivo que o anterior, os novos membros demonstraram ter se adaptado bem ao estilo da banda e contribuíram muito bem. Os riffs esbanjam criatividade, o vocal, ainda mais frenético e raivoso, e a velocidade dos arranjos e dos solos, ainda mais acelerada. Um exímio e tempestivo trabalho de Speed Thrash Metal com capacidade para tirar o fôlego, fodaço do início ao fim, sem exageros.
De forma semelhante e tão magnífica quanto (se não mais) soa o álbum mais recente, chamado "The Dream Calls For Blood", lançado em 2013, um dos discos que mais aconselho para quem quer conhecer a esses caras. É matador, avassalador como o Thrash Metal moderno anda sendo. Inclusive, esse trampo chega a me lembrar bastante outro lançado no mesmo ano, o foderoso "Epitome of Torture", do Sodom.
O Death Angel é, ao meu ver, uma das bandas com mais personalidade na vertente. Seus discos podem até mesmo ser compreendidos por "eras", todos de alta qualidade, mesmo que soem ligeiramente diferentes entre si, sem perder a essência. Quem busca algo tradicional da Bay Area, pode iniciar por quaisquer um dos dois primeiros discos. Quem deseja algo mais abrangente, diferenciado e arriscado, "Act III" se faz uma bela pedida. Já aqueles que buscam porrada com característica Speed, "Relentless Retribution" e "The Dream Calls For Blood" são obrigatórios. Sem sombras de dúvidas, esta é uma das melhores bandas que o Thrash Metal tem a oferecer.


 Heavy Metal Insanity (Demo) (1983)

01 - No Time For Love
02 - The Hunted
03 - Intruder
04 - Barren Lands


 Kill As One (Demo) (1984)

01 - Thrashers
02 - Kill As One
03 - The Ultra Violence
04 - Mistress of Pain


 The Ultra Violence (1987)

01 - Thrashers
02 - Evil Priest
03 - Voracious Souls
04 - Kill As One
05 - The Ultra-Violence
06 - Mistress of Pain
07 - Final Death
08 - I.P.F.S.
09 - Thrashers (Demo Version) (Bonus Track)
10 - Kill As One (Demo Version) (Bonus Track)
11 - The Ultra-Violence (Demo Version) (Bonus Track)


 Frolic Through The Park (1988)

01 - 3rd Floor
02 - Road Mutants
03 - Why You Do This
04 - Bored
05 - Devil's Metal
06 - Confused
07 - Guilty of Innocence
08 - Open Up
09 - Shores of Sin
10 - Cold Gin (Kiss Cover)
11 - Mind Rape
12 - Dehumanization (Bonus Track)
13 - Silent Killer (Bonus Track)
14 - Witches of Knave (Bonus Track)


 Fall From Grace (Live) (1990)

01 - Evil Priest
02 - Why You Do This
03 - Mistress of Pain
04 - Road Mutants
05 - Voracious Souls
06 - Confused
07 - Bored
08 - Kill As One
09 - Guilty of Innocence
10 - Shores of Sin
11 - Final Death


 Act III (1990)

01 - Seemingly Endless Time
02 - Stop
03 - Veil of Deception
04 - The Organization
05 - Discontinued
06 - A Room With A View
07 - Stagnant
08 - EX-TC
09 - Disturbing The Peace
10 - Falling Asleep


 The Art of Dying (2004)

01 - Intro
02 - Thrown To The Wolves
03 - 5 Steps of Freedom
04 - Thicker Than Blood
05 - The Evil Incarnate
06 - Famine
07 - Prophecy
08 - No
09 - Spirit
10 - Land of Blood
11 - Never Me
12 - Word To The Wise


 Archives & Artifacts (Compilation) (2005)

CD 1 - The Ultra-Violence:
01 - Thrashers
02 - Evil Priest
03 - Voracious Souls
04 - Kill As One
05 - The Ultra-Violence
06 - Mistress of Pain
07 - Final Death
08 - L.P.F.S.
09 - Thrashers (Demo Version) (Bonus Track)
10 - Kill As One (Demo Version) (Bonus Track)
11 - The Ultra-Violence (Demo Version) (Bonus Track)

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CD 2 - Frolic Through The Park:
01 - 3rd Floor
02 - Road Mutants
03 - Why You Do This
04 - Bored
05 - Devil's Metal
06 - Confused
07 - Guilty of Innocence
08 - Open Up
09 - Shores of Sin
10 - Cold Gin (Kiss Cover)
11 - Mind Rape
12 - Dehumanization (Bonus Track)
13 - Silent Killer (Bonus Track)
14 - Witches of Knave (Bonus Track)

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CD 3 - Rarities:
01 - Vulture's Nest (Demo)
02 - The Hurt (Unreleased Song)
03 - Conflict of Interest (Demo)
04 - A Passing Thought (Demo)
05 - Elegy (Demo)
06 - Aspirations (Demo)
07 - Dismal (Demo)
08 - The Morrows Memoirs (Demo)
09 - Samson (Demo)
10 - Frolic Through The Park (Garage Recording)
11 - Betrayed (Studio Outtake)

 The Long Road Home (Compilation) (2007)

01 - A Room With A View
02 - Veil of Deception
03 - Seemingly Endless Time
04 - EX-TC
05 - Stop
06 - Thrown To The Wolves
07 - Spirit
08 - Evil Priest
09 - Voracious Souls
10 - The Ultra-Violence
11 - 3rd Floor
12 - Mistress of Pain


 Killing Season (2008)

01 - Lord of Hate
02 - Sonic Beatdown
03 - Dethroned
04 - Carnival Justice
05 - Buried Alive
06 - Soulless
07 - The Noose
08 - When Worlds Collide
09 - God vs. God
10 - Steal The Crown
11 - Resurrection Machine


 Sonic German Beatdown: Live In Germany (Live) (2009)

01 - Intro
02 - Seemingly Endless Time
03 - Voracious Souls
04 - Mistress of Pain
05 - EX-TC
06 - 3rd Floor
07 - Thrown To The Wolves
08 - 5 Steps of Freedom
09 - Thicker Than Blood
10 - The Devil Incarnate
11 - Disturbing The Peace
12 - Stagnant
13 - The Ultra-Violence
14 - Bored
15 - Kill As One


 Relentless Retribution (2010)

01 - Relentless Revolution
02 - Claws In So Deep
03 - Truce
04 - Into The Arms of Righteous Anger
05 - River of Rapture
06 - Absence of Light
07 - This Hate
08 - Death of The Meek
09 - Opponents At Sides
10 - I Chose The Sky
11 - Volcanic
12 - Where They Lay


