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sábado, 28 de fevereiro de 2015

God Is An Astronaut - Discografia

É uma questão de senso comum. Uma espécie de silenciosa concordância entre a grande maioria dos headbangers: o vocal é a alma de uma banda. Se ele não agradar, as chances de determinada banda perder seu charme, por mais que tenha bom instrumental, são grandes. Vocais marcam, vocais passam a mensagem de forma fácil de entender, de captar. Por isso considera-se primordial que uma banda tenha um vocalista. E por isso também, as bandas totalmente voltadas para o instrumental são frequentemente deixadas de lado, ou, no máximo, recebem menos atenção.
Quando uma banda se dispõe a arquitetar músicas inteiramente instrumentais, ela precisa passar algo especial, assim como os ouvintes têm que interpretá-la de forma diferente. O instrumental se comunica através de uma linguagem diferenciada conosco, e precisamos nos deixar levar, estar no mesmo plano. Claro que determinados gêneros têm maior facilidade para tal do que outros, mas o que não muda é que devemos entrar na sintonia harmônica dos instrumentos.
Banda instrumental... esse é exatamente o foco. Se tem uma perfeita da espécie para nos fazer imergir em sua musicalidade, ela é o God Is An Astronaut, uma das bandas mais relevantes no que diz respeito a Post-Rock e instrumental. Sua musicalidade é linda e profunda, dotando de extrema facilidade para abraçar nossas mentes e nos fazer flutuar na gravidade zero de um espaço inóspito e pacífico. Ao lado do maravilhoso Post-Rock, os irlandeses combinam uma forte e imprescindível levada Ambiental, Atmosférica, além de detalhes eletrônicos, bem de leve, deixando a sonoridade um pouco mais futurista, mas nada ao ponto de incomodar aos que têm mais resistência ao modelo. Devido à ênfase espacial, a banda também é rotulada como Space Rock.
Foi por iniciativa dos irmãos gêmeos Niels (baixo e guitarra) e Torsten Kinsella (guitarra, teclados, além de vocais não-verbais), em 2002, que essa fantástica banda nasceu, lá na cidade de Glen of The Downs, no condado de Wicklow, Irlanda. O nome provém de uma frase dita no filme Nightbreed, de Clive Barker. Apesar do filme não ser de ficção científica, a musicalidade dos caras é bem na linha, como sugere o próprio título.
A princípio eram apenas os irmãos que tocavam a banda adiante, escrevendo material, dando a cara que viriam a desenvolver, e tendo em mente que lançariam um álbum de despedida da indústria musical e se manteriam como uma banda de estúdio. A dupla, após lançar demos, recebeu diversas propostas de gravadoras, mas todas foram negadas pois optaram por começar seu próprio selo (a Revive Records), através da qual lançaram o fantástico álbum de estreia "The End of The Beginning" no mesmo ano. Era pra ter sido o primeiro e último, porém, apesar do lançamento ter sido quase sigiloso, rapidamente o disco ganhou resenhas de revistas e blogs independentes na internet, e seus videoclipes das singles "The End of The Beginning" e "From Dust To Beyond" conquistaram as TVs europeias, sobretudo a MTV.
Com a repercussão se alastrando, os irlandeses mudaram de ideia e passaram a desejar lançar mais discos na linha e também se apresentar ao vivo. Por isso, em 2003, convocaram Lloyd Hanney como baterista, e saíram na estrada, apostando também em visuais e vestimentas e jogos de luzes para fortalecer a atmosfera transmitida por suas músicas. Isso certamente contribuiu muito para a própria publicidade da banda. No entanto, após ganharem confiança em suas performances ao vivo, deixaram esse tipo de abordagem em segundo plano e focaram mais em sua própria musicalidade, mas sem abandoná-la. Foi aí que lançaram mais um maravilhoso e dopante trabalho, intitulado "All Is Violent, All Is Bright", em 2005.
Logo na sequência, em 2006, mais um registro de intensa pegada atmosférica foi lançado, sob o nome "A Moment of Stillness". Inicialmente considerado um EP, ele foi elevado a álbum em 2012 (junto com todos os álbuns lançados até lá), provavelmente devido à grande maestria das músicas, e claro, ao tempo de duração (37 minutos). Nessa mesma época, o God Is An Astronaut se expandiu ainda mais devido ao contrato de licença com a Rocket Girl, que relançou o EP e o segundo álbum no mundo inteiro, seja online, seja nas lojas físicas.
"Far From Refuge", lançado em 2007, confirma a ascendência da banda e total liberdade criativa sobre sua própria musicalidade, além de marcar o momento em que embarcaram pela primeira vez em uma longa turnê através da Europa. Isso só veio a propagar ainda mais o nome do conjunto, que já era considerado grande e valedor do ingresso pago devido à intensidade de suas apresentações. Tais elogios são coisas realmente difíceis de se obter no que diz respeito a bandas instrumentais.
O bem-sucedimento os levou a atravessar o oceano em 2008 até os Estados Unidos, realizando a primeira turnê em solo americano. Uma pena que o equipamento tenha sido roubado após o último show da perna da turnê, em Nova Iorque, desabando um prejuízo de mais de $ 20 mil euros para a banda, mas isso não os abalou. Tudo foi reposto principalmente devido ao grande público de seus shows e, de quebra, lançaram mais um álbum de estúdio no mesmo ano, auto-intitulado e um pouco menos atmosférico e mais centrado no Post-Rock. Isso seria repetido nos álbuns subsequentes. Não apenas esse foi o álbum mais "seco" até então, mas também o que rendeu maior carga de shows. Foram mais de 130 apresentações em mais de 20 países, muitos com ingressos esgotados.
A magnificência teve prosseguimento com o lindíssimo e até mesmo depressivo "Age of The Fifth Sun", que chegou em 2010, já com um membro a mais na formação: o tecladista/pianista Jamie Dean. A entrada do rapaz deixou as apresentações ao vivo ainda mais bombásticas, principalmente pelo fato de que a musicalidade passou a fazer muito mais uso de pianos do que no início da carreira.
O álbum mais recente é o "Origins". Lançado em 2013, o trabalho é um pouco mais diversificado do que os anteriores, mas sem se desviar do estilo central que os consagrou. A turnê de divulgação foi novamente gigantesca, alcançando ainda mais países, inclusive China e Brasil. Em nosso país, tocaram ao lado de bandas como Fates Warning, Alcest e Swallow The Sun nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro em setembro de 2014.
God Is An Astronaut é a certeza de uma experiência musical diferenciada, inerte e única. O ambientalismo das músicas é fortíssimo e impossível de não envolver o ouvinte em um cálido abraço. A exploração dos teclados e dos pianos é extensa, sendo estes os principais determinantes da mensagem musical. Vocais também são esporadicamente introduzidos na etérea e suave forma do Post-Rock, porém, sem palavras, apenas vogais estendidas, complementando determinadas passagens do instrumental. Os álbuns não têm tempo de duração exagerada, o que não seria estranho por se tratar de algo bastante voltado para o ambiental. Ainda assim, são discos para deixar rolar e preencher o ambiente à sua volta e a sua mente. Álbuns para ouvir despreocupado. A banda te convida ao seu próprio mundo de tal forma que quando um disco termina, você sente aquele vazio, como se algo que estava em volta de você tivesse ido embora, inclinando-te a pôr mais um trabalho deles pra tocar e ter aquela forte e incrível sensação de volta. God Is An Astronaut é, sem dúvida alguma, uma banda incrível e muito bem conhecida e reconhecida pelos adeptos do Post-Rock e merecedora dos bons ouvidos de quem gosta de novas experiências.


