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sábado, 18 de abril de 2015

Tank - Discografia

Em 1980 surgia em Londres, Inglaterra, mais um conjunto que faria parte do histórico movimento da NWOBHM, era o Tank. Unindo o Heavy Metal Tradicional com influências do Punk RockAlgy Ward (vocal e baixo), Peter Brabbs (guitarra) e Mark Brabbs (bateria), o Tank lançaria quatro singles, até que, em 1982, sairia o primeiro álbum, o lendário Filth Hounds Of Hades. O álbum se tornaria um símbolo da NWOBHM, sendo considerado um dos melhores do movimento e agradou tanto aos fãs de Metal, quanto aos fãs do Punk e aos críticos da época. Faixas como Shellshock, Run Like Hell e a faixa-título se tornaram hinos da banda e estiveram presentes em praticamente todo os seus shows.
Ainda em 1982, viria o segundo álbum, o também icônico Power Of The Hunter, que manteve a mesma sonoridade do disco anterior, mas as faixas não mostram a mesma inspiração e energia do primeiro lançamento. Apesar disso, há ótimos momentos em Bitting And Scratching, Some Came Running, Used Leather (Hanging Loose) e Walking Barefoot Over Glass.
Em 1983, o Tank tornou-se um quarteto com o ingresso do guitarrista Mick Tucker (ex-White Spirit). Com essa formação, lançam This Means War (1983) que apresentou significativas mudanças na sonoridade do conjunto, as quais podem ser atribuídas ao ingresso de um segundo guitarrista, o que tornou o som mais melódico, mais focado do Heavy Metal e mais afastado da pegada Punk, praticada por conjuntos como o Motörhead, com o qual eram comparados.
E o Tank se reinventou com maestria, pois já não bastasse a faixa-título, que se tornaria um dos maiores símbolos do conjunto, o álbum ainda nos brindas com petardos como Laughing In The Face Of Death, (If We Go Down) We Go Down Fighting e Echoes Of A Distant Battle, todas vibrantes e com grande destaque para o trabalho de guitarras, que embora traga riffs simples, os mesmos são bastante eficientes e combinam bem com o som do Tank.
Após o lançamento do álbum, o Tank dá uma pequena pausa e passa por um período de reestruturação. Com isso, anunciam uma nova formação, com Algy Ward, Mick Tucker e os novatos Cliff Evans (guitarra) e Graeme Crallan (bateria).
Já em 1984 vem o álbum Honour & Blood, que apesar das mudanças na formação, seguiu a mesma linha de This Means War, com faixas calcadas no Heavy Melódico, abordando a guerra como tema principal. O destaque fica para o brilhante trabalho vocal de Ward, um dos melhores de sua carreira. Nesse disco também há um cover exótico de Chain Of Fools, hit de 1967 na voz de Aretha Franklin.
Em 1985Gary Taylor assume o posto de baterista do Tank. Dois anos depois, a banda lança o álbum homônimo, já sem o brilho dos trabalhos anteriores.
Steve Clarke ingressa no Tank em 1989, no lugar de Gary Taylor, porém sua passagem é rápida, pois ainda naquele ano, a banda encerra suas atividades em decorrência dos fracassos financeiros e das mudanças na formação.
Em 1997, Ward reativa o conjunto para uma série de apresentações ao vivo pela Europa e Japão, acompanhado pelos velhos parceiros Mick Tucker e Cliff Evans nas guitarras. Steve Hopgood passou a ser baterista. No ano seguinte vem o ao vivo The Return Of The Filth Hounds
Já em 2002, lançam um novo disco de estúdio, Still At War, que agradou os fãs do conjunto, pois trazia tudo o que Tank tinha de melhor, com bons riffs, os vocais característicos de Ward e a temática calcada na guerra. Ainda que as composições não tenham o mesmo nível dos clássicos dos anos 80, o disco demonstrou que os membros eram capazes de trazem de volta aquele clima dos tempos áureos da banda.
O retorno fulminante e o lançamento de Still At War deixaram os fãs animados acerca do futuro do Tank, mas naquele momento não poderiam imaginar que aquele seria o último trabalho com a presença de Ward, Tucker e Evans juntos.
Em 2006, Ward informou que o Tank estava trabalhando em um novo álbum, Sturmpanzer, mas que não havia uma previsão para o seu lançamento.
Foi nessa época que ocorreu um "racha" entre os músicos, com Ward indo para um lado e Tucker e Evans para outro.
Tal situação gerou dúvidas em relação à continuidade do Tank, mas a dupla de guitarristas anunciou que o conjunto continuaria e recrutaram o ex-batertista original Mark Brabbs, o ex-baixista do Bruce Dickinson,  Chris Dale e para os vocais, Algy Ward foi substituído pelo ex-vocalista do Rainbow, Doogie White
Algy Ward não deixa por menos e anuncia sua própria formação do Tank, momento em que cria-se uma enorme confusão, com duas formações levando o nome do conjunto.
Logo após a reunião da formação de Tucker e Evans, Dave "Grav" Cavill, assume as baquetas no lugar de Mark Brabbs.
E o primeiro tiro (para não fugir da temática do conjunto) seria dado pela dupla de guitarristas, com War Machine, lançado em 2010.
Com um time repleto de músicos experientes para acompanhar a ótima performance de Doogie White, War Machine mostrou-se uma grande surpresa, pois apresenta o Tank de sempre, com uma voz mais melódica, que deu uma nova roupagem para a banda! Com belas composições, algumas com muito peso, outras mais melódicas e até uma bela balada (After All), o disco traz como destaques as ótimas Great Expectations, After All, My Insanity, Judgment Day, War Machine e World Without Pity. War Machine é mais uma aula para aqueles que procuram entender o que foi/é a NWOBHM.
Para o disco seguinte do Tank de Tucker e Evans, o posto de baterista passou por uma nova mudança, com o ingresso de Steve Hopgood, que retornava ao conjunto.
Com esse time veio War Nation, de 2012, que segue na mesma linha do anterior, com destaque para a performance soberba do grande Doogie White, que em algumas passagens lembra o saudoso Dio. A faixa-título abre o trabalho de maneira magistral, o qual ainda é contemplado pelas geniais Hammer And Nails, Don't Dream In The Dark, Grace Of God,  Wings Of HeavenState Of Union.
Em 2015, o time de Tucker e Evans lançará um novo álbum, previsto para o mês de junho e que se chamará Valley Of Tears.
Enquanto isso, Ward lançou o disco Breath Of The Pit em 2013, no qual figura como único membro e que não atingiu o mesmo resultado do Tank da "concorrência". Ward também informou que lançará um álbum em 2015 e será o tal Sturmpanzer, no qual disse estar trabalhando desde antes da separação do conjunto.


 Filth Hounds Of Hades - 1982

01 - Shellshock
02 - Struck By Lightning
03 - Run Like Hell
04 - Blood Guts And Beer
05 - That's What Dreams Are Made Of
06 - Turn Your Head Around
07 - Heavy Artillery
08 - Who Needs Love Songs
09 - Filth Hounds Of Hades
10 - Stormtrooper

 Power Of The Hunter - 1982

01 - Walking Barefoot Over Glass
02 - Pure Hatred
03 - Biting And Scratching
04 - Some Came Running
05 - T.A.N.K
06 - Used Leather (Hanging Loose)
07 - Crazy Horses (The Osmonds Cover)
08 - Set Your Back On Fire
09 - Red Skull Rock
10 - Power Of The Hunter
11 - Oh, What A Beautiful Morning
12 - Crazy Horses (Different To Album Version)
13 - Filth Bitch Boogie

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 This Means War - 1983

01 - Just Like Something From Hell
02 - Hot Lead Cold Steel
03 - This Means War
04 - Laughing In The Face Of Death
05 - (If We Go) We Go Down Fighting
06 - I (Won't Ever Let You Down)
07 - Echoes Of A Distant Battle
08 - Man Who Never Was (Bonus)
09 - Whichcatchewedmycuckoo (Bonus Track)
10 - Swapiyayo (Bonus Track)

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 Honour & Blood - 1984

01 - The War Drags Ever On
02 - When All Hell Freezes Over
03 - Honour And Blood
04 - Chain Of Fools
05 - W.M.L.A
06 - Too Tired To Wait For Love
07 - Kill
08 - The Man That Never Was

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 Armour Plated (Compilation) - 1985

CD 01

01 - Don't Walk Away
02 - Power Of The Hunter
03 - Run Like Hell
04 - Filth Hounds Of Hades
05 - (He Fell In Love With A) Stormtrooper
06 - Red Skull Rock
07 - The Snake
08 - Who Needs Love Songs
09 - Steppin' On A Landmine
10 - Turn Your Head Around

CD 02

01 - Crazy Horses
02 - Some Came Running
03 - Hammer On
04 - Shellshock
05 - That's What Dreams Are Made Of (T.W.D.A.M.O)
06 - Biting And Scratching
07 - Used Leather (Hanging Loose)
08 - Blood, Guts And Beer
09 - Filth Bitch Boogie
10 - T.A.N.K. (Instrumental)

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 Tank - 1987

01 - Reign Of Thunder
02 - March On, Sons Of Nippon
03 - With Your Life
04 - None But The Brave
05 - The Enemy Below
06 - Lost
07 - (The Hell They Must) Suffer
08 - It Fell From The Sky

 The Return Of The Filth Hounds (Live) - 1998

01 - This Means War
02 - Echoes Of A Distant Battle
03 - T.W.D.A.M.O.
04 - And Then We Heard The Thunder
05 - Don't Walk Away
06 - Honour And Blood
07 - Power Of The Hunter
08 - Shellshock
09 - In The Last Hours Before Dawn (Bonus Track)
10 - And Then We Heard the Thunder (Bonus Track)


 British Steel - Heavyweights Of Metal Live & Loud (Split CD) - 1998

01 - Girlschool - C'mon Let's Go!
02 - Girlschool - Emergency
03 - Girlschool - Take It All Away
04 - Angel Witch - White Witch
05 - Angel Witch - Angel Of Death
06 - Angel Witch - Angel Witch
07 - Tank - Echoes Of A Distant Battle
08 - Tank - This Means War
09 - Tank - That's What Dreams Are Made Of
10 - Samson - Red Skies
11 - Samson - Drivin' With ZZ!
12 - Samson -  Riding With The Angels


 War Of Attrition, Live '81 - 2001

01 - Shellshok (Live 1981)
02 - Steppin' On A Landmine (Live 1981)
03 - Blood Guts And Beer (Live 1981)
04 - Run Like Hell (Live 1981)
05 - Don't Walk Away (Live 1981)
06 - Filth Hounds Of Hades (Live 1981)
07 - Stormtrooper (Live 1981)
08 - The Snake (Live 1981)
09 - Shellshock (Demo)
10 - Run Like Hell (Demo)
11 - Blood Guts And Beer (Demo)
12 - Hammer On (Radio Session)
13 - Don't Walk Away (Radio Session)
14 - Heavy Artillery (Radio Session)
15 - T.W.D.A.M.O. (Live 1982)
16 - Blood Guts And Beer (Live 1982)
17 - Too Tired To Wait For Love (Demo)