 The Dream Calls For Blood (2013)

01 - Left For Dead
02 - Son of The Morning
03 - Fallen
04 - The Dream Calls For Blood
05 - Succubus
06 - Execution; Don't Save Me
07 - Caster of Shame
08 - Detonate
09 - Empty
10 - Territorial Instinct; Bloodlust
11 - Heaven and Hell (Black Sabbath Cover)

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 The Bay Calls For Blood: Live In San Francisco (Live) (2015)

01 - Left For Dead
02 - Fallen
03 - Buried Alive
04 - The Dream Calls For Blood
05 - Execution/Don't Save Me
06 - Truce
07 - Detonate
08 - Bored
09 - Caster of Shame
10 - Territorial Instinct/Bloodlust

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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Soilwork - Discografia

A Suécia é um dos maiores cenários do Metal no mundo, principalmente quando se fala de Melodic Death Metal. Nomes como In Flames, Dark Tranquility, At The Gates, entre outros, colocam o país como referência no estilo. Nesse meio surgiu o Soilwork, fundado em 1995, sob o nome de Inferior Breed, que tinha como membros Björn Strid (vocal), Peter Witchers (guitarra), Mattias "Nizze" Nilsson (guitarra), Carl-Gustav Döös (baixo) e Jimmy Persson (bateria). 
Em seu início, a banda transitava entre o Death e o Thrash Metal, investindo numa sonoridade crua e pesada, com influências de Slayer e Pantera.
Após alguns ensaios e apresentações, o conjunto começou a agregar outros elementos ao seu som, mas sem perder o peso do Death Metal, nessa época o nome foi modificado para Soilwork.
Em 1997, gravam a demo In Dreams Will Fall Into Eternal Lake, que rodou diversas gravadoras, até chegar às mãos do gênio Michael Amott (Arch Enemy).
O guitarrista passou à apoiar o Soilwork e lhes arranjou um contrato com a gravadora francesa  Listenable Records, para que pudessem lançar o primeiro álbum, que sai em 1998: Steelbath Suicide. Nessa época, o conjunto era formado por: Björn Strid (vocal), Peter Witchers e Ludvig Svartz (guitarras), Ola Flink (baixo) e Jimmy Persson (bateria). O disco mostra uma banda ainda em transição entre o Death e o Melodic, sendo o álbum mais pesado que gravaram.
Após o lançamento, o conjunto passou por problemas internos, em razão dos rumos que a sonoridade tomava, o que ocasionou as saídas de Ludvig Svartz e Jimmy Persson, substituídos respectivamente por Ola Frenning e Henry Ranta.
Com a nova formação veio o disco The Chainheart Machine, lançado em 2000. Além de mais madura, a presença dos novos membros também foi positiva, em especial pelo trabalho de Henry Ranta nas baquetas. Em The Chainheart Machine, o Soilwork já se firmava como um conjunto de Melodic Death Metal, em especial pela brilhante faixa-título.
Após as gravações, a banda fez pequenas turnês ao lado de nomes como Cannibal Corpse, Dark Tranquillity e Marduk.
O sucesso fez com que a banda conseguisse um contrato com a gigante Nuclear Blast. Assim, foi o momento da afirmação com o excelente A Predator's Portrait, que saiu em 2001, que contou com o ingresso do tecladista Sven Karlsson. Já com uma sonoridade mais moderna, mas não menos brutal, o álbum se destacou pelas ótimas linhas de guitarra, na linha do Carcass e também pela excelente trabalho de bateria. O disco é o primeiro a ter linhas de vocal limpas, o que trouxe ainda mais versatilidade para o conjunto. Destaque a faixa-título e também para Needlefast e Grand Failure Anthem.
Ainda em 2001, o Soilwork fez várias apresentações ao lado de nomes como Annihilator e Nevermore, além de participar com sucesso do Wacken Open Air.
Muitos pensavam que a banda já havia atingido seu auge com A Predator's Portrait, mas o Soilwork provou que estava longe de atingir seu limite com Natural Born Chaos de 2002, que se tornou um disco essencial para o Melodic Death Metal sueco, graças a clássicos como Follow The Hollow, As We Speak e The Bringer.
O Soilwork impressionava por unir com maestria o Death Metal com um som mais moderno, sendo que com o passar dos álbuns, o conjunto conseguia repetir a fórmula que lhes deu sucesso e até mesmo melhorá-la.
O disco seguinte foi Figure Number Five, de 2003, produzido pela própria banda e que, se não repetiu o mesmo sucesso do seu antecessor, também foi muito bem recebido. As críticas em relação ao álbum se deu em razão da abordagem mais comercial, que abordou mais os vocais limpos e acabou afastando a banda do Death e se tornando mais melódico.
Após o lançamento do disco, Henry Ranta deixou a bateria, sendo substituído por Dirk Verbeuren.
Naquele momento começou-se a discutir se a mudança no som tinha relação com o fato do conjunto ter lançado três álbuns em anos seguidos, mas a resposta viria em 2005, com Stabbing The Drama, que trouxe um som na mesma pegada de Figure Number Five. Além de expor uma banda pouco inspirada (se comparado com os lançamentos anteriores), o álbum flertou ainda mais com elementos modernos, aproximando-se do New Metal. Algo que acabou se mostrando comum entre bandas de Melodic Death da Suécia, como no caso do In Flames. Ainda assim, há bons momentos como na pesada Blind Eye Halo.
Logo em seguida a banda sofreu outra baixa, dessa vez com a saída do guitarrista Peter Wichers, que estava com o conjunto desde o seu início. Seu substituto foi Daniel Antonsson.
Em 2007 veio o ótimo Sworn To A Great Divide, que mostrou que a fase iniciada em Figure Number Five seria duradoura. Para os fãs mais extremistas, era óbvio que não dava mais para seguir a banda, enquanto aqueles que tinham a mente mais aberta, puderam apreciar essa fase.
Era preciso encarar o Soilwork como um conjunto novo, pois o som estava bem mais acessível e rendeu bons momentos, como nas faixas Breeding Thorns, Your Beloved Scapegoat e I, Vermin.
Em 2008, foi a vez de Ola Frenning deixar o conjunto, sendo que Daniel Antonsson também acabou saindo. A banda precisava de uma nova dupla de guitarristas e contou com o retorno de Peter Wichers e a entrada de Sylvain Coudret.
The Panic Broadcast, de 2010, mostrou que o conjunto estava no caminho certo, pois críticas à parte, a banda provou que era muito boa na proposta apresentada. O disco seguia com um som mais acessível, mas se destacou pelo trabalho da dupla de guitarristas, que criou ótimos riffs, apresentou um som com bastante groove. O mais interessante é que o álbum se mostrou um verdadeiro resumo da carreira da banda, pois há faixas que remetem os momentos do passado como Late For The Kill, Early For The Slaughter e King Of The Threshold.
O ano de 2012 marcou novamente a saída de Peter Wichers, que foi substituído por David Andersson.
Em 2013, o conjunto trouxe outro álbum de inéditas com o excelente The Living Infinite, que já chama a atenção pelo formato, pois é duplo, algo diferente para o estilo.
O álbum mostrou que o Metal moderno também pode ser ótimo, sendo que o Soilwork é sem dúvidas um dos maiores expoentes ao unir agressividade com elementos modernos.


