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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Attick Demons - Discografia

O que é aquilo? É um pássaro? É um avião pilotado pelo Bruce Dickinson? Não! É uma banda que voa alto com uma excelente sonoridade interpretada por um vocalista de timbre idêntico ao do frontman do Iron Maiden: o Attick Demons!
A forma como eu e provavelmente muitos outros a conhecemos é deplorável. A similaridade do som desses portugueses com o Iron Maiden (que é de fato sua principal referência) leva a brincalhões na internet pegarem músicas deles e soltarem como se fossem novas singles da banda inglesa. Foi numa dessas que o trouxa aqui caiu, afinal, tem vezes que músicas reais vazam antes da hora. Com o timbre de Artur Almeida praticamente clonado de Bruce e uma sonoridade que se encaixaria perfeitamente no set de álbuns como "Dance of Death", nem passou pela minha cabeça contestar a autenticidade do material. Contudo, em meio à apresentação da "nova canção", veio à tona que, na verdade, a música era "City of Golden Gates", do Attick Demons. Lado ruim? A música incrível não era da minha banda preferida. Como disse meu pai, que também se impressionou com a similaridade, "não é Iron Maiden mas é Artur 'Almeiden'". Lado bom? Ganhei a oportunidade de conhecer uma excelente banda de nossos irmãos lusitanos. Há males que vêm para o bem!
Com raízes criadas no ano de 1998 em Almada, as comparações com a Donzela surgiam já desde cedo, não apenas pelo timbre do vocalista mas também pelo Heavy Metal tradicional que executavam. No início era irritante para os membros, porém, com o tempo, acabaram se acostumando e até gostando. Segundo eles, não é culpa de Artur que a voz seja parecida com a de Bruce. É a voz dele mesmo. Nada forçado. Okay, mas a influência também é inegável, não é? A coisa é tão Maiden que há até mesmo três guitarristas na formação!
Inicialmente as comparações incomodavam tanto que na gravação do EP-demo autointitulado, lançado em 2000, o Artur tentou cantar com voz diferente, mas ficou um pouco estranho, ainda mais junto da crua sonoridade tradicional executada. Então optaram por ignorar as relações e permitir o curso natural das coisas. Mesmo com o estilo Old School, a sonoridade era sustentada por teclados no fundo, que davam um ar um pouco mais épico. Isso acabaria por influenciar o som em direção ao Power Metal, sem necessariamente se desgarrar das raízes.
Daí, bem mais tarde, ressurgiram em 2006 com a demo "Atlantis", que contém quatro faixas que eventualmente fariam parte do vindouro debut. Elas já tinham o estilo do Attick Demons atual, com Artur Almeida solto no vocal e uma sonoridade de momentos Speed, outros melódicos e, sobretudo, um estilo Iron Maiden moderno.
Após mais um tempo de trabalho, conseguiram lançar em 2011, através da Pure Steel Records, o primeiro álbum de estúdio. Nomeado da mesma forma que a demo anterior, o registro apresenta um pesado e criativo Heavy Metal que bebe de gloriosas fontes de Speed Metal e também Power Metal. Aliás, a temática mesmo é digna de Power, uma vez que "Atlantis" é conceitual, não no sentido de ser um álbum de história linear, mas que todas as canções são relacionadas com a Cidade Perdida. Mesmo que o álbum seja excelente de verdade, com canções bem estruturadas de riffs base a estonteantes solos e refrões por vezes cadenciados e decoráveis, sente-se falta da predominância de uma identidade própria. Isso não se limita apenas à estética vocal. Artur alcança as mesmas notas de Bruce Dickinson e até o drive é o mesmo, bem como a forma de composição das linhas vocais. No entanto, o intérprete também é capaz de ir além e manda agudos. Quando vai às casas altas, seu vocal torna-se parecido com o de Kai Hansen (Gamma Ray). Já no âmbito instrumental, é bastante evidente que além do Maiden, outra forte influência é o Helloween.
Mas também há espaço para surpresas com convidados especiais. O ilustre Paul Di'Anno (ex-Iron Maiden) gostou tanto do som que não cobrou um centavo sequer para gravar com eles. Sua participação pode ser apreciada na faixa-título. Já na faixa "Meeting The Queen" temos uma vocalista com um lindo soprano, embelezando uma canção que já é bela por seus trechos de violão, momentos lentos, impressionante solo que alicerça técnica e feeling, e encerramento com piano.
Em suma, a banda, composta atualmente por Artur Almeida (vocal), Luís Figueira (guitarra), Hugo Monteiro (guitarra), Nuno Martins (guitarra e teclado), João Clemente (baixo) e Ricardo Allonzo (bateria) é muito foda e faz por merecer os ouvidos dos headbangers. Som de qualidade, impressionante e até viciante. Contudo, peca na questão de que a experiência é mais como ouvirmos outras bandas do que o próprio Attick Demons. Engraçado como até o rosto e o estilo de Artur se assemelham com o de outra lenda da história do Heavy Metal: Ronnie James Dio. Só que com mais corpo. Curiosidades comparativas são mesmo rotina para o conjunto!
Atualmente os caras estão trabalhando no lançamento do segundo álbum de estúdio, mas ainda não divulgaram maiores detalhes. Se você achava que nada se parecia com Iron Maiden, aqui está a prova portuguesa de que não é bem assim!


 Attick Demons (EP) (2000)

01 - Visions
02 - The Ideal
03 - Desert Rose
04 - Left To Breath
05 - The Believer
06 - Attick Demons


 Atlantis (Demo) (2006)

01 - The Flame of Eternal Knowledge
02 - Riding The Storm
03 - Meeting The Queen
04 - Listen To The Fool


 Atlantis (2011)

01 - Back In Time
02 - Atlantis
03 - City of Golden Gates
04 - The Flame of Eternal Knowledge
05 - Riding The Storm
06 - Sacrifice
07 - Meeting The Queen
08 - In Memoriam
09 - Listen To The Fool