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 Still At War - 2002

01 - Still At War
02 - T.G.N.I.D.
03 - Light The Fire (Watch'em Burn)
04 - The World Awaits
05 - And Then We Heard The Thunder
06 - In The Last Hours Before Dawn
07 - Conspiracy Of Hate
08 - When The Hunter Becomes The Hunted
09 - Return Of The Filth Hounds
10 - The Blood's Still On Their Hands
11 - The Fear Inside
12 - C-Ing Dub-All
13 - Still At War (Single Mix)

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 Live And Rare (Compilation) - 2007

01 - Shellshock
02 - Steppin' On A Landmine
03 - Blood, Guts And Beer
04 - Run Like Hell
05 - Don't Walk Away
06 - Filth Hounds Of Hades
07 - Stormtrooper
08 - The Snake
09 - Shellshock
10 - Run Like Hell
11 - Blood, Guts And Beer
12 - Echoes Of A Distant Battle
13 - This Means War
14 - T.W.D.A.M.O.
15 - Don't Walk Away

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 War Machine - 2010

01 - Judgement Day
02 - Feast Of The Devil
03 - Phoenix Rising
04 - War Machine
05 - Great Expectations
06 - After All
07 - The Last Laugh
08 - World Without Pity
09 - My Insanity

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 War Nation - 2012

01 - War Nation
02 - Song Of The Dead
03 - Hammer And Nails
04 - Don't Dream In The Dark
05 - Grace Of God
06 - Dreamer
07 - Justice For All
08 - Wings Of Heaven
09 - State Of The Union
10 - Hard Road
11 - War Machine (Demo Bonus Track)
12 - Feast Of The Devil (Live Bonus Track)
13 - Wasting My Life Away (Acoustic Bonus Track)

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 Breath Of The Pit - 2013

01 - Breath Of The Pit
02 - T-34
03 - Kill Or Be Killed
04 - Healing The Wounds Of War
05 - Stalingrad (Time Is Blood)
06 - Victim
07 - Crawl Back Into Your Hole
08 - Retribution
09 - Conflict Primeval
10 - Circle Of Willis




quarta-feira, 15 de abril de 2015

Ministério da Discórdia - Discografia

O bom e velho Heavy Metal cantado em português é uma coisa realmente rara. O que não é estranho, afinal, ouvimos a grande maioria das bandas em inglês e a língua tem maior poder de alcance e de transmissão de mensagem no mundo de hoje. Mas nem todas as bandas se rendem à ideia de "abraçar o mundo". Preferem cantar na nossa língua mesmo, fazendo música em português, para brasileiros, valorizando nossa língua.
Geralmente dizem que Metal em português não combina, mas isso é questão de costume, além, claro, da competência dos compositores. O Ministério da Discórdia é uma excelente banda que tem como maiores atrativos a execução de um versátil e consistente Heavy Metal - que se abre a outras influências tão puras quanto - e a naturalidade das letras compostas em português. Elas são bastante interessantes, com construções, emoções e pensamentos que trazem à nossa memória as bandas mais tradicionais de nosso país, versando sobre conflitos políticos, ideológicos, culturais e religiosos. Coisa nesse calibre é bem incomum atualmente!
Jovens e inspirados, os músicos Maurício Sabbag (vocal e guitarra, também conhecido atualmente por ser frontman do Armahda), Rodrigo Vooren (baixo) e Inácio Nehme (bateria) fundaram o Ministério da Discórdia em 2007 na maior metrópole da América Latina: São Paulo.
Os primeiros anos foram marcados pela composição de material autoral e por shows, através dos quais intercalavam suas músicas próprias com covers do Black Sabbath, notavelmente a maior influência do conjunto. Após concluir um número suficiente de músicas, os paulistanos entraram no estúdio e lançaram, no fim de 2013, o primeiro álbum de estúdio, autointitulado.
Gravado no estúdio Su Dio Latitude em São Paulo e mixado, masterizado e produzido por Elias Aftim e pela própria banda, "Ministério de Discórdia" é um álbum cujo resultado, embora seja seco e objetivo, não causa uma audição exaustiva. Pelo contrário: contando com as duas faixas bônus ("Me Deixe Sair" e "Duas da Manhã"), transcorre por 52 minutos de duração que parecem ser mais curtos que isso.
Se você é fã de Black Sabbath, essa é a banda certa. O Heavy Metal praticado aqui contém diversas cadências arrastadas e pesadamente distorcidas, em clara referência aos britânicos, tornando o som nostálgico. Às vezes beira o Stoner. Até os solos são a caráter. Uma das canções mais "sabbáticas" é "Como Previsto".
Mas não ficam só por aí; também, com frequência, pegam ritmo e o instrumental se converte em beiradas de Thrash Metal, ou, dependendo da música, o ritmo flerta cheio de interesse com o Punk Rock, como em "Malditos Sejam Todos".
Já o vocal de Maurício não canta grave como o instrumental, mas sim nos mesmo moldes do Armahda: alto, com drives. Por vezes mais comportados e, por vezes, aplicando raça. Um exemplo de vocal energético e abuso de drives é a faixa "Neandertal", que tem ritmo veloz e galopado, exceto no fim do refrão, quando se converte em cadência á lá Black Sabbath. Maurício complementa com excelência esse instrumental marcante e dá vida a refrões de personalidade, que só melhoram se ouvidos mais vezes e com atenção. Trabalho excelente e muito bem estruturado mesmo!
Após o lançamento, o baixista Rodrigo Vooren deixou a banda, cedendo vaga para Carlos Botelho, amigo de data da dupla remanescente e companheiro de trabalhos passados. Atualmente o power trio prepara o material para a gravação e lançamento do segundo álbum de estúdio.
Mas sabia que vocês podem dar um grande apoio à banda sem precisar desembolsar muito? O álbum custa apenas R$ 10,00 e está disponível na loja Aqualung (situada na Galeria do Rock), nos shows e, claro, também online através do e-mail fornecido mais abaixo ou Facebook. Vamos dar esse apoio, galera, pois a banda é independente e faz um som difícil de não gostar! São excelentes mesmo!

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SHOWS & IMPRENSA:
E-mail: ministeriodadiscordia@gmail.com


 Ministério da Discórdia (2013)

01 - Banco dos Réus
02 - Malditos Sejam Todos
03 - Jornada
04 - Ministério da Discórdia
05 - Memória
06 - Paraíso do Terror
07 - Como Previsto
08 - Amém
09 - Neandertal
10 - Me Deixe Sair (Faixa Bônus)
11 - Duas da Manhã (Faixa Bônus)


domingo, 12 de abril de 2015

Cacophony - Discografia

É ouvindo músicas como as do Cacophony que comprovamos que o Metal é um desmembramento da Música Erudita. É assim que vemos com clareza a virtuosidade de determinados músicos, que se o Metal fosse o primeiro estilo musical de todos os tempos, os caras seriam considerados grandes compositores e instrumentistas de todos os tempos, com ainda mais ênfase do que já são. E tudo isso é aguçado pela própria veia clássica introduzida nas canções. É um espetáculo de técnica, de classe, de velocidade, de habilidade.
Palavras fortes como essas definem o que é o Cacophony. Fora os rótulos: uma combinação de Shred, Progressive Metal - com todo o exibicionismo que ambos os gêneros têm a oferecer - e elementos Neoclássicos. Se você não os conhece, talvez pareça nome de banda de Death Metal, mas é bem longe disso!
Pode até ser que você nunca tenha mesmo ouvido falar do Cacophony, mas com certeza ouviu muito falar dos fundadores: a dupla de guitarristas-prodígio Marty Friedman e Jason Becker. Entre os dois, Friedman é mais conhecido, principalmente por, em tempos póstumos, ter integrado o line-up do Megadeth por nove anos.
A banda iniciou suas atividades no ano de 1986 em São Francisco, Califórnia. Rapidamente em 1987, com a formação composta, além dos dois guitarristas fundadores, por Peter Marrino no vocal e Atma Anur nas baquetas, chegou o primeiro álbum completo. Lançado através da Shrapnel Records, "Speed Metal Symphony" é um verdadeiro espetáculo de exibicionismo, talento, e técnicas para deixar o ouvinte estarrecido. Peter possui vocal firme com grande exploração de drives e facilidade para elevar os tons. Enquanto ele canta, a base instrumental é um Heavy Metal tradicional que casa perfeitamente com sua voz e com a própria década. Mas quando Friedman e Becker entram nos solos, é apavorante a velocidade das notas e as frequentes escalas, fora o fato de que as guitarras solam juntas, em perfeita sincronia. A musicalidade é aliada a elementos Neoclássicos que deixam o instrumental com um ar erudito, estreitando os laços com a música de alta classe. O álbum é lindo e todo o trabalho justifica a nona posição na lista de dos dez melhores álbuns de Shred de todos os tempos, elaborada em 2009 pela revista Guitar World.
Um ano mais tarde a banda passa a contar com um baixista fixo chamado Jimmy O'Shea, e com um novo baterista, Deen Castronovo. Com isso, mais uma obra fantástica é lançada pelo mesmo selo: "Go Off!". Os caminhos trilhados pelo disco anterior são mais ou menos seguidos aqui, mas com mais diversidade, como uso de guitarras limpas e violões e sons ambiente. Peter Marrino também canta com mais ira. Certamente, trata-se de mais um show de trabalho exibicionista de guitarras que alternam e se sincronizam de momentos a momentos.
Uma pena que o tempo de vida do Cacophony tenha sido tão curto. Três anos após o início das atividades, as mesmas foram encerradas. Cada um seguiu, então, seu próprio rumo solo que já haviam começado a trilhar. Ambos lançaram em 1988 seus próprios álbuns, solo, "Dragon's Kiss" e "Perpetual Burn", respectivamente de Marty Friedman e Jason Becker.
Em 1990, Friedman ingressaria na banda de Dave Mustaine e permaneceria até 1999, tempo suficiente para lançar cinco álbuns de estúdio, dentre os quais três são verdadeiras obras primas: "Rust In Peace" em 1990, "Countdown To Extinction" em 1992 e "Youthanasia" em 1994. Por outro lado, Jason Becker ingressaria na banda solo de David Lee Roth (vocalista do Van Halen) em 1989 mas permaneceria somente até 1991, participando apenas do álbum "A Little Ain't Enough", que saiu no mesmo ano de seu desligamento forçado com a banda devido ao início dos sintomas de esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa que o roubou a capacidade de tocar guitarra, e mais ,posteriormente de se mover e até mesmo falar. Um fim de carreira trágico para alguém tão virtuoso.
Embora viva em cadeiras de rodas atualmente, Jason Becker é um exemplo de teimosia e persistência. Não desistiu de sua maior paixão, que é a música, por isso continuou compondo e até mesmo lançando álbuns solo, graças à ajuda de parentes, amigos, e, claro, da tecnologia de um computador. Seu corpo pode ter perdido suas capacidades de locomoção, mas sua mente ainda é intacta.
Marty Friedman e Jason Becker nos deixaram dois álbuns maravilhosos antes de suas vidas tomarem rumos distintos. Toda a classe se resume em 15 faixas que valem muito a pena serem ouvidas, principalmente se você aprecia solos velozes e apelativos como essas duas feras eram capazes de executar juntas.