 Steelbath Suicide - 1998

01 - Entering The Angel Diabolique
02 - Sadistic Lullabye
03 - My Need
04 - Skin After Skin
05 - Wings Of Domain
06 - Steelbath Suicide
07 - In A Close Encounter
08 - Centro De Predominio
09 - Razorlives
10 - Demon In Veins
11 - The Aardvark Trail
12 - Disentigrated Skies
13 - Burn (Deep Purple Cover)

Bonus CD

01 - Follow The Hollow (Live)
02 - Needlefeast (Live)
03 - The Chainheart Machine (Live)
04 - As We Speak (Live)
05 - Bound To Illusion (Demo)
06 - My Need (Demo)
07 - In A Close Encounter (Demo)
08 - Skin After Skin (Demo)
09 - Wake Up Call (Demo)
10 - Steelbath Suicide (Demo)

 The Chainheart Machine - 2000

01 - The Chainheart Machine
02 - Bulletbeast
03 - Millionflame
04 - Generation Speedkill
05 - Neon Rebels
06 - Possessing The Angels
07 - Spirits Of The Future Sun
08 - Machinegun Majesty
09 - Room No. 99
10 - Shadow Child
11 - Egypt (Mercyful Fate Cover)
12 - Sadistic Lullabye (Live)


 A Predator's Portrait - 2001

01 - Bastard Chain
02 - Like The Average Stalker
03 - Needlefeast
04 - Neurotica Rampage
05 - The Analyst
06 - Grand Failure Anthem
07 - Structure Divine
08 - Shadowchild
09 - Final Fatal Force
10 - A Predator's Portrait
11 - Asylum Dance


 Natural Born Chaos - 2002

01 - Follow The Hollow
02 - As We Speak
03 - The Flameout
04 - Natural Born Chaos
05 - Mindfields
06 - The Bringer
07 - Black Star Deceiver
08 - Mercury Shadow
09 - No More Angels
10 - Soilworker's Song Of The Damned
11 - Kvicksilver


 Figure Number Five - 2003

01 - Rejection Role
02 - Overload
03 - Figure Number Five
04 - Strangler
05 - Light The Torch
06 - Departure Plan
07 - Cranking The Sirens
08 - Brickwalker
09 - The Mindmaker
10 - Distortion Sleep
11 - Downfall 24
12 - Bursting Out

Bonus CD

01 - Bound To Illusions
02 - My Need
03 - In A Close Encounter
04 - Skin After Skin
05 - Wake Up Call
06 - Steel Bath Suicide

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 The Early Chapters (EP) - 2004

01 - Burn (Deep Purple Cover)
02 - Disintegrated Skies
03 - Egypt (Mercyful Fate Cover)
04 - Shadow Child
05 - Aardvark Trail (Live)


 Stabbing The Drama - 2005

01 - Stabbing The Drama
02 - One With The Flies
03 - Weapon Of Vanity
04 - The Crestfallen
05 - Nerve
06 - Stalemate
07 - Distance
08 - Observation Slave
09 - Fate In Motion
10 - Blind Eye Halo
11 - If Possible
12 - Wherever Thorns May Grow
13 - Killed By Ignition


 Sworn To A Great Divide - 2007

01 - Sworn To A Great Divide
02 - Exile
03 - Breeding Thorns
04 - Your Beloved Scapegoat
05 - The Pittsburgh Syndrome
06 - I, Vermin
07 - Light Discovering Darkness
08 - As The Sleeper Awakes
09 - Silent Bullet
10 - Sick Her River
11 - 20 More Miles
12 - Martyr (Bonus Track)


 The Panic Broadcast - 2010

01 - Late For The Kill, Early For The Slaughter
02 - Two Lives Worth Of Reckoning
03 - The Thrill
04 - Deliverance Is Mine
05 - Night Comes Clean
06 - King Of The Threshold
07 - Let This River Flow
08 - Epitome
09 - The Akuma Afterglow
10 - Enter Dog Of Pavlov
11 - Sweet Demise
12 - Sadistic Lullabye 2010
13 - The Crestfallen (Drop's Syber Revision)


 The Sledgehammer Files: The Best Of Soilwork 1998–2008 - 2010

01 - Sadistic Lullabye (Remastered Version)
02 - Steelbath Suicide (Remastered Version)
03 - The Chainheart Machine (Remastered Version)
04 - Bulletbeast (Remastered Version)
05 - Generation Speedkill (Remastered Version)
06 - Bastard Chain
07 - Needlefeast
08 - Grand Failure Anthem
09 - Follow The Hollow
10 - As We Speak
11 - Black Star Deceiver
12 - Rejection Role
13 - Figure Number Five
14 - Light The Torch
15 - Stabbing The Drama
16 - One With The Flies
17 - Nerve
18 - Sworn To A Great Divide
19 - Exile (Orchestral Mix)


 The Living Infinite Earbook - 2013

CD 01

01 - Spectrum Of Eternity
02 - Memories Confined
03 - This Momentary Bliss
04 - Tongue
05 - The Living Infinite I
06 - Let the First Wave Rise
07 - Vesta
08 - Realm Of The Wasted
09 - The Windswept Mercy
10 - Whispers And Lights

CD 02

01 - Entering Aeons
02 - Long Live The Misanthrope
03 - Drowning With Silence
04 - Antidotes In Passing
05 - Leech
06 - The Living Infinite II
07 - Loyal Shadow
08 - Rise Above The Sentiment
09 - Parasite Blues
10 - Owls Predict, Oracles Stand Guard

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 Beyond The Infinite (EP) - 2014

01 - My Nerves, Your Everyday Tool
02 - These Absent Eyes
03 - Resisting The Current
04 - When Sound Collides
05 - Forever Lost In Vain