 The End of The Beginning (2002)

01 - The End of The Beginning
02 - From Dust To The Beyond
03 - Ascend To Oblivion
04 - Coda
05 - Remembrance
06 - Point Pleasant
07 - Fall From The Stars
08 - Twilight
09 - Coma
10 - Route 666
11 - Lost Symphony

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 All Is Violent, All Is Bright (2005)

01 - Fragile
02 - All Is Violent, All Is Bright
03 - Forever Lost
04 - Fireflies and Empty Skies
05 - A Deafening Distance
06 - Infinite Horizons
07 - Suicide By Star
08 - Remembrance Day
09 - Dust and Echoes
10 - When Everything Dies


 A Moment of Stillness (2006)

01 - Frozen Twilight
02 - A Moment of Stillness
03 - Forever Lost (Reprise)
04 - Elysian Fields
05 - Crystal Canyon
06 - Endless Dream
07 - Empyrean Glow
08 - Sweet Deliverance
09 - Dark Solstice


 Far From Refuge (2007)

01 - Radau
02 - Far From Refuge
03 - Sunrise In Aries
04 - Grace Descending
05 - New Years End
06 - Darkfall
07 - Tempus Horizon
08 - Lateral Noise
09 - Beyond The Dying Light


 God Is An Astronaut (2008)

01 - Shadows
02 - Post Mortem
03 - Echoes
04 - Snowfall
05 - First Day of Sun
06 - No Return
07 - Zodiac
08 - Remaining Light
09 - Shores of Orion
10 - Loss


 Age of The Fifth Sun (2010)

01 - Worlds In Collision
02 - In The Distance Fading
03 - Lost Kingdom
04 - Golden Sky
05 - Dark Rift
06 - Parallel Highway
07 - Shining Through
08 - Age of The Fifth Sun
09 - Paradise Remains


 Origins (2013)

01 - The Last March
02 - Calistoga
03 - Reverse World
04 - Transmissions
05 - Weightless
06 - Exit Dream
07 - Signal Rays
08 - Autumn Song
09 - Spiral Code
10 - Strange Steps
11 - Red Moon Lagoon
12 - Light Years From Home