 Speed Metal Symphony (1987)

01 - Savage
02 - Where My Fortune Lies
03 - The Ninja
04 - Concerto
05 - Burn The Ground
06 - Desert Island
07 - Speed Metal Symphony


 Go Off! (1988)

01 - X-Ray Eyes
02 - E.S.P.
03 - Stranger
04 - Go Off!
05 - Black Cat
06 - Sword of The Warrior
07 - Floating World
08 - Images


sábado, 11 de abril de 2015

Sanctuary - Discografia

O mundo musical tão injusto quanto o meio profissional, não é? Não importa o quão bom você seja, se não tiver o contato certo, alavancar sua carreira fica bastante complicado. Existem tantas talentosas bandas espalhadas pelo mundo inteiro escondidas sob a negra camada do desconhecimento que não vêm à luz, muitas vezes, por falta de que a pessoa certa os descubra. Em contrapartida, tem outras que têm esse contato primordial, e, aí sim, tudo começa a dar certo.
Não há dúvidas de que o Sanctuary é um nome conhecido entre os fãs do sensacional Nevermore. Afinal, pode-se dizer que a primeira é o embrião da segunda. A qualidade de ambas as bandas é indiscutível, mas talvez o Nevermore nunca viesse a existir se o Sanctuary não tivesse crescido graças ao impulso de alguém influente que atende pelo nome de Dave Mustaine (Megadeth).
Foi em Seattle, no estado de Washington, Estados Unidos, que o quinteto Warrel Dane (vocal), Lenny Rutledge (guitarra), Sean Blosl (guitarra), Jim Sheppard (baixo) e Dave Budbill (bateria) deu início a esse fodaço nome do Heavy Metal, no ano de 1985.
Não demorou para a primeira demonstração do trabalho dos caras surgir sob a forma de uma demo em 1986, com o simples nome de "1986 Demo". Foi aí que o vocalista e guitarrista Dave Mustaine os descobriu e, por ter gostado tanto do som, decidiu ajudá-los. Mustaine conseguiu fazer com que a banda assinasse o primeiro contrato profissional, com a CBS/Epic Records, viabilizando o lançamento do vindouro debut em mais ampla escala.
Foi então que a banda entrou em estúdio e gravou o maravilhoso álbum "Refuge Denied", lançado em novembro de 1987 e produzido por Dave Mustaine. A juventude dos rapazes é muito bem refletida na musicalidade: é empolgante, pegada, as linhas de composição de instrumental e voz são criativas e imprevisíveis e os solos são lindos. Warrel Dane ainda tinha uma voz vívida que une agudos e drives, química perfeita para o Heavy Metal à moda antiga praticado aqui. O conjunto da obra lembra muito ao Judas Priest, em positiva comparação. Dave Mustaine então os levou para a estrada junto do Warlock para abrir os shows do Megadeth.
Assim que a turnê terminou, o Sanctuary voltou ao estúdio para a gravação de mais um álbum. Agora produzido por Howard Benson (que mais tarde também produziria para Motörhead, Sepultura e Apocalyptica), é a vez da chegada de "Into The Mirror Black" em 1989 (e 1990 nos Estados Unidos), mais um trabalho fantástico nos mesmos moldes do antecessor, porém, com mais riqueza em solos, que são simplesmente maravilhosos, além de maior equilíbrio na musicalidade, não sendo inteiramente pegado e pesado, mas também dando espaço para certa cadência e harmonia.
Mais uma turnê de divulgação aconteceu após o lançamento, agora tocando lado a lado com bandas como Death Angel, Forbidden e Fates Warning.
Em 1990, a Epic Records lançou o EP "Into The Mirror Live/Black Reflections", contendo registros ao vivo da turnê do disco, mas com números bem limitados.
Já próximo do fim da turnê, em 1991, o guitarrista Sean Blosl provocou a primeira baixa da formação. Foi aí que um jovem e talentoso guitarrista chamado Jeff Loomis ouviu falar dessa baixa e enviou uma fita demo ao Sanctuary, na esperança de se tornar o substituto. Loomis foi contratado, mas não como membro oficial, e sim como guitarrista de turnê, ao invés disso, até porque a banda não tinha intenções de fazer com que ele ficasse muito tempo, provavelmente pela mesma falta de experiência que o impediu de se juntar ao Megadeth em 1987 após a demissão de Chris Poland. É uma pena que apenas dois meses após a chegada de Loomis, com o fim da turnê, o Sanctuary tenha encerrado suas atividades.
O motivo do fim de tudo havia sido uma briga com a Epic Records, que exigia que a banda passasse a tocar Grunge para se adequar ao mercado musical dominante dos anos 90, mas os caras não concordaram com a mudança de direcionamento.
Com o fim do Sanctuary, mas com a vontade de seguir fazendo música intacta, o vocalista Warrel Dane, o baixista Jim Sheppard e o novo guitarrista Jeff Loomis formaram o sensacional Nevermore em 1992, banda pela qual adquiririam grande respeito e amadurecimento. Já o guitarrista Lenny Rutledge se tornou produtor musical e construiu seu próprio estúdio.
Muitos anos se passaram desde então. Com o Nevermore, sete álbuns de estúdio, um ao vivo, um EP e uma compilação foram lançados ao longo de dezoito anos de uma grandiosa carreira. Porém, esta também acabou começando a desandar, provocando um hiato em 2010.
Essa brecha acabou sendo aproveitada em forma de reunião entre quatro membros originais do Sanctuary: o vocalista Warrel Dane, o guitarrista Lenny Rutledge, o baixista Jim Sheppard e o baterista Dave Budbill. A intenção era realizar alguns shows de reunião, apenas para tocar as canções dos dois primeiros discos. Jeff Loomis também integrou a formação como segundo guitarrista, mas novamente, de forma extra-oficial. Os shows foram tão bem-sucedidos, com tamanha aceitação, que os caras se sentiram motivados a reativar definitivamente o Sanctuary naquele ano.
Ainda em 2010, o selo IronBird Records aproveitou a deixa e compilou os dois primeiros álbuns em um único lançamento duplo, para já ir esquentando os ouvidos dos headbangers com o que a banda fazia antes do Nevermore.
Em 2011, infelizmente Jeff Loomis decidiu deixar o Sanctuary e o Nevermore ao mesmo tempo. A banda chegou a contar com o substituto Shannon Sharp, mas não ficou muito tempo. A seguir veio Brad Hull, um excelente guitarrista que já havia sido membro de turnê da banda em 1991. Dessa vez voltou como membro oficial.
No início de 2013 um contrato com a Century Media foi assinado. Enquanto isso, shows eram apresentados e Lenny vinha tomando a liberdade de escrever trechos de músicas que estavam empolgando de verdade os demais membros, fazendo-os considerar com cada vez mais seriedade a gravação de um novo álbum.
A concretização dessa ideia foi finalmente lançada com muito clamor em outubro de 2014. O álbum "The Year The Sun Died" não apenas traz uma capa linda, mas também uma sonoridade de respeito, pesada, com produção de alta qualidade e moderna. A musicalidade é intencionalmente bem diferente dos dois primeiros álbuns. Agora apresentam uma fodíssima linha de Groove Metal com alguns pitacos de Progressive Metal, com toda certeza resquícios involuntários do Nevermore. O instrumental é profundo e entorpecente ao mesmo tempo em que é pesado. Bem viajado. Os solos são lindos, combinando velocidade e feelings que são aguçados pelos efeitos do reverb. Warrel Dane canta como cantava no Nevermore, com a voz mais grave, embora em tom alto. Aqueles antigos agudos são muito pouco explorados. Aparecem apenas em alguns backing vocals. Em suma, um disco diferente, mais parecido com a banda anterior, porém, ao nível que o Sanctuary merece. Como brinde tem até mesmo uma faixa bônus "Waiting For The Sun", sensacional cover do The Doors, mas totalmente repaginada para o estilo da banda. Puta álbum! Merece ser ouvido.
Outra baixa no line-up acontece em 2015 devido a saída do guitarrista Brad Hull. Ele foi substituído por Nick Cordle (ex-Arch Enemy), mas apenas como guitarrista ao vivo. Portanto, por enquanto, o Sanctuary segue oficialmente como um quarteto.
A qualidade do Sanctuary é indiscutível. É banda para viciar. Certamente muitos os conhecem e sabem do que são capazes. Enquanto o Nevermore encerrou definitivamente suas atividades em 2015 por meio de uma nota emitida pelo Sanctuary, esta última segue mais viva que nunca, e a expectativa é de lançamento de mais álbuns. Até agora não falharam, logo, um vindouro disco pode novamente ser fodaço.


 1986 Demo (Demo) (1986)

01 - I Am Insane
02 - Incubus


 Refuge Denied (1987)

01 - Battle Angels
02 - Termination Force
03 - Die For My Sins
04 - Soldiers of Steel
05 - Sanctuary
06 - White Rabit
07 - Ascension To Destiny
08 - The Third War
09 - Veil of Disguise


 Into The Mirror Black (1989)

01 - Future Tense
02 - Taste Revenge
03 - Long Since Dark
04 - Epitaph
05 - Eden Lies Obscured
06 - The Mirror Black
07 - Seasons of Destruction
08 - One More Murder
09 - Communion


 Into The Mirror Live/Black Reflections (EP) (1990)

01 - Future Tense
02 - Long Since Dark (Live)
03 - Battle Angels (Live)
04 - One More Murder (Live)
05 - White Rabbit (Jefferson Airplane Cover) (Live)
06 - Taste Revenge (Live)


 The Year The Sun Died (2014)

01 - Arise and Purify
02 - Let The Serpent Follow Me
03 - Exitium (Anthem of The Living)
04 - Question Existence Fading
05 - I Am Low
06 - Frozen
07 - One Final Day (Sworn To Believe)
08 - The World Is Wired
09 - The Dying Age
10 - Ad Vitam Aeternam
11 - The Year The Sun Died
12 - Waiting For The Sun (The Doors Cover) (Bonus Track)


sexta-feira, 10 de abril de 2015

Frade Negro - Discografia

O Frade Negro teve seu início em 2004, na cidade de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, formada por Rodrigo Santos (vocal), Daniel Rateke (guitarra), Marcos Strelow (baixo) e João Ortiz (bateria). Desde seu início, o conjunto focou seu som no Heavy Metal tradicional, com muita agressividade, oriunda principalmente dos vocais de Rodrigo.
Em 2008, já com Murilo Soares no local de Daniel Rateke na guitarra, a banda lançou o compacto The Bells Of Chaos, que trazia as ótimas The Dead Walk e Lost In The Fire.
Já em 2012, lançam o seu primeiro disco, o excelente Black Souls In The Abyss, que já chama a atenção pela bela arte da capa, fruto do gênio Ed Repka (Death, Megadeth, Suicidal Angels, entre outros).
E o disco mostrou-se uma grande surpresa, sendo que o conjunto foi reconhecido como uma das revelações do ano. O Heavy Metal energético, com uma pegada Thrash, trouxe bons resultados ao conjunto, sendo o talento de seus músicos exaltado pelos críticos. Faixas como Souls In The Abyss, Forgotten By Gods, Headbanger e  Black Warriors, estão entre as melhores do disco.
Em 2015, o conjunto soltou a single First To Die, que dá mostras do que será o futuro álbum, The Attack Of The Damned, ainda sem data de lançamento definida.