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 Live In The Heart of Helsinki (Live) - 2015

CD 1:
01 - This Momentary Bliss
02 - Like The Average Stalker
03 - Overload
04 - Weapon of Vanity
05 - Spectrum of Eternity
06 - Follow The Hollow
07 - Parasite Blues
08 - Distortion Sleep
09 - Bastard Chain
10 - Let This River Flow
11 - Long Live The Misanthrope
12 - Tongue

CD 2:
01 - Nerve
02 - The Chainheart Machine
03 - The Living Infinite I
04 - Rise Above The Sentiment
05 - Late For The Kill, Early For The Slaughter
06 - Rejection Role
07 - Black Star Deceiver
08 - As The Sleeper Awakes
09 - Sadistic Lullaby
10 - As We Speak
11 - Stabbing The Drama

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 The Ride Majestic - 2015

01 - The Ride Majestic
02 - Alight In The Aftermath
03 - Death In General
04 - Enemies In Fidelity
05 - Petrichor By Sulphur
06 - The Phantom
07 - The Ride Majestic (Aspire Angelic)
08 - Whirl of Pain
09 - All Along Echoing Paths
10 - Shining Lights
11 - Father and Son, Watching The World Go Down
12 - Of Hollow Dreams (Bonus Track)
13 - Ghosts and Thunder (Bonus Track)

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Download (Zippyshare)


