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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Reptilian Death - Discografia

Que o Metal é global, todos nós sabemos. O gênero musical está presente até mesmo nos cantos mais inóspitos do mundo, muitas vezes fazendo com que quem mora em cidade pequena sinta até que não é tão espantoso assim ser um dos poucos adeptos do estilo. O negócio é que não é todo gênero ou subgênero que se alastra com facilidade ao redor do globo. Por incrível que pareça, os mais podres e asquerosos são os que possuem mais adeptos, que perdem a linha em diversos festivais underground mundo afora. Me refiro a gêneros como Technical Death MetalBrutal Death MetalGrindcore, entre outros. A imensidão dessa rede mais suja é vasta, e isso com frequência me impressiona.
A Ásia é um continente muito mais consumidor de Metal do que exportador. Por isso, é difícil vermos bandas de lá, e de verdadeira qualidade. Muitos dos países desse continente vivem em contextos sociais e políticos instáveis e injustos (como Indonésia, Filipinas, Índia, entre outros), e frequentemente o Metal serve como escape da realidade, seja pela sonoridade agressiva, seja pelas letras que muito abordam críticas sociais.
Dentre os países conflituais, destaca-se a Índia, cujos adeptos metálicos têm uma especial preferência por gêneros porradeiros. Como todo país com extensa cena underground, a Índia também conta com suas próprias bandas fodas, e uma delas, é o Reptilian Death, que faz um insano e alucinado Brutal/Technical Death Metal.
O início da banda se deu em 2001 na cidade de Mumbai, no estado de Maharashtra. Fundado por Sahil Makhija (pseudônimo "The Demonstealer"), o propósito inicial era que fosse uma one-man band com caráter solo que executasse Grindcore/Death Metal. Ainda no mesmo mês de início oficial da banda, The Demonstealer lançou seu primeiro registro, o independente e cômico EP "5 Easy Ways To Murder Someone". A produção não é das melhores, mas isso agrada àqueles que gostam de sujeira. O disco conta com um lado cômico, que aliado à fusão de Technical Death Metal com Grindcore, acaba por se tornar algo macabro. A rapidez do lançamento é justificada pelo fato de que as cinco faixas somam um total de apenas 11 minutos.
Em novembro daquele ano, a banda deixou de ter caráter solo e passou a se tornar um grupo em si, pois Jaivir entrou na guitarra e Husain no contra-baixo, limitando a tarefa de The Demonstealer a apenas as baquetas e o vocal. A partir daí, o grupo passou a ser conhecido como Reptilian Death. Uma série de shows se sucedeu, e o que era pra ser o primeiro de todos foi até engraçado, pois a banda tinha concluído duas novas faixas ("No Way To Die" e "The 2nd Coming of Evil") para tocar na cidade de Bangalore. O show acabou não acontecendo e a banda acabou tocando um Death Metal acústico em outro local porque distorções não eram permitidas. Pouco depois, o segundo guitarrista Girish Menon ingressa no conjunto.
Na altura do ano de 2003, as atividades da banda frearam. Praticamente não estavam mais se juntando, e shows eram escaços devido às obrigações pessoais de cada integrante. Interessado em dar prosseguimento à banda, The Demonstealer decidiu tornar dar ao Reptilian Death um caráter solo novamente. Entrou em estúdio e, cuidando de todos os instrumentos e do vocal (embora tenha contato também com as participações dos vocalistas Aditya e Nitin Kumar), lançou o EP "Total Annihilation: Nursery Rhymes For Satans Children" no mesmo ano, também de forma independente. Ele segue os mesmos moldes do anterior, porém, com um lado cômico ainda mais aflorado através de uma sonoridade mais natalinamente macabra. O plano, a seguir, era lançar um álbum de estreia. Todavia, as coisas não saíram como planejado, levando o disco a ser adiado por tempo indefinido.
Nos tempos que se seguiram, o Reptilian Death voltou a ter oportunidades de se apresentar ao vivo, e para isso, passou a contar os velhos integrantes novamente, à exceção de Sunny, que ficou com a guitarra ao lado de Girish, e Nitin Kumar, que se tornou membro oficial no vocal. Shows aconteceram, mas em fevereiro de 2004, o guitarrista Girish Menon veio a falecer. A banda encerrou suas atividades com o baque, mas amante do que estava fazendo, novamente sozinho, The Demonstealer lançou o debut independente "Total Annihilation" em julho. A postura do disco é diferente da que vinha sendo apresentada nos dois primeiros EPs. Aqui a banda exclui o lado Grindcore e executa um intenso e brutal Technical Death Metal com resquícios de Brutal Death Metal. Outro detalhe é que o lado cômico não mais existe.
A banda voltou a ter mais membros na formação em 2005 para mais shows, quando Pradeep ocupou a guitarra e Sugath se tornou vocalista. Após a breve turnê, o Reptilian Death se resumiu apenas a The Demonstealer cuidando de todos os instrumentos e Sugath no vocal e auxílio na composição lírica. Juntos, lançaram em 2006 o catastrófico EP "Intestinal Feast" através da Demonstealer Records, a própria gravadora de The Demonstealer. Aqui a banda demonstra amadurecimento e astúcia por meio de uma abordagem ainda mais intensa e melhor construída do que em "Total Annihilation". São apenas 15 minutos de duração, mas o suficiente para remoer o pescoço com tamanha força na expressão sonora, que é de foder!
Uma nova turnê local contando com Sugath no vocal, Arjun como novo guitarrista, Husain no baixo e The Demonstealer nas baquetas foi realizada, então. Essa excursão durou por mais de um ano, e após isso, outra vez, a banda parou.
The Demonstealer resolveu retornar às atividades em 2008, quando começou a compôr novas músicas para o segundo álbum de estúdio. Provavelmente em meio a muita turbulência e imprevistos, esse estágio perdurou por anos. Entretanto, coisas boas vieram com essa demora, pois conseguiu assinar um contrato com a Universal Music India. Com dificuldade, conseguiu firmar novamente o line-up somente em 2013, ano do lançamento do novo álbum. Contando com Vinay Venkatesh nos vocais, Nishith Hegde na guitarra e Aswin Shriyan no baixo, o baterista The Demonstealer e cia. lançaram, em maio de 2013, o álbum "The Dawn of Consummation and Emergence". A primeira coisa que chama a atenção é a capa magnificamente elaborada. Mas o nível desse disco não se resume à capa. O híbrido entre Technical Death Metal e Brutal Death Metal está mais coeso, mais veloz, mais matador! E, ao contrário dos demais discos, a qualidade da produção é plenamente profissional, então tenha certeza que é possível ter uma experiência ensurdecedora, pesada, com alta qualidade. Assim como qualquer Technical Death que se preze, a bateria muito comanda a intensidade das músicas, e ela é técnica e atenciosa como deve ser. Se deseja conhecer a banda, esse disco é extremamente aconselhável, e tenho certeza que o achará fantástico!
Após o lançamento, o guitarrista Nishith Hedge deixou a banda, fazendo com que The Demonstealer passasse a se ocupar tanto com a bateria quanto com a guitarra. Mas por enquanto, isso é tudo o que aconteceu no universo da banda.
Vinda de um país que é improvável que tenha uma banda de qualidade - apesar de ser provável que tenha bandas de Metal Extremo - como a Índia, o Reptilian Death faz um som odioso de respeito que tem plena capacidade de prender os ouvidos de quem gosta de algo mais sujo e Extremo. E o melhor é que os caras têm uma discografia que abrange os dois lados da vertente: se procura algo de produção de menor qualidade, é só baixar os primeiros discos, e se procura algo mais metralhado, de alta qualidade e distorções e bateria poderosas e pesadas, o último disco se faz um candidato perfeito.


