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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Dracula - Discografia

Em todas as eras do Rock e Metal nós tivemos vocalistas que eram icônicos, que representavam aquelas épocas. Não apenas um, mas alguns se destacam em relação aos demais. E se tem alguém que simboliza a cena atualmente, esse cara é o norueguês Jørn Lande e seu inconfundível vocal. Não é exagero considerá-lo um dos melhores vocalistas contemporâneos, se não o melhor.
Sua técnica e jeitão próprios de cantar respondem por si só o porquê de ser um vocalista bem-sucedido, mas sem propaganda, fica difícil alguém ser reconhecido. De falta de propaganda esse cara não morre, pois em todo e qualquer grande projeto, esse monstro está envolvido, principalmente em trabalhos conceituais, que clamam por sua voz. Então, cara... como de praxe, mais um projeto que tem a honra de contar com suas cordas vocais surge, engrossando a lista pessoal de participações do vocalista.
Ao unir forças com o guitarrista também norueguês Trond Holter (ex-Wig Wam), nasce um projeto que alicerça a classe do Hard 'n' Heavy com a classe vampírica que parece saída direto do século XV. Seu nome é bem sugestivo: Dracula.
O resultado de passar o ano de 2014 trabalhando no projeto, que conta também com o baixista Bernt Jansen e o baterista Per Morten Bergseth, pôde ser apreciado em janeiro de 2015 com o lançamento do debut "Swing of Death", através da Frontier Records.
Esse maravilhoso álbum é conceitual e conta a história de Vlad Dracul, o famoso vampiro Dracula, de uma forma interessante, elaborada e moderna, abordando aspectos internos e sentimentais. Isso é notado pela obsessão de Dracula por sentir amor verdadeiro novamente, e enquanto os séculos passam e vai saciando sua sede por sangue, mais sua solidão se intensifica, piorando também sua sede, levando-o à beira da insanidade... Até que encontra Lucy, por quem se apaixona obsessivamente por muito lembrar Mina, seu primeiro amor enquanto ainda humano, antes de vender sua alma ao diabo para se tornar vampiro.
O vampiro é, claro, interpretado por Jørn Lande, que faz duetos em algumas canções com a belíssima voz da Lena Fløitmoen Børresen, que interpreta Lucy e Mina. Lande e Holter foram capazes de confeccionar um projeto de musicalidade sólida e melódica, super puxado para o Hard Rock, lembrando nitidamente aos álbuns solos de Jørn, mas também trazendo elementos de Heavy Metal e muitas atmosferas vampíricas clássicas e dançantes, reforçando a referência a Drácula. As músicas têm força, alternam o melódico ao pesado, com pontuais solos ferozes e impressionantes.
"Swing of Death" é de tal consistência sólida e convincente que com facilidade é uma das coisas mais brilhantes que o ano tem para nos oferecer. Já ouvi muita coisa feita de forma teatral em diversos gêneros, onde os vocalistas não apenas cantam, mas atuam, entram nos personagens tal como um ator se transforma para interpretar seu papel. Mas eu, até agora, não tinha visto isso com o Hard Rock. Um Hard Rock teatral, calcado num básico modelo de Rock Opera. Trabalho lindíssimo, fácil de ouvir e fácil de repetir. Liso, natural, onde nada forçado é sentido. A presença do ilustre Jørn Lande só vem a reforçar a qualidade do trabalho. Ou o que esse cara toca vira ouro, ou ele não participa de nada