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Noturnall - Discografia

Lembro quando eu era pequeno, e uma novela chamada "O Beijo do Vampiro" era transmitida pela Rede Globo no fim da tarde. Acompanhei ela inteira, e era especialmente atraído por uma das músicas que fizeram parte da trilha sonora. Algum tempo depois, não me recordo se a novela já havia acabado ou se foi durante sua transmissão ainda, meu irmão compra um disco que ele diz ter 'aquela tal música'. Era o álbum "Ritual", do Shaman, lançado em 2002 (exata época em que a novela foi transmitida), e ele continha aquela canção, chamada "Fairy Tale". Por muito tempo ouvi apenas aquela música... Eu tinha nove anos na época. Tava começando a me introduzir no mundo do Heavy Metal, e já estava ficando obcecado pelo Iron Maiden. Logo, foi questão de tempo até eu começar a ouvir ao Angra, e novamente mirar meus olhos sobre o Shaman, percebendo que "Ritual" é um disco sensacional em sua totalidade. Descobri que era muito aclamado, e que "Fairy Tale" é um dos clássicos absolutos, acolhidos pelo público headbanger de forma calorosa. Não é à toa que a canção faz parte do repertório dos shows do "gogozinho afinado" até os dias atuais.
Agora, me impressiona mesmo é como aquela banda, que à época de "Ritual" tinha tudo para ser verdadeiramente grandiosa e um forte expoente do Metal brasileiro, acabou desandando um pouco. Isso já vai desde ainda na época de Andre na linha de frente, à altura do álbum "Reason", lançado em 2005. Após um debut inspirado e um DVD com excelente repercussão, era de se esperar algo igualmente explosivo na sequência, mas não foi o que aconteceu. Claro, "Reason" é excelente, gosto demais, mas não foi muito bem recebido pelos fãs e crítica.
Após a saída de Andre Matos e dos irmãos Jesus e Jesus Jr., digo, Luís (baixo) e Hugo Mariutti (guitarra), o futuro da banda ficou bastante incerto. Porém, o baterista e fundador do grupo, Ricardo Confessori, prosseguiu com a banda, reformulando o line-up com o vocalista Thiago Bianchi, o guitarrista Léo Mancini e o baixista Fernando Quesada, além de Fabrizio di Sarno nos teclados. Tragicamente, o nome Shaman perdeu força desde então. "Immortal" (2007) e "Origins" (2010) mostraram-se ótimos álbuns, mas alguma coisa não estava funcionando e os fãs não estavam gostando tanto, como se alguma nuvem carregada estivesse pairando sobre os céus da banda, e os respingos da chuva pudessem ser sentidos nos rostos dos fãs.
Nessa tragédia de percurso, a banda perdeu força, perdeu expressão, sobrando críticas até mesmo ao vocalista Thiago Bianchi, que nunca achei ruim como alguns bravamente diziam, e sempre parecia que algo de bom poderia ser desenvolvido ali.
Pois é. As coisas se mantiveram nesse clima negativo até que, em 2013, um novo álbum foi anunciado para 2014, e detalhes da capa e do videoclipe promocional começaram a ser lentamente apresentados. Era o Shaman criando expectativas de, enfim, um álbum para rechaçar as críticas e provar que estavam vivos e afim de fazer barulho na cena. Dava pra sentir a empolgação por parte da banda.
Entretanto, chegando a certa altura do fim de 2013, mudanças ocorreram. Mesmo com tudo já gravado e pronto, algo estava atrasando a banda. Era o Ricardo, que estava especialmente focado no Angra, e de alguma forma, não contribuía do modo esperado com a sonoridade que estava sendo construída, que de fato, era bem, bem diferente de tudo que o Shaman havia feito até então. Houve então uma conversa entre os membros da banda, que refletiu na atitude de mudança de titularidade pouco depois. O Shaman foi desativado, mas não acabou. Apenas está hibernando, e todos os membros ainda fazem parte da banda. Logo, no futuro, quando, ou se a banda for reativada, todos os membros voltarão normalmente. Todavia, frente a tanta dedicação e entrega que os membros agregaram ao trabalho, com muita química e entrosamento, com todos os membros não se dedicando apenas ao seu próprio instrumento, mas também acrescentando ideias aos demais, os caras sentiram que seria sensato tocar aquilo adiante de qualquer forma.
Com as demos apresentando um trabalho mais violento, a banda percebeu que aquilo era a alma de sua química, e gostaram tanto, que encararam como não tendo volta. "No turn at all". Era aquilo. Através dessa frase, surgiu o nome Noturnall, na capital paulista.
Tudo já estava gravado, exceto a bateria, e os caras procuravam alguém pra completar essas linhas. Pensaram então em Aquiles Priester (Hangar, ex-Angra), que acolheu a ideia e foi capaz de fazer o processo ao inverso: acrescentar as linhas de bateria às músicas já prontas. Mas ele fez mais do que isso; trouxe uma nova energia aos entornos da banda.
O passo seguinte foi Nova Iorque, nos Estados Unidos, para onde o grupo viajou a fim de produzir o disco e gravar o videoclipe da faixa "Nocturnal Humans Side", que conta com a primorosa participação de Russell Allen (Symphony XAdrenaline Mob), que também é o responsável pela produção do trampo. Dali, tudo ganhou forma final, e essa forma final, rapaz... impressiona. Impressiona mesmo!
Lançado em fevereiro de 2014, "Noturnall" é um álbum que, com segurança, é de se tirar o chapéu. Calcado em um Progressive Metal atormentante e violento, sua sonoridade é moderna e esmagadora. É também bem verdade que ele é complexo. A primeira audição pode soar linear demais, tornando as coisas difíceis de assimilar. Mas como todo bom Prog, com as repetições da experiência, tudo vai clareando, e o disco vai se mostrando construído sobre camadas de maestria e técnica.
Não se trata de um trabalho composto por músicas extensas, maçantes, com faixas de diferentes e imersivas atmosferas, ou trechos onde cada músico tem sua vez para mostrar que sabe tocar, como é típico em bandas mais generalizadas do estilo. Pelo contrário: elas têm em média 4 minutos e meio de duração, e a "fritação" (que sim, existe) emerge por parte de todos os instrumentos, compactados numa mescla que talvez não tenha o intuito de mostrar que toca pra caralho, mas de contribuir com uma sonoridade mais pegada e turbulenta, abundante em quebradas progressivas, quebradas tais que são alucinantes, diga-se de passagem.
Ponto muito marcante é a performance de todos os músicos, que é simplesmente impressionante: a começar pela voz de Thiago Bianchi, que confessa que o intérprete talvez esteja no auge de sua capacidade; impõe respeito e moral através de fortes drives em algo á lá Southern Metal, mas também mostra-se perspicaz nos trechos mais suaves e etéreos. Exatamente por isso, sua voz casa com perfeição à de Russell Allen em "Nocturnal Humans Side", mantendo os dois em consonância, não deixando, portanto, a peteca cair com a alternância das vozes; A guitarra de Léo Mancini sola com veemência, frita bastante, é verdade, mas também toca com feeling. Normalmente as pessoas separam os dois aspectos, mas eles podem ser unidos, e Mancini mostra isso de forma linda, como em "Hate", por exemplo. É muito sua característica própria a iniciação de um solo com feeling, e lentamente aumentar o ritmo até se tornar fugaz; em meio a tanta turbulência, é difícil parar pra perceber o contrabaixo de Fernando Quesada, mas é igualmente impressionante o quão veloz é sua forma de tocar e acompanhar os demais instrumentos. Claro, ele também tem sua vez, brevemente utilizada após um solo matador na faixa "Fake Healers"; Na medida e nos momentos certos encontram-se os teclados de Juninho Carelli que complementam o toque moderno que a guitarra já esbanja com naturalidade. Seus efeitos tecnológicos e urbanos dão o exato perfil do conceito da banda, e a exemplo do que Jordan Rudess vem fazendo, solos de teclados virtuais no iPad são introduzidos, contribuindo com variedade de recursos sem exageros em quantidade de teclados; e por fim, vem a já conhecida bateria de Aquiles Priester. Sempre espera-se muito do gaúcho, mas nesse álbum ele supera as expectativas talvez até do mais otimista dos fãs. Eu diria que é um dos melhores, senão o melhor trabalho já feito por Aquiles em seu instrumento. O cara espanca o instrumento, faz uso de diversos recursos, muita virada, e contribui com uma incansável energia que acaba por ser imprescindível às canções. É difícil prever onde baterá a seguir, e essa imprevisão é reflexo de sua coroa de criatividade, reafirmando a ideia de que se trata de um dos melhores bateristas a nível mundial.
A mistura de todos os elementos humanos criou uma massa de tal consistência que torna o trampo cativante. Tenha certeza que estamos lidando com algo bombástico, agressivo, e moderno. Mas fique tranquilo, não é "pé na porta" o tempo inteiro, pois os refrões de algumas músicas são mais melódicos e cadenciados, como em "Master of Deception" ou "St. Trigger", ao passo de que canções mais baladas também fazem parte do repertório, como a belíssima "Last Wish", e "The Blame Game", que fecha o disco com seus violões e piano, algo inesperado após um disco de vivacidade e prepotência.
No dia 29 de março de 2014 foi gravado, no Carioca Club, em São Paulo, o que viria a ser já o primeiro DVD dos caras. Lançado em setembro, "First Night Live" conta com um extensivo set que totaliza uma hora e meia de concerto, tempo acrescido por conteúdos extras na versão em DVD, como making of e videos clipes das faixas "No Turn At All", "Nocturnal Human Side", além de "Woman In Chains", cover do Tears For Fears, que a banda gravou em dueto entre Thiago Bianchi e Maria Odette sua mãe, em homenagem ao dia das mães. O registro do show foi é muito bom e conta inclusive com a presença de alguns covers como "Symphony of Destruction", do Megadeth, "Stand Up and Shout" do Dio, e "War Pigs" do Black Sabbath, encerrando a apresentação na casa de show paulistana. Poderia ser melhor produzido, dando mais ênfase para a guitarra base, mas dá pra sentir bem o clima.
É bem verdade que, no fundo, até agora a banda não fez algo original. De alta qualidade, sim!, de enorme competência, sim!, estupefato, sim!, de exímia criatividade, sem dúvidas! Não se faz Prog desse cunho sem alicerçar criatividade e técnica. Porém, soa muito como uma mistura entre Symphony XDream Theater e Adrenaline Mob. Thiago canta de forma demasiadamente parecida com a do Russell, o que fortalece ainda mais essa impressão, e até me levou a, na primeira ouvida, pensar que Russell emprestasse sua voz no decorrer do disco. Por esse motivo, se fosse para atribuir notas, eu daria 9/10.
Ouçam sem medo, e esqueçam o Shaman. É uma nova banda, paralela ao Shaman, e os membros estão empolgados. Querem agitar a cena, e querem vir pra ficar. Quem sabe a banda não engrena e nos presenteia com mais álbuns de qualidade? Esse debut, por si só, já é de uma maravilhosidade matadora.