 5 Easy Ways To Murder Someone (EP) (2001)

01 - Method 1: Beheading
02 - Method 2: Smashing The Skull
03 - Method 3: Stabbing
04 - Method 4: Bullet To The Head
05 - Method 5: Burning


 Total Annihilation: Nursery Rhymes For Satans Children (EP) (2003)

01 - Baa Baa Bloody Sheep
02 - Mary Had A Little Lamb (CookedFine)
03 - Jack and Jenna Jameson
04 - Little Jack Horney
05 - Hump Me Dump Me

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 Total Annihilation (2004)

01 - Intro
02 - Reptilian Death
03 - The Second Coming of Evil
04 - Bathed In Blood
05 - Total Annihilation
06 - No Way To Die
07 - Abortion


 Intestinal Feast (EP) (2006)

01 - A Cranial Funeral
02 - Grasp of The Anaconda
03 - Intestinal Feast
04 - Ghouls of War
05 - Bathed In Blood


 The Dawn of Consummation and Emergence (2013)

01 - PrimEvil
02 - Inchoate
03 - Stimulate. Hike. Impel. Tear
04 - Soaked With The Imperfections of Puerile Blood
05 - Emerge, Hatred, Emerge
06 - Distorted By Bondage, Blood and Bestiality
07 - Unnervingly Perverted At The Altar
08 - Patchwork and The Art of Skinning
09 - O
10 - Now You Graze Upon Me
11 - Marvelous Gods: The Apple of My Eye
12 - Emergence: The World, Your Playground

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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Godsmack - Discografia

Rock Alternativo não é exatamente a minha praia, embora eu goste de bandas do gênero. É aquele tipo de estilo que eu curto, mas dificilmente pego pra ouvir, ou passo horas a fio ouvindo da forma como faço com o Metal. Ainda assim, o estilo é bom demais, e tem muitas expoentes de respeito. Entre as bandas mais respeitadas dessa vertente está o Godsmack, que faz um sucesso absurdo em especial no seu país de origem, os Estados Unidos, mas também é amplamente apreciado por todo tipo de fã fiel ao redor do globo. Eu os acho uma banda interessante e muito boa, mas não exatamente me prende a atenção por muito tempo.
Godsmack tem um peso muito interessante que torna a audição bem vívida e agitada. É possível falar da banda de uma forma bem generalizada porque eles pouco mudaram sua fórmula musical: todos os discos soam bastante homogêneos. Seu híbrido de Alternative Rock com Hard Rock e elementos de Nu Metal adicionais desemboca em um som bem pesado, com riffs frequentemente quebrados, refrões mais melódicos que grudam na cabeça e um vocal cujo drive muito lembra ao James Hetfield, do Metallica, aos meus ouvidos. A experiência geral também me lembra muito ao Adema, outra banda que gosto demais.
Esse estilo de sonoridade deles é bem justificado por suas influências, dentre os quais encontram-se principalmente Alice In ChainsAerosmith, Metallica e Pantera. Influencias tais que são perceptíveis na musicalidade, apesar do Godsmack ter sua própria identidade.
Tudo começou em LawrenceMassachussetts, no ano de 1995, com o fim da banda Strip Mind. Esse evento levou o baterista e fundador Sully Erna a formar outra banda, mas dessa vez como vocalista. Ao chamar Lee Richards pra guitarra, Robbie Merrill pro baixo e Tommy Stewart para as baquetas afim de completar a formação, nasceu a banda The Scam. Após gravarem a primeira demo, passaram a ser conhecidos como Godsmack por causa de uma brincadeira feita pelo baixista Robert Merrill ao sacanear um amigo por sua herpes labial. O infortúnio está no fato de que no dia seguinte, o próprio Merrill contraiu, e alguém disse "parece que Deus beijou ("God smacked") seu rosto por ter feito piada com os outros", querendo dizer que o mundo deu voltas.
Em 1996, as primeiras alterações no line-up ocorreram com a saída de Lee Richards e Tommy Stewart. Seus postos foram ocupados por Tony Rombola Joe D'Arco, respectivamente, que mostraram-se dispostos a não medir esforços para impulsionar a banda. Assim, gravaram e lançaram  de forma independente seu primeiro álbum, intitulado "All Wound Up" naquele mesmo ano. A essa altura, a banda já estava fazendo seu nome por Boston e New England, colhendo seus primeiros fãs e tendo suas músicas tocadas nas rádios locais.
O ano de 1998 viu um salto em direção ao reconhecimento da banda, que assinou com a Universal/Republic Records, que remasterizou e relançou o debut em 1998, dando o novo e simples nome de "Godsmack". O trabalho bombou, vendeu bem, alcançou a segunda posição na Billboard 200, foi a ouro em 1999 e quatro vezes platina em 2001. Críticas positivíssimas vieram de todos os lados.
Pouco depois, o baterista Joe D'Arco foi chutado, e Tommy Stewart voltou por manifestar desejo de estar novamente na banda. Uma turnê sucedeu ao lançamento, tocando em grandes festivais como Woodstock e Ozzfest, inclusive abrindo shows para Black Sabbath e Europe na perna européia da excursão.
Em meio a uma vida turbulenta de turnê e com pouco tempo para respirar, a banda foi compondo novo material na estrada mesmo. Após todo o trabalho intercalado, veio em 2000 o excelente "Awake". O pesado disco novamente repercutiu com eficácia, alcançando a quinta posição da Billboard 200 e duas platinas. Inclusive, a faixa "Vampires" venceu o Grammy Awards para Melhor Performance Instrumental de Rock no ano de 2002. Uma nova turnê acompanhou a chegada do segundo álbum, novamente passando pelo Ozzfest, e, na Europa, dessa vez viajaram ao lado de Limp Bizkit.
Dois mil e dois foi um ano de trabalhos com fins diferentes, bem como nova mudança na formação. O vocalista Sully Erna recebeu a proposta de compôr e gravar uma música como trilha sonora do filme O Escorpião Rei. Erna aceitou a proposta, e assim nasceu "I Stand Alone", que também foi aproveitada no jogo eletrônico "Prince of Persia: Warrior Within", da Ubisoft. A faixa se tornou famosa, chegando a ser a mais tocada  na Rock Radio e Active Rock por quatorze semanas consecutivas.
A baixa na formação foi a do baterista Tommy Stewart, pela segunda vez, devido a conflitos. Shannon Larkin é o nome do homem que se empossou de sua vaga, e sem delongas, correram ao estúdio para a gravação do terceiro álbum.
Novo grande sucesso de vendas, "Faceless" vendeu quase 300 mil cópias logo na primeira semana em que foi lançado, em 2003, e essa marca viria a ultrapassar o número de um milhão. Como efeito, pela primeira vez um disco do Godsmack alcançou o topo da Billboard 200, superando o badalado e fascinante "Meteora", do Linkin Park, que ficou com a segunda colocação. Outra turnê teve início, dessa vez abrindo os shows do Metallica nos Estados Unidos e Europa.
Em 2004 foi a vez de um trabalho alternativo ser lançado: o belíssimo EP "The Other Side", que trás conteúdo completamente acústico, dentre os quais quatro são rearranjos de faixas já existentes, e três são inéditas. O disco é tão bonito que merece inclusive um repeat ao término de seus 30 minutos de duração. Não apenas eu sou maravilhado pelo trabalho, mas também os demais fãs, pois o EP alcançou a posição cinco na Billboard 200, mesmo sendo apenas um EP, e ainda por cima, acústico. Contudo, couberam críticas também, uma vez que a sua maior influência tinha feito exatamente a mesma coisa, concedendo ao Godsmack uma fama negativa de copião. O Alice In Chains havia feito coisa parecida com o disco "Sap" e o EP "Jar of Flies".
Após criarem incríveis quarenta novas músicas em meio a turnê, onze foram selecionadas pelo próprio vocalista Sully Erna (principal responsável por tudo que envolve a banda) para compôr o próximo álbum. Todas elas podem ser apreciadas no excelente "IV", que saiu em 2006, e novamente chegou à primeira posição da Billboard 200, e foi certificado ouro após 211 mil cópias vendidas na primeira semana.
No finzinho de 2004, chegou às prateleiras a primeira compilação da banda, em comemoração aos dez anos de estrada. Não vendeu tanto quanto os 'full-lenght', mas ainda assim vendeu bem. Quarenta mil cópias na primeira semana, e posição 35 na Billboard. "Good Times, Bad Times... Ten Years of Godsmack" conta até com um cover da música "Good Times Bad Times" do Led Zeppelin, e vem 'em anexo' o registro de um show acústico em Las Vegas em DVD. A compilação não simbolizou apenas o aniversário de uma década dos rapazes, mas também férias. Rumores de que a banda estava encerrando suas atividades circularam, mas foram rechaçados pelo próprio vocalista. Queriam curtir algumas férias, e então voltariam...
...E de fato voltaram. Em maio de 2010, o lançamento de "The Oracle" marcou o reinício dos lançamentos inéditos, bem como a terceira vez consecutiva que os caras conseguem ficar em primeiro lugar na Billboard 200, com quase 120 cópias vendidas na primeira semana. Como de costume, os estadunidenses saíram em turnê. Um dos pontos altos foi no Mayhem Festival, evento no qual foram banda principal ao lado do Disturbed.
O trampo mais recente da banda é o ao vivo "Live & Inspired", composto por dois discos. O CD 1 é um registro ao vivo, sendo, portanto, o primeiro disco ao vivo da banda. Já o segundo CD é um EP bônus que trás quatro faixas gravadas em estúdio, covers de Joe WalshThe BeatlesPink Floyd e Metallica, respectivamente.
Já 2013 foi um ano de nova pausa no Godsmack, aproveitando um pouco de tranquilidade e descansando antes de enfiar a cara na música de novo. Ao fim desse período de recesso, voltaram ao estúdio para a gravação de um novo disco. O resultado foi o álbum "1000HP", lançado em 2014.
Então aí está uma discografia que a galera do Alternativo vai agregar valor. Afinal, o Godsmack é extremamente reconhecido, mesmo que tenha uma parcela que só tenha ouvido falar (entretanto, isso prova a larga repercussão da banda), e sem dúvidas, uma das maiores e mais respeitadas bandas do gênero.