domingo, 28 de junho de 2015

Iluminato - Discografia

É difícil relacionar o Brasil ao Symphonic Metal, não é? Fãs do estilo temos aos montes. Prova disso é quando as maiores bandas do gênero (como Nightwish, Epica, Within Temptation) passam por aqui e arrastam multidões até ao hotel. No entanto, bandas brasileiras que apostam integralmente nessa sonoridade chegam com dificuldade ao conhecimento do grande público. Uma vez que o Metal é gigante e a nossa cena também, é claro que sempre há bandas fazendo de tudo. Portanto, o estilo pode não ser consolidado aqui, mas isso não significa que ele não exista.
Na cidade do Rio de Janeiro existe um excelente expoente que tenta provar seu valor e movimentar os gostos da cena para esse tipo de sonoridade clássica e orquestrada. Batizada com um antigo nome em latim, o Iluminato (em oposição sátira ao nome Illuminati) surgiu em 2009 por iniciativa do guitarrista e vocalista gutural Pablo Ferreira, que visava uma banda capaz de unificar gêneros sublimes como Gothic e Symphonic Metal a outros de agressão como Doom e Death Metal.
Inicialmente não foi estabelecida uma formação definida além do próprio Pablo, uma vez que ele só pretendia oficializar os postos quando o primeiro álbum fosse lançado, demonstrando que a banda funcionava. Alterações na formação aconteciam com alguma frequência, principalmente no baixo e no vocal. Vocalistas de diferentes técnicas tiveram passagem pelo projeto, inclusive gravando demos, mas, por motivos diversos, não se situavam. Já no âmbito da bateria, havia certa estabilidade a partir de 2010 com Léo Peccatu (ex-Hydria e Krystal Tears), que estava sempre à disposição tanto em estúdio quanto ao vivo. Por volta dessa época, o Iluminato chegou até mesmo a abrir um show do Sirenia no Rio de Janeiro.
Em 2011 a estabilidade vocal foi alcançada com a chegada de Liz Demier, que se encaixava perfeitamente nas ambições de Pablo. Com ela, lançaram via MS Metal Records, no fim daquele ano, o debut "Reflections of Humanity". Em vista da limitação de recursos para uma gravação de alta qualidade, a ideia era lançá-lo como um EP, mas acabou sendo decidido que seria mesmo o primeiro álbum da banda. Gravado no estúdio pessoal de Pablo no Rio de Janeiro e distribuído pela Voice Music, o trabalho se mostra mais voltado para a beleza do que para a agressividade. Por mais que momentos de clímax transcorram nas canções - com o Death Metal falando alto por meio de uma bateria mais pegada e vocais guturais que alternam entre o rasgado e o fechado -, a sonoridade não chega a ser bombástica, mas é efetivamente imersiva. Com os teclados e orquestrações por conta do próprio Pablo, a atmosfera clássica irrompe e provoca deleite, reforçado pelo belíssimo e técnico vocal de Liz, que oscila do lírico ao "suspirado" de acordo com o momento. Embora não seja um trabalho conceitual, trechos narrados retirados do filme "Network" surgem no decorrer da audição, já que a ideia é traçar um paralelo entre o filme e o álbum, como se ele estivesse acontecendo enquanto você ouve. Apesar disso, o conteúdo lírico das canções é independente do filme. A obra é um exímio Symphonic Metal de qualidade que realça os potenciais criativos e composicionais de Pablo, que assina todas as composições. Mesmo gravado de forma independente e com limitações de recurso, a produção geral é boa e todos os instrumentos são ouvidos com clareza. Só a guitarra que parece levemente abafada e poderia ser um pouco mais pesada, e a bateria, seca e claramente sampleada.
A essa altura, portando, Liz Demier estava efetivada. Apenas em 2013 as funções de baixista e baterista foram preenchidas com Bruno Araújo e a oficialização de Léo Peccatu, mas este último durou apenas naquele ano. Até hoje, por enquanto, a posição não foi preenchida.
Para o futuro, o Iluminato está preparando um novo álbum de estúdio que promete grandes evoluções em todos os aspectos em comparação com "Reflections of Humanity". Algo realmente bombástico. A expectativa é de lançamento ainda em 2015. As gravações foram realizadas nos Estados Unidos, enquanto a produção ocorreu na Holanda. Para executar as complexidades da linha de bateria, buscaram um cara acostumado com violência. Por isso a gravação do instrumento ficou a cargo de Kevin Talley (ex-Six Feet Under e Dying Fetus). Resta esperar por esse promissor trabalho!
É difícil encontrar bandas nacionais do ramo. É difícil para elas, também, ganhar projeção no cenário do país. Mas elas existem e são competentes. O Iluminato é um dos nomes mais promissores atualmente e, só pelo trabalho feito no primeiro álbum, já nota-se a pré-disposição a amadurecer e lapidar ainda mais a sonoridade e trazer álbuns ainda mais impressionantes no futuro. Banda pra ficar de olho!


 Reflections of Humanity (2011)

01 - Helm of Blindness
02 - Hypocrisy
03 - Betrayed Soul
04 - Howard Beale
05 - Imperial Heart
06 - Aurea
07 - Diana Christensen
08 - Hell
09 - The Last Road
10 - My Astral Home

Aeternam - Discografia

A origem dos músicos pode ser das frias terras do Canadá, mas o som é quente como as areias do deserto. Na mesma proporção em que a cultura árabe é rica, única e envolvente, a sonoridade desses caras é imersiva, avassaladora e de alto nível. Combinando os dois âmbitos, temos como resultado uma banda de punho firme que faz da arte e da cultura algo incrivelmente brutal: o Aeternam.
Calcados num furioso Death Metal, os canadenses não deixam de lado a utilização de recursos extras afim de fidelizar a sonoridade à proposta lírica e vestuária, tais como épicos teclados para sinfonizar a atmosfera e samples com percussões e instrumentos típicos da região. Esbanjam fartamente de tudo o que têm ao alcance e abusam da criatividade para nos brindar com uma sonoridade autêntica.
A concepção da banda se deu no ano de 2007 na cidade de Quebec. Não demorou muito tempo para conquistarem um contrato com a Metal Blade Records, selo pelo qual o conjunto então composto por Ashraf Loudiy (vocais e guitarra), Alexandre Loignon (guitarra), Jeff Boudreault (baixo), Antoine Guertin (bateria, percussão, samples) e Samuel Dubois (teclados) lançou o arregaçante debut "Disciples of The Unseen" em 2010.
Mesmo com uma abordagem mais direta e menos tematizada, o trabalho consegue transmitir uma inteligente fusão entre harmonia e peso. Os épicos teclados apenas fazem o background de encorpamento da sonoridade, sem efetivamente roubar a cena nos arranjos, que pertence aos demais instrumentos. Sobre esse véu pisam pesadas distorções de guitarra que criativamente alternam de acordo com a conveniência entre riffs mais pegados - seguindo o passo de uma impecável bateria - e mais melódicos ao mais autêntico estilo árabe. Os solos também seguem esse padrão, uma vez que são ora melódicos e sentimentais, ora velozes e técnicos. Aliás, "conveniência" é mesmo a palavra-chave, pois ela gerou um álbum plural onde até mesmo diferentes técnicas vocais são exploradas por Ashraf, como um cavernoso vocal gutural fechado e um cadenciado vocal limpo que muito se assemelha ao de Tomi Joutsen, do Amorphis. Interessantemente, a variação de uma erupção instrumental à cadência não são um baque no ouvinte. São bem transicionais e naturais. Embora seja um desgraceira total com teclados apenas apoiando - mas muito bem notados -, passagens puramente ambientais também compõem o set, mas limitando-se à apenas alguns momentos como na introdução do álbum, no início de canções como "The Coronation of Seth", ou em interlúdios como "Iteru". Trabalho certamente matador e impressionante. Não é à toa que foi frequentemente citado como melhor debut do ano de 2010, e também descoberta do ano.
Após o lançamento, mudanças ocorreram no line-up: o tecladista Samuel Dubois deixou o conjunto, mas não teve um substituto oficial. Em 2012 foi a vez do baixista Jeff Boudreault sair de cena. Maxime Boucher o substituiu. Com essa nova cara, como quarteto, o Aeternam lançou em 2012, através da Galy Records, o fantástico álbum "Moongood".
Sem dúvida alguma, trata-se de um álbum bem mais imersivo que o anterior. O que poderia ter de peso extra nos teclados de "Disciples of The Unseen" é compensado aqui. Sem perder o peso avassalador já praticado anteriormente, "Moongod" é capaz de efetivamente te mergulhar na sonoridade. Um verdadeiro teletransporte. Os arranjos árabes estão mais insistentes e interessantes, e as guitarras acompanham muito bem, mantendo o padrão praticado antes. Outro avanço jaz na questão dos vocais limpos, que ao contrário do primeiro álbum, onde eles são mais "gélidos" e lineares, aqui se mostram mais técnicos, subindo e descendo de tom com maior frequência. Vale ressaltar que a distribuição entre os diferentes tipos de vocais é muito bem feita, pois não sente-se que é demais. É a conveniência. Há músicas exclusivas de cada tipo, e músicas que alternam. Álbum sinfônico e construído em cima de muita inteligência e competência.
Nova alteração na formação aconteceu em 2013 com a chegada do guitarrista Matthew Sweeney, substituindo Alexandre Loignon. Por enquanto a banda segue sem novidades.
O Aeternam é espetacular e cada álbum é capaz de agradar mais especialmente a um tipo de público. Apesar da diferença não ser tanta por ambos serem matadores, ela ainda é sensível devido aos teclados. Se você prefere algo mais seco que até trás flashes de Nile, o primeiro álbum é recomendado. Agora, se sua praia é mais sinfônica e você curte bandas como Orphaned Land mesmo em músicas de gutural, o segundo é uma boa pedida. Entretanto, essas bandas são apenas referência, pois o que esses canadenses fazem é bastante próprio.
Os portões do Egito estão abertos. Entre e envolva-se.