 Noturnall (2014)

01 - No Turn At All
02 - Nocturnal Humans Side (feat. Russell Allen)
03 - Zombies
04 - Master of Deception
05 - St. Trigger
06 - Sugar Pill
07 - Last Wish
08 - Hate
09 - Fake Healers
10 - The Blame Game

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 First Night Live (Live) (2014)

01 - Intro
02 - No Turn At All
03 - St. Trigger
04 - Inferno Veil
05 - Zombies
06 - Master of Deception
07 - Hate!
08 - Aquiles Priester Psychoctopus Solo
09 - Last Wish (feat. Luiz Vernando Venturelli)
10 - Symphony of Destruction (feat. Luiz Vernando Venturelli) (Megadeth Cover)
11 - Léo Mancini Solo - Intro Brazilian Act
12 - Fake Healers
13 - Sugar Pill
14 - Nocturnal Human Side (feat. Russel Allen)
15 - Stand Up and Shout (feat. Russel Allen) (Ronnie James Dio Cover)
16 - War Pigs (feat. Russel Allen) (Black Sabbath Cover)

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 Back To Fuck You Up! (2015)

01 - Enquanto A Trégua Não Vem...
02 - Back To Fuck You Up!
03 - Zombies (The Holy Trinity)
04 - Fight The System
05 - Major Cover Ups
06 - Industry of Fear
07 - This Life
08 - Green Disease
09 - We Are Not Alone
10 - Rise Now!
11 - Sick and Tired of It All

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Gormathon - Discografia

Gormathon tem uma peculiaridade na sua musicalidade. Além do fato deles serem fodas, eles proporcionam algo de diferente. Estamos acostumados a ouvir bandas de Melodic Death Metal com vocais guturais, rasgados ou fechados. Contudo, esse não é o caso do Gormathon, que faz o gênero com pouco gutural, e mais vocal limpo. Mas falando desse modo faz parecer que é uma musicalidade foda embaixo com um vocal de Power Metal por cima... não! O vocalista Tony Sunnhag tem um vocal agressivo, rasgado, e em tom alto. A voz não é igual, mas para entender a dimensão do vocal limpo, é só lembrar da voz do Jimmy London do Matanza.
O grupo foi fundado em 2009 em Bollnäs, na Suécia, por Tony Sunnhag (vocal), Stefan Jonsson (guitarra) e Sandberg Tony (bateria). Os três já haviam tocado juntos na banda Overload, que fazia Heavy Metal, mas acabaram ficando sobrecarregados e formaram o Gormathon. Completando a formação vieram o baixista Thomas Hedlund e o guitarrista Peter Sonefors.
Esse é o line-up que conquistou um contrato com a Supernova Records em 2010, possibilitando o lançamento de seu fodástico debut "Lens of Guardian" no mesmo ano. O álbum é realmente uma grata surpresa, perfeito. O lado Death Metal em seu instrumental é um pouco mais evidente do que o lado Melodic, se aproximando bastante de seus compatriotas do Amon Amarth. Todas as músicas seguem a mesma direção negra de sonoridade.
Após o lançamento, o baixista Thomas Hedlund e o guitarrista Peter Sonefors deixam seus postos, cedendo vagas para Kalle Svedåker e Markus Albertson, respectivamente. Com a nova formação, continuam trabalhando em composições, e em 2012 sai o EP "Celestial Warrior", um breve trabalho contendo apenas três músicas, mas que demonstra que os caras estão a fim de explorar um pouco mais os guturais. Isso certamente faz com que eles se aproximem ainda mais do Amon Amarth. Um excelente EP!
Com certeza uma banda bem foda, e um pouquinho diferente, de modo positivo. Outro ponto chamativo nos caras é o cabelo do Tony Sunnhag, que é simplesmente enorme. Eu não me lembro de nenhum outro cabelo tão grande quanto o dele no underground, chegando inclusive a ser maior que o do Ari Koivunen (Amoral). Vale a pena conhecer os caras!


 Lens of Guardian (2010)

01 - Skyrider
02 - Gormathon
03 - Lens of Guardian
04 - Wings of Steel
05 - Devil's Claw
06 - As We Die
07 - Damnation
08 - Love Is A Motherfucker
09 - Aftermath of Adoration
10 - Marble Orchard

 Celestial Warrior (EP) (2012)

01 - Absence of Trust
02 - Celestial Warrior
03 - World of Sin

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 Following The Beast (2014)

01 - Remedy
02 - Land of The Lost
03 - Hellbender
04 - Break The Chains
05 - Celestial Warrior
06 - In Benevolence
07 - World of Sin
08 - Remember
09 - Absence of Trust
10 - Warlords of Doom
11 - Into Oblivion (Bonus Track)
12 - Silent Walk (Bonus Track)