 Godsmack (1998)

01 - Moon Baby
02 - Whatever
03 - Keep Away
04 - Time Bomb
05 - Bad Religion
06 - Immune
07 - Someone In London
08 - Get Up, Get Out!
09 - Now Or Never
10 - Stress
11 - Situation
12 - Voodoo


 Awake (2000)

01 - Sick of Life
02 - Awake
03 - Greed
04 - Bad Magick
05 - Goin' Down
06 - Mistakes
07 - Trippin'
08 - Forgive Me
09 - Vampires
10 - The Journey
11 - Spiral


 Faceless (2003)

01 - Straight Out of Line
02 - Faceless
03 - Changes
04 - Make Me Believe
05 - I Stand Alone
06 - Re-Align
07 - I Fucking Hate You
08 - Releasing The Demons
09 - Dead and Broken
10 - I Am
11 - The Awakening
12 - Serenity


 The Other Side (EP) (2004)

01 - Running Blind
02 - Re-Align
03 - Touché
04 - Voices
05 - Keep Away
06 - Spiral
07 - Asleep


 IV (2006)

01 - Livin' In Sin
02 - Speak
03 - The Enemy
04 - Shine Down
05 - Hollow
06 - No Rest For The Wicked
07 - Bleeding Me
08 - Voodoo Too
09 - Temptation
10 - Mama
11 - One Rainy Day
12 - Safe and Sound (Hidden Track)
13 - I Thought (Bonus Track)


 Good Times, Bad Times... Ten Years of Godsmack (Compilation) (2007)

01 - Good Times, Bad Times
02 - Whatever
03 - Keep Away
04 - Voodoo
05 - Bad Religion
06 - Awake
07 - Greed
08 - I Stand Alone
09 - Straight Out of Line
10 - Serenity
11 - Re-Аlign
12 - Running Blind
13 - Touché
14 - Speak
15 - Shine Down
16 - The Enemy


 The Oracle (2010)

01 - Cryin' Like A Bitch
02 - Saints and Sinners
03 - War and Peace
04 - Love, Hate, Sex, Pain
05 - What If
06 - Devil's Swing
07 - Good Day To Die
08 - Forever Shamed
09 - Shadow of A Soul
10 - The Oracle
11 - Whiskey Hangover
12 - I Blame You


 Live & Inspired (Live) (2012)

CD 1 - Live:
01 - Straight Out of Line
02 - Realign
03 - Awake
04 - Moon Baby
05 - Changes
06 - The Enemy
07 - Keep Away
08 - Speak
09 - Voodoo
10 - Batalla de Los Tambores
11 - Whatever
12 - Serenity
13 - I Stand Alone

CD 2 - Inspired:
01 - Rocky Mountain Way (Joe Walsh Cover)
02 - Come Together (The Beatles Cover)
03 - Time (Pink Floyd Cover)
04 - Nothing Else Matters (Metallica Cover)

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 1000HP (2014)

01 - 1000HP
02 - FML
03 - Something Different
04 - What's Next?
05 - Generation Day
06 - Locked & Loaded
07 - Living In The Gray
08 - I Don't Belong
09 - Nothing Comes Easy
10 - Turning To Stone

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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