 The Bells Of Chaos (EP) - 2008

01 - The Dead Walk
02 - Lost In The Fire
03 - Shot To Kill


 Black Souls In The Abyss - 2012

01 - Danger
02 - Headbanger
03 - Souls In The Abyss
04 - The Dead Walk
05 - Black Warriors
06 - House Of Pain
07 - Forgotten By The Gods
08 - The Snake Smoked
09 - Lost In The Fire

 First To Die (Single) - 2015

01 - First D.I.E.




quinta-feira, 9 de abril de 2015

Die From Sorrow [郁] - Discografia

E então, está buscando alguma banda para se impressionar? Eu costumo dizer que o melhor impressionamento é aquele que vem após subestimarmos alguma banda, seja por qualquer motivo como rótulo, país de origem, ou o que for...
Normalmente os ocidentais contam vantagem sobre os orientais quando o assunto é música, e mais ainda quando é Metal, uma vez que, embora sejam enormes consumidores do gênero, é difícil que alguma banda foda saia daquela metade do planeta Terra. Claro, ao afirmar isso, estou lidando com proporções. Que isso fique claro. Sempre tem alguma banda realmente boa por lá, mas se comparando com a quantidade e frequência com que bandas de alto nível saem do ocidente, a desvantagem numérica é latente.
Normalmente torcem o nariz para bandas asiáticas, duvidam de sua capacidade de produzir músicas boas, adiam a audição caso decidam obter o material... muitas vezes isso é justificável, mas com o , conhecido no também como Die From Sorrow, a audição deve ser imediata. Você não se arrependerá.
A China é conhecida por ser um país populoso, com um mercado que lentamente se abre ao resto do mundo. Principalmente devido à insistência em manter o mercado fechado por tanto tempo, o Heavy Metal demorou bastante para chegar lá e, como consequência, os chineses só começaram a praticar o gênero por volta do fim dos anos 80 e início dos 90. Uma vez que o Metal se assentou no país, surgiu a primeira banda, o Tang Dynasty, e daí pra frente a porteira se abre.
Se estou falando da China, provavelmente já devem ter pescado que essa é a origem dessa fodesca banda. Sim. Direto de Pequim, esses caras fazem um Melodic Death Metal de qualidade inquestionável e ainda adicionam elementos sinfônicos, com larga utilização de teclados. O resultado os coloca num patamar pareável com qualquer banda ocidental com facilidade. Sem exageros.
O Die From Sorrow nasceu no ano de 2001 com a formação composta por Liu Bin no vocal e guitarra, Zhang Ruixin na outra guitarra, Wang Xiyang no baixo, Wang Nan na bateria e Liu Dan nos teclados. Mesmo que tenham surgido no início do milênio, foi só em julho de 2009 que o primeiro exemplar de seu som foi lançado. E pelo visto esses anos de "silêncio" foram bem explorados.
Lançado pela Mort Productions, o EP "日落伊甸园", também chamado de "Sunset Eden" é a resposta à altura que se espera de uma banda já com algum tempo de estrada. São apenas quatro músicas, mas elas trazem uma musicalidade foda, criativa e bastante melódica, que une com classe um forte Symphonic Metal ao Melodic Death Metal. Os teclados são, além da sonoridade em si e do rasgado vocal gutural, a cartada mestra da coisa.
Antes da chegada do álbum debut, em 2012, uma troca na formação aconteceu com a saída do baterista Wang Nan e consequente entrada de Kong Depei. De formação completa novamente, pudemos desfrutar do som executado no álbum de estreia "Journey of Sadness", lançado no dia do fim do mundo, 21 de dezembro de 2012. Embora permaneçam com todos os elementos utilizados anteriormente, algumas alterações de prioridade aconteceram. A incidência dos teclados foi reduzida e quase que se limitando ao background, com pouca participação em trechos ou solos das canções. As guitarras e seus riffs melódicos, bem como seus solos velozes, recebem mais atenção e deixam o Melodic Death Metal mais diante dos holofotes. Backing vocals passaram a ser mais acionados, bem como vocais limpos, deixando o clima mais moderno. Contudo, podem ficar despreocupados; isso não significou queda na qualidade. Afinal, esse é mais um trabalho fantástico, que o faz pensar "como que esses caras são tão desconhecidos?"
Pouco depois do lançamento, o tecladista Yang Wenzhao substituiu Liu Dan, mas ficou por pouco tempo, pois já em 2013 a função novamente sofreu alteração e agora Liu Peixin é o tecladista.
Não tenha dúvidas de que esses chineses merecem os ouvidos de cada headbanger. Não gosto muito de comparar bandas, mas a principal referência deles é fortíssima. Não tem como não considerá-los o Children of Bodom chinês, até mesmo o vocal de Liu Bin é idêntico ao do Alexi Laiho. Isso não é algo ruim! Os caras são muito fodas e provam que o Metal asiático também tem força!


 日落伊甸园 (EP) (2009)

01 - 与我无关
02 - 日落伊甸园
03 - 郁郁而终
04 - 仙女座


 Journey of Sadness (2012)

01 - Intro
02 - 悲伤之旅
03 - 仙女座
04 - 针锋相对
05 - 九分之五
06 - 日落伊甸园
07 - 随行如影
08 - 傀儡精神
09 - 逆向穿行
10 - Die From Sorrow


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Be'lakor - Discografia

A Austrália é certamente um país com gosto para Rock e Metal. São ótimos consumidores do gênero e, vira e mexe, contribuem exportando alguma banda de qualidade. É mais comum ver bandas australianas que seguem alguma vertente do Rock, tais como Silverchair, Airbourne, Wolfmother, e, claro, uma das maiores da história, o AC/DC, mas o Metal não é menos executado, muito embora não alcance, geralmente, o mesmo patamar de expressão daquelas que fazem o gênero parente. Mesmo assim, tem um conjunto que segue linha mais Extrema que vem se destacando no underground global graças ao excelente Melodic Death Metal plural que fazem, rico, de diferentes passagens e momentos através de seus longos minutos de música.
Recebendo o nome de um demônio do jogo de tabuleiro Warhammer, o Be'lakor é uma excelente banda nascida na cidade de Melbourne, em Victoria, no ano de 2004. Sua formação consiste em George Kosmas no vocal gutural e guitarra base, Shaun Sykes na guitarra solo, John Richardson no baixo, Jimmy Vanden Broek na bateria e Steve Merry nos teclados, piano e samples. Essa ainda é a formação até os dias atuais. Mais de 10 anos de estabilidade, algo difícil, ainda mais em se tratando de uma banda ainda jovem.
É muito frequente testemunharmos bandas de Melodic Death Metal que fazem um som de fato melódico, leve, bem adocicado. Difícil mesmo é ver uma banda do gênero que consiga ser melódica sem perder o peso original do Death Metal e usando guturais fechados ao invés dos rasgados. O Be'lakor é uma das poucas que fazem isso, assim como o Amon Amarth.
Pesadas distorções, muitos momentos pegados e secos de riffs característicos do Death, passagens cadenciadas geralmente com riffs e solos lentos e melódicos e um gutural fechado monstruoso são marcantes características do Melodeath desses australianos, que são unidas a pontuais levadinhas Progressivas a nível elemental. Os bônus do instrumental incluem pianos, teclados, lindas passagens tranquilas de violão e ainda, por vezes e dependendo da canção e do disco, flautas e alguma rápida orquestração.
O primeiro álbum de estúdio surgiu três anos após a fundação da banda, em 2007, intitulado "The Frail Tide". Esse lançamento independente é o mais curto, com 42 minutos de duração, e também o mais seco, cru, mais simples, embora já demonstrassem ter capacidade de chegar onde desejavam. Era óbvio que os próximos discos seriam ainda melhores. O registro colheu boas críticas gerais por parte dos fãs e mídia e os levou a assinar um contrato com a Descent Productions em 2008, que re-lançou o debut em digipack.
O início de 2009 foi marcado pela primeira turnê nacional do Be'lakor e conquista de outro contrato, agora com a Prime Cuts Music. Em meados do ano chega o segundo e melhor composto álbum dos caras, o "Stone's Reach", inspirado na Mitologia Grega em seus longos 60 minutos de duração. Aqui a musicalidade é mais desenvolvida, mais encorpada, mais bonita nas partes que têm de realmente ser bonitas. Não se sente mais aquela crueza do lançamento anterior. Além disso, as músicas estão mais diversificadas, cabendo com mais fluidez a alternância de diferentes atmosferas dentro de uma mesma música. Como consequência do amadurecimento, os australianos colheram críticas ainda mais positivas acerca do lançamento, e fecharam o ano com um contrato com a Kolony Records.
"Stone's Reach" concedeu à banda o primeiro lugar no quesito "Best Melodeath/Gothenburg Metal Album" da Metal Storm de 2009, além de acompanharem o Turisas e o Alestorm durante suas passagens pela Austrália em 2010. Ainda no mesmo ano voaram até a Alemanha para tocarem no grande Summer Breeze Open Air Festival.
Em 2012 é a vez do álbum "Of Breath and Bone" ser lançado, o mais pesado e também de mais difícil assimilação até então. É bastante cadenciado, com turbulência e musicalidade preenchida mesmo enquanto tudo está lento. O ar é profundo e estonteante. Leva-te a viajar e se perder em meio ao som, o que, ao meu ver, os aproxima de um Melodeath mais tradicional de excelente qualidade. Embora a banda esteja mais consistente, estão também mais genéricos em vários trechos. Porém, continuam realmente matadores. Novamente as resenhas sobre foram positivas e os levaram a uma turnê europeia naquele ano, começando pelo festival Brutal Assault, da República Tcheca. Passaram novamente pelo Summer Breeze, e, ao voltar ao seu país, abriram os shows do Apocalyptica e do At The Gates em Melbourne.
Be'lakor é com certeza uma banda que vai conquistar aqueles que ainda não os conhecem e são fãs de Melodic Death Metal. Têm tudo para se tornar um dos gigantes expoentes do gênero se a divulgação for efetiva e a galera der valor ao que fazem. Essa musicalidade onde em um momento está tudo calmo com violões e pianos e do nada vem a quebradeira Death desencadeia um loop emocional no ouvinte, que logo pesca que esse é um atrativo cartão-postal da excelente banda. Ouçam, mas ouçam com carinho. É daquelas que precisam de várias sessões auditivas para dissecar a sonoridade, compreender e ficar ainda melhor!