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Soundgarden - Discografia

Uma das pedras fundamentais do movimento Grunge, com o melhor vocalista que o estilo já viu, esse é o Soundgarden, formado em Seattle no ano de 1984 por  por Chris Cornell (guitarra e vocal) e Hiro Yamamoto (baixo). Mais tarde, juntou-se a eles o guitarrista Kim Thayil. No início, Cornell também tocava bateria, mas a banda resolveu trazer um outro músico para o instrumento, para que o seu líder pudesse se dedicar mais aos vocais. Para as baquetas o escolhido foi Scott Sundquist, que permaneceu até 1986, quando deu seu lugar para Matt Cameron.
Desde o início, o Soundgarden se destacou entre outros nomes do cenário, incorporando uma sonoridade mais pesada, muitas vezes voltada para o Heavy Metal, além de explorar uma maior variedade musical, que agregava elementos que iam desde Heavy do Black Sabbath e o Hard Rock do Led Zeppelin e elementos psicodélicos de grupos Proto-Punk como The Stooges, New York Dolls, The Velvet Underground e MC5 , sem perder de vista as principais obras de nomes como The Beatles, Neil Young, Kiss, Ramones e Jimi Hendrix.
Em 1987, a banda lançou seu primeiro trabalho, o compacto Screaming Life, com destaque para a faixa Hunted Down.
No seguinte, veio outro compacto chamado Fopp. Com os discos, o conjunto passou a ter prestígio no cenário underground e acabou obtendo seu primeiro contrato, com o selo  SST Records e sai o primeiro álbum: Ultramega OK, ainda em 1988, que chamou a atenção pela distorção da guitarra e pelo peso, sendo o disco mais direto da banda, com faixas mais curtas e sem muitas variações. No disco está a faixa Fowler, um dos grandes destaques do conjunto em seu início.
A banda então troca de selo, assinado com A&M Records. Seu primeiro disco por este selo é Louder Than Love, lançado no começo de 1989. O título original era Louder Than Fuck, mas resolveram trocar o nome para evitar polêmicas. Logo depois desse lançamento, Yamamoto resolve deixar a banda para ingressar na Universidade. Jason Everman que havia tocando com o Nirvana é o seu substituto.
A banda então começou uma excursão ao lado de Faith No More e Voidod. Em 1990, Everman deixa o conjunto, sendo substituído por Ben Shepperd e marcando o início da formação clássica do Soundgarden.
O ano de 1990 também marcou o falecimento do vocalista do Mother Love Bone, Andy Wood, vítima de overdose. Em razão do falecimento de Andy, Chris tem a ideia de criar um projeto para homenagea-lo. Estava criado o Temple Of The Dog, que teve a participação de Matt Cameron, enquanto Eddie Vedder fazia apenas vocais de apoio e dividia as vozes com Cornell em Hunger Strike.
O Temple Of The Dog gravou um único álbum, auto-intitulado, no fim de 1990, sendo o mesmo lançado no início de 1991.
Com o término do Temple Of The Dog, Chris e Matt seguem com o Soungarden, e os demais músicos fundam o Pearl Jam.
Em 1991, o Soundgarden retorna aos estúdios para as gravações de Badmotorfinger. O álbum foi o verdadeiro divisor de águas na carreira do conjunto, pois apresentou um som mais comercial, embora ainda com as influências do início da banda, como por exemplo nas faixas Rusty Cage e Jesus Christ Pose.
A banda passou a se tornar presença marcantes em grandes festivais e mostrando grande evolução retornou aos estúdios em 1993, para as gravações de Superunknow, lançado em 1994. O disco possui vários hits, entre eles, a música Black Hole Sun, que se tornou um dos grandes hinos do Grunge.
O conjunto saiu em uma grande turnê mundial, mas algumas apresentações pela Europa foram canceladas devido a um problema nas cordas vocais de Chris Cornell.
Em 1996, veio Down On The Upside, disco que não teve o mesmo sucesso do seu anterior, principalmente pelo declínio do Grunge, mas teve grandes faixas como: Blow Up The Outside World, Burden In My Hand e Pretty Noose.
Apesar do sucesso vivenciado, o álbum mostrava um conjunto introspectivo, o que pode ser conferido pelas composições. O disco pode não ter alcançado um grande sucesso, mas é considerado por muitos fãs como o melhor álbum do Soundgarden.
Muitas apresentações foram agendadas e diversas canceladas, em razão dos já conhecidos problemas com a voz de Chris.
Em 1997 a banda decidiu encerrar suas atividades, sendo cada músico seguiu com um projeto.
Cornell lançou um álbum solo em setembro de 1999 intitulado Euphoria Morning. Em 2001, formou o grupo Audioslave com os antigos membros do Rage Against The Machine. Em 2007, lançou outro álbum solo, que lhe rendeu grande sucesso comercial e de crítica.
Matt Cameron inicialmente jogou seus esforços para seu projeto paralelo Wellwater Conspiracy e depois acabou indo para o Pearl Jam.
Em 2010, a formação clássica do Soundgarden, com Chris Cornell, Matt Cameron, Kim Thayil e Ben Sheperd, se reuniu e lançou um single chamado Black Rain.
No ano seguinte, veio o ao vivo Live On I 5 e em 2012, o sexto disco de estúdio chamado King Animal, que mostrou que o tempo não tinha passado para o conjunto, pois conseguiu recriar aquela atmosfera dos anos 90, fazendo jus ao retorno do Soundgarden.


 Screaming Life (EP) - 1987

01 - Hunted Down
02 - Entering
03 - Tears To Forget
04 - Nothing To Say
05 - Little Joe
06 - Hand Of God

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 Fopp (EP) - 1988

01 - Fopp
02 - Fopp (Dub)
03 - Kingdom Of Come
04 - Swallow My Pride

 Ultramega OK - 1988

01 - Flower
02 - All Your Lies
03 - 665
04 - Beyond The Wheel
05 - 667
06 - Mood For Trouble
07 - Circle Of Power
08 - He Didn’t
09 - Smokestack Lightning
10 - Nazi Driver
11 - Head Injury
12 - Incessant Mace
13 - One Minute Of Silence 

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 Flower (EP) - 1989

01 - Flower
02 - Head Injury
03 - Toy Box

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 Louder Than Love  - 1989

01 - Ugly Truth
02 - Hands All Over
03 -Gun
04 - Power Trip
05 - Get On The Snake
06 - Full On Kevin’s Mom
07 - Loud Love
08 - I Awake
09 - No Wrong No Right
10 - Uncovered
11 - Big Dumb Sex
12 - Full On (Reprise) 

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 Screaming Life-Fopp (Compilation) - 1990

01 - Hunted Down
02 - Entering
03 - Tears To Forget
04 - Nothing To Say
05 - Little Joe
06 - Hand Of God
07 - Kingdom Of Come
08 - Swallow My Pride
09 - Fopp
10 - Fopp (Dub)

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 Loudest Love (EP) - 1990

01 - Loud Love
02 - Hands All Over
03 - Get On The Snake
04 - Heretic
05 - Come Together
06 - Fresh Deadly Roses
07 - Big Dumb Sex (New Version)

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 Badmotorfinger - 1991

01 - Rusty Cage
02 - Outshined
03 - Slaves & Bulldozers
04 - Jesus Christ Pose
05 - Face Pollution
06 - Somewhere
07 - Searching With My Good Eye Closed
08 - Room A Thousand Years Wide
09 - Mind Riot
10 - Drawing Flies
11 - Holy Water
12 - New Damage


 Satanoscillatemymetallicsonatas (SOMMS) (EP) - 1992

01 - Into The Void (Sealth)
02 - Girl U Want
03 - Stray Cat Blues
04 - She's A Politician
05 - Slaves & Bulldozers Live


 Superunknown - 1994

01 - Let Me Drown
02 - My Wave
03 - Fell On Black Days
04 - Mailman
05 - Superunknown
06 - Head Down
07 - Black Hole Sun
08 - Spoonman
09 - Limo Wreck
10 - The Day I Tried To Live
11 - Kickstand
12 - Fresh Tendrils
13 - 4th Of July
14 - Half
15 - Like Suicide
16 - She Likes Surprises


 Songs From The Superunknown (EP) - 1995

01 - Superunknown (LP Version)
02 - Fell On Black Days (Video Version)
03 - She Likes Surprises (International LP Version)
04 - Like Suicide (Acoustic Version)
05 - Jerry Garcia's Finger

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 Down On The Upside - 1996

01 - Pretty Noose
02 - Rhinosaur
03 - Zero Chance
04 - Dusty
05 - Ty Cobb
06 - Blow Up The Outside World
07 - Burden In My Hand
08 - Never Named
09 - Applebite
10 - Never The Machine Forever
11 - Tighter & Tighter
12 - No Attention
13 - Switch Opens
14 - Overfloater
15 - An Unkind
16 - Boot Camp 