The Michael Schenker Group - Discografia

De início, destaco que esse post será relacionado exclusivamente à banda The Michael Schenker Group, sendo que os álbuns da carreira solo do guitarrista, bem como seus outros projetos, serão postados futuramente.
Após ser figura de destaque nos primeiros álbuns dos Scorpions, o guitarrista alemão Michael Schenker deixou banda para se juntar com o UFO, o que ocorreu por volta de 1973, e fez com que o conjunto inglês aprimorasse seu som e ganhasse um lugar de destaque no cenário mundial.
São dessa fase os melhores álbuns do UFO, entre eles Phenomenon de 1974 e Lights Out de 1977. Ocorre que, com o domínio do inglês e abuso de álcool e drogas, o guitarrista começou a se desentender com os colegas de UFO, em especial com Phil Mogg e acabou deixando a banda em 1978.
O músico e retornou para o Scorpions, auxiliando nas gravações de Lovedrive, de 1979, mas saiu antes do álbum ser concluído.
Assim, o guitarrista fundou o The Michael Schenker Group, em 1979, contado com Gary Barden (vocal), Mo Foster (baixo), Don Airey (teclados) e Simon Phillips (bateria).
No ano seguinte, o conjunto lançou seu primeiro álbum, intitulado, que acabou agradando em cheio a mídia especializada (que nunca se rendeu ao talento de Michael) e também os fãs, embalado em faixas como Armed And Ready, Cry For The Nations e Lost Horizons. O som acaba sendo uma mescla das influências do guitarrista, apresentando um Hard Rock Clássico, com bastante peso nas linhas de guitarra.
Em 1981, a formação foi alterada com as entradas de Chris Glen (baixo), Paul Raymond (teclados e guitarra) e Cozy Powell (bateria). Com essa formação, ainda em 81 vem o segundo disco, M.S.G. (quanta criatividade!).
O álbum foi a afirmação definitiva de Michael Schenker, que provou que poderia fazer sucesso mesmo fora do UFO e do Scorpions. Com um time ainda mais afiado e experiente, M.S.G. teve vendas significativas e se tornou sucesso na Europa e no Japão, local em que o guitarrista era idolatrado.
A paixão dos japoneses era tão grande, que Michael acabou se mudando para a terra do sol nascente e gravou o ao vivo One Night At Budokan, lançado em 1982, e que também foi muito bem recebido.
Apesar do sucesso, o vocalista Gary Barden, que já vinha sendo criticado, teve suas dificuldades expostas com o disco ao vivo e acabou sendo demitido.
Para seu lugar, veio Graham Bonnet, também ex-Rainbow (os outros foram Don Airey e Cozy Powell).
Na mesma época, o próprio Powell veio a deixar o MSG para integrar o Whitesnake. Para seu lugar, Michael trouxe Ted Mckenna e a nova formação partiu para a gravação de um novo disco.
Assault Attack foi lançado ainda em 1982 e se tornou um disco que dividiu opiniões. Apesar do timbre ser semelhante ao do antigo vocalista, Bonnet deu um toque diferente ao som do MSG pela sua forma de cantar, dando um ar mais clássico ao álbum.
Durante a turnê de divulgação do disco, o vocalista deixou a banda para o retorno de Gary Barden. O vocalista não só permaneceu com a banda, como esteve presente no álbum seguinte, Built To Destroy, lançado em 1983. O resultado deixou a desejar, apresentando uma banda pouco inspirada. Após soltarem mais um álbum ao vivo, chamado Rock Will Never Die, que saiu em 1984, Gary Barden deixou sair do MSG e formou o Statetrooper.
Michael Schenker havia voltado para a Alemanha e se juntou ao vocalista Robin McCauley, fundando o McCauley Schenker Group.
Com isso, o MSG  permaneceu inativo. Após o término do McCauley Schenker Group, o guitarrista teve uma rápida passagem pelo Ratt, em 1990.
Em 1993, Schenker voltou  para o UFO. Ele co-escreveu (com Phil Mogg) quase a totalidade das faixas do álbum da reunião, chamado Walk On Water, lançado em 1995. Logo em seguida, o guitarrista saiu em uma breve turnê com o UFO.
Revigorado por sua participação no UFO, em 1996, o guitarrista reativou o The Michael Schenker Group, com os seguintes membros: Leif Sundin (vocal), Barry Sparks (baixo), Claude Gaudette (teclados) e Shane Gaalaas (bateria).
Com a nova formação veio Written In The Sand (96) e o conjunto conseguiu recuperar o som dos primeiros discos.
Em 1999, novamente com uma formação diferente, composta por Kelly Keeling (vocal), John Onder (baixo), Seth "Sneef" Bernstein (teclados e guitarra), além do já conhecido Shane Gaalaas nas baquetas, veio o disco The Unforgiven, que apesar de não ter superado os trabalhos anteriores, atendeu às expectativas dos fãs e rendeu uma grande turnê para a banda.
Contando com Chris Logan (vocal), Reverend "Rev" Jones (baixo) e Jeff Martin (bateria), o MSG lançou o disco Be Aware Of Scorpions em 2001, antes de Michael Schenker retornar ao UFO, mas não conseguiu permanecer no conjunto.
Apesar de estar com a carreira bastante ativa, o guitarrista atravessava problemas em sua vida pessoal decorrentes do abuso do álcool e fez com que muitos duvidassem que o guitar hero pudesse seguir em frente.
Ainda assim, com Chris Logan nos vocais, Stuart Hamm no baixo e Jeremy Colson na bateria, o músico encontrou forçar para gravar mais um disco para o MSG, chamado Arachnophobiac, em 2003.
Em 2005, o músico lançou o álbum de covers chamado Heavy Hitters.
Na sequencia, o guitarrista teve uma ideia inusitada para comemorar os vinte e cinco anos do MSG e convidou todos os vocalistas já o haviam acompanhado para gravar um disco. Assim, veio Tales Of Rock'n'Roll em 2006, que teve como banda base Jari Tiura (vocal), Wayne Findlay (teclados e guitarra), Pete Way (baixo) e Jeff Martin (bateria).
O álbum superou as expectativas, não apenas pela qualidade das composições, mas pelo talento de Jari Tiura, que demonstrava ter condições de se manter no posto por muito tempo.
Em seguida, a banda saiu em uma grande turnê, encerrada com uma apresentação marcante no Wacken Open Air.
Infelizmente, Jari Tiura não permaneceu e Michael Schenker trouxe os velhos conhecidos Gary Barden, Don Airey e Simon Phillips, além do novato Neil Murray no baixo.
A próxima empreitada do conjunto foi o lançamento de In The Midst Of Beauty, em 2008.
Em 2011, foi a vez de mais um álbum de covers, chamado By Invitation Only, e conta com a participação de caras do calibre de Joe Lynn Turner (ex-Deep Purple, etc.), Sebastian Bach, Jef Scott Soto, Tim "Ripper" Owens (ex-Judas Priest, etc.), Paul Di'anno (ex-Iron Maiden), entre outros.
Esse foi o último disco de inéditas do conjunto, que na minha opinião é o melhor projeto desse super guitarrista, após suas passagens pelo UFO e pelo Scorpions.
O cara é grande, mas não fossem os problemas constantes com o álcool, poderia ter alcançado um lugar ainda maior no rol dos grandes nomes da história do Rock.


 The Michael Schenker Group - 1980

01 - Armed And Ready
02 - Cry For The Nations
03 - Victim Of Illusion
04 - Bijou Pleasurette
05 - Feels Like A Good Thing
06 - Into The Arena
07 - Looking Out From Nowhere
08 - Tales Of Mystery
09 - Lost Horizons


 M.S.G. - 1981

01 - Ready To Rock
02 - Attack Of The Mad Axeman
03 - On And On
04 - Let Sleeping Dogs Lie
05 - But I Want More
06 - Never Trust A Stranger
07 - Looking For Love
08 - Secondary Motion


 One Night At Budokan (Live) - 1982

01 - Armed And Ready
02 - Cry For The Nations
03 - Attack Of The Mad Axeman
04 - But I Want More
05 - Victim Of Illusion
06 - Into The Arena
07 - On And On
08 - Never Trust A Stranger
09 - Let Sleeping Dogs Lie
10 - Courvoisier Concerto
11 - Lost Horizons
12 - Doctor Doctor
13 - Are You Ready To Rock


 Assault Attack - 1982

01 - Assault Attack
02 - Rock You To The Ground
03 - Dancer
04 - Samurai
05 - Desert Song
06 - Broken Promises
07 - Searching For A Reason
08 - Ulcer


 Built To Destroy - 1983

01 - Rock My Nights Away
02 - I'm Gonna Make You Mine
03 - The Dogs Of War
04 - Systems Failing
05 - Captian Nemo
06 - Still Love That Little Devil
07 - Red Sky
08 - Time Waits (For No One)
09 - Walk The Stage


 Rock Will Never Die (Live) - 1984

01 - Captain Nemo
02 - Rock My Nights Away
03 - Are You Ready To Rock
04 - Cry For The Nations
05 - Rock You To The Ground
06 - Attack Of The Mad Axeman
07 - Into The Arena
08 - Courvoisier Concerto
09 - Rock Will Never Die
10 - Desert Song
11 - I'm Gonna Make You Mine
12 - Red Sky
13 - Looking For Love
14 - Armed And Ready
15 - Doctor, Doctor


 The Collection (Compilation) - 1987

01 - Armed And Ready
02 - Lost Horizons
03 - Ready To Rock
04 - Let Sleeping Dogs Lie
05 - But I Want More
06 - Into The Arena
07 - Attack Of The Mad Axeman
08 - Never Trust A Stranger
09 - Dancer
10 - Desert Song
11 - Broken Promises
12 - Rock You To The Ground
13 - Captian Nemo
14 - Walk The Stage


 The Essential Michael Schenker Group (Compilation) - 1992

01 - Armed And Ready
02 - Cry For The Nations
03 - Bijou Pleasurette
04 - Into The Arena
05 - Attack Of The Mad Axeman
06 - On And On
07 - Never Trust A Stranger
08 - Assault Attack
09 - Rock You To The Ground
10 - Samurai
11 - Desert Song
12 - Captain Nemo
13 - Rock Will Never Die
14 - Still Love That Little Devil
15 - Don't Take It Out On Me