 Disciples of The Unseen (2010)

01 - Ars Almadel
02 - Angel Horned
03 - Esoteric Formulae
04 - The Coronation of Seth
05 - Hamunaptra
06 - Iteru
07 - Goddess of Masr
08 - Ouroboros
09 - Circle In Flames
10 - Through The Eyes of Ea


 Moongod (2012)

01 - Moongod
02 - Invading Jerusalem
03 - Cosmogony
04 - Iram of The Pillars
05 - Rise of Arabia
06 - Xibalba
07 - Descent of Gods
08 - Idol of The Sun
09 - Hubal, Profaner of Light


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Lindemann - Discografia

A amizade entre Till Lindemann (vocal, Rammstein) e Peter Tägtgren (vocal e guitarra, Hypocrisy e Pain) surgiu por volta do ano 2000, quando se encontraram em um pub em Estocolmo (Suécia).
Desde então, os músicos se reuniram em diversas turnês em conjunto de suas bandas e também para algumas bebedeiras quando conseguiam um pequeno período de descanso.
Em 2013, resolveram criar o projeto Lindemann no qual pretendiam compor apenas umas duas faixas, mas os músicos ficaram satisfeitos com resultado e levaram a coisa adiante. Aproveitando-se de um hiato do Rammstein, Lindemann foi para a Suécia e junto com o parceiro passaram a dar vida ao que seria o disco Skills In Pills, lançado em 2015.
Enquanto Till Lindemann ficou com os vocais, Peter Tägtgren assumiu todos os instrumentos, algo que já havia feito no Pain.
Com suas letras controversas e excêntricas, o álbum consegue uma aceitação melhor para aqueles que não curtem tanto o Rammstein, pois as letras são em inglês, embora a forma de Lindemann cantar continue a mesma.
Aliás, a sonoridade é focada no Industrial Metal com elementos de Gothic, ou seja, aqui temos um Rammstein em inglês. O grande diferencial (além das letras) é Peter Tägtgren, que criou uma atmosfera incrível para a faixas, que ora são mais épicas e ora são mais voltadas para o som eletrônico. Sem dúvidas, o instrumental merece ser reverenciado.
O disco conta com as participações especiais de Clemens Wijers (Carach Angren), que faz os vocais em That's My Heart, Jonas Kjellgren, banjo em Cowboy e Pärlby Choir (corais).
Lindemann é um projeto que poderá servir como porta de entrada para aqueles que nunca se interessaram muito por esse tipo de som.


 Praise Abort (EP) - 2015

01 - Praise Abort
02 - Praise Abort (Clemens Wijers Remix)
03 - Praise Abort (Ostblockschlampen Remix)
04 - Praise Abort (Hedberg & Larsson Remix)
05 - Fat (Jonas Kjellgren Remix)
06 - Fat (Oliver Huntemann Electronica Mix)

Download

 Skills In Pills - 2015

01 - Skills In Pills
02 - Ladyboy
03 - Fat
04 - Fish On
05 - Children Of The Sun
06 - Home Sweet Home
07 - Cowboy
08 - Golden Shower
09 - Yukon
10 - Praise Abort
11 - That's My Heart

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Walls of Jericho - Discografia

Se o Rock por si só não é o estilo preferido de todas as pessoas, dentro dele também há vertentes mais apreciadas, enquanto outras são menos. O Hardcore é um desses gêneros que não caem no gosto de todos os ouvintes da música pesada, mesmo assim é amplamente difundido e apreciado por uma quantidade invejável de ouvintes mais underground. Apesar da fama de um estilo estreito e rigorosamente linear - de certa forma -, nem todas as bandas fazem algo assim. Os estadunidenses do Walls of Jericho até seguiam esse andar de carruagem no princípio (unindo também a elementos de Punk), mas passaram a ser uma caixinha de surpresas e introduzir também o Metalcore no decorrer dos álbuns, o que contribuiu com encorpamento e criatividade nos arranjos, e até mesmo EP acústico. Detalhe notável é o fato da linha de frente ser ocupada por uma mulher, Candace Kucsulain, que fazia uso de urrados guturais rasgados nos primeiros discos, mas depois passou a variar com guturais fechados e até vocal limpo, dependendo da música.
Tudo começou em 1998 na cidade de Detroit, no Michigan, após a dissolução das bandas Earthmover e Universal Stomp, que encontraram seu fim por volta da mesma época. A amizade entre ambas fez com que Mike Hasty (guitarra) e Wes Keely (bateria), do Earthmover, e Aaron Ruby (baixo), do Universal Stomp, unissem forças e fundassem uma nova. Era o início do Walls of Jericho. Após diversas análises sobre possíveis vocalistas, optaram por convocar Candace Kucsulain, na época membra do Apathemy, para o posto. Preencher a vaga de segundo guitarrista foi mais complicado, pois não havia um nome que almejassem, o que os levava a contar com amigos quebrando um galho para shows. Acabou que por fim Chris Rawson, um amigo próximo da banda, preencheu a vaga, fechando assim o line-up como quinteto.
Realizaram então alguns shows por Detroit nos tempos seguintes, até que assinaram com a Underestimated Records para o lançamento de seu primeiro EP no formato de fita cassete em 1999, chamado "A Day and A Thousand Years", que trás sete faixas apresentando uma forte característica Hardcore. Pouco depois ele seria relançado em CD pela Eulogy Recordings, e lançado também na Europa pela Genet Records. Os shows de divulgação do trabalho demonstrativo chamaram a atenção da Ferret e da Trustkill Records e, por considerarem que oferecia melhores condições, firmaram contrato com a segunda e encerraram o ano de 1999 com mais um lançamento: o debut "The Bound Feed The Gagged". Apesar de conter 11 faixas (algumas reaproveitadas do EP), o tempo total de duração é extremamente rápido: 22 minutos. O trabalho é cru, pegado e tradicional, naquela insistente e quase invariável pegada do Hardcore, aliada a elementos de Punk. A velocidade com que os instrumentos são tocados é proporcional à duração das faixas. Candace demonstra bastante fibra e garra em sua técnica vocal, contribuindo com imprescindível agressividade na sonoridade.
No ano seguinte os caras se apresentaram em diversos festivais de Hardcore e, em agosto, excursionaram com In Flames, Earth Crisis e Skinlab.
Em 2001 aconteceu a primeira baixa na formação com a saída do baterista Wes Keely, que se mudaria para Washington afim de concluir os estudos. Derek Grant (ex-Suicide Machines) o substituiu por cinco meses, mas também partiu para ingressar no Alkaline Trio, famosa banda de Punk Rock.
Após várias audições com candidatos à vaga de baterista, concluiu-se que não seria possível tocar o projeto adiante pois não conseguiam encontrar alguém com os atributos que desejavam. Por isso o Walls of Jericho se viu forçado a entrar em hiato. O tempo a mais livre foi aproveitado de diferentes formas pelos membros: Mike, Aaron e Chris começaram o projeto paralelo It's All Gone To Hell (sendo que Mike também trabalharia como engenheiro de som para bandas como The Black Dahlia Murder e Bloodlined Calligraphy), enquanto Candace começaria um curso de piercing que a ocuparia por dois anos.
Já em 2003, ano de "aniversário" de dois anos de paralisação, o baterista Alexei Rodriguez (ex-Catharsis) estava retornando da Alemanha e sabia da existência do Walls of Jericho. Por isso, ele mesmo convocou os membros originais para retomar as atividades, o que fatalmente ocorreu (ainda em tempo de contar com Candace, que estava prestes a prestar audições para uma banda Indie local). Rapidamente o conjunto voltou a aparecer sobre os palcos e a escrever novos materiais.
Com isso, cinco anos depois do lançamento do debut, sai em fevereiro de 2004 o interessante "All Hail The Dead". Trata-se de um álbum um pouco mais aberto, mas sem fugir muito do insistente Hardcore que era executado no primeiro. Claramente os arranjos estão mais elaborados, gerando canções com ginga, com balanço, que fogem um pouco da linearidade homogênea anterior. O evidente amadurecimento não poderia ter melhor resposta; o registro foi muito bem criticado pela mídia, gerando divulgação e impulsionando-os para o lado de bandas como Sick of It All, Hatebreed e Madball, com quem excursionaram. Shows próprios também seriam amplamente realizados.
Apesar de tudo estar indo bem, o baterista Alexei Rodriguez precisou deixar seu cargo. Porém, dessa vez, não tiveram problemas para encontrar um substituto: Dustin Schoenhofer rapidamente assumiu a posição e a banda pôde seguir realizando shows sem qualquer tipo de interrupção.
Em 2006 é a vez do álbum "With Devils Amongst Us All" sair. Ele pega de surpresa quem esperava algo na secura e objetividade dos lançamentos anteriores, e isso não diz respeito apenas à produção, mas a tudo em geral. O Hardcore segue firme, mas recebe gratos elementos mais explícitos de Punk (inclusive vocais, com aqueles backing vocals típicos e esporádicos trechos cantados em um "convocativo" vocal limpo) e também expõe o Metalcore pela primeira vez. O resultado é um trabalho com músicas inteligentes instrumentalmente, com interessantes arranjos mais complexos, riffs pausados, sem perder a já tradicional ferocidade, principalmente vocal. Surpreendentemente o set conta com uma música balada com direito a orquestração, solo e tudo: "No Saving Me". Nela, Candace prova que também tem habilidade no vocal limpo e isso também serve como explicação do porquê dela ter quase ingressado numa banda de Indie. A canção também demonstra que a banda é capaz de tocar estilos diferentes, mas não o faz por opção.
"With Devils Amongst Us All" vendeu 2.800 cópias na primeira semana, de acordo com a Nielsen Soundscan. Uma turnê se sucedeu então, começando nos Estados Unidos abrindo para o Bury Your Dead, passando pelo Brasil para algumas datas e enfim voando até a Europa para apresentações tanto fechadas quanto em festivais. Oito dos onze shows tiveram ingressos completamente esgotados. Mais shows aconteceram na sequência, passando por México, novamente Estados Unidos e Europa, até que voltaram para seu país natal para trabalhar em novos lançamentos.
Legal que as surpresas musicais não param em "With Devils Amongst Us All" e no fato de ter uma música balada, pois em abril de 2008 a banda reapareceu com o novo EP "Redemption", que, surpreendentemente, é composto por calmas e lindas, mas muito lindas faixas! Produzido por Corey Taylor (Slipknot, Stone Sour), que empresta sua voz em três das cinco faixas do set ("Ember Drive", "My Last Stand" e "Addiction"), esse trabalho trás faixas que exploram violão, teclado, cello, violino, e tudo quanto atributo que embeleza canções. Não é 100% acústico, uma vez que guitarras distorcidas também aparecem em modelo mais Hard Rock, mas não desviam o foco do que deve brilhar, que são os instrumentos acústicos. Aqui também fica evidente de uma vez por todas que Candace é uma vocalista de recurso e que sua voz limpa seria desejável por bandas que buscassem propostas diferentes.
Após experimentarem uma sonoridade completamente fora do esperado no EP lançado em abril, em julho surpreenderam novamente com o lançamento do álbum "The American Dream", que tem uma sonoridade sofisticada e diferenciada dentro da discografia. As músicas são pulsantes, carregadas de peso e expulsão de energia. Até mesmo a postura vocal de Candace muda, agora apostando em um gutural mais fechado similar ao de bandas de Thrash. Claramente o Metalcore, bem como elementos de Death Metal, fizeram muito bem à sonoridade e a transformaram em algo mais desenvolvido e impositivo, de pulso mais firme - fato realçado por uma produção impecável de Ben Schigel, que também assina a produção do álbum anterior. Esse trabalho de tirar o fôlego tem o set finalizado com mais uma faixa calma, à base de vocal limpo.
Nova turnê de divulgação aconteceu a seguir, começando no Rockstar Energy Drink Mayhem Festival ainda em 2008, dividindo o palco com bandas como Disturbed, Slipknot e Machine Head.
Ao fim da turnê, a banda passou por nova paralisação, talvez férias. Candace aproveitou a pausa para trabalhar em um projeto paralelo com seu marido (Frankie, guitarrista do Death Before Dishonor), chamado The Beautifuls. Eventualmente tiveram um filha, nascida no dia 1º de agosto. Enquanto isso, o baterista Dustin Schoenhofer tocava com o Bury Your Dead, Vision of Disorder e Devour The Day. A pausa não durou muito tempo, uma vez que voltaram aos palcos no segundo semestre de 2012 e anunciaram que estavam trabalhando em um novo álbum com previsão de lançamento para 2014. O disco não foi lançado, por enquanto, exceto por uma demo intitulada "Relentless", ainda naquele ano.
É sempre interessante quando uma banda muda a sonoridade, mas pode ser um tiro no pé. Algumas mudanças são consideradas para pior, outras, pra melhor. Aliando mudança e maturidade, acredito que no caso do Walls of Jericho foi positivo, além de comercial. Só ganharam e cresceram com ela. E ser comercial não quer dizer ruim. Eles são a prova isso.