 The Frail Tide (2007)

01 - Neither Shape Nor Shadow
02 - The Desolation of Ares
03 - Tre'aste
04 - A Natural Apostasy
05 - Paths
06 - Sanguinary


 Stone's Reach (2009)

01 - Venator
02 - From Scythe To Sceptre
03 - Outlive The Hand
04 - Sun's Delusion
05 - Held In Hollows
06 - Husks
07 - Aspect
08 - Countless Skies


 Of Breath and Bone (2012)

01 - Abeyance
02 - Remnants
03 - Fraught
04 - Absit Omen
05 - To Stir The Sea
06 - In Parting
07 - The Dream and The Waking
08 - By Moon and Star


terça-feira, 7 de abril de 2015

Hard Desire - Traveller (EP) (2015)

Banda: Hard Desire
Álbum: Traveller (EP)
Ano: 2015
Gênero: Hard Rock
Origem: Juiz de Fora, Minas Gerais - Brasil
Membros: Dê Monteiro (vocal), Thiago Fernandes (baixista e backing vocal), Felipe Rosa (guitarra), Rafael Almeida (guitarra) e Dall Nardy (bateria).

Para grandes centros como São Paulo é muito fácil prestar atenção no que acontece de mais relevante. Naturalmente é assim pois muitos olhos estão em cima, enquanto o interior geralmente é mais esquecido. Talvez nem todo mundo tenha se dado conta, mas em Minas Gerais tem uma cidade que está exportando excelentes bandas, que só crescem a cada ano: Juiz de Fora!
Uma das excelentes bandas dessa agitada cidade que anda conquistando seu espaço na cena, exportando suas bandas e importando shows e workshops de artistas internacionais como Sabaton e Marty Friedman (ex-Megadeth), é o Hard Desire e seu excelente Hard Rock, que quatro anos após o lançamento do debut homônimo, está com novidades para 2015!
Antes de realizar o plantio do álbum "Soulless" mais tarde esse ano, os mineiros aram o terreno com o EP demonstrativo "Traveller", lançado no dia 4 de abril no evento JF Rock City X. A bem elaborada capa desenhada por Thaís Melo é só um chamativo indício de que esse excelente trabalho demonstra que o tempo foi generoso com a banda criativamente, fazendo com que apostem na maturidade para sair um pouco da naturalidade. Gravado no Estúdio Versão Acústica em São João Nepomuceno/MG, mixado e masterizado por Nando Costa e com produção assinada por Felipe Rosa, Pedro Fialho, Thiago Fernandes e Nando Costa, "Traveller" é um trabalho natural e convidativo para quem ainda não conhece a banda. O conjunto segue executando seu Hard Rock de forma mais afiada, usufruindo do ótimo vocal de Dê Monteiro, que passeia pelas notas sem dificuldades, e em alto tom. Os vocais de apoio de Thiago Fernandes também são bastante acionados.
As canções possuem energia e demonstram uma banda animada. É fácil se apegar à faixa "Suicidal", por exemplo. A faixa-título segue linha semelhante, mas em tons mais baixos, sem exploração de puxadas agudas. Mas a cereja sobre o bolo mesmo é a terceira faixa, que podemos até caracterizar como épica. Essa é o maior indício de desenvolvimento e mente aberta por parte dos rapazes, exibindo uma faixa de 7 minutos de duração com temática digna de Power Metal. "Dark Knight's Diary" fala sobre uma cavaleiro conhecido pelo povo por sua bondade e pureza que acaba descobrindo possuir maldade em seu interior, maldade essa que desabrochou e o revelou como um ser cruel. A letra é quase retilínea, contando mesmo a história, e as linhas vocais são cheias de quebras e muito bem compostas. Uma bela forma de fechar o EP.
Quem ainda não conhece a banda, aqui está a chance. Mas não deixem de conferir o primeiro álbum também, que passeia pelo Hard Rock, Glam e até Psidodélico. Disco bem plural para uma banda plural, assim como outras grandes companheiras conterrâneas: o Glitter Magic e o Hagbard. Que venha o novo álbum!

01 - Traveller
02 - Suicidal
03 - Dark Knight's Diary

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sexta-feira, 3 de abril de 2015

B.B. King - Discografia

Figuraça! Inconfundível, habilidoso, influente... são apenas algumas características fortes desse que é considerado um dos maiores guitarristas de todos os tempos, e um dos maiores nomes do Blues: B.B. King! E isso não é à toa, afinal, o vibrato ou "serpenteio" das guitarras que tanto estamos acostumados foi introduzido e popularizado pelo estadunidense, fora seu carisma sem precedentes, teatrismo na interpretação das letras que canta e profundo sentimento ao tocar o instrumento, que mais parece uma extensão de sua voz. Tanto que faz muitas caretas engraçadas enquanto toca sua Lucille, apelido de sua guitarra. Aliás, como o próprio diz: "quando canto, eu toco com a mente; quando paro de cantar oralmente, começo a cantar tocando a Lucille".
Em se tratando de rankings, A Rolling Stone pôs B.B. King em 6º lugar na lista dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos em 2011, depois de já ter ficado em 3º no ranking anterior, elaborado em 2003. Outra posição importante é a 17ª no Top 50 Guitarristas de Todos Os Tempos da Gibson. O guitarrista ainda coleciona uma cacetada de premiações e honras ao longo de sua carreira, como a introdução no Blues Hall of Fame, Rock & Roll Hall of Fame, as premiações com National Medal of Arts, National Heritage Fellowship, entre várias outras, incluindo um número invejável de Grammy até os dias atuais. O último foi conquistado em 2009 na categoria "Best Blues Album" em referência ao álbum "One Kind Favor", lançado em 2008.
Pois é, B.B. King, mesmo com mais de 70 anos, segue em atividade com energia de impressionar, realizando pelo menos 100 shows por ano. A propósito, grande carga de shows sempre foi uma grande marca de seu trabalho. Em 1956 chegou a realizar incríveis 342 shows. São múltiplos os fatores que colocam B.B. King com facilidade como um dos maiores músicos da história.
Riley Ben King é filho de Albert King e Nora Ella Far. Nasceu no dia 16 de setembro de 1925 na cidade de Berclair, no Estado do Mississipi, mas considera que seu verdadeiro lar seja Indianola, cidade próxima. Aos 5 anos de idade seu pai abandonou a família, então a mãe se casou com outro rapaz. Devido às disparidades da vida na época, foi criado pela sua avó por parte de mãe em Kilmichael, cidade também de Mississipi.
As atividades musicais começaram ainda na pré-adolescência, quando cantava no coral da igreja batista de Elkhorn. Ganhou sua primeira guitarra aos 12 anos, presente de Bukka White, primo de sua mãe. Aos 18 anos deixou Kilmichael para trabalhar como motorista de trator e tocar guitarra com o St. Johns Quartet of Inverness do Mississipi, apresentando-se em igrejas locais.
À altura dos 23 anos, King começou a tocar no programa de rádio Sonny Boy Williamson em West Memphis. O programa tinha ótima repercussão, fazendo com que o guitarrista começasse a ter alguma base de fãs devido à boa audiência. A partir daí não demorou para que passasse a se apresentar com alguma frequência na Sixteenth Avenue Grill e mais tarde tivesse seu próprio programa de rádio em outra estação de Memphis, a WDIA, um programa de dez minutos de duração chamado "King's Spot". O sucesso foi tanto que o quadro cresceu e se tornou o Sepia Swing Club. Mas não era só isso que King fazia na WDIA; era também cantor e DJ (profissão que tinha um significado um pouco diferente de hoje em dia. "Disc jockey" era o cara que tocava as músicas, trocava os vinis, era responsável pela execução da mídia fonográfica das rádios, enquanto hoje em dia já tem um caráter de criar novas músicas com o que já existe, aplicando técnicas para efeito). Nessa época começou o apelido Blues Boy, que foi encurtado para B.B. Daí a definição de B.B. King: Blues Boy King, ou Garoto Rei do Blues.
Sua carreira musical profissional começou de fato em 1949, quando assinou um contrato com a Bullet Record Transcription e iniciou suas composições. Lançou no mesmo ano a single "Miss Martha King", que foi um fiasco. Mais tarde, no mesmo ano, assinaria com a RPM Records e as coisas passariam a melhorar.
Pouco depois, montou sua primeira banda, chamado B.B. King Review, cujo líder era o pianista Millard Lee. A formação consistia, além de King no vocal e guitarra e Lee no piano, em George Joyner no baixo, Earl Forest e Ted Curry nas baterias, Lawrence Burdin no saxofone alto, Floyd Newman no saxofone barítono, George Coleman no saxofone tenor e Calvin Owens e Kenneth Sands nos trompetes. Nesse princípio, King tinha bastante ajuda de Onzie Horne nas composições, pois confessa que não conseguia tocar acordes, então sempre improvisava. Na verdade, até hoje ele não toca acordes. De qualquer forma, shows em todos os cantos dos Estados Unidos passaram a ser feitos, em palcos e pubs.
Fato muito interessante foi que por volta dessa época (fim de 1949), em Twist, no Arkansas, King e sua banda estavam se apresentando em um salão de dança cuja iluminação provinha de um barril com querosene cheio até a metade, afim de esquentar o ambiente, pois era inverno. Durante o show, dois caras caíram na porrada, derrubando acidentalmente o barril e espalhando fogo para todos os cantos. Rápida evacuação foi necessária, mas uma vez do lado de fora, King se lembrou que havia deixado sua Gibson lá dentro nas chamas. O músico voltou para o edifício e conseguiu resgatá-la. No dia seguinte, descobriu que os caras haviam brigado por causa de uma mulher chamada Lucille. Como quase perdeu sua guitarra devido a uma briga por uma Lucille, King resolveu apelidá-la com o nome da moça (assim como qualquer outra guitarra que ele viesse a possuir posteriormente), como uma forma de lembrete para nunca brigar por causa de mulher ou entrar em um prédio em chamas.
Já em sua primeira década de carreira profissional, B.B. King foi um tremendo sucesso. Músico notável dos anos 50! Lançou uma cacetada de singles de repercussão explosiva como "Everyday I Have The Blues", "You Know I Love You", "You Upset Me Baby", "Sweet Little Angel", "Please Love Me", "Ten Long Years" e uma porrada de outras. Tamanho sucesso o levou a se apresentar em grandes casas de show, ter suas canções incansavelmente tocadas na rádio e obter uma arrecadação semanal que oscilava entre US$ 85,00 e impressionantes US$ 2.500,00.
Seus sucessos, bem como outras canções, reuniram-se no que é considerado seu primeiro álbum completo, "Singin' The Blues", lançado em 1956, ano do recorde de 342 shows já mencionado, bem como da fundação de seu próprio selo, Blues Boy Kingdom, em Memphis. A partir daí foram incontáveis álbuns, discos ao vivo e compilações lançadas em nome do cantor. Nas primeiras décadas os lançamentos eram quase anuais, mesmo em se tratando de álbuns de inéditas. Mas a musicalidade não varia tanto, pois B.B. King faz o que sabe fazer melhor: seu Blues que por vezes revela influências do Jazz, Swing e até Soul. É bastante comum a lenda fazer jus ao que diz sobre quando para de cantar oralmente, canta com a Lucille, pois ele muito alterna os dois âmbitos. Geralmente quando usa sua voz, a guitarra não está sendo acionada, até que acontece o inverso, sempre com solos cheios de vibrato.
Interessantemente, o músico nunca apresentou mente fechada. Não apenas sua ativa carreira é notável por si só, mas a partir dos anos 80, passou a alcançar uma nova geração de fãs ao tocar com o U2. Participações especiais também marcam muito sua discografia, fazendo jam ao lado de grandes nomes da música mundial, sobretudo Blues e Rock, como Eric Clapton, Stevie Wonder, Gary Moore, Albert Collins, Elton John, Van Morrison, Mark Knopfler (Dire Straits) e muitos outros!
Após décadas do que muitos chamariam de "cansativa carreira", B.B. King decide realizar uma última turnê, chamada Farewell Tour, em 2006. Ela começou no Reino Unido, passou pela América do Norte e terminou de volta à Europa, em Luxemburgo, no dia 19 de setembro de 2006. Só que "Farewell" é uma ova! O cara não sabe parar de tocar, pois ama aquilo que faz. Shows continuaram a acontecer nos tempos que se seguiram, e permanecem acontecendo até os dias atuais. Em novembro e dezembro de 2006, inclusive, King se apresentou seis vezes no Brasil.
O estadunidense seguiu se apresentando em diversos festivais ao longo dos anos posteriores, como o Crossroads Guitar Festival (organizado por Eric Clapton), Bonnaroo Music and Arts Festival da Inglaterra, Chicago Blues Festival, Monterey Blues Festival do México, entre uma infinidade de outros, até mesmo interessantemente o Mawazine Festival, situado em Rabat, no Marrocos. Isso foi na altura de 2010, ano em que King também contribuiu para o álbum "Memphis Blues", da Cindy Lauper, que foi lançado em junho daquele ano.
Em 2011, o show realizado no famosíssimo The Royal Albert Hall, em Londres, foi gravado e lançado em CD e DVD em 2012. Antes de King se apresentar, outros artistas subiram no palco, como Derek Trucks e Susan Tedeschi, Ronnie Wood, Mick Hucknall e Slash.
Blues Boy King é sem dúvida alguma uma verdadeira lenda da música, verdadeiramente um divisor de águas. É exemplo na forma de tocar, exemplo na atitude em palco, exemplo no carisma, exemplo de filantropia (é membro da organização Little Kids Rock, que fornece gratuitamente instrumentos e instrução para crianças de classes desprivilegiadas nos Estados Unidos), e com idade avançada, exemplo de persistência e paixão por aquilo que faz. Em toda a sua carreira de mais de 60 anos, já subiu ao palco mais de 15 mil vezes. O cara tem até um documentário sobre ele, narrado por Morgan Freeman e lançado em 2012. Por mais que o ouvinte não siga a linha do Blues como audição de todas as horas, deve sempre tirar o chapéu para esse ícone. Essa lenda viva cuja guitarra não apenas fez escola e deixou um legado musical, mas também um legado de conselhos sobre a vida e sobre como tratar uma mulher. E até mesmo sobre pelo que vale a pena brigar ou não. Certo, Lucille? Afinal, "nunca brigue por uma mulher nem entre em um edifício em chamas".