Evergrey - Discografia

O Evergrey já chama a atenção por ser de Gotemburgo, Suécia e também pelas brilhantes capas dos álbuns. Mas apesar de ser oriunda de um dos maiores berços do Death Metal na Europa, o som da banda é focado no Progressive Metal.
Fundado em 1995, no início o Evergrey era composto por Tom S. Englund (vocal e guitarra), Dan Bronell (guitarra), Daniel Nöjd (baixo e vocal), Patrick Carlsson (bateria) e Will Chandra (teclados).
Em 1998, lançaram seu primeiro disco, The Dark Discovery, que já trazia as bases do som do conjunto, com o seu Progressive com algumas pitadas de Power Metal. Produzido por Andy LaRocque (Mercyful Fate), que também tocou guitarra na faixa Closed Eyes, o álbum mostrava uma banda com muito potencial, pois o trabalho instrumental já chamava a atenção, ainda mais pela fusão de um som complexo com algumas faixas mais diretas.
Os vocais ferozes de Tom também eram um atrativo extra. Faixas como Blackened Dawn e For Every Tear That Falls, caíram nas graças dos ouvintes e se fizeram presentes nos shows do conjuntos mesmo nos tempos mais recentes.
Logo em seguida, Daniel Nöjd e Will Chandra deixaram a banda, sendo substituídos por Michael Håkansson e Sven Karlsson, respectivamente.
Em 1999, vem o segundo álbum, Solitude, Dominance, Tragedy, que contou mais uma vez com a produção de AndyLaRocque. O disco segue a sonoridade de The Dark Discovery, mas ainda melhor, com detaque para as ótimas She Speaks To The Dead e When Darkness Falls. O trabalho de guitarras continuou afiado, como em Scattered Me, mas há também um espaço maior para os teclados, os quais foram brilhantemente executados por Zachary Stephens, que figurou como músico convidado.
O resultado positivo do disco fez que a popularidade do conjunto aumentasse e pudesse se expandir por outros países.
No ano seguinte, Henrik Danhage entra para a banda no local de Dan Bronell. Com essa nova formação, vem o excelente In Search Of Truth, de 2001, álbum ainda melhor que seus antecessores e que mostrou uma banda mais introspectiva. O trabalho preza pelos vocais de Tom, que são bem destacados em relação aos outros instrumentos, algo que casou bem com a proposta do álbum.
Faixas como Different Worlds e Misled, deixam qualquer um impressionado, seja pela composição, pelos riffs ou por seus belos andamentos progressivos e colocam o Evergrey entre os maiores nomes do estilo.
Em 2002Rikard Zander é fixado como tecladista da banda, substituindo Sven Karlsson que gravou o disco anterior com o conjunto.
Já em 2003, lançam o álbum Recreation Day, que inicialmente seria um álbum conceitual, abordando a pedofilia na igreja, tema que pode ser observado pela arte da capa.
Em relação aos ouros álbuns, mais uma vez, fizeram um trabalho de altíssimo nível, com alguns temas mais pesados e outros mais melancólicos, como na ótima Visions, que lembra bastante o Pain Of Salvation.
Após o lançamento do álbum, acontecem mais mudanças na formação, com a saída do baterista Patrick Carlsson que deu lugar para Jonas Ekdahl.
Em 2004, vem o álbum The Inner Circle, o primeiro disco conceitual do conjunto, que traz como tema central a religião. O disco é muito bom, sendo impossível escolher alguma faixa específica. Além da esposa de Tom, Carina Englund que já havia contribuído com os vocais femininos nos outros álbuns do Evergrey, The Inner Circel ainda conta com o quarteto de cordas da Orquestra Sinfônica de Gothemburgo, que deixaram o resultado final ainda mais refinado.
Embora Tom Englund rejeitasse o rótulo de Prog Metal, é fato que o conjunto se tornaria uma das referências do estilo.
E se o vocalista não concordava com o rótulo de Prog Metal, o álbum seguinte, Monday Morning Apocalypse, de 2006, apresentaria algumas mudanças na sonoridade, aproximando o Evergrey do Heavy Metal, com faixas mais curtas, sem tanto destaque para os teclados e somente dando destaque para a parte instrumental nos solos.
Ainda que seja diferente do que a banda vinha fazendo, disco mostrou-se uma aposta ousada e bem executada, que rendeu bons frutos como as ótimas At Loss For Words e a faixa-título.
Em 2007Jari Kainulainen, baixista, ex-Stratovarius ingressa na banda no lugar de Michael Håkansson.
Já no seguinte lançam Torn, álbum que resgatou a sonoridade clássica da banda, com grandes composições como Still Walk Alone, Soaked, Fear e Numb.
Na sequência, a banda passaria por um momento de grande instabilidade, que culminaria com as saídas de Jonas Ekdahl, Henrik Danhage e Jari Kainulainen, em razão de problemas pessoais com os demais integrantes. Tal situação fez com os membros remanescentes (Tom e Rikard), cogitarem o encerramento das atividades.
A banda seguiu em frente com Tom (vocal e guitarra), Rikard Zander (teclados), Marcus Jidell (guitarra), Johan Niemann (baixo) e Hannes Van Dahl (bateria).
Com essa formação gravaram o disco Glorious Collision, lançado em 2011, que mostrou ainda tinham fôlego para fazer bons álbuns. Dessa vez, observa-se uma pegada mais direta, algo semelhante ao que iniciaram em Monday Morning Apocalypse, com um grande trabalho de todos os músicos. Em geral, todas as faixas tem o mesmo nível, mas é possível destacar Leave It Behind, Restoring The Loss, To Fit The Mold e ...And The Distance, que estão entre as melhores.
Em 2013, a banda informou que Hannes Van Dahl deixara o conjunto, para se dedicar em tempo integral às suas atividades junto ao Sabaton. Marucs Jidell foi outro a abandonar o barco. Novamente, o Evergrey viu o seu futuro incerto, sendo que os próprios membros remanescentes estavam sem motivação para continuar.
Tom chegaria a admitir que já havia se conformado o encerramento do conjunto. Apesar do período de incertezas, seguiram em frente, mas sem divulgar quais seriam os substitutos dos músicos que havia saído. A banda trabalhou no próximo disco, Hyms For The Broken, de 2014, mas somente em agosto de tal ano, com a divulgação do vídeo da música de trabalho King Of Errors, foi que a identidade dos novos músicos foi revelada, eram os já conhecidos Henrik Danhage e Jonas Ekdahl que haviam retornado!
Se Glorious Collision foi um trabalho muito bem recebido pela mídia especializada e pelos fãs, com Hyms For The Broken a coisa não foi diferente, sendo facilmente considerado um dos melhores álbuns de 2014, com todas as faixas equivalentes, mas com a faixa-título e King Of Errors chamando mais a atenção.
Quando todos pensavam que o Evergrey estava acabado, retornaram ainda mais fortes, o que demonstra que não é fácil abalar uma das melhores bandas suecas da atualidade.


 The Dark Discovery - 1998

01 - Blackened Dawn
02 - December 26th
03 - Dark Discovery
04 - As Light Is Our Darkness
05 - Beyond Salvation
06 - Closed Eyes
07 - Trust & Betrayal
08 - Shadowed
09 - When The River Calls
10 - For Every Tear That Falls
11 - To Hope Is To Fear


 Solitude Dominance Tragedy - 1999

01 - Solitude Within
02 - Nosferatu
03 - The Shocking Truth
04 - Scattered Me
05 - She Speaks To The Dead
06 - When Darkness Falls
07 - Words Mean Nothing
08 - Damnation
09 - The Corey Curse


 In Search Of Truth - 2001

01 - The Masterplan
02 - Rulers Of The Mind
03 - Watching The Skies
04 - State Of Paralysis
05 - The Encounter
06 - Mark Of The Triangle
07 - Dark Waters
08 - Different Worlds
09 - Misled


 Recreation Day - 2003

01 - The Great Deciever
02 - End Of Your Days
03 - As I Lie Here Bleeding
04 - Recreation Day
05 - Visions
06 - I'm Sorry
07 - Blinded
08 - Fragments
09 - Madness Caught Another Victim
10 - Your Darkest Hour
11 - Unforgivable Sin
12 - Trilogy Of The Damned (Bonus Track)

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 The Inner Circle - 2004

01 - A Touch Of Blessing
02 - Ambassador
03 - In The Wake Of The Weary
04 - Harmless Wishes
05 - Waking Up Blind
06 - More Than Ever
07 - The Essence Of Conviction
08 - Where All Good Sleep
09 - Faith Restored
10 - When The Walls Go Down
11 - I'm Sorry (Live And Acoustic)
12 - Recreation Day (Live And Acoustic)
13 - Madness Caught Another Victim (Live And Acoustic)


 A Night To Remember (Live) - 2005

CD 01

01 - Intro
02 - Blinded
03 - End Of Your Days
04 - More Than Ever
05 - She Speaks To The Dead
06 - Rulers Of The Mind
07 - Blackened Dawn
08 - Waking Up Blind
09 - As I Lie Here Bleeding
10 - Mislead
11 - Mark Of The Triangle

CD 02

01 - When The Walls Go Down
02 - Harmless Wishes
03 - Essence Of Cenviction
04 - Solitude Within
05 - Nosferatu
06 - Recreation Day
07 - For Every Tear That Falls
08 - Touch Of Blessing
09 - The Masterplan

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 Monday Morning Apocalypse - 2006

01 - Monday Morning Apocalypse
02 - Unspeakable
03 - Lost
04 - Obedience
05 - The Curtain Fall
06 - In Remembrance
07 - At Loss For Words
08 - Till Dagmar
09 - Still In The Water
10 - The Dark I Walk You Through
11 - I Should
12 - Closure


 Torn (Limited Edition) - 2008

01 - Broken Wings
02 - Soaked
03 - Fear
04 - When Kingdoms Fall
05 - In Confidence
06 - Fail
07 - Numb
08 - Torn
09 - Nothing Is Erased
10 - Still Walk Alone
11 - These Scars
12 - Caught In A Lie