 A Day and A Thousand Years (EP) (1999)

01 - A Day and A Thousand Years
02 - Our Fate Ends
03 - Athenian
04 - Moment of Thought
05 - Why Father?
06 - Overpower
07 - Collecting On A Debt

Download

 The Bound Feed The Gagged (1999)

01 - Playing Soldier Again
02 - Home Is Where The Heart Is
03 - Changing Times
04 - Unwanted Resistance
05 - Misanthropy
06 - Beneath The Exterior
07 - Full Disclosure
08 - Family Values
09 - Why Father?
10 - Angel
11 - Inevitable Repercussions


 All Hail The Dead (2004)

01 - All Hail The Dead
02 - There's No "I" In Fuck You
03 - A Little Piece of Me
04 - Another Anthem For The Hopeless
05 - Revival Never Goes Out of Style
06 - Day and A Thousand Tears
07 - Through The Eyes of A Dreamer
08 - 1:43 AM
09 - Jaded
10 - Thanks For The Memories
11 - More Life In The Monitors
12 - Fixing Broken Hearts
13 - To Be Continued...


 From Hell (EP) (2006)

01 - A Trigger Full of Promises
02 - I Know Hollywood and You Ain't It
03 - The Revolving Door Strategy


 With Devils Amongst Us All (2006)

01 - A Trigger Full of Promises
02 - I Know Hollywood and You Ain't It
03 - And Hope To Die
04 - Plastic
05 - Try.Fail.Repeat
06 - The Haunted
07 - And The Dead Walk Again
08 - Another Day, Another Idiot
09 - No Saving Me
10 - Welcome Home
11 - With Devils Amongst Us All


 Redemption (EP) (2008)

01 - Ember Drive
02 - My Last Stand
03 - No Saving Me
04 - House of The Rising Sun
05 - Addicted


 The American Dream (2008)

01 - The New Ministry
02 - II: The Prey
03 - The American Dream
04 - Feeding Frenzy
05 - I: The Hunter
06 - Famous Last Words
07 - A Long Walk Home
08 - III: Shock of The Century
09 - Discovery of Jones
10 - Standing On Paper Stilts
11 - Night of A Thousand Torches
12 - Slaughter Begins