 Singin' The Blues (1956)

01 - Three O'Clock Blues
02 - You Know I Love You
03 - Woke Up This Morning (My Baby's Gone)
04 - You Upset Me Baby
05 - Please Love Me
06 - Blind Love
07 - Every Day I Have The Blues
08 - Did You Ever Love A Woman?
09 - Sweet Little Angel
10 - Ten Long Years
11 - Crying Won't Help You
12 - Bad Luck

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 The Blues (1958)

01 - Why Does Everything Happen To Me?
02 - Ruby Lee
03 - When My Heart Beats Like A Hammer
04 - Past Day
05 - Boogie Woogie Woman
06 - Early Every Morning
07 - I Want To Get Married
08 - That Ain't The Way To Do It
09 - Troubles, Troubles, Troubles
10 - Don't You Want A Man Like Me?
11 - You Know I Go For You
12 - What Can I Do?


 B. B. King Wails (1959)

01 - Sweet Thing
02 - I've Got Papers On You, Baby
03 - Tomorrow Is Another Day
04 - Come By Here
05 - Fool
06 - I Love You So
07 - Woman I Love
08 - We Can't Make It
09 - Treat Me Right
10 - Time To Say Goodbye


 My Kind of Blues (1961)

01 - You Done Lost Your Good Thing Now
02 - Mr. Pawn Broker
03 - Understand
04 - Someday Baby
05 - Driving Wheel
06 - Walking Dr. Bill
07 - My Own Fault, Baby
08 - Cat Fish Blues (Fishin' After Me)
09 - Hold That Train
10 - Please Set The Date
11 - Sunny Road
12 - Running Wild
13 - Blues At Sunrise
14 - Drifting Blues
15 - Somebody Done Changed The Lock On My Door
16 - Looking The World Over
17 - Walking Dr. Bill (O D)
18 - Hold That Train


 Easy Listening Blues (1962)

01 - Easy Listening Blues aka Easy Listening
02 - Blues For Me
03 - Night Long
04 - Confessin'
05 - Don't Touch
06 - Slow Walk aka Slow Burn
07 - Walking'
08 - Hully Gully aka Hully Gully Twist
09 - Shoutin' The Blues
10 - Rambler


 Blues In My Heart (1962)

01 - You're Gonna Miss Me
02 - Got'Em Bad
03 - Troubles Don't Last
04 - Your Letter
05 - I Can't Explain
06 - The Wrong Road
07 - I Need You Baby
08 - So Many Roads
09 - Down Hearted
10 - Strange Things


 Mr. Blues (1963)

01 - Young Dreamers
02 - By Myself
03 - Chains of Love
04 - A Mother's Love
05 - Blues At Midnight
06 - Sneakin' Around
07 - On My Road of Honor
08 - Tomorrow Night
09 - My Baby's Comin' Home
10 - Guess Who
11 - You Ask Me
12 - I'm Gonna Sit In 'Til You Give In


 Live At The Regal (Live) (1965)

01 - Every Day I Have The Blues
02 - Sweet Little Angel
03 - It's My Own Fault
04 - How Blue Can You Get?
05 - Please Love Me
06 - You Upset Me Baby
07 - Worry, Worry
08 - Woke Up This Mornin'
09 - You Done Lost Your Good Thing Now
10 - Help The Poor


 Blues Is King (Live) (1967)

01 - Introduction
02 - Waitin' On You
03 - Introduction
04 - Gamblers' Blues
05 - Tired of Your Jive
06 - Night Life
07 - Buzz Me
08 - Don't Answer The Door
09 - Blind Love
10 - I Know What You're Puttin' Down
11 - Baby Get Lost
12 - Gonna Keep On Loving You


 His Best: The Electric B.B. King (Compilation) (1968)

01 - Tired of Your Jive
02 - Don't Answer The Door
03 - The BB Jones
04 - All Over Again
05 - Paying The Cost To Be The Boss
06 - Think It Over
07 - I Done Got Wise
08 - Meet My Happiness
09 - Sweet Sixteen
10 - You Put It On Me
11 - I Don't Want You Cuttin' Off Your Hair


 Blues On Top of Blues (1968)

01 - Heartbreaker
02 - Losing Faith In You
03 - Dance With Me
04 - That's Wrong Little Mama
05 - Having My Say
06 - I'm Not Wanted Anymore
07 - Worried Dream
08 - Paying The Cost To Be The Boss
09 - Until I Found You
10 - I'm Gonna Do What They Do To Me
11 - Raining In My Heart
12 - Now That You've Lost Me


 Lucille (1968)

01 - Lucille
02 - You Move Me So
03 - Country Girl
04 - No Money, No Luck
05 - I Need Your Love
06 - Rainin' All The Time
07 - I'm With You
08 - Stop Putting The Hurt On Me
09 - Watch Yourself


 Live & Well (1969)

01 - Don't Answer The Door
02 - Just A Little Love
03 - My Mood
04 - Sweet Little Angel
05 - Please Accept My Love
06 - I Want You So Bad
07 - Friends
08 - Get Off My Back Woman
09 - Let's Get Down To Business
10 - Why I Sing The Blues


 Completely Well (1969)

01 - So Excited
02 - No Good
03 - You're Losin' Me
04 - What Happened?
05 - Confessin' The Blues
06 - Key To My Kingdom
07 - Cryin' Won't Help You Now
08 - You're Mean
09 - The Thrill Is Gone


 Indianola Mississippi Seeds (1970)

01 - Nobody Loves Me But My Mother
02 - You're Still My Woman
03 - Ask Me No Questions
04 - Until' I'm Dead and Cold
05 - King's Special
06 - Ain't Gonna Worry My Life Anymore
07 - Chains and Things
08 - Go Underground
09 - Hummingbird


 Live In Cook County Jail (Live) (1971)

01 - Introductions
02 - Every Day I Have The Blues
03 - How Blue Can You Get?
04 - Worry, Worry
05 - Three O'Clock Blues/Darlin' You Know I Love You
06 - Sweet Sixteen
07 - The Thrill Is Gone
08 - Please Accept My Love


 B.B. King In London (1971)

01 - Caldonia
02 - Blue Shadows
03 - Alexis Boogie
04 - We Can't Agree
05 - Ghetto Woman
06 - Wet Hayshark
07 - Part-Time Love
08 - The Power of The Blues
09 - Ain't Nobody Home


 L.A. Midnight (1972)

01 - I Got Some Help I Don't Need
02 - Help The Poor
03 - Can't You Hear Me Talking
04 - Midnight
05 - Sweet Sixteen
06 - I've Been Blue Too Long
07 - Lucille's Granny


 Guess Who (1972)

01 - Summer In The City
02 - Just Can't Please You
03 - Any Other Way
04 - You Don't Know Nothin' About Love
05 - Found What I Need
06 - Neighborhood Affair
07 - It Takes A Young Girl
08 - Better Lovin' Man
09 - Guess Who
10 - Shouldn't Have Left Me
11 - Five Long Years


 To Know You Is To Love You (1973)

01 - I Like To Live The Love
02 - Respect Yourself
03 - Who Are You?
04 - Love
05 - I Can't Leave
06 - To Know You Is To Love You
07 - Oh To Me
08 - Thank You For Loving The Blues