 Glorious Collision - 2011

01 - Leave It Behind Us
02 - You
03 - Wrong
04 - Frozen
05 - Restoring The Loss
06 - To Fit The Mold
07 - Out Of Reach
08 - The Phantom Letters
09 - It Comes From Within
10 - Free
11 - The Disease...
12 - I'm Drowning Alone
13 - ... And The Distance
14 - ... And The Distance (Feat. Carina Englund)


 A Decade And A Half (Compilation) - 2012

CD 01

01 - The Masterplan
02 - Blackened Dawn (Live)
03 - Rulers Of The Mind
04 - A Touch Of Blessing
05 - Frozen
06 - For Every Tear That Falls (Live)
07 - More Than Ever
08 - Blinded
09 - Faith Restored
10 - These Scars
11 - Broken Wings
12 - Words Mean Nothing
13 - Wrong (Live) (Unplugged; Previously Unreleased)

CD 02

01 - The Great Deceiver
02 - Monday Morning Apocalypse
03 - Wrong
04 - Waking Up Blind (Live)
05 - Solitude Within
06 - Recreation Day
07 - Still In The Water
08 - Leave It Behind Us
09 - Fear
10 - When The Walls Go Down (Live)
11 - Frozen (Live) (Unplugged; Previously Unreleased)


 Hymns For The Broken - 2014

01 - The Awakening
02 - King Of Errors
03 - A New Dawn
04 - Wake A Change
05 - Archaic Rage
06 - Barricades
07 - Black Undertow
08 - The Fire
09 - Hymns For The Broken
10 - Missing You
11 - The Grand Collapse
12 - The Aftermath

Bonus CD - Piano Versions

01 - Hyms For The Broken
02 - Barricades
03 - These Scars


 Greatest Hits - 2015

01 - Monday Morning Apocalypse
02 - King Of Errors
03 - Solitude Within
04 - The Great Deceiver
05 - Nosferatu
06 - I'm Sorry
07 - At Loss For Words
08 - Shadowed
09 - Hymns For The Broken
10 - More Than Ever
11 - These Scars
12 - The Aftermath
13 - Words Mean Nothing




domingo, 15 de fevereiro de 2015

Derek Sherinian - Discografia

Derek Sherinian nasceu em 25 de agosto de 1966 em Laguna Beach, Califórnia. A partir do cinco anos de idade passou a fazer aulas de piano, algo que futuramente o ajudaria a conseguir uma bolsa de estudos na Berklee College Of Music, em Boston, onde ele foi o companheiro de quarto do guitarrista Al Pitrelli, que tocaria no Megadeth guitarrista e no Trans-Siberian Orchestra.
Desde então, passou a se dedicar aos teclados e para aumentar seus conhecimentos, estudou com nomes como Mitchel Forman, T Lavitz, Russell Ferrante e Alex Alessandroni.
Após deixar a faculdade, Sherinian fez algumas apresentações ao vivo com o baterista Buddy Miles (ex- Jimi Hendrix e Band Of Gypsies).
O primeiro contato do tecladista com o grande público se deu em 1989, quando foi convidado por Alice Cooper para tocar na turnê do álbum de platina Trash. Após ser muito bem recebido e elogiado, Sherinian se apresentaria com a banda de Alice até 1998.
Nesse período, excursionou também com o Kiss, em 1992, durante a tour do disco Revenge, tocando teclados nos bastidores.
A consagração de Derek Sherinian viria em 1994, quando assumiria o lugar de Kevin Moore no Dream Theater.
Sherinian permaneceu com o Dream Theater até 1999 e deixou sua marca em trabalhos memoráveis como A Change Of Seasons (compacto de 1995) e Falling Into Infinity (1997).
Após deixar o Dream Theater, o tecladista deu início à sua carreira solo, sendo que ainda em 1999, vem seu primeiro disco solo: Planet X. Contando com um time de músicos virtuosos, formado por Brett Garsed (guitarra), Tony Franklin (baixo) e Virgil Donati (bateria), o disco chamaria atenção de instrumentistas e fãs por todo o mundo, com sua mistura e Jazz-Fusion e Rock Progressivo.
O segundo disco, Inertia, viria em 2001 e novamente traria um time com nomes consagrados, sendo eles: Steve Lukather (guitarra, ex-Toto), Zakk Wylde (guitarra), Tom Kennedy (baixo), Tony Franklin (baixo), Jimmy Johnson (baixo), Jerry Goodman (violino) e Simon Phillips (bateria).
Inertia marcaria o início de uma parceria de longa data do tecladista com Simon Phillips, Steve Lukather e Zakk Wylde.
Ainda mais agradável que seu antecessor, o disco vai mais para o Metal Progressivo, o que pode ser explicado pela presença dos músicos que acompanharam Sherinian.
Para o trabalho seguinte, o tecladista voltaria a dar ênfase ao Jazz-Fusion e, além do trio já citado acima, o disco traz presenças marcantes como Billy Sheehan (baixo, Mr. Big), Yngwie Malmsteen (guitarra) e Al Di Meola (guitarra).
Black Utopia, lançado em 2003, recebeu uma série de elogios e se tornou o disco mais bem sucedido da carreira de Sherinian. Nele, está presente a faixa Axis Of Evil, que foi escrita por Sherinian com a colaboração de Eric Singer (Kiss) e que traz um memorável duelo de guitarras entre Zakk e Yngwie.
Um dos grandes méritos de Derek Sherinian foi nunca querer aparecer mais que os demais músicos da banda, algo que dá oportunidade para que todos brilhem.
Seu álbum seguinte, Mythology, de 2004, é outro álbum excelente, no mesmo nível de Black Utopia e tem como novidade as presenças dos guitarristas John Sykes (ex-Tygers Of Pan Tang, Thin Lizzy e Whitesnake) e Allan Holdsworth.
O álbum é bastante diversificado, como demonstra a mistura de Day Of The Dead, com ótima colaboração de Zakk Wylde e Allan Holdsworth.
Blood Of The Snake, de 2006, traz Slash, John Petrucci (Dream Theater) e Brian Tichy. Conta, ainda, com a participação de Billy Idol, que faz os vocais na faixa In The Summertime, algo novo na discografia de Derek.
O disco seguinte, Molecular Heinosity, de 2009, focou no Progressive Metal e foi muito bem e marcou o retorno de Virgil Donati, nas três primeiras faixas.
Em 2011, vem Oceana, seu último álbum até o momento. O disco é o primeiro sem Zakk Wylde desde Inertia. Joe Bonamassa, companheiro de Sherinian no Black Country Communion fez uma participação especial na faixa I Heard That, da qual também é co-autor.
Desde então, o tecladista não lançou nenhum álbum novo, mas mantém sua carreira ativa, sendo que desde 2012, integra o PSMS, projeto que compõe ao lado de Mike Portnoy, Billy Sheehan e Tony MacAlpine.