domingo, 21 de junho de 2015

Riot - Discografia

O Riot surgiu na cidade de Nova Iorque, em 1975, formado pelo guitarrista Mark Reale e pelo baterista Peter Bitelli. Logo em seguida, trouxeram o baixista Phil Feit e o vocalista Guy Speranza.
Com essa formação gravaram uma demo de quatro faixas na expectativa de obter o seu primeiro contrato. Após ouvirem o não de várias gravadoras, assinaram com o selo independente Fire-Sign Records. O tecladista Steve Costello juntou-se ao conjunto, que contou também com o ingresso de Louie Kouvaris como segundo guitarrista e Jimmy Iommi que assumiu o posto de baixista substituindo Phil Feit.
O primeiro disco do conjunto sai em 1977, denominado Rock City. O trabalho é fortemente influenciado pelo Rock setentista de nomes como Kiss e AC/DC. Com o seu som festeiro e descompromissado, o álbum tinha tudo pra estourar, mas isso acabou não acontecendo. Após uma turnê promissora abrindo para nomes como  AC/DC e Molly Hatchet, o Riot esteve à beira da falência.
Apesar de estar do outro lado do oceano, a banda acabaria sendo salva pela NWOBHM. Com as barreiras quebradas pelo Heavy Metal, que finalmente alcançava o grande público, o Riot acabou chegando ao Reino Unido e conseguiu boas vendas com o Rock City.
Tais acontecimentos fizeram com que os novos empresários do Riot encorajassem a banda a gravar um novo álbum. Assim surgiu Narita, lançado em 1979. No decurso da gravação, Kouvaris foi substituído por Rick Ventura.
Após o lançamento do disco, a banda saiu em uma grande turnê abrindo para Sammy Hagar, o que lhes rendeu um prestígio maior e acabou fazendo com que Narita pudesse ser comercializado mundialmente, inclusive com o intuito de que a banda pudesse estender suas participações como banda de abertura de Hagar.
Em termos de sonoridade, Narita é um híbrido entre o Hard dos anos 70 e o Metal dos anos 80, demonstrando que a banda estava passando por mudanças em relação ao seu direcionamento musical.
A mudanças percebidas em Narita tornariam-se evidentes em Fire Down Under, de 1981 e que se tornaria o registro mais bem sucedido do Riot. Apesar disso, o disco quase não foi lançado, pois a gravadora havia desaprovado o resultado final, alegando que o trabalho era pesado demais para tocar nas rádios. A pressão dos empresários e dos fãs foi decisiva para que o soltassem o álbum, que pouco depois já passou a figurar nas paradas da época.
A turnê de promoção do álbum foi um grande sucesso e criou-se a expectativa de que pudesse se superar no próximo lançamento.
Infelizmente, as coisas começaram a dar errado. Primeiro, o vocalista Guy Speranza deixou conjunto, em razão de divergências musicais e ideológicas, sendo substituído por Rhett Forrester.
O próximo disco sairia em 1982, denominado Restless Breed, que era bem inferior ao seu antecessor, o que acabou sendo percebido nas vendas e no público dos shows. Para piorar a situação, Forrester tinha um péssimo comportamento nas turnês, o que apagava o seu talento. 
Born In America, de 1983, foi outro trabalho que deixou à desejar. Além do declínio técnico, o Riot começou a ser deixado de lado, em detrimento de outros conjunto que estavam em ascensão, como o Quiet Riot, que estourava com o clássico Metal Health.
Tais fatores fizeram com que o conjunto se dissolvesse em 1984.
O retorno aconteceria em 1988, com um line-up formado por Tony Moore (vocal), Mark Reale (guitarra), Don Van Stavern (baixo) e Bobby Jarzombek (bateria). Já em março daquele ano viria o álbum Thundersteel, que trazia uma sonoridade mais voltada para o Speed/Heavy Metal, o que pode ser notado já título do disco e pela temática na arte da capa. O disco é muito superior aos dois últimos lançamentos da banda, e mostra que as influências do Hardão do anos setenta estavam definitivamente afastadas.
A faixa Thundersteel foi originalmente escrita por Mark Reale e Don Van Stavern para Narita, um projeto de curta duração formado por Reale após o fim do Riot em 1984. Há uma demo de três faixas do projeto em que a composição aparece.
O disco seguinte, The Privilege Of Power de 1990, é mais experimental, mas de extrema importância para firmar o Riot como um importante conjunto de Speed/Heavy Metal. O álbum conta com a participação de Joe Lynn Turner (ex-Rainbow, Yngwie Malmsteen) na faixa Killer.
O baixista Don Van Stavern iria sair da banda depois turnê pelos Estados Unidos da The Privilege Of Power Tour e foi substituído pelo colega texano Pete Perez (ex-Karion).
Em 1992, o vocalista Tony Moore deixou o grupo devido a discordâncias com gestor/produtor Steve Loeb. Para o seu posto viria Mike DiMeo, que estrearia no ano seguinte com Nightbreaker. No álbum, também aparece Mike Flyntz, que acompanhava a banda ao vivo, como segundo guitarrista, desde a turnê pelo Japão em 1989.
Nightbraker traz dois covers: A Whiter Shade Of Pale (Procol Harum) e Burn (Deep Purple). Há também um remake de Outlaw, do clássico Fire Down Under. Em termos de sonoridade, não há nenhuma mudança, sendo mantidas as bases dos últimos trabalhos.
The Brethren Of The Long House, é inspirado na cultura dos índios americanos e traz o baterista John Macaluso como responsável pela arte da capa. O músico assumiria, ainda, as baquetas no lugar de Bobby Jarzombek. O álbum marcaria o fim da parceria do Riot com o produtor Steve Loeb, que esteve com o conjunto desde Narita. Logo após o término das gravações, Bobby Jarzombek retornaria ao seu posto.
Apesar de perderem o parceiro de longa data, os músicos não deixaram a peteca cair e com um line-up sólido, lançaram os ótimos Inishmore (1997) e Sons Of Society (1999). O primeiro é um trabalho conceitual inspirado nas sagas e mitos Celtas e o segundo é um dos melhores da carreira da banda.
Bobby Jarzombek deixaria a banda novamente em 1999, dessa vez para ingressar no Halford, projeto solo do vocalista do Judas Priest.
Pat McGrath (Prototype, Killing Culture) assumiria a bateria durante a turnê pela Europa. Para o próximo álbum, o conjunto traria o experiente Bobby Rondinelli (Rainbow, Black Sabbath, Blue Öyster Cult).
Assim, lançam o disco Through The Storm em 2002. Assim como havia acontecido em Sons Of Society, o trabalho apresenta um som predominante de Heavy Metal, com algumas pitadas de Hard Rock. E como o antecessor, o resultado é excelente.
Em 2003, a banda gravaria o seu próximo disco, Army Of One, o qual acabou sendo lançado em 2006. Dessa vez, o posto de baterista foi ocupado por Frank Gilchriest (Virgin Steele). E ao contrário dos últimos lançamentos, o Speed Metal se faz mais presente no disco.
Army Of One marcava a despedida de Mike DiMeo, que passou a se dedicar exclusivamente ao projeto The Lizards. Logo depois, o vocalista substituiria Jorn Lande no Masterplan para gravar o controverso MK II.
O ano de 2003, ainda marcaria o falecimento de Guy Speranza, primeiro vocalista da banda.
Para o lugar de DiMeo veio o experiente Mike Tirelli (Burning Starr, Holy Mother, Messiah's Kiss), que já estava com o conjunto desde 2005.
Em 2008, ocorreu outra mudança, com o ingresso de Don Van Stavern no posto de baixista.
A banda seguiu realizando inúmeras turnês e um novo álbum estava previsto para 2009, mas acabou não sendo lançado. Em dezembro daquele ano, Tony Moore foi anunciado como o novo vocalista.
Já em 2011, o Riot apresenta um novo álbum de inéditas, intitulado Immortal Soul, que trazia uma sonoridade mais pesada que os trabalhos anteriores.
No dia 25 de janeiro de 2012, Mark Reale faleceu vítima de complicações com a Doença de Crohn, da qual já lutava há vários anos.
Em respeito ao falecimento do amigo e fundador do Riot, os músicos remanescentes decidiram dar continuidade no conjunto e adicionaram o V ao seu nome, passando a serem conhecidos como Riot V.
O vocalista Tony Moore foi substituído por Todd Michael Hall, e a lacuna de Mark Reale foi preenchida por Nick Lee.
O primeiro álbum da nova formação foi Unleash The Fire, lançado em 2014, disco que é uma clara homenagem a Mark Reale, pois é tomado de faixas emotivas e cativantes. A sonoridade torna o trabalho um sucessor natural de Immortal Soul, o que garante uma ótima audição.
A banda segue na ativa e merece todo o respeito pela carreira sólida que conquistou, bem como pelas verdadeiras aulas do bom Heavy Metal, que podem ser conferidas em obras-primas como Fire Down Under e Thundersteel.


 Rock City - 1977

01 - Desperation
02 - Warrior
03 - Rock City
04 - Overdrive
05 - Angel
06 - Tokyo Rose
07 - Heart Of Fire
08 - Gypsy Queen
09 - This Is What I Get


 Narita - 1979

01 - Waiting For The Taking
02 - 49er
03 - Kick Down The Wall
04 - Born To Be Wild (Steppenwolf Cover)
05 - Narita
06 - Here We Come Again
07 - Do It Up
08 - Hot For Love
09 - White Rock
10 - Road Racin'

 Fire Down Under - 1981

01 - Swords And Tequila
02 - Fire Down Under
03 - Feel The Same
04 - Outlaw
05 - Don't Bring Me Down
06 - Don't Hold Back
07 - Altar Of The King
08 - No Lies
09 - Run For Your Life
10 - Flashbacks
11 - Struck By Lightning
12 - Misty Morning Rain
13 - You're All I Needed Tonight
14 - One Step Closer
15 - Hot Life


 Restless Breed - 1982

01 - Hard Lovin' Man
02 - C.I.A.
03 - Restless Breed
04 - When I Was Young
05 - Loanshark
06 - Loved By You
07 - Over To You
08 - Showdown
09 - Dream Away
10 - Violent Crimes