 Armed And Ready - The Best Of The Michael Schenker Group - 1994

01 - Armed And Ready
02 - Cry For The Nations
03 - Victim Of Illusion
04 - Into The Arena
05 - Are You Ready To Rock
06 - Attack Of The Mad Axeman
07 - On And On
08 - Assault Attack
09 - Dancer
10 - Searching For A Reason
11 - Desert Song
12 - Rock My Nights Away
13 - Captian Nemo
14 - Let Sleeping Dogs Lie
15 - Bijou Pleasurette
16 - Lost Horizons

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 Written In Sand - 1996

01 - Brave New World
02 - Cry No More
03 - I Belive
04 - Back To Life
05 - Written In The Sand
06 - Essenz
07 - Love Never Dies
08 - I Will Be There
09 - Take Me Through The Night
10 - Down The Drain

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 The Michael Schenker Story Live - 1997

CD 01

01 - In Search Of The Peace Of Mind
02 - Doctor Doctor
03 - Let It Roll
04 - Natural Thing
05 - Lights Out
06 - Only You Can Rock Me
07 - Another Piece Of Meat
08 - Into The Arena
09 - Are You Ready To Rock
10 - Assault Attack
11 - Captain Nemo
12 - No Time For Losers
13 - Save Yourself
14 - All The Way From Memphis
15 - Pushed To The Limit
16 - Written In The Sand

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CD 02

01 - Back To Life
02 - Love Never Dies
03 - Essence
04 - Never Ending Nightmare
05 - Bijou Pleasurette
06 - Positive Forward
07 - Lost Horizon
08 - Too Hot To Handle
09 - Attack Of The Mad Axeman
10 - Love To Love
11 - On And On
12 - Armed And Ready
13 - Feels Like A Good Thing
14 - Rock Bottom

 The Unforgiven - 1999

01 - Rude Awakening
02 - The Mess I've Made
03 - In And Out Of Time
04 - Hello Angel
05 - Fat City N.O.
06 - Tower
07 - Pilot Of Your Soul
08 - Forever And More
09 - Turning Off The Emotion
10 - Live For Today
11 - Illusion
12 - The Storm


 The Unforgiven World Tour (Live) - 1999

CD 01

01 - Armed And Ready
02 - Only You Can Rock Me
03 - Natural Thing
04 - Pushed To The Limit
05 - Written In The Sand
06 - Captain Nemo
07 - Into The Arena
08 - Essence
09 - Pilot Of Your Soul
10 - The Mess I've Made
11 - Fat City
12 - On And On
13 - Attack Of The Mad Axeman

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CD 02

01 - Assault Attack
02 - Another Piece Of Meat
03 - Love To Love
04 - Too Hot To Handle
05 - Lights Out
06 - Bijou Pleasurette-Positive Forward
07 - Doctor, Doctor
08 - Rock Bottom

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 Be Aware Of Scorpions - 2002

01 - No Turning Back
02 - My Time's Up
03 - Fallen The Love
04 - Because I Can
05 - How Will You Get Back
06 - Blinded By Technology
07 - Age Of Ice
08 - Standin' On The Road
09 - Sea Of Money
10 - On Your Way
11 - Reflection Of Your Heart
12 - Roll It Over
13 - Eyes Of A Child
14 - Ride The Lightning


 Arachnophobiac - 2003

01 - Evermore
02 - Illusion
03 - Arachnophobiac
04 - Rock And Roll Believer
05 - Into The Sands Of Time
06 - Weathervane
07 - Over Now
08 - One World
09 - Break The Cycle
10 - Alive
11 - Fatal Strike


 Heavy Hitters - 2005

01 - All Shook Up (Ekvis Presley)
02 - Blood Of The Sun (Mountain)
03 - Doctor Doctor (UFO)
04 - War Pigs (Black Sabbath)
05 - I'm Not Talking (The Yardbirds)
06 - Money (Pink Floyd)
07 - Out In The Fields (Gary Moore)
08 - Hair Of The Dog (Nazareth)
09 - I Don't Live Today (Jimi Hendrix)
10 - Politician (Cream)


 Tales Of Rock'n'Roll - 25 Years Celebration - 2006

01 - The Ride
02 - Setting Sun
03 - Angel Of Avalon (With Leif Sundin)
04 - Dreams Inside (With Chris Logan)
05 - Dust To Dust
06 - Voice Of My Heart
07 - Journeyman
08 - Big Deal (With Kelly Keeling
09 - St Ann
10 - Shadow Lady
11 - Love Trade
12 - Human Child
13 - Bittersweet
14 - Blind Alley
15 - Freedom
16 - Life Vacation (With Gary Barden)
17 - Rock N' Roll (With Graham Bonnet)
18 - Tell A Story (With Robin McAuley)
19 - Life Goes On


 In The Midst Of Beauty - 2008

01 - City Lights
02 - Competition
03 - I Want You
04 - End Of The Line
05 - Summerdays
06 - Night To Remember
07 - Wings Of Emotion
08 - Come Closer
09 - Cross Of Crosses
10 - Nana
11 - The One
12 - This Time

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 The Best Of The Michael Schenker Group 1980-1984 (Compilation) - 2008

01 - Armed And Ready
02 - Cry For The Nations (Radio Edit)
03 - Lost Horizons
04 - Into The Arena (Live B-Side)
05 - Are You Ready To Rock
06 - Attack Of The Mad Axeman
07 - On And On
08 - Victim Of Illusion (Live)
09 - Assault Attack
10 - Dancer
11 - Girl From Uptown (B-Side)
12 - Desert Song
13 - Rock My Nights Away
14 - Captain Nemo (Original Mix)
15 - Rock Will Never Die
16 - Doctor Doctor (Live)

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 The 30th Anniversary - Live In Tokyo - 2010

CD 01

01 - Welcome Howl
02 - Feels Like A Good Thing
03 - Cry For The Nations
04 - Let Sleeping Dogs Lie
05 - Armed And Ready
06 - Victim Of Illusion
07 - Are You Ready To Rock
08 - I Want You
09 - A Night To Remember
10 - Into The Arena

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CD 02

01 - Lost Horizons
02 - Rock My Nights Away
03 - On And On
04 - Attack Of The Mad Axeman
05 - Ride On My Way
06 - Rock Bottom
07 - Dance Lady Gipsy
08 - Doctor Doctor


 By Invitation Only - 2011

01 - Run To The Hills (Iron Maiden)
02 - Save Yourself (McAuley Schenker Group)
03 - Finding My Way (Rush)
04 - All Shook Up (Elvis Presley)
05 - Blood Of The Sun (Leslie West)
06 - Doctor Doctor (UFO Cover)
07 - War Pigs (Black Sabbath Cover)
08 - I'm Not Talking (Mose Allison)
09 - Money (Pink Floyd)
10 - Out In The Fields (Gary Moore)
11 - Hair Of The Dog (Nazareth)
12 - I Don't Live Today (Jimi Hendrix)
13 - Politician (Cream)

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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Cangaço - Discografia