 A-Sides, The Best Of (Compilation) - 1997

01 - Nothing To Say
02 - Flower
03 - Loud Love
04 - Hands All Over
05 - Get On The Snake
06 - Jesus Christ Pose
07 - Outshined
08 - Rusty Cage
09 - Spoonman
10 - The Day I Tried To Live
11 - Black Hole Sun
12 - Fell On My Black Days
13 - Pretty Noose
14 - Burden In My Hand
15 - Blow Up The Out Side World
16 - Ty Cobb
17 - Bleed Together


 Telephantasm (Deluxe Edition) (Compilation) - 2010

CD 01

01 - All Your Lies
02 - Hunted Down
03 - Fopp
04 - Beyond The Wheel
05 - Flower (BBC Session)
06 - Hands All Over
07 - Big Dumb Sex
08 - Get On The Snake (Live)
09 - Room A Thousand Years Wide (Single Version)
10 - Rusty Cage
11 - Outshined
12 - Slaves And Bulldozers

CD 02

01 - Jesus Christ Pose (Live)
02 - Birth Ritual
03 - My Wave
04 - Superunknown
05 - Spoonman
06 - Black Hole Sun
07 - Fell On Black Days (Video Version)
08 - Burden In My Hand
09 - Dusty
10 - Pretty Noose (Live On SNL)
11 - Blow Up The Outside World (MTV Live N Loud)
12 - Black Rain


 Live On 1-5 - 2011

01 - Spoonman (Live At Del Mar)
02 - Searching With My Good Eye Closed (Live At Del Mar)
03 - Let Me Drown (Live At Del Mar)
04 - Head Down (Live At Seattle)
05 - Outshined (Live At Del Mar)
06 - Rusty Cage (Live At Vancouver)
07 - Burden In My Hand (Live At Salem)
08 - Helter Skelter (Live At Del Mar)
09 - Boot Camp (Live At Del Mar)
10 - Nothing To Say (Live At Seattle)
11 - Slaves And Bulldozers (Live At Oakland)
12 - Dusty (Live At Oakland)
13 - Fell On Black Days (Live At Oakland)
14 - Search And Destroy (Live At Seattle)
15 - Ty Cobb (Live At Del Mar)
16 - Black Hole Sun (Live At Seattle)
17 - Jesus Christ Pose (Live At Oakland)

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 King Animal (Deluxe Version) - 2012

01 - Been Away Too Long
02 - Non-State Actor
03 - By Crooked Steps
04 - A Thousand Days Before
05 - Blood On The Valley Floor
06 - Bones Of Birds
07 - Taree
08 - Attrition
09 - Black Saturday
10 - Halfway There
11 - Worse Dreams
12 - Eyelid's Mouth
13 - Rowing
14 - Worse Dreams (Demo)
15 - Black Saturday (Demo)
16 - By Crooked Steps (Demo)

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 King Animal Plus - 2013


01 -  Been Away Too Long
02 - Non-State Actor
03 - By Crooked Steps
04 - A Thousand Days Before
05 - Blood On The Valley Floor
06 - Bones Of Birds
07 - Taree
08 - Attrition
09 - Black Saturday
10 - Halfway There
11 - Worse Dreams
12 - Eyelid's Mouth
13 - Rowing
14 - Taree (Live From The Artists Den)
15 - Blind Dogs (Live From The Artists Den)
16. Rowing (Live From The Artists Den)
17 - Non-State Actor (Live From The Artists Den)
18 - A Thousand Days Before (Live From The Artists Den)
19 - Halfway There (Live And Acoustic On 89X Cimx FM Detroit/Windsor)

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 King Animal Demos (EP) - 2013

01 - Bones Of Birds
02 - By Crooked Steps
03 - Halfway There
04 - Worse Dreams
05 - Black Saturday
06 - A Thousand Days Before

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 Superunknown: The Singles (Compilation) (2014)

01 - Spoonman
02 - Fresh Tendrils
03 - Cold Bitch
04 - Exit Stonehenge
05 - The Day I Tried To Live
06 - Like Suicide (Acoustic)
07 - Kickstand (Live Aug 20 1993)
08 - Limo Wreck
09 - Black Hole Sun
10 - Jesus Christ Pose (Live Aug. 11 1993)
11 - Beyond The Wheel (Live Aug. 18 1993)
12 - Fell On Black Days (Live Aug. 16 1993)
13 - My Wave
14 - Spoonman (Steve Fisk Remix)
15 - Birth Ritual (Original Demo Version)
16 - My Wave (Live Aug. 20 1993)
17 - Fell On Black Days
18 - Kyle Petty Son of Richard
19 - GhostMotorFinger
20 - Fell On Black Days (Video Version)
21 - Girl You Want
22 - Black Days III

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 Echo Of Miles - Scattered Tracks Across The Path (Compilation) - 2014

CD 01 (Originals)

01 - Sub Pop Rock City
02 - Toy Box
03 - Heretic
04 - Fresh Deadly Roses
05 - HIV Baby
06 - Cold Bitch
07 - Show Me
08 - She's A Politician
09 - Birth Ritual
10 - She Likes Surprises
11 - Kyle Petty, Son Of Richard
12 - Exit Stonehenge
13 - Blind Dogs
14 - Bleed Together
15 - Black Rain
16 - Live To Rise
17 - Kristi
18 - Storm

CD 02 (Covers)

01 - Swallow My Pride
02 - Smokestack Lightnin'
03 - Everybody's Got Something To Hide
04 - Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin)
05 - Come Together
06 - Stray Cat Blues
07 - Into The Void (Sealth)
08 - Girl U Want
09 - Touch Me
10 - Can You See Me
11 - Homicidal Suicidal
12 - I Can't Give You Anything
13 - I Don't Care About You
14 - Waiting For The Sun (Live)
15 - Search And Destroy (Live)
16 - Big Bottom (Live)
17 - Earache My Eye (Live)

CD 03 (Oddities)

01 - Twin Tower
02 - Jerry Garcia's Finger
03 - Ghostmotorfinger
04 - Night Surf
05 - A Splice of Space Jam
06 - The Telephantasm
07 - Black Days III
08 - Karaoke
09 - Fopp (FEd Up Heavy Dub Mix)
10 - Big Dumb Sex (Dub Version)
11 - Spoonman (Steve Fisk Remix)
12 - Rhinosaur (The Straw That Broke the Rhino's Back Remix)
13 - Dusty (Moby Remix)
14 - The Telephantasm (Resurrection Remix)
15 - One Minute of Silence

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