 Born In America - 1983

01 - Born In America
02 - You Burn In Me
03 - Vigilante Killer
04 - Heavy Metal Machine
05 - Devil Woman
06 - Wings Of Fire
07 - Running From The Law
08 - Where Soldiers Rule
09 - Gunfighter
10 - Promised Land


 Thundersteel - 1988

01 - Thundersteel
02 - Fight Or Fall
03 - Sign Of The Crimson Storm
04 - Flight Of The Warrior
05 - On Wings Of Eagles
06 - Johnny's Back
07 - Bloodstreets
08 - Run For Your Life
09 - Buried Alive (Tell Tale Heart)


 Riot Live - 1989

01 - Intro
02 - Angel
03 - Do It Up
04 - Road Racin'
05 - White Rock
06 - Warrior
07 - Narita
08 - Tokyo Rose
09 - Overdrive
10 - Rock City
11 - Back On The Non-Stop
12 - Kick Down The Walls
13 - The Train Kept A Rollin'
14 - Road Racin'

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 The Privilege Of Power - 1990

01 - On Your Knees
02 - Metal Soldiers
03 - Runaway
04 - Killer
05 - Dance Of Death
06 - Storming The Gates Of Hell
07 - Maryanne
08 - Little Miss Death
09 - Black Leather And Glittering Steel
10 - Racing With The Devil On A Spanish Highway (Revisited)

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 Riot In Japan - Live!! - 1992

01 - Minutes To Showtime
02 - On Your Knees... In Tokyo!
03 - Metal Soldiers
04 - Runaway
05 - Tokyo Rose
06 - Rock City
07 - Outlaw
08 - Killer
09 - Skins & Bones Part 1
10 - Skins & Bones Part 2
11 - Johnny's Back... In Tokyo!
12 - Flight Of The Warrior
13 - Ladies And Gentlemen... Mark Reale
14 - Japan Oakes
15 - Narita
16 - Warrior
17 - The Dressing Room-The Encore Begins... In Tokyo!
18 - Smoke On The Water... In New York

 Greatest Hits  '78-'90 - 1993

01 - Warrior
02 - 49er
03 - Overdrive
04 - Kick Down The Wall
05 - Tokyo Rose
06 - Road Racin'
07 - Narita
08 - Flight Of The Warrior
09 - Metal Soldiers
10 - Runaway
11 - Johnny's Back
12 - Sign Of The Crimson Storm
13 - Killer
14 - Storming The Gates Of Hell
15 - Bloodstreets
16 - Thundersteel


 Nightbreaker - 1994

01 - Soldier
02 - Destiny
03 - Burn (Deep Purple Cover)
04 - In Your Eyes
05 - Nightbreake
06 - Medicine Man
07 - Silent Scream
08 - Magic Maker
09 - A Whiter Shade Of Pale (Procol Harum Cover)
10 - Babylon
11 - Outlaw
12 - Black Mountain Woman


 The Brethren Of The Long House - 1995

01 - The Last Of The Mohicans (Intro)
02 - Glory Calling
03 - Rolling Thunder
04 - Rain
05 - Wounded Heart
06 - The Brethren Of The Long House
07 - Out In The Fields
08 - Santa Maria
09 - Blood Of The English
10 - Ghost Dance
11 - Shenandoah
12 - Holy Land
13 - The Last Of The Mohicans

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 Angel Eyes (EP) - 1997

01 - Angel Eyes
02 - 15 Rivers
03 - Red Reign
04 - Turning The Hands Of Time


 Inishmore - 1998

01 - Black Water
02 - Angel Eyes
03 - Liberty
04 - Kings Are Falling
05 - The Man
06 - Watching The Signs
07 - Should I Run
08 - Cry For The Dying
09 - Turning The Hands Of Time
10 - Gypsy
11 - Inishmore (Forsaken Heart)
12 - Inishmore

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 Shine On (Live In Japan) - 1998

01 - Black Water
02 - Angel Eyes
03 - Soldier
04 - The Man
05 - Kings Are Falling
06 - Bloodstreets
07 - Swords And Tequila
08 - Cry For The Dying - Irish
09 - Inishmore (Forsaken Heart)
10 - Inishmore
11 - Danny Boy
12 - Liberty
13 - Gypsy
14 - The Last Of The Mohicans (Intro) - Glory Calling
15 - Thundersteel
16 - Outlaw
17 - Warrior

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 Sons Of Society - 1999

01 - Snake Charmer
02 - On The Wings Of Life
03 - Sons Of Society
04 - Twist Of Fate
05 - Bad Machine
06 - Cover Me
07 - Dragon Fire
08 - The Law
09 - Time To Bleed
10 - Somewhere
11 - Promises

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 Through The Storm - 2002

01 - Turn The Tables
02 - Lost Inside This World
03 - Chains (Revolving)
04 - Through The Storm
05 - Let It Show
06 - Burn The Sun
07 - To My Head
08 - Essential Enemies
09 - Only You Can Rock Me
10 - Isle Of Shadows
11 - Here Comes The Sun

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 Army Of One - 2006

01 - Army Of One
02 - Knockin' At My Door
03 - Blinded
04 - One More Alibi
05 - It All Falls Down
06 - Helpin' Hand
07 - The Mystic
08 - Still Alive
09 - Alive In The City
10 - Shine
11 - Stained Mirror
12 - Darker Side Of Light
13 - Road Racin' (Live)

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 Immortal Soul - 2011

01 - Riot
02 - Still Your Man
03 - Crawling
04 - Wings Are For Angels
05 - Fall Before Me
06 - Sins Of The Father
07 - Majestica
08 - Immortal Soul
09 - Insanity
10 - Whiskey Man
11 - Believe
12 - Echoes
13 - Johnny's Back (Live)
14 - Metal Soldiers (Live)


 Unleash The Fire - 2014

01 - Ride Hard Live Free
02 - Metal Warrior
03 - Fall From The Sky
04 - Bring The Hammer Down
05 - Unleash The Fire
06 - Land Of The Rising Sun
07 - Kill To Survive
08 - Return To The Outlaw
09 - Immortal
10 - Take Me Back
11 - Fight Fight Fight
12 - Until We Meet Again
13 - Thundersteel (Live - Japanese Bonus Track)

 Various Artists - Thunder And Steel Down Under - A Tribute To Riot  - 2015

01 - Ferdy Doerngers - Soldier
02 - Axel Rudi Pell - Warrior
03 - Attacker - Fire Down Under
04 - Walpyrgus - Outlaw
05 - Savage Master - Swords & Tequila
06 - Angelo Perlepes Mystery - Sign Of The Crimson Storm
07 - October 31 - Loanshark
08 - Alpha Tiger - Flight Of The Warrior
09 - Stallion - Rock City
10 - Rocka Rollas - Riot
11 - Evil United - Altar Of The King
12 - Night Demon - Road Racin'
13 - Dexter Ward - Running From The Law
14 - Crystal Viper feat. Todd Michael Hall - Thundersteel