 B.B. King & Bobby Bland - Together For The First Time... Live (Live) (1974)

01 - Three O'Clock Blues
02 - It s My Own Fault
03 - Driftin' Blues
04 - That's The Way Love Is
05 - I'm Sorry
06 - I'll Take Care of You
07 - Don't Cry No More
08 - Don't Answer The Door
09 - Medley
10 - Why I Sing The Blues
11 - Goin' Down Slow
12 - I Like To Live The Love


 Lucille Talks Back (Compilation) (1975)

01 - Breaking Up Somebody's Home
02 - Everybody Lies A Little
03 - I Know The Price
04 - Lucille Talks Back
05 - Slow and Easy
06 - Gambler's Blues
07 - No Money, No Luck
08 - Hold On (I Feel Our Love Is Changing)
09 - To Know You Is To Love You
10 - I Like To Live The Love


 Bobby Bland & B.B. King - Together Again... Live (Live) (1976)

01 - Let The Good Times Roll
02 - Medley: Stormy Monday Blues/Strange Things Happen
03 - Feel So Bad
04 - Medley: Mother-In-Law Blues/Mean Old World
05 - Everyday (I Have The Blues)
06 - Medley: The Thrill Is Gone/I Ain't Gonna Be The First To Cry


 King Size (1977)

01 - Don't You Lie To Me?
02 - I Wonder Why
03 - I Just Wanna Make Love To You
04 - Your Lovin' Turned Me On
05 - Slow and Easy
06 - Got My Mojo Working
07 - Walking In The Sun
08 - Mother For Ya
09 - The Same Love That Made Me Laugh
10 - It's Just A Matter of Time


 Midnight Believer (1978)

01 - When It All Comes Down (I'll Still Be Around)
02 - Midnight Believer
03 - I Just Can't Leave Your Love Alone
04 - Hold On (I Feel Our Love Is Changing)
05 - Never Make A Move Too Soon
06 - A World Full of Strangers
07 - Let Me Make You Cry A Little Longer


 Take It Home (1979)

01 - Better Not Look Down
02 - Same Old Story (Same Old Song)
03 - Happy Birthday Blues
04 - I've Always Been Lonely
05 - Secondhand Woman
06 - Tonight I'm Gonna Make You A Star
07 - The Beginning of The End
08 - A Story Everybody Knows
09 - Take It Home


 Now Appearing At Ole Miss (Live) (1980)

CD 1:
01 - Intro: B.B. King Blues Theme
02 - Caldonia
03 - Blues Medley
04 - Hold On
05 - I Got Some Outside Help (I Don't Really Need)
06 - Darlin' You Know Love You

CD 2:
01 - When I'm Wrong
02 - The Thrill Is Gone
03 - Never Make A Move Too Soon
04 - Three O' Clock In The Morning
05 - Rock Me Baby
06 - Guess Who
07 - I Just Can't Leave You Alone


 There Must Be A Better World Somewhere (1981)

01 - Life Ain't Nothing But A Party
02 - Born Again Human
03 - There Must Be A Better World Somewhere
04 - The Victim
05 - More, More, More
06 - You're Going With Me


 Love Me Tender (1982)

01 - One of Those Nights
02 - Love Me Tender
03 - Don't Change On Me
04 - B.B. King: (I'd Be) A Legend In My Time
05 - You've Always Got The Blues
06 - Nightlife, Please Send Me Someone
07 - You and Me, Me and You
08 - Since I Met You Baby
09 - Time Is A Thief
10 - A World I Never Made


 Royal Jam (Live BB King & The Crusaders) (1982)

01 - Overture (I'm So Glad I'm Standing Here Today)
02 - One Day I'll Fly Away
03 - Fly With Wings of Love
04 - Burnin' Up The Carnival
05 - Last Call
06 - The Thrill Is Gone
07 - Better Not Look Down
08 - Hold On
09 - Street Life
10 - I Just Can't Leave Your Love Alone


 Why I Sing The Blues (Compilation) (1983)

01 - Why I Sing The Blues
02 - Bad Luck
03 - Trouble In Mind
04 - Dark Is The Night (Part 1)
05 - Blues At Sunrise
06 - Dust My Broom
07 - I Want To Get Married
08 - Blues For Me
09 - Night Life
10 - Blind Love
11 - Don't Answer The Door
12 - Mean Ole Frisco
13 - Going Down Slow
14 - Talkin' The Blues
15 - It's My Own Fault
16 - How Blue Can You Get?
17 - Help The Poor
18 - She's A Mean Woman
19 - Hard Working Woman
20 - Questionnaire Blues


 Blues 'n' Jazz (1983)

01 - Inflation Blues
02 - Broken Heart
03 - Sell My Monkey
04 - Heed My Warning
05 - Teardrops From My Eyes
06 - Rainbow Riot
07 - Darlin' You Know I Love You
08 - Make Love To Me
09 - I Can't Let You Go


 Six Silver Strings (1985)

01 - Six Silver Strings
02 - Big Boss Man
03 - In The Midnight Hour
04 - Into The Night
05 - My Lucille
06 - Memory Lane
07 - My Guitar Sings The Blues
08 - Double Trouble


 Live At San Quentin (Live) (1990)

01 - Intro
02 - Let The Good Times Roll
03 - Every Day I Have The Blues
04 - Whole Lotta Loving
05 - Sweet Little Angel
06 - Never Make A Move Too Soon
07 - Into The Night
08 - Ain't Nobody's Bizness
09 - The Thrill Is Gone
10 - Peace To The World
11 - Nobody Loves Me But My Mother
12 - Sweet Sixteen
13 - Rock Me Baby


 Live At The Apollo (Live) (1991)

01 - When Love Comes To Town
02 - Sweet Sixteen
03 - The Thrill Is Gone
04 - Ain't Nobody's Bizness
05 - Paying The Cost To Be The Boss
06 - All Over Again
07 - Nightlife
08 - Since I Met You Baby
09 - Guess Who
10 - Peace To The World


 There Is Always One More Time (1991)

01 - I'm Moving On
02 - Back In L.A.
03 - The Blues Come Over Me
04 - Fool Me Once
05 - The Lowdown
06 - Mean and Evil
07 - Something Up My Sleeve
08 - Roll, Roll, Roll
09 - There Is Always One More Time


 King of The Blues (Compilation) (1992)

CD 1:
01 - Miss Martha King (Previously Unissued On U.S. LP)
02 - She's Dynamite
03 - Three O'Clock Blues
04 - Please Love Me
05 - You Upset Me Baby
06 - Everyday I Have The Blues
07 - Rock Me Baby
08 - Recession Blues
09 - Don't Get Around Much Anymore
10 - I'm Gonna Sit In 'Til You Give In
11 - Blues At Midnight
12 - Sneakin' Around
13 - My Baby's Comin' Home
14 - Slowly Losing My Mind (Previously Unissued On LP)
15 - How Blue Can You Get? (Previously Unissued On LP)
16 - Rockin' Awhile (Previously Unissued)
17 - Help The Poor (Previously Unissued On LP)
18 - Stop Leadin' Me On (Previously Unissued On LP)
19 - Never Trust A Woman (Previously Unissued On LP)
20 - Sweet Little Angel (Live 'Regal Theatre')
21 - All Over Again
22 - Sloppy Drunk (Previously Unissued)
23 - Don't Answer The Door - Parts 1 & 2
24 - I Done Got Wise
25 - Think It Over
26 - Gambler's Blues (Live)

CD 2:
01 - Goin' Down Slow (Live)
02 - Tired of Your Jive (Live)
03 - Sweet Sixteen (Live)
04 - Paying The Cost To Be The Boss
05 - I'm Gonna Do What They Do To Me
06 - Lucille
07 - Watch Yourself
08 - You Put It On Me
09 - Get Myself Somebody
10 - I Want You So Bad
11 - Why I Sing The Blues
12 - Get Off My Back Woman
13 - Please Accept My Love (Live)
14 - Fools Get Wise
15 - No Good
16 - So Excited

CD 3:
01 - The Thrill Is Gone
02 - Confessin' The Blues
03 - Nobody Loves Me But My Mother
04 - Hummingbird
05 - Ask Me No Questions
06 - Chains and Things
07 - Eyesight To The Blind
08 - Niji Baby
09 - Blue Shadows
10 - Ghetto Woman
11 - Ain't Nobody Home
12 - I Got Some Help I Don't Need (Single Edit)
13 - Five Long Years
14 - To Know You Is To Love You
15 - I Like To Live The Love
16 - Don't Make Me Pay For His Mistakes

CD 4:
01 - Let The Good Times Roll
02 - Don't You Lie To Me
03 - Mother Fuyer
04 - Never Make A Move Too Soon
05 - When It All Comes Down (I'll Still Be Around)
06 - Better Not Look Down
07 - Caldonia
08 - There Must Be A Better World Somewhere
09 - Play With Your Poodle (Solo)
10 - Darlin' You Know I Love You
11 - Inflation Blues
12 - Make Love To Me
13 - Into The Night
14 - Six Silver Strings
15 - When Love Comes To Town
16 - Right Time, Wrong Place
17 - Many Miles Travelled
18 - I'm Moving On
19 - Since I Met You Baby


 My Sweet Little Angel (Compilation) (1992)

01 - Sweet Little Angel
02 - Crying Won't Help You Now
03 - Ten Long Years
04 - Quit My Baby
05 - Don't Look Now But I've Got The Blues
06 - You Know I Go For You
07 - Why Do Everything Happen To Me?
08 - Worry, Worry
09 - Shake Yours
10 - Please Accept My Love
11 - Treat Me Right
12 - Going Down Slow
13 - Just Like A Woman
14 - Time To Say Goodbye
15 - Early Every Morning
16 - You've Been An Angel
17 - Growing Old
18 - In The Middle of An Island
19 - String Bean
20 - Recession Blues
21 - You Shouldn't Have Left


 Blues Summit (1993)

01 - Playin' With My Friends (feat. Robert Cray)
02 - Since I Met You Baby (feat. Katie Webster)
03 - I Pity The Fool (feat. Buddy Guy)
04 - You Shook Me (feat. John Lee Hooker)
05 - Something You Got (feat. Koko Taylor)
06 - There's Something On Your Mind (feat. Etta James)
07 - Little By Little (feat. Lowell Fulson)
08 - Call It Stormy Monday (feat. Albert Collins)
09 - You're the Boss (feat. Ruth Brown)
10 - We're Gonna Make It (feat. Irma Thomas)
11 - I Gotta Move Out of This Neghbourhood/Nobody Loves Me But My Mother (feat. Orchestra)
12 - Everybody's Had The Blues (feat. Joe Louis Walker)


 Lucille & Friends (1995)