 Planet X - 1999

01 - Atlantis Part 1. "Apocalypse 1470 B.C."
02 - Atlantis Part 2. "Sea Of Antiquity"
03 - Atlantis Part 3. "Lost Island"
04 - Crab Nebulae
05 - Box
06 - Money Shot
07 - Day In The Sun
08 - State Of Delirium
09 - Space Martini
10 - Brunei Babylon


 Inertia - 2001

01 - Inertia
02 - Frankenstein
03 - Mata Hari
04 - Evel Kneivel
05 - La Pera Loca
06 - Goodbye Porkpie Hat
07 - Astroglide
08 - What A Shame
09 - Rhapsody Intro
10 - Rhapsody In Black


 Black Utopia - 2003

01 - The Fury
02 - The Sons Of Anu
03 - Nightmare Cinema
04 - Stony Days
05 - Starcycle
06 - Axis Of Evil
07 - Gypsy Moth
08 - Sweet Lament
09 - Black Utopia


 Mythology - 2004

01 - Day Of The Dead
02 - Alpha Burst
03 - God Of War
04 - El Flamingo Suave
05 - Goin' To Church
06 - One Way Or The Other
07 - Trojan Horse
08 - A View From The Sky
09 - The River Song


 Blood Of The Snake - 2006

01 - Czar Of Steel
02 - Man With No Name
03 - Phantom Shuffle
04 - Been Here Before
05 - Blood Of The Snake
06 - On The Moon
07 - The Monsoon
08 - Prelude To Battle
09 - Viking Massacre
10 - In The Summertime


 Molecular Heinosity - 2009

01 - Antarctica
02 - Ascension
03 - Primal Eleven
04 - Wings Of Insanity
05 - Frozen By Fire
06 - The Lone Spaniard
07 - Molecular Intro
08 - Molecular Heinosity
09 - So Far Gone


 Oceana - 2011

01 - Five Elements
02 - Mercury 7
03 - Mulholland
04 - Euphoria
05 - Ghost Runner
06 - El Camino Diablo
07 - I Heard That
08 - Seven Sins
09 - Oceana



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Hagbard - Tales of Frost and Flames (EP) (2015)

Banda: Hagbard
Álbum: Tales of Frost and Flames (EP)
Ano: 2015
Gênero: Pagan Folk Metal
Origem: Juiz de Fora, Minas Gerais - Brasil
Membros: Igor Rhein (vocal gutural), Danilo Marreta (guitarra), Rômulo Sancho (baixo), Everton Moreira (bateria) e Gabriel Soares (teclados, vocal limpo e flautas).

Alguns dias antes do lançamento oficial (07/02), cá está o novo EP do Hagbard, banda de Pagan Folk Metal de Juiz de Fora, Minas Gerais: "Tales of Frost and Flames"!
Como é de se esperar, o trabalho está fantástico. O título é uma clara referência à série As Crônicas de Gelo e Fogo, do autor George Martin. Esse maravilhoso trabalho se estende por 17 minutos compreendidos em cinco faixas, sendo uma a introdução, e as outras quatro, canções propriamente ditas.
Gravado em Juiz de Fora, mixado e masterizado por Vincenzo Avallone no Deep Water Recordings na cidade de Salermo, na Itália, e com arte gráfica assinada pelo brasileiro Jobert Mello (que também já desenhou capas de bandas como Primal Fear e Sabaton), o EP tem como ponto central a inspiração em um best-seller que também veio a se transformar em um seriado de TV, claro, Guerra dos Tronos. Essa referência não poderia ter dado mais certo.
Os juiz-foranos apostaram, aqui, em uma abordagem ainda mais épica, mais ambiental e envolvente, a fim de tornar o som mais próximo de algo cinematográfico. É como ouvir a um prólogo de princípio, decorrer, e fim de saga, trazendo imagens dos personagens das Crônicas à sua cabeça e tudo o que já foi feito por eles.
Embora o passo seja um tanto mais lento em comparação com o debut "Rise of The Sea King", de 2013, devido à veia mais ambiental, de jeito nenhum os caras deixam de apostar nos vocais guturais e em um pegada mais agressiva em determinados trechos. Há tempo e momento para tudo, desde passagens em coro mais guerreiro, quanto para passagens agressivas e até mesmo músicas de beleza e calmaria, como "Stormborn Queen", ou de auge de agressividade, como "High As Honor", que finaliza o disco.
Em suma, este é um registro sólido e consistente, da forma como o Hagbard já vem fazendo. Esses caras são uma das bandas brasileiras contemporâneas que mais me amarro, e à medida que montam uma gloriosa discografia, seus trabalhos ficam melhores e eu me torno mais cativado.
Hagbard é a prova que o Metal brasileiro ainda tem muito a oferecer para o mundo. Vivemos uma verdadeira renascença do Metal no Brasil!

01 - Intro
02 - Cursed Dwarf
03 - War For The Dawn
04 - Stormborn Queen
05 - High As Honor

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sábado, 31 de janeiro de 2015