sexta-feira, 19 de junho de 2015

August Burns Red - Discografia

Todo mundo tem suas opiniões, seus gostos, suas particularidades. Mas uma coisa pode ser considerada certa: a capacidade do Metalcore de pegar uma sonoridade pesada e quebradeira e moldá-la em um novo formato mais assimilável para ouvidos menos acostumados é impressionante. O bom disso? A molecada gosta. Geralmente começamos a curtir Metal ainda bem novos, mas dificilmente alguém começa direto na porradaria alucinada de estilos Extremos. Normalmente começa-se por algo mais leve e, como uma droga, busca-se algo cada vez mais pesado com o passar do tempo. Claro, há exceções para tudo. Alguns não buscam algo mais pesado. Outros já começam direto na desgraceira. Mas em geral o passo natural das coisas é meio assim.
Sempre começamos por algum lugar, não é? O Metalcore é um popular gênero de introdução de novos pares de ouvidos no diversificado âmbito da música pesada. Há críticas entre os que têm maior tempo de estrada ou os que curtem bandas menos mainstream, principalmente quando os vocalistas saem do gutural e entram num estranho vocal limpo, estragando algumas canções, pelo menos para muitos. Uma vez que famosas bandas do gênero como Bullet For My Valentine e Asking Alexandria usufruem de tal alternância, tem-se na cabeça da maioria a equivocada ideia de que o Metalcore é sempre assim. Mas não é. O August Burns Red arregaça no gênero sem aplicar vocais limpos e ainda tem o dom de expandir os limites do que pode ser feito com o estilo.
Essa banda, oriunda da cidade de Manheim, no estado da Pensilvânia nos Estados Unidos, apesar de sempre ter apostado integralmente em raçudos e urrados guturais, apresenta maleabilidade no decorrer da discografia. Inicialmente eram mais pesados, cheios de quebradeira, mas lentamente o som foi conquistando traços melódicos e até introduzindo instrumentos extras. Sem perder a essência do peso e da identidade - coisa difícil para muitas bandas -, os caras conquistaram o patamar de um dos mais relevantes nomes do rótulo. A devoção cristã dos membros afeta diretamente o conteúdo lírico. Algumas vezes de forma mais explícita, outras nem tanto, mas as palavras cantadas sempre se mostraram à parte da pesada, técnica e competente musicalidade executada.
Ainda garotos cursando o Ensino Médio, decidiram fundar uma nova banda em março de 2003. A formação consistia em John Hershey no vocal, Brent Rambler e John Benjamin Brubaker nas guitarras, Jordan Tuscan no baixo e Matt Greiner na bateria. Ainda sem estúdio para ensaiar, os garotos tocavam na "casa em forma de ovo" e no porão da fazenda da família do baterista. Enquanto compunham as primeiras canções, já se apresentavam ao vivo em algumas ocasiões na localidade. Com isso, ainda em 2003, lançaram a primeira demo, trazendo cinco faixas.
Entrando no ano de 2004, com a conquista de um contrato com a CI Records graças à demo, lançaram mais um novo trabalho, já melhor produzido: o EP "Looks Fragile After All". O vocalista Jon Hershey deixou o conjunto na sequência, cedendo vaga à Josh McManness, que daria mais força à banda. Com a boa receptividade durante os shows e o nome se espalhando, logo assinaram com a Solid State Records, responsável pelo lançamento do álbum de estreia "Thrill Seeker", em 2005.
Esse primeiro ato do conjunto já mostra de cara do que os jovens rapazes já eram capazes. Trata-se de um trabalho muito bem produzido que deixa bem explícita a relação entre Death Metal e Metalcore. A sonoridade é crua, sem ambientação de teclados ou complementações, e é recheada de alternâncias entre as frenéticas palhetadas do Death Metal, os riffs pausados e precisos acompanhando a bateria do Metalcore e a intensidade e prolongamento do Alternative Rock. No decorrer do registro, nota-se que é bastante homogêneo, sem muitos pontos pelos quais se apegar com mais facilidade, e que apesar de apostar apenas num raçudo vocal gutural, alguns trechos são cantados de forma mais narrada e limpa, sem necessariamente sair totalmente do gutural. A ausência de solos deixa uma sensação de que está faltando algo, mas apesar de tudo, é um álbum de qualidade, muito bem composto e consistente.
Uma turnê de divulgação sucedeu ao lançamento, que por sinal foi intensa de certa forma, o suficiente para desgastar os ânimos do vocalista Josh McManness e do baixista Jordan Tuscan. Dustin Davidson ocupou o contra-baixo, enquanto Jake Luhrs ingressou para preservar o nível e a estética vocal.
De cara nova, ressurgiram em meados de 2007 com o bem-sucedido "Messengers", segundo álbum da discografia. Sempre há certo receio quando há troca de vocalistas, mas nesse caso, não houve problema algum. A mudança é tão despercebida que se não souber que ela aconteceu, jura-se que ainda é o Josh McManness. Isso se mostrou positivo para os propósitos da banda, pois a qualidade técnica vocal permaneceu intacta - inclusive nos detalhes mais narrativos -, enquanto o instrumental obteve significativos avanços.
Esse álbum é similar ao anterior a grosso modo, mas os avanços que polem a sonoridade e a fazem brilhar estão nos detalhes. É bem mais técnico, característica realçada principalmente pelo maravilhoso trabalho de bateria, que rouba a cena graças à sua criatividade. É matadora, energética e pulsa com riqueza em recursos e diversificação das batidas. Ela marca o compasso para as os quebrados riffs de guitarra que, dessa vez, apresentam um "quê" de Progressive Metal. Não apenas o Prog é novidade nos elementos das seis cordas, mas também certa melosidade. Enquanto a guitarra base faz seu trabalho, a guitarra solo segue um compasso diferente e executa riffs mais chegados em algo melódico. Mesmo com a maturidade mais aguçada, solos ainda fazem falta. Mas o álbum é excelente!
"Messengers" foi tão bem sucedido que foi o álbum que deslanchou os estadunidenses, alcançando a 81ª posição na Billboard 200 e vendendo, até maio de 2011, mais de 108 mil cópias. A turnê percorreu a América do Norte e diversos países da Europa, compartilhando os palcos com bandas como As I Lay Dying, Misery Signals, entre outras.
Ao fim da turnê, o quinteto parou para gravar duas canções especiais. A primeira foi uma versão instrumental da clássica "Carol of The Bells" para a compilação "X Christmas", que aparece no trailer do filme "The Spirit", lançado no natal de 2008. A outra é um cover da canção "...Baby One More Time", da Britney Spears, para a coletânea "Punk Goes Pop 2", lançada em maio de 2009.
Chegando em fevereiro de 2009, sai o EP "Lost Messengers: The Outtakes", trazendo conteúdo bônus relacionado ao álbum. Novos shows aconteceram antes do lançamento de mais um disco de inéditas. Pela primeira vez viajaram até o Oriente Médio para uma apresentação no Dubai Desert Rock Festival, nos Emirados Árabes Unidos. Ao voltar para os Estados Unidos, excursionaram o país com os amigos do All That Remains.
Em meados de 2009, afim de promover o novo álbum intitulado "Constellations", a banda liberou algumas faixas e vídeos na internet. Pouco depois liberariam o stream do álbum inteiro, até que ele foi finalmente lançado oficialmente no dia 14 de julho de 2009. "Constellations" mantém o pique de desenvolvimento e renovação dentro dos mesmos moldes e limitações rotulares. Mas dessa vez, apresenta uma veia Progressiva mais latente e segura, ainda em consonância com os elementos que caracterizam o Metalcore. No entanto, a característica que mais marca aqui é a turbulência das canções. Digo, elas são bastante preenchidas e "barulhentas", gerando músicas intensas, sem lacunas, dando a impressão de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. O culto aos riffs pausados segue no meio disso, não com o mesmo brilho de antes, porém, pois é feito mais pelo baixo acompanhando a bateria. As guitarras se ocupam mais em produzir arranjos principais mais insistentemente melódicos e progressivos. Certamente é mais um álbum de alto nível, mesmo com o negativo da linearidade das canções.
"Constellations" foi mais um registro bem sucedido comercialmente. Já na primeira semana posou na 24ª posição da Billboard 200. Saíram então em turnê pelos Estados Unidos ao lado de bandas como All Shall Perish, Blessthefall e Enter Shikari, e também viajaram até a outra metade do mundo para apresentações na Austrália.
Em 2010, mesmo ano de indicação do álbum "Constellations" ao Grammy de Melhor Álbum de Rock, foi a vez também do primeiro álbum ao vivo ser lançado. "Home" ganhou versões tanto em CD quanto em DVD. Na sequência, mais uma pequena turnê foi realizada pela Austrália e Nova Zelândia.
Chegando em 2011, é a vez do quarto álbum de estúdio ser lançado, nomeado "Leveler". Agora os caras vão meio que na contra-mão do que faziam antes. Se anteriormente reciclavam os moldes da proposta, dessa vez resolveram diversificar. "Leveler" é um trabalho experimental onde quase toda a estética sonora mudou, exceto as configurações vocais e a técnica na bateria. Os tão explorados riffs quebrados passaram a quase sumir e não mais ser executados com um holofote sobre as guitarras. A base se tornou mais alternativa, enquanto os arranjos principais mantiveram os arranjos melódicos explorados anteriormente. Pela primeira vez, alguns solos são introduzidos, mas dependendo da canção. Trechos de percussão e violão também podem ser apreciados, algo inédito até então, selando a diversidade e experimentalismo. Em suma, trata-se de um álbum mais leve e assimilável, mas sem deixar de lado a identidade do August Burns Red.
Esse álbum significou mais uma superação comercial para a banda. Com mais de 29 mil cópias vendidas só nos Estados Unidos na primeira semana, ele chegou à 11ª posição da Billboard 200.
Algumas bandas têm o costume de comemorar o natal com algum álbum tematizado, e eles foram mais uma que seguiu o exemplo. Por isso, em 2012, saiu o álbum instrumental "August Burns Red Presents: Sleddin' Hill, A Holiday Album". Ele é lindíssimo e, evidentemente, trás versões de canções natalinas alicerçando Metalcore com o clima único da época. Por ser instrumental, é também rico em solos, tornando o trabalho diferenciado dentro da discografia e muito gostoso de se ouvir.
Completando a sequência de três anos consecutivos de lançamentos inéditos, é lançado em 2013 mais um álbum ímpar, agora conhecido como "Rescue & Restore". O experimentalismo segue à toda, e esse é um dos álbuns mais ricos da discografia. Ele expande as fronteiras do que é possível fazer com o estilo. Afinal, em meio ao criativo e arregaçante Metalcore, somos deliciados com uma bela flertada com o Post-Rock, que empresta sua levada mais profunda, atmosférica, e suas rápidas palhetadas alternadas em notas mais altas. Essa levada Post-Rock combina bastante com o tema lírico, que envolve depressão, angústia, morte de entes-queridos e tolerância social.
Instrumentos como cello, harpa, batuques e trompetes também marcam presença e contribuem com pluralismo sonoro. Tudo é perfeitamente coeso e caprichado, muitas vezes em seu devido momento. Ora o Metalcore se manifesta, ora é o Post-Rock que assume, em outro momento são  os instrumentos extras que emergem em momentos cuidadosamente escolhidos, dando um break e mudando completamente a maré das canções com sua calmaria... a experiência é sem dúvidas deslumbrante, e o álbum, fortemente interessante e brilhante.
A majestade do trabalho rendeu mais uma superação de posição nos charts: é a 9ª posição da Billboard 200, dessa vez.
Durante todos esses anos, a banda tinha um próspero contrato com a Solid State Records, que sempre lançava seus discos. Mas em 2014 esse vínculo foi interrompido, e a banda assinou com a Fearless Records. Através desse selo foi lançado o sexto álbum de estúdio em 2015, o espetacular "Found In Far Away Places".
Ele é a prova definitiva de que a banda veio para ficar e não estabelece limites para o que podem tocar. Sem se prender a rótulos, a musicalidade é a mais complexa já executada pelos estadunidenses, seguindo uma linha mista que engloba diversos gêneros como Metalcore, Alternative Rock, Melodic Death Metal, Progressive Metal, Post-Rock, e muitos outros. Tudo de forma incrivelmente coesa, evidenciando o máximo profissionalismo dos músicos. Uma das coisas mais notáveis é que quase todas as músicas seguem uma linha porradeira, mas em determinado momento dão um break total e climatizam com um estilo diferente. Até mesmo o Coutry aparece, como em "Majoring In The Minors". Solos também aparecem com maior frequência que anteriormente, e os riffs são sempre puxados para algo mais solado, melódico, e não apenas arranjos distorcidos como é comum no Metal. Álbum sensacional, muito sensacional mesmo!
Com técnica, competência, criatividade e paixão pelo que fazem, aqueles garotos da época da escola chegaram longe e hoje são certamente uma das maiores e melhores bandas do estilo, conquistando fãs em todo o globo. É Metalcore astuto, de primeira linha, que mereceu chegar onde chegou.