01 - When Love Comes To Town (feat. U2)
02 - Playin' With My Friends (feat. Robert Cray)
03 - To Know You Is To Love You (feat. Stevie Wonder)
04 - Caught A Touch of Your Love (feat. Grover Washington Jr.)
05 - All You Ever Give Me Is The Blues (feat. Vernon Reid)
06 - You Shook Me (feat. John Lee Hooker)
07 - Spirit In The Dark (feat. Diane Schuur)
08 - Can't Get Enough (feat. Mick Fleetwood/Stevie Nicks)
09 - Since I Met You Baby (feat. Gary Moore)
10 - BB's Blues (feat. Branford Marsalis)
11 - Better Not Look Down (feat. The Crusaders)
12 - Frosty (feat. Albert Collins)
13 - Hummingbird (feat. Leon Russell/Joe Walsh)
14 - Ghetto Woman (feat. Ringo Starr)
15 - Let The Goodtimes Roll (feat. Bobby 'Blue' Bland)


 Deuces Wild (1997)

01 - If You Love Me (feat. Van Morrison)
02 - The Thrill Is Gone (feat. Tracy Chapman)
03 - Rock Me Baby (feat. Eric Clapton)
04 - Please Send Me Someone To Love (feat. Mick Hucknall)
05 - Baby I Love You (feat. Bonnie Raitt)
06 - Ain't Nobody Home (feat. D'Angelo)
07 - Pauly's Birthday Boogie (feat. Jools Holland)
08 - There Must Be A Better World Somewhere (feat. Dr. John)
09 - Confessin' The Blues (feat. Marty Stuard)
10 - Hummingbird (feat. Dionne Warwick)
11 - Bring It Home To Me (feat. Paul Carrak)
12 - Paying The Cost To Be The Boss (feat. The Rolling Stones)
13 - Let The Good Times Roll (feat. Zucchero)
14 - Dangerous Mood (feat. Joe Cocker)
15 - Keep It Coming (feat. Heavy D)
16 - Cryin' Won't Help You Babe (feat. David Gilmour & Paul Carrak)
17 - Night Life (feat. Willie Nelson)


 Greatest Hits (Compilation) (1998)

01 - Every Day I Have The Blues (Live)
02 - Sweet Little Angel (Live)
03 - Hot Blue Can You Got?
04 - Paying The Cost To Be The Boss
05 - Don't Answer The Door
06 - Why I Sing The Blues
07 - The Thrill Is Gone
08 - I Like To Live The Love
09 - Hummingbird
10 - To Know You Is To Love You
11 - Chains and Thing
12 - Better Not Look Down
13 - Never Make A Move Too Soon
14 - Threr Must Be A Better World Somewhere
15 - Playin' With My Friends (With Robert Cray)
16 - When Love Comes To Town (With U2)
17 - Let The Good Times Roll


 Blues On The Bayou (1998)

01 - Blues Boys Tune
02 - Bad Case of Love
03 - I'll Survive
04 - Mean Ole' World
05 - Blues Man
06 - Broken Promise
07 - Darlin' What Happened?
08 - Shake It Up and Go
09 - Blues We Like
10 - Good Man Gone Bad
11 - If I Lost You
12 - Tell Me Baby
13 - I Got Some Outside Help I Don't Need
14 - Blues In 'G'
15 - If That Ain't It I Quit


 Live In Japan (Live) (1999)

01 - Every Day I Have The Blues
02 - How Blue Can You Get?
03 - Eyesight To The Blind
04 - Niji Baby
05 - You're Still My Woman
06 - Chains and Things
07 - Sweet Sixteen
08 - Hummingbird
09 - Darlin' You Know I Love You
10 - Japanese Boogie
11 - Jamming At Sankei Hall
12 - The Thrill Is Gone
13 - Hikari #88


 Let The Good Times Roll (1999)

01 - Ain't Nobody Here But Us Chickens
02 - Is You Is, Or Is You Ain't (My Baby)?
03 - Beware, Brother, Beware
04 - Somebody Done Changed The Lock On My Door
05 - Ain't That Just Like A Woman
06 - Cho Choo Ch'Boogie
07 - Buzz Me
08 - Early In The Mornin'
09 - I'm Gonna Move To The Outskirts of Town
10 - Jack, You're Dead!
11 - Knock Me A Kiss
12 - Let The Good Times Roll
13 - Caldonia
14 - It's A Great, Great Pleasure
15 - Rusty Dusty Blues (Mama Mama Blues)
16 - Sure Had A Wonderful Time Last Night
17 - Saturday Night Fish Fry
18 - Nobody Knows You When You're Down and Out


 Makin' Love Is Good For You (2000)

01 - I Got To Leave This Woman
02 - Since I Fell For You
03 - I Know
04 - Peace of Mind
05 - Monday Woman
06 - Ain't No One Like My Baby
07 - Makin' Love Is Good For You
08 - Don't Go No Further
09 - Actions Speak Louder Than Words
10 - What You Bet
11 - You're On Top
12 - Too Good To You Baby
13 - I'm In The Wrong Business
14 - She's My Baby


 Riding With The King (B.B. King & Eric Clapton) (2000)

01 - Riding With The King
02 - Ten Long Years
03 - Key To The Highway
04 - Marry You
05 - Three O'Clock Blues
06 - Help The Poor
07 - I Wanna Be
08 - Worried Life Blues
09 - Days of Old
10 - When My Heart Beats Like A Hammer
11 - Hold On I'm Coming
12 - Come Rain Or Come Shine


 A Christmas Celebration of Hope (2001)

01 - Please Come Home For Christmas
02 - Lonesome Christmas
03 - Back Door Santa
04 - Christmas In Heaven
05 - I'll Be Home For Christmas
06 - To Someone That I Love
07 - Christmas Celebration
08 - Merry Christmas Baby
09 - Christmas Love
10 - Blue Decorations
11 - Christmas Comes But Once A Year
12 - Bringing In A Brand New Year
13 - Auld Lang Syne


 Reflections (2003)

01 - Exactly Like You
02 - On My Word of Honor
03 - I Want A Little Girl
04 - I'll String Along With You
05 - I Need You
06 - A Mother's Love
07 - ( I Love You) For Sentimental Reasons
08 - Neighborhood Affair
09 - Tomorrow Night
10 - There I've Said It Again
11 - Always On My Mind
12 - Cross My Heart
13 - What A Wonderful World


 B.B. King & Friends: 80 (2005)

01 - Early In The Morning (feat. Van Morrison)
02 - Tired of Your Jive (feat. Billy F. Gibbons)
03 - The Thrill Is Gone (feat. Eric Clapton)
04 - Need Your Love So Bad (feat. Sheryl Crow)
05 - Ain't Nobody Home (feat. Daryl Hall)
06 - Hummingbird (feat. John Mayer)
07 - All Over Again (feat. Mark Knopfler)
08 - Drivin' Wheel (feat. Glenn Frey)
09 - There Must Be A Better World Somewhere (feat. Gloria Estefan)
10 - Never Make Your Move Too Soon (feat. Roger Daltrey)
11 - Funny How Time Slips Away (feat. Bobby Bland)
12 - Rock This House (feat. Elton John)


 B.B. King & Friends (Compilation) (2007)

CD 1:
01 - B.B. Boogie
02 - The Other Night Blues
03 - From The Bottom (Sonny Boy Williamson)
04 - City of New Orleans (Sonny Boy Williamson)
05 - Walkin' Anf Cryin'
06 - A New Way of Driving
07 - Catfish Blues (Bobo 'Slim' Thomas)
08 - Dirty Disposition (Luther Huff)
09 - 1951 Blues (Luther Huff)
10 - Every Day I Have The Blues
11 - Delta Blues (Big Joe Williams and His 9 String Guitar)
12 - Mama Don't Allow Me (Big Joe Williams and His 9 String Guitar)
13 - Whistling Pines (Big Joe Williams and His 9 String Guitar)
14 - You Got To Move (Mississippi Fred McDowell)
15 - You Done Lost Your Good Thing Now
16 - Please Love Me

CD 2:
01 - Mr. Pawnbroker
02 - My Own Fault, Darling
03 - Make A Little Love With Me (Arthur 'Big Boy' Crudup)
04 - Gonna Find My Baby (Arthur 'Big Boy' Crudup)
05 - Catfish Blues (aka Fishin' After Me)
06 - Long Nights (The Feeling They Call The Blues)
07 - Everybody's Fishing (Willie Love And His Three Aces)
08 - V-8 Ford (Willie Love and His Three Aces)
09 - That Evil Child
10 - I Got Some Help (I Don't Really Need) (aka Outside Help)
11 - Wang Dang Doodle (Howlin' Wolf)
12 - The Red Rooster (aka Little Red Rooster) (Howlin' Wolf)
13 - I'm Losing You (John Lee Hooker With The Groundhogs)
14 - Waterfront (John Lee Hooker With The Groundhogs)
15 - The Thrill Is Gone
16 - Guess Who


 The Best of The Early Years (Compilation) (2007)

01 - B.B. Boogie
02 - She's Dynamite
03 - Shake It Up and Go
04 - Three O'Clock Blues
05 - Please Love Me
06 - Woke Up This Morning
07 - You Upset Me Baby
08 - Every Day I Have The Blues
09 - When My Heart Beats Like A Hammer
10 - Ten Long Years
11 - Sweet Little Angel
12 - Don't Look Now, But I've Got The Blues
13 - Early In The Morning
14 - Days of Old
15 - Mean Old Frisco
16 - Catfish Blues Aka Fishin' After Me
17 - Sweet Sixteen Pts 1 & 2
18 - I'll Survive
19 - Downhearted Aka How Blue Can You Get?
20 - Bad Case of Love
21 - Rock Me Baby
22 - Blues Stay Away From Me
23 - Five Long Years
24 - That Evil Child
25 - Why I Sing The Blues


 Live At The BBC (Live) (2008)

01 - Caldonia
02 - I Love To Live The Life
03 - Night Life
04 - When It All Comes Down (I'll Still Be Around)
05 - The Thrill Is Gone
06 - I Gotta Move Out of This Neighbourhood
07 - When Love Comes To Town
08 - Let The Good Times Roll
09 - Stormy Monday Blues
10 - Ain't Nobody Home
11 - Five Long Years
12 - How Blue Can You Get?
13 - Paying The Cost To Be The Boss
14 - The Thrill Is Gone


 One Kind Favor (2008)

01 - See That My Grave Is Kept Clean
02 - I Get So Weary
03 - Get These Blues Off Me
04 - How Many More Years
05 - Waiting For Your Call
06 - My Love Is Down
07 - The World Gone Wrong
08 - Blues Before Sunrise
09 - Midnight Blues
10 - Backwater Blues
11 - Sitting On The Top of The World
12 - Tomorrow Night

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 Live At Royal Albert Hall 2011 (Live) (2012)

01 - I Need You So
02 - Key To The Highway
03 - See That My Grave Is Kept Clean
04 - All Over Again
05 - Rock Me Baby
06 - You Are My Sunshine
07 - B.B. James With Guests
08 - The Thrill Is Gone
09 - Guess Who
10 - When The Saints Go Marching In

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