Ancesttral - Discografia

Criado pelos ex-membros do Damage Inc. (Metallica Cover), Alexandre Grunheidt (vocal e guitarra) e Fabrício Ravelli (bateria, ex-Harppia e Hirax), o Ancesttral iniciou sua trajetória em 2003, tendo como proposta uma sonoridade voltada para o Thrash Metal oitentista. Logo juntaram-se a eles o guitarrista Rafael Rocha, também ex-Damage Inc. e o baixista Laerte Carvalho. Com essa formação lançam a demo Demolition Man, ainda em 2003.
A demo foi muito bem recebida e, num momento em que o Thrash Metal andava em baixa, deu mostras de que a vertente ainda podia inspirar e incentivar novos conjuntos.
Apesar da boa repercussão, seus integrantes acabaram partindo para outros projetos. Somente em 2005, Alexandre e Fabrício retomam novamente as atividades do Ancesttral (já com a grafia com dois t) e lançam o compacto Helleluiah, contando com a participação de Eduardo Boccomino (Scars) em alguns solos de guitarra. Helleluiah tem apenas três faixas, mas todas são ótimas mostrando um som que vai na linha de White Zombie e Metallica.
Com Alexandre, Leonardo Brito (guitarra), Renato Canonico (baixo) e Billy Houster (bateria), o Ancestrral dá seu passo definitivo em 2007 com o seu debut, The Famous Unknown.
E o álbum já chama a atenção pela produção extremamente competente, assinada pelos membros do Korzus: Marcelo Pompeu e Heros Trench. Não bastasse isso, as composições são ótimas, todas com bastante energia e os vocais de Alexandre, inspirados claramente em Rob Zombie e James Hetfiled, combinaram perfeitamente com o som do conjunto.
É um trabalho simples e direto, como o bom Thrash deve ser. O disco contou com as participações especiais dos vocalistas Vitor Rodrigues (Torture Squad) em Visual Mask, Roger Lombardi (Goat Love, ex-Sunseth Midnight) em Endless Trip e Paul X (Monster) na brilhante faixa-título.
Eleito um dos melhores discos nacionais do ano, o álbum deixou claro que o Ancesttral era uma realidade e que tinha potencial para ser um dos grandes nomes do país.
Infelizmente, o conjunto passaria cinco anos sem lançar nada novo. Somente em 2012, com Rafael Rosa na bateria, lançaram o compacto Bloodshed And Violence. Na mesma linha do antecessor, o álbum trazia as ótimas faixa-título e Trust, além de um cover interessantíssimo de I do Black Sabbath.
Em 2014, com Denis Grunheidt na bateria, lançam a single What Will You Do?, outra grande faixa e que dá mostras que o próximo álbum pode ser tão bom quanto o primeiro.
Web Of Lies, próximo álbum, tem seu lançamento previsto para 2015.


 Demolition Man (Demo) - 2003

01 - Demolition Man


 Helleluiah (EP) - 2005

01 - Demolition Man
02 - Helleluiah
03 - Feel My Hate


 Lost In Myself (Single) - 2007

01 - Lost In Myself
02 - Demolition Man
03 - Helleluiah
04 - Feel My Hate
05 - Demolition Man (Demo Version 2003)


 The Famous Unknown - 2007

01 - We Kill
02 - Helleluiah
03 - The Famous Unknown
04 - Demolition Man
05 - Endless Trip
06 - Lost In Myself
07 - Hell Is My Home
08 - Put Me Through
09 - Visual Mask
10 - Feel My Hate


 Bloodshed And Violence (EP) - 2012

01 - Bloodshed And Violence
02 - Trust
03 - I (Black Sabbath Cover)


 What Will You Do? (Single) - 2014

01 - What Will You Do?




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Dracula - Discografia

Em todas as eras do Rock e Metal nós tivemos vocalistas que eram icônicos, que representavam aquelas épocas. Não apenas um, mas alguns se destacam em relação aos demais. E se tem alguém que simboliza a cena atualmente, esse cara é o norueguês Jørn Lande e seu inconfundível vocal. Não é exagero considerá-lo um dos melhores vocalistas contemporâneos, se não o melhor.
Sua técnica e jeitão próprios de cantar respondem por si só o porquê de ser um vocalista bem-sucedido, mas sem propaganda, fica difícil alguém ser reconhecido. De falta de propaganda esse cara não morre, pois em todo e qualquer grande projeto, esse monstro está envolvido, principalmente em trabalhos conceituais, que clamam por sua voz. Então, cara... como de praxe, mais um projeto que tem a honra de contar com suas cordas vocais surge, engrossando a lista pessoal de participações do vocalista.
Ao unir forças com o guitarrista também norueguês Trond Holter (ex-Wig Wam), nasce um projeto que alicerça a classe do Hard 'n' Heavy com a classe vampírica que parece saída direto do século XV. Seu nome é bem sugestivo: Dracula.
O resultado de passar o ano de 2014 trabalhando no projeto, que conta também com o baixista Bernt Jansen e o baterista Per Morten Bergseth, pôde ser apreciado em janeiro de 2015 com o lançamento do debut "Swing of Death", através da Frontier Records.
Esse maravilhoso álbum é conceitual e conta a história de Vlad Dracul, o famoso vampiro Drácula, de uma forma interessante, elaborada e moderna, abordando aspectos internos e sentimentais. Isso é notado pela obsessão de Drácula por sentir amor verdadeiro novamente, e enquanto os séculos passam e vai saciando sua sede por sangue, mais sua solidão se intensifica, piorando também sua sede, levando-o à beira da insanidade... Até que encontra Lucy, por quem se apaixona obsessivamente por muito lembrar Mina, seu primeiro amor enquanto ainda humano, antes de vender sua alma ao diabo para se tornar vampiro.
O vampiro, claro, é interpretado por Jørn Lande, que faz duetos em algumas canções com a belíssima voz da Lena Fløitmoen Børresen, que interpreta Lucy e Mina. Lande e Holter foram capazes de confeccionar um projeto de musicalidade sólida e melódica, super puxado para o Hard Rock, lembrando nitidamente aos álbuns solos de Jørn, mas também trazendo elementos de Heavy Metal e muitas atmosferas vampíricas clássicas e dançantes, reforçando a referência a Drácula. As músicas têm força, alternam o melódico ao pesado, com pontuais solos ferozes e impressionantes.
"Swing of Death" é de tal consistência sólida e convincente que com facilidade é uma das coisas mais brilhantes que o ano tem para nos oferecer. Já ouvi muita coisa feita de forma teatral em diversos gêneros, onde os vocalistas não apenas cantam, mas atuam, entram nos personagens tal como um ator se transforma para interpretar seu papel. Mas eu, até agora, não tinha visto isso com o Hard Rock. Um Hard Rock teatral, calcado num básico modelo de Rock Opera. Trabalho lindíssimo, fácil de ouvir e fácil de repetir. Liso, natural, onde nada forçado é sentido. A presença do ilustre Jørn Lande só vem a garantir a qualidade do trabalho. Ou o que esse cara toca vira ouro, ou ele não participa de nada que seja "mais ou menos".