 Demo (Demo) (2003)

01 - Silhouette of Wings
02 - Your Thoughts On What's Right
03 - Show Me How To Give In
04 - The Crack From Which Gold Pours
05 - Zoar


 Looks Fragile After All (EP) (2004)

01 - Background Music To Her Awakening
02 - Missing This Opportunity
03 - Glory Thrives
04 - You Should Be Taking Flight Now
05 - Accidental Shot Heard 'Round The


 Demo (Demo) (2005)

01 - Endorphins
02 - The Reflective Property
03 - Speech Impediment
04 - A Wish Full of Dreams


 Thrill Seeker (2005)

01 - Your Little Suburbia Is In Ruins
02 - Speech Impediment
03 - Endorphins
04 - Too Late For Roses
05 - Barbarian
06 - The Reflective Property
07 - A Wish Full of Dreams
08 - Consumer
09 - A Shot Below The Belt
10 - Eve of The End
11 - The Seventh Trumpet


 Messengers (2007)

01 - The Truth of A Liar
02 - Up Against The Ropes
03 - Back Burner
04 - The Blinding Light
05 - Composure
06 - Vital Signs
07 - The Eleventh Hour
08 - The Balance
09 - Black Sheep
10 - An American Dream
11 - Redemption
12 - Carol of The Bells (Bonus Track)
13 - Mosley (Bonus Track)


 Lost Messengers: The Outtakes (EP) (2009)

01 - Chasing The Dragon
02 - Mosley
03 - Carol of The Bells
04 - To Those About To Rock
05 - Piano Man
06 - The Truth of A Liar (Demo Version)
07 - Vital Signs (Demo Version)


 Constellations (2009)

01 - Thirty and Seven
02 - Existence
03 - Ocean of Apathy
04 - White Washed
05 - Marianas Trench
06 - The Escape Artist
07 - Indonesia (feat. Tommy Giles Rogers)
08 - Paradox
09 - Meridian
10 - Rationalist
11 - Meddler
12 - Crusades
13 - Indonesia (Alternate Version) (Bonus Track)
14 - Linoleum (NOFX Cover) (Bonus Track)
15 - O Come, O Come, Emmanuel (Bonus Track)
16 - Carol of The Bells (Bonus Track)


 Home (Live) (2010)

01 - Intro
02 - Back Burner
03 - White Washed
04 - Your Little Suburbia Is In Ruins
05 - The Eleventh Hour
06 - Meddler
07 - Truth of A Liar
08 - Marianas Trench
09 - Thirty and Seven
10 - Existence
11 - Meridian
12 - A Shot Below The Belt
13 - Up Against The Ropes
14 - Composure
15 - The Seventh Trumpet


 Leveler (2011)

01 - Empire
02 - Internal Cannon
03 - Divisions
04 - Cutting The Ties
05 - Pangea
06 - Carpe Diem
07 - 40 Nights
08 - Salt & Light
09 - Poor Millionaire
10 - 1/16/2011
11 - Boys of Fall
12 - Leveler
13 - Internal Cannon (Acoustic Version) (Bonus Track)
14 - Pangea (Performed By The Bells) (Bonus Track)
15 - Boys of Fall (Performed By Zachery Veilleux) (Bonus Track)
16 - Empire (Midi) (Bonus Track)
17 - God Rest Ye Merry Gentlemen (Bonus Track)


 August Burns Red Presents: Sleddin' Hill, A Holiday Album (2012)

01 - Flurries
02 - Frosty The Snowman
03 - Sleigh Ride
04 - God Rest Ye Merry Gentlemen (Remastered Version)
05 - Jingle Bells
06 - Oh Holy Night
07 - Rudolph The Red Nosed Reindeer
08 - Sleddin' Hill
09 - Little Drummer Boy (Remastered Version)
10 - Winter Wonderland
11 - O Come, O Come, Emmanuel (Remastered Version)
12 - Carol of The Bells (2012 Version)
13 - We Wish You A Merry Christmas
14 - Dance of The Sugar Plum Fairy (Bonus Track)


 Rescue & Restore (2013)

01 - Provision
02 - Treatment
03 - Spirit Breaker
04 - Count It All As Lost
05 - Sincerity
06 - Creative Captivity
07 - Fault Line
08 - Beauty In Tragedy
09 - Animals
10 - Echoes
11 - The First Step

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 Found In Far Away Places (2015)

01 - The Wake
02 - Martyr
03 - Identity
04 - Separating The Seas
05 - Ghosts (feat. Jeremy McKinnon)
06 - Majoring In The Minors
07 - Everlasing Ending
08 - Broken Promises
09 - Blackwood
10 - Twenty-One Grams
11 - Vanguard
12 - Marathon (Bonus Track)
13 - Majoring In The Minors (Reprise) (Bonus Track)
14 - Identity (MIDI) (Bonus Track)

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Download (Zippyshare)