Não há dúvidas de que o Metal brasileiro vive sua época de maior prosperidade. Digo, outras bandas representaram pesadamente o Brasil a nível mundial no passado (principalmente Angra e Sepultura, nossos maiores bens), mas eram poucas e raras. Hoje em dia a coisa não é tão rara, uma vez que bandas de grande competência estão surgindo em todo o território nacional, de norte a sul. Bandas com músicos talentosos, afim de verdade de impulsionar seu som ao topo, "competindo" frente a frente com gringos.
Quem acompanha as bandas brasileiras sabe que qualidade é o que não falta. É um recurso abundante, e não a miragem de oásis como antigamente se pensava. Talvez o que dificulte uma ascensão a grande nível rapidamente hoje em dia seja o fato de que, admitamos ou não, o Metal está saturado. Está cada vez mais difícil se destacar entre milhares de bandas, embora a divulgação esteja mais fácil por meio da internet, especialmente das redes sociais. Felizmente, o que mantém mais e mais bandas novas surgindo é que o Metal é ouvido e feito com intensa paixão que é passada de geração pra geração! Por isso é autossuficiente. Nunca morrerá. Sempre teremos novas bandas para ouvir.
O Metal no Brasil não está ganhando representantes de respeito apenas de norte a sul. À direita da rosa-dos-ventos também: no nordeste. E a tal "miragem de um oásis no deserto" que pensavam que o Metal brasileiro era antigamente mostra-se agora uma realidade tangível. "Miragem", "oásis", "deserto"... palavras mais relacionadas a regiões inóspitas e infrutíferas, não é? Pois é... esse som vem exatamente da região mais seca do país: claro, o próprio nordeste. A banda pode não ser oriunda do coração do sertão (já que é de Recife, capital do estado de Pernambuco), mas sabe muito bem em que assunto está se inspirando para tematizar não apenas suas letras, que são um verdadeiro e rico registro histórico, mas também à sua sonoridade metálica extrema, criando uma mistura improvável até para o headbanger mais otimista.
A maioria dos adeptos e acompanhadores do Metal brasileiro com certeza está acostumada com bandas de qualidade, mas com propostas ousadas, aí já é outra história. O Folk Metal é interessante, mas não chega a ser ousado mais, pois se tornou comum. Sobre 'ousado', quero dizer ousado mesmo. Coisa improvável para a maioria. Imagine só uma banda que se inspira no mais cruel movimento armado da história do nordeste (o Cangaço), se situe no Death Metal, e incorpore elementos de música nordestina como Baião, Maracatu e Forró ao seu som? Pode parecer estranho, mas essa banda existe, e o seu nome é Cangaço.
Nascidas em torno de 1870 com o primeiro bando de cangaceiros de Jesuíno Brilhante (Jesuíno Alves de Melo Calado) e tendo seu fim em 1940 com a morte do último bando, o de Corisco (Cristiano Gomes da Silva Cleto), as atividades ilegais e banditistas dos cangaceiros do sertão nordestino foram o resultado trágico de uma vida sem grandes perspectivas de crescimento, de famílias ricas e violentas que concentravam o monopólio da terra, e do desleixo do governo com a região na época das oligarquias. Os cangaceiros assassinavam, assaltavam, estupravam e formavam alianças com aqueles que lhes ofereciam vantagem financeira e proteção contra as autoridades. O grupo mais famoso e próspero era o de Virgulino Ferreira da Silva, que atuou de 1922 até 1938, quando ele e seu bando foram mortos em Angicos, Sergipe, por meio de uma emboscada armada pelas autoridades militares sergipanas. Conhecido como "Lampião" devido à luz que saía do cano de sua arma e pela rapidez de seu dedo no gatilho, o cangaceiro (o mais famoso) foi uma verdadeira dor de cabeça para o governo do presidente Getúlio Vargas.
Servindo-se de uma bela dose de inspiração nesse evento da história brasileira, os pernambucanos Rafael Cadena (vocal e guitarra), Magno Barbosa Lima (vocal e baixo) e Arthur Lira (bateria) resolveram, no início de 2010, dar início a uma banda que retratasse a região e instigasse o senso crítico dos ouvintes, principalmente jovens. Ainda no ano de formação, o power trio já deu um importante passo rumo ao reconhecimento ao vencer, dentre 75 bandas, a seletiva do Wacken Metal Battle Brasil, dando-lhes o direito de tocar no Metal Battle na Alemanha, que aconteceu dentro do Wacken Open Air de 2010, sob os olhos do mundo todo. Isso rendeu merecido destaque em três edições da Roadie Crew.
Os primeiros registros fonográficos começaram a sair em 2010. As demos independentes "Cangaço" e "Parabelo" foram aperitivos do que esses caras são capazes de fazer com sua destemida proposta. A qualidade da gravação não é das melhores. Ainda assim, podemos notar uma banda que faz bom uso dos elementos externos e é capaz de colocá-los em consonância com os pesados e graves riffs de guitarra e os guturais dos dois vocalistas. Realmente promissor, despertando uma curiosidade sobre o que o futuro reserva pra eles. Todas as letras eram compostas em inglês, mas isso viria a mudar.
Já com gravação um pouco melhor, o trabalho seguinte foi lançado em 2011, agora com André Lira nas baquetas, presente desde a segunda demo. O também independente EP "Positivo" provou que a banda estava inspirada, afim mesmo de compôr. São cinco excelentes e inéditas músicas, dentre as quais quatro são em português.
Não demorou muito para o esperado debut chegar. Já em janeiro de 2013, "Rastros" estava disponível para apreciação, lançado também de forma independente. O registro é magnífico: um pedaço de história de perspectiva cangaceira ilustrada por um Death Metal crespo e cru que casa de forma perfeita e cristalina com os elementos tradicionais nordestinos de ritmos como o Baião. Pensa-se, naturalmente, a princípio, que a manifestação dos elementos Folk podem se sobressair e tornar a sonoridade zoada. Felizmente, isso não ocorre. Triângulo, viola, caxixi, pandeiro, agogô, instrumentos de sopro, e muitos outros elementos se unem ao Metal como se eles fossem naturais dali. Embora muitos trechos sejam mais pegados, as linhas de guitarra são compostas também em ritmo nordestino, apresentando uma nova forma de tocar Death Metal. Exatamente por essa lucidez musical é que a musicalidade transpira naturalidade, segurança, consonância. Simplesmente foda, brilhante, e, claro: cantado em português, à exceção das três últimas faixas. Após o lançamento, o baterista André Lira desliga-se da banda, deixando sua vaga para Mek Natividade.
Com isso, o tempo passa e chegamos até 2015, ano do lançamento de um EP que dispensa comentários, intitulado "Retalhado". Trata-se de um trabalho curto, de apenas 21 minutos de duração, que trás canções covers inteligentemente repaginadas para o estilo da banda. São versões de canções de Nação Zumbi, Zé Ramalho, Alceu Valença e Angra que ganharam uma roupagem agressiva e ainda mais nordestina!
Atualmente os rapazes estão trabalhando em um novo álbum de estúdio.
Cá está, então, mais uma banda brasileira e fantástica! Mais uma proposta incomum e arriscada tornada realidade graças à mente de músicos focados e competentes. A capacidade magistral de combinar elementos nordestinos sem perder a essência do Death Metal é o que torna esses caras impressionantes. Embora seja tocado de forma igualmente nordestina, você não sente que o lado Death está perdendo força ou foi desvirtuado. Ele está ali. Vívido. Fiel. O Cangaço é uma banda única. Singular. A inteligente execução da proposta torna esses caras merecedores de grande prestígio. Que isso venha com o tempo!


 Cangaço (Demo) (2010)

01 - Devices of Astral
02 - Gilgamesh
03 - Opposing
04 - Ghost of Blood


 Parabelo (Demo) (2010)

01 - Intro
02 - Corpus Alienum
03 - Logical Mistake
04 - Statu Variabilis


 Positivo (EP) (2011)

01 - Positivo
02 - The Second Hour
03 - Sete Orelhas
04 - Al Rasif
05 - Deserto do Real


 Rastros (2013)

01 - Atrito
02 - Cantar Às Excelências das Armas Brancas
03 - Arcabuzado
04 - Bombardeio No Ceará
05 - Encarnação
06 - Mental
07 - Statu Variabilis
08 - Corpus Alienum
09 - Devices of Astral

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 Retalhado (EP) (2015)

01 - Sangue de Bairro (Nação Zumbi Cover)
02 - Cavalos do Cão (Zé Ramalho Cover)
03 - Guerreiro (Alceu Valença Cover)
04 - Rondon
05 - Nothing To Say (Angra Cover)

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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Erik Norlander - Discografia