 Swing of Death (2015)

01 - Hands of Your God
02 - Walking On Water
03 - Swing of Death
04 - Masquerade Ball
05 - Save Me
06 - River of Tears
07 - Queen of The Dead
08 - Into The Dark
09 - True Love Through Blood
10 - Under The Gun
11 - Hands of Your God (Exclusive Bonus Track)

domingo, 25 de janeiro de 2015

Daydream XI - Discografia

Sempre defendi que a posição de uma nova banda em relação a qual gênero metálico virão a desempenhar deva ser muito bem pensada, além de muito bem enquadrada dentro das influências pessoais dos músicos e, claro, dentro do seu limite técnico. Para correr, primeiro, precisa saber andar. E se não gosta de correr, simplesmente não corra. Fazer Progressive Metal é uma tarefa bastante difícil em vista da exigência técnica e complexidade composicional, por mais que também encontremos por aí "no mercado" bandas que executem o gênero de forma simplificada. Só que não é fácil. Ou faz algo foda, ou acaba tropeçando e deixando a desejar. Coisa fácil de acontecer nessa área.
Não sei se é chatice minha, mas quando vejo que alguma banda faz Prog de alguma forma, ela se torna mais interessante pra mim. Se for brasileira, desperta mais atenção ainda. Uma banda que une esses dois pontos de interesse é o Daydream XI, banda gaúcha fundada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, no ano de 2005 sob o nome Osmium. Difícil não ficar curioso com o que esses caras são capazes de fazer.
Os caras ficaram conhecidos como Osmium apenas por três anos, pois em 2008 o nome foi alterado para Daydream XI, iniciando, de fato, a etapa atual da banda. Contando com Tiago Masseti no vocal, Cássio de Assis e Marcelo Pereira como guitarristas, Tomás Gonzaga no baixo e Lucas Santos na bateria, já em 2009 lançaram o EP independente intitulado "Humanity's Prologue", contendo quatro amostras do que estavam predispostos a fazer de forma melhor desenvolvida em tempos futuros.
Honestamente, o EP não é impressionante, e isso não tem relação com a qualidade de gravação, que apesar de claramente não ser a nível profissional, é limpíssima. Os gaúchos apresentavam bastante qualidade técnica e consciência sobre a proposta, com composições complexadas, solos velozes, alternâncias de andamentos na harmonia, entrando guitarras mais pegadas, guitarras mais "dançantes", além de violões e guitarras limpas também. Mas careciam de energia, de maturidade, de carisma, principalmente devido ao vocal do Tiago, que era demasiado comportado apesar dos belos drives. Mas não se pode pegar tão pesado com uma banda que está apenas começando e já, com apenas um EP, demonstrava bem que poderiam ainda vir a lançar coisas excelentes. Por isso não me decepcionei. Foi um grande primeiro passo e era questão de apenas dar tempo de lançarem um trabalho completo, como um álbum.
Houve mudança na formação em 2010 com a saída do baterista Lucas Santos e entrada de Bruno Giodano em seu lugar, mas apesar disso, rotatividade de integrantes na formação é incomum até o momento, já que a banda tem formação bem estabilizada.
Com o novo baterista, ainda naquele ano, veio a single "The Guts of Hell", uma faixa que viria a compôr o álbum de estreia, já demonstrando algum avanço na qualidade geral da banda.
Tempos de maior silêncio passaram a seguir enquanto a banda trabalhava no debut. E a julgar pelo próprio, muita dedicação foi doada, muito coração foi empenhado na tarefa. Através da Power Prog Records, os gaúchos lançaram, em 2014, o fodíssimo álbum "The Grand Disguise", disco que pega desprevenido quem os conhecia desde o EP. Trata-se de um trabalho muito mais competente, muito mais inflado, com a energia que carecia o primeiro registro lá trás, em 2009.
"The Grand Disguise" ostenta todos os requisitos necessários para um Progressive Metal de qualidade e moderno: força, velocidade, intensidade, duetos ferozes entre guitarra e teclados. Esbanja qualidade técnica, criatividade em cada passagem. É um álbum plural, mas para perceber essa pluralidade, é necessário prestar atenção e dedicar assimilação. A turbulência da sonoridade, com "muita coisa acontecendo ao mesmo tempo", retarda a assimilação, mas quanto mais se ouve, mais se entende e gosta. E ainda fazem questão de rechaçar a velha falácia de que Prog Metal não tem feeling, sendo que mesmo nas músicas mais agitadas, passagens sentimentais surjam, e ainda os gaúchos nos brindam com faixas cadenciadas e cheias de emoção, como "Alone". E por falar em emoção, ela é muito acrescentada às canções graças ao vocal de Tiago Masseti, que apresenta maior extensão e mais entrega, tornando o Tiago do EP quase irreconhecível. Amadurecimento indiscutível.
Sem dúvida alguma, o disco é digno de uma banda que já tem tempo de estrada, não de uma que está em seu primeiro passo, o que só reforça a qualidade dos músicos envolvidos.
Se você é do tipo que é chegado num Metal Progressivo contemporâneo, com técnica e velocidade instrumental, peso esmagador nas guitarras e vocais em altos tons e versatilidade, essa é uma banda para você, ainda mais pelo fato de ser brasileira. Novamente, é o nosso povo mostrando que aqui também tem Metal de qualidade e que os tempos de ignorar uma banda simplesmente por ser brasileira têm que ter ficado no passado. Vivemos uma era de prosperidade!


 Humanity's Prologue (EP) (2009)

01 - Graveyard of Disgrace
02 - Beyond The Veil
03 - Travel Through Time
04 - Open Minds


 The Grand Disguise (2014)

01 - Keeping The Dream Alive
02 - Like Darkness Rules The Night
03 - Watch Me Rise
04 - The Guts of Hell
05 - The Age of Sadness
06 - Wings of Destruction
07 - About Life and Its Ending
08 - Phoenix
09 - Zero Days
10 - Alone
11 - The Grand Disguise