Consegue imaginar uma discografia não tão curta que seja maravilhosa do primeiro ao último disco? Se você for como eu, do tipo de ouvir música com o coração, de entrar no universo das canções e se sentir fora de si, em outra dimensão, então provavelmente vai se encantar com isso aqui, especialmente se for um progger.
Erik Norlander é o maestro de uma sonoridade na qual sou apaixonado, daquele tipo "deixe-se flutuar graciosamente no espaço". É um daqueles músicos capazes de fazer sua música dar um macio e irresistível abraço, transferindo-te para um lugar fora da atual realidade, onde você se sente inerte, entorpecido. É galático. Magistral.
Não foi tão por acaso que descobri esse grande músico. Fã roxo do maior projeto de Arjen Anthony Lucassen como sou, o Ayreon, acabo por conhecer os músicos envolvidos ao longo dos álbuns do Metal Opera holandês. Um desses músicos é esse tecladista estadunidense natural de Los Angeles. Nascido no dia 26 de julho de 1967, Erik cresceu apaixonado pelas teclas e tornou-se um famoso tecladista, compositor, produtor e engenheiro musical. Sua fama é muito bem justificada por sua fascinante forma de compôr.
Ao descobrir seu talento por meio da contribuição nos álbuns "Universal Migrator Pt I: The Dream Sequencer" e "Universal Migrator Pt. II: Flight of The Migrator", ambos lançados em 2000 pelo Ayreon, não pude deixar de notar a similaridade com a qual os trechos dos teclados de Erik soam em relação à forma do Arjen de tocar. Ao caçar sua carreira solo e ouvir os álbuns, tudo ficou justificado: os dois têm o mesmo interesse pelo espaço, o mesmo interesse pela ficção científica, e uma peculiar e similar forma de utilizar os teclados. Não foi difícil então mergulhar de cabeça nos álbuns e não querer sair dessas águas, que como se fossem perfluorocarbonos, permitem que eu continue respirando.
O gênero executado aqui é majoritariamente o Progressive Rock, mas dependendo do álbum e da faixa, também se encaixa no Progressive Metal. O foco é muito instrumental, pois dos seis álbuns de estúdio lançados até o momento, três são completamente instrumentais, um completamente cantado, e outros dois com algumas faixas inteiramente instrumentais.
Confesso que não sou dos maiores fãs de bandas instrumentais. Hoje não faço tanto, mas por muito tempo fui daqueles de pular a faixa instrumental de certo álbum, caso exista. Sinto maior atração por algo cantado, pois me prende mais e gosto de cantar junto. Mas Erik Norlander se mostrou uma valiosa exceção com seu foco nos teclados, e eu prefiro seus álbuns e faixas instrumentais aos cantados. Sob suspeita, afirmo que todos deveriam dar uma chance aos trabalhos, mesmo os menos chegados em algo instrumental. E que estilo melhor do que o Progressivo para te fazer viajar?
A carreira relevante de Erik Norlander começou quando formou o Rocket Scientists ao lado do vocalista e guitarrista Mark McCrite em 1980 para fazer Progressive Rock. O primeiro álbum "Earthbound" só foi lançado em 1993, após a entrada do baixista Don Schiff. Três anos mais tarde, em 1996, Norlander resolveu partir para carreira solo paralelamente ao Rocket Scientists. Em meio aos seus trabalhos de composição do debut, assinou com a Think Tank.
Contando com a ajuda do baterista Greg Ellis e de seu amigo do Rocket Scientists Don Sciff no baixo, "Threshold" foi lançado em 1997, marcando o ponto de partida da discografia. Ele é totalmente instrumental, e claro, lindo. A qualidade da produção é excelente, mas um tanto rústica ainda, atrapalhando de leve a apreciação do som. Mas não chega a tanto, pois já aqui é possível viajar na sonoridade poeticamente dos céus. Como o foco do projeto são os teclados, sintetizadores e derivados (uma vez que Erik é tecladista), pode-se ter uma boa ideia de como a sonoridade é rica em efeitos e autossuficiente na manutenção da aura sideral.
O ano de 2000 já viu o lançamento de "Into The Sunset", lançado via Transmission Records e marcado como sendo o primeiro álbum não-instrumental. Das onze faixas, apenas duas são instrumentais. A equipe convidada para ajudá-lo na construção dessa sonoridade Progressiva também é de respeito, graças a uma notável "troca de favores" entre Erik Norlander e Arjen Lucassen. Afinal, tanto "Into The Sunset" quanto os dois "Universal Migrator" foram lançados nesse mesmo ano de 2000, logo, os trabalhos já precediam desde o ano anterior. Enquanto Erik gravou teclados no Ayreon, o Arjen gravou todas as linhas de guitarra do álbum de Erik. Fora o uso dos vocalistas, mais um ponto de evidente troca. Os quatro vocalistas são: Robert Soeterboek (Wicked Sensation), que gravou vocais em uma das músicas "Universal Migrator Pt. II" do Ayreon; o honorável Glenn Hughes (Black Country Communion, ex-Black Sabbath e Deep Purple); Lana Lane (Roswell Six), esposa de Erik, que também gravou vocais e backing vocals nos dois "Universal Migrator"; e Edward Reekers, que vinha marcando presença no projeto holandês desde o primeiro álbum "The Final Experiment", de 1995. Completando os convidados, vêm Tony Franklin no baixo, novamente Greg Ellis nas baquetas e Cameron Stone no cello. O resultado final não poderia ser menos lindo. O que experienciamos é um disco de Rock Progressivo ao extremo, com uma atmosfera envolvente e tradicional, com efeitos, cheio de reverb generalizado e linhas vocais típicas do gênero. A coisa aqui não é tão galática, mas certamente, a sensação imersiva se faz presente.
Após novos três anos terem se passado, foi a vez de "Music Machine" vir à luz, dessa vez, de volta à via Think Tank. A proposta do projeto aqui foi mais ousada e extensiva, uma vez que se trata de um álbum duplo que novamente é não-instrumental. A atmosfera geral é um pouco mais seca do que a de "Into The Sunset", porém, é um disco de ambiente ainda mais profundo e reflexivo. É possível novamente sentir-se no espaço. Tem um ar tecnológico, inóspito, misterioso e ao mesmo tempo belo e convidativo, graças ao próprio jeitão Rock Progressivo das canções. Os vocalistas são espetaculares, e sem eles, creio que faltaria algo.
Oficialmente, o plantel é composto por, novamente, Tony Franklin no baixo, Vinny Appice na bateria e Don Schiff no NS-Stick e Robert Soeterboek no vocal. Já os convidados especiais compreendem bem mais músicos, mas dentre os mais relevantes, que são os vocalistas, cá estão Kelly KeelingScott KailMark Boals (Iron Mask, ex-Royal Hunt e Yngwie Malmsteen) e Donald Roeser (Blue Öyster Cult). A maturidade e ousadia desse álbum acabaram por se mostrarem importantes para que "Music Machine" fosse um grande disco, e certamente, esse é o mais recomendado para aqueles que querem conhecer um de seus álbuns não-instrumentais.
Já o ano de 2004 trouxe dois lançamentos: o primeiro deles foi lançado em julho, e seu nome é "Stars Rain Down", o primeiro solo disco ao vivo de Norlander. Chegando setembro, foi a vez do quarto álbum de inéditas chegar às prateleiras. "Seas of Orion" revela que Erik Norlander volta a apostar em um trabalho inteiramente instrumental. Usando e abusando dos sintetizadores, e auxiliado por Greg Ellis na percussão, a abordagem é diferente, uma vez que esse disco é puramente eletrônico. Para quem gosta de algo futurista e robótico, esse álbum é uma excelente pedida. Eu sou um desses, até porque para que a sonoridade se torne galática e futurista, uma jogada eletrônica é essencial. O Ayreon mesmo tem bastante. Portanto, apesar de não ser Metal, quem ouvir e gostar desse tipo de coisa não vai sentir nenhum baque. Na verdade, se ninguém falar que o trabalho não é Metal, poucos perceberiam, porque quando fala-se em música eletrônica, as pessoas relacionam a raves e esses "batidões". Mas jogada eletrônica é muito mais do que isso, e o Metal tem às pampas. Logo, "Seas of Orion" é um maravilhoso trampo familiar e aconchegante, capaz de te transportar lentamente lá mesmo para onde o título sugere: para Órion.
Em 2006, mais novidades. A começar pelo DVD ao vivo "Live In St. Petersburg", lançado em abril, trazendo um extensivo setlist, acrescido de documentários e bastidores. Mais tarde, no finzinho do ano, em novembro, foi a vez de "Hommage Symphonique" compôr o acervo de álbuns de estúdio. Como de costume, Norlander está sempre bolando alguma tática diferente para seus álbuns. Aqui, a sonoridade volta a ser calcada no Rock Progressivo, manifestado por meio de uma atmosfera reverberada próxima à do "Into The Sunset". Porém, diferente de todos os outros discos, o setlist é composto inteiramente por covers de grandes e clássicas bandas do Prog, tais como Electric Light OrchestraEmerson, Lake & PalmerRick WakemanYes, entre outros. Todas as faixas são cantadas por Kelly Keeling, novamente marcando presença com sua magnífica voz com drive. Gregg Bissonette (bateria) e, novamente, Don Schiff (NS-Stick, guitarra e baixo) completam a formação oficial do disco, sendo que esse último ainda utiliza uma técnica incomum na guitarra, o chamado "bow guitar", que consiste em tocar guitarra com um arco de violino. Os membros de sessão complementam a sonoridade com trombones, trompetes, cellos, entre outros instrumentos, oferecendo dinâmica e riqueza. Não é demais ressaltar que esse é mais um álbum fantástico, embora nada tenha de futurista. Ao invés disso, é mais conservador, resgatando, de novo, o antigo e agradável Prog Rock.
Fechando a discografia, pelo menos por enquanto, veio em 2010 o meu álbum preferido: "The Gallactic Collective". Dessa vez, quem as guitarras são alternadas ao longo das canções entre John PayneMitch PerryMark McCriteRon Redfield e Freddy DeMarco, enquanto no contrabaixo é Mark Matthews que comanda, e Nick LePar põe as baquetas para trabalhar. Lana Lane também faz participação, mas apenas como coral, realçando o clima em faixas como "After The Revolution".
Se os anteriores já são sensacionais, esse aqui é ainda mais fantástico, embora não tenha nada de novo, a princípio. Na verdade, o trabalho é uma espécie de compilação compreendendo faixas totalmente instrumentais de sua carreira solo, e outras de sua esposa Lana Lane e de sua outra banda, Rocket Scientists (pois ele é o compositor de todas), porém, sob uma nova roupagem. Uma roupagem totalmente cósmica e magnífica! Todas as faixas foram rearranjadas, com detalhes, efeitos e novas passagens acrescentadas, transformando e melhorando bastante todas as músicas. De todos os discos mais estelares, esse é o mais forte, melhor trabalhado e agradável. É bastante parecido com "Seas of Orion", entretanto, sem deixar o lado pesado para trás, uma vez que, dessa vez, o gênero mandante é o Progressive Metal. Por ser o meu preferido, e um daqueles raros discos instrumentais que me fascinam, é o álbum que mais recomendo a todos. O principal responsável por como recebo e interpreto o projeto. O principal responsável por me fazer pairar em torno de seu forte campo gravitacional.
Enfim, esses são os trabalhos de Erik Norlander. Apresento-os com a alegria de um fã de músicos de mão-cheia. Esse cara é tão foda que me faltam adjetivos para transliterar o quão magistral é sua forma de fazer música. Só ouvindo mesmo. E de coração aberto. Sentindo...
Erik Norlander é um músico de respeito, muito conhecido por já ter trabalhado com diversos músicos de renome na cena, e também por compôr e produzir os álbuns de sua esposa, Lana Lane. Além de todos que contribuíram em seu projeto solo, Norlander também já trabalhou com músicos como James LaBrie (Dream Theater), Joe Lynn Turner (Rainbow), Kristoffer Gildenlöw (Pain of Salvation), Keith Emerson (Emerson, Lake & Palmer), Ed Warby (AyreonThe 11th Hour), entre vários, vários outros. Seu atrativo currículo e sua perspicácia musical tendem a afastar qualquer receio por parte daqueles que ainda não o conhecem. Apague as luzes. Desligue o monitor. Deite em sua cama ou sofá. Feche os olhos. Saia de si...