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Gillan - Discografia

Insatisfeito com os rumos da Ian Gillan Band, o vocalista Ian Gillan resolveu dissolver o conjunto em 1978, dando sequência em sua carreira pós-Deep Purple, com um novo projeto, que levaria apenas o seu sobrenome: Gillan.
Da Ian Gillan Band permaneceu apenas o tecladista Colin Towns, sendo que trouxe os seguintes músicos para o novo conjuto: Steve Byrd (guitarra), Liam Genockey (bateria) e John McCoy (baixo).
Desde o início, o vocalista deixou claro que sua intenção era buscar um som mais voltado para o Rock Progressivo, afastando-se do Jazz-Fusion com Rhythm And Blues dos discos anteriores.
Por questões contratuais, o primeiro disco que sairia ainda em 1978, somente poderia ser lançado no Japão, Austrália e Nova Zelândia. Assim, o álbum homônimo passaria a ser conhecido como The Japanese Album.
Embora o vocalista tenha se esforçado para fazer um som mais voltado para o Rock Progressivo, é possível observar que o debut caminha mais na direção do Hard Rock setentista. O disco foi muito bem recebido e rendeu ao conjunto um contrato com a gravadora Acrobat Records para o lançamento de novos trabalhos no continente europeu.
No Natal de 1978, Ritchie Blackmore convidou Ian Gillan para ingressar no Rainbow, sendo o convite declinado. Ainda assim, Blackmore fez uma participação especial no show do Gillan, sendo a primeira vez que os músicos estavam juntos no palco desde o 1973.
Logo após o lançamento do disco, Liam Genockey deixou o conjunto, dando lugar para Pete Barnacle.
Antes de um novo álbum ser gravado, Byrd foi substituído por Bernie Torme e Barnacle pelo baterista Mick Underwood, ex-colega de Ian Gillan no Episode Six. A inclusão de Bernie trouxe uma nova cara para o conjunto, pois sua veia mais Metal, fez com que o som ficasse mais pesado e contribuiu para uma agressividade maior no trabalho vocal de Ian Gillan.
O primeiro fruto da nova formação foi Mr. Universe, de 1979, disco que trazia algumas faixas retrabalhadas do álbum de estréia e que foi um grande sucesso, tanto de vendas quanto de crítica.
Infelizmente, a ascensão foi prejudicada com a falência da gravadora. 
Era evidente que o conjunto estava embalado pela onda da NWOBHM e isso fez com sua popularidade aumentasse junto aos jovens. Foi nessa época, mais precisamente em 1980, que o Gillan lançaria seu álbum mais marcante: Glory Road, que é um daqueles tesouros escondidos do Metal e que merece ser ouvido com atenção.
Ainda que tenha sido bem recebido pelos fãs ingleses, o conjunto não conseguiu despertar atenção do mercado norte-americano e nem no restante da Europa e na Ásia, o que acabou desmotivando os músicos, pois o retorno financeiro não estava sendo o esperado.
Tal fato acabou contribuindo decisivamente para a saída de Bernie Torme, que ocorreu logo após o lançamento de Future Shock de 1981. Ironicamente, a banda continuava em ótima forma e o disco foi outro grande feito, atingindo o mesmo sucesso de Glory Road.
Ainda que o retorno financeiro pudesse não ser o esperado, com dois grandes álbuns em sequência, Ian Gillan provava que havia vida pós-Purple e que ainda podia lançar trabalhos de qualidade.
Para o lugar de Bernie Torme o escolhido foi Janick Gers (ex-White Spirit) e que tempos depois ingressaria no Iron Maiden. Com Gers, o conjunto gravou o ao vivo Double Trouble,.
Em 1982, vem Magic, último álbum do conjunto. O trabalho não teve o resultado desejado, sendo que a tensão pelos problemas financeiros, aliados à saúde de Ian Gillan (que havia retirado nódulos das cordais vocais), contribuíram para o final do conjunto.
Ian Gillan acabou indo para o Black Sabbath, para a surpresa do restante do conjunto. Bernie Torme e John McCoy juntaram suas forças recentemente no projeto da banda GMT, lançando dois álbuns, um em 2006 e outro em 2009.
Com dois discos do calibre de Glory Road e Future Shock, aliado ao inquestionável talento de Ian Gillan, é difícil entender a razão dessa banda não ter alcançado o estrelato, sendo que parte disso pode ser creditada ao fato de não levaram o conjunto a sério, por ter mais cara de projeto e também em razão de seus grandes trabalhos terem surgido em que o Heavy Metal estava apresentando muita coisa boa em sequencia.


 Gillan (The Japanese Album) - 1978

01 - Street Theatre
02 - Secret Of The Dance
03 - I'm Your Man
04 - Dead Of Night
05 - Fighting Man
06 - Message In A Bottle
07 - Not Weird Enough
08 - Bringing Joanna Back
09 - Abbey Of Thelema
10 - Back In The Game
11 - Vengeance
12 - Move With The Times
13 - Sleeping On The Job
14 - Roller


 Mr. Universe - 1979

01 - Second Sight
02 - Secret Of The Dance
03 - She Tears Me Down
04 - Roller
05 - Mr. Universe
06 - Vengeance
07 - Puget Sound
08 - Dead Of Night
09 - Message In A Bottle
10 - Fighting Man
11 - On The Rocks (Live)
12 - Bite The Bullet (Live)
13 - Mr. Universe (Live)
14 - Vengeance (Live)
15 - Smoke On The Water (Live)
16 - Lucille (Live)


 Glory Road - 1980

01 - Unchain Your Brain
02 - Are You Sure?
03 - Time And Again
04 - No Easy Way
05 - Sleeping On The Job
06 - On The Rocks
07 - If You Believe Me
08 - Running, White Face, City Boy (Towns)
09 - Nervous
10 - Your Mother Was Right
11 - Redwatch
12 - Abbey Of Thelema
13 - Trying To Get To You
14 - Come Tomorrow
15 - Dragon's Tongue
16 - Post-Fade Brain Damage


 Future Shock - 1981

01 - Future Shock
02 - Right Ride Out Of Pheonix
03 - (The Ballad Of) The Lucitania Express
04 - No Laughing In Heaven
05 - Sacre Bleu
06 - New Orleans
07 - Bite The Bullet
08 - If I Sing Softly
09 - Don't Want The Truth
10 - For Your Dreams
11 - Nightmares (A-Side Single)
12 - Bite The Bullet (Live B-Side Single)


 Double Trouble (Live) - 1981

01 - I'll Rip Your Spine Out
02 - Restless
03 - Men Of War
04 - Sunbeam
05 - Nightmare
06 - Hadely Bop Pop
07 - Life Goes On
08 - Born To Kill
09 - No Laughing In Heaven
10 - No Easy Way
11 - Trouble
12 - Mutually Assured Destruction
13 - If You Believe Me
14 - New Orleans

 Magic - 1982

01 - What's The Matter
02 - Bluesy Blue Sea
03 - Caught In A Trap
04 - Long Gone
05 - Driving Me Wild
06 - Demon Driver
07 - Living A Lie
08 - You're So Right
09 - Living For The City
10 - Demon Driver (Reprise)
11 - Breaking Chains
12 - Fiji
13 - Purple Sky
14 - South Africa
15 - John
16 - South Africa (Extended 12 Version)
17 - Helter Skelter
18 - Smokestack Lightning


 Live At The BBC, 79-80 - 1999

CD 01

01 - Interview With Ian Gillan
02 - Sleeping On The Job
03 - Mr. Universe
04 - Dead Of Night
05 - Roller
06 - Vengeance
07 - Smoke On The Water
08 - Secret Of The Dance
09 - Sleeping On The Job
10 - Mr. Universe
11 - Dead Of Night
12 - Vengeance

CD 02

01 - Unchain You Brain
02 - Are You Sure?
03 - Mr. Universe
04 - No Easy Way
05 - Trouble
06 - If You Believe Me
07 - On The Rocks
08 - Nervous
09 - Running White Face City Boy
10 - Vengeance
11 - Lucille
12 - Interview With Ian Gillan
13 - If You Believe Me