 Threshold (1997)

01 - Arrival
02 - Neurosaur
03 - No Cross To Carry
04 - Threshold
05 - Neuro Boogie
06 - Trantor Station
07 - Waltz of The Biots
08 - Critical Mass
09 - The Long Ion Train
10 - Hyperspace
11 - Solace
12 - Return To The Ruins of Trantor

Limited Edition Bonus CD:
01 - Threshold Medley 1999 (Live At The Cadillac Room)
02 - Trantor Station (Live At ProgWest 2001)
03 - No Cross To Carry (QCard Version)
04 - Neuro Boogie (QCard Version)
05 - Waltz of The Biots (Machine Mix)
06 - Neurosaur (Machine Mix)


 Into The Sunset (2000)

01 - Sunset Prelude
02 - Into The Sunset
03 - Rome Is Burning
04 - Fanfare For The Dragon Isle
05 - Fly
06 - Dreamcurrents
07 - Lines In The Sand
08 - On The Wings of Ghosts
09 - Hymn
10 - Into The Sunset Reprise
11 - Sunset Postlude
12 - Neurosaur (New Recording) (Bonus Track)
13 - Alchemy and Astronomy (Bonus Track)


 Music Machine (2003)

CD 1:
01 - Prologue: Project Blue Prince
02 - Music Machine
03 - Turn Me On
04 - Heavy Metal Symphony
05 - Tour of The Sprawl
06 - Andromeda
07 - Letter From Space
08 - Lost Highway
09 - Soma Holiday
10 - Return of The Neurosaur
11 - Project Blue Prince Reprise

CD 2:
01 - Fanfare and Interlude
02 - Beware The Vampires
03 - The Fire of Change
04 - The Fall of The Idol
05 - Metamorphosis
06 - One of The Machines
07 - Fallen
08 - Johnny America
09 - Music Machine Reprise
10 - Epilogue: Sky Full of Stars


 Stars Rain Down (Live) (2004)

01 - Rome Is Burning
02 - Beware The Vampires
03 - One of The Machines
04 - Mariner
05 - Sky Full of Stars
06 - Lost Highway
07 - Arrival
08 - Neurosaur
09 - Heavy Metal Symphony
10 - Project Blue Prince
11 - Fly
12 - Oblivion Days
13 - Space: 1999


 Seas of Orion (2004)

01 - Fanfare (For Absent Friends)
02 - City of Living Machines
03 - New Gotham Prime
04 - Adrift On The Fire Seas of Orion's Shield
05 - Oasis In Stasis
06 - Opera Sauvage: Hymne


 Hommage Symphonique (2006)

01 - Conquistador (Procol Harum Cover)
02 - Sir Lancelot and The Black Knight (Rick Wakeman Cover)
03 - Turn of The Century (Yes Cover)
04 - Pirates (Emerson, Lake & Palmer Cover)
05 - Clasp (Jethro Tull Cover)
06 - Ocean Breakup/King of The Universe (Electric Light Orchestra Cover)
07 - Children of Sanchez Overture (Chuck Mangione Cover)
08 - Starless (King Crimson Cover)


 The Galactic Collective (2010)

01 - Arrival
02 - Neurosaur
03 - Fanfare (For Absent Friends)
04 - Sky Full of Stars
05 - Astrology Prelude
06 - Trantor Station
07 - After The Revolution
08 - Garden of The Moon
09 - Dreamcurrents
10 - The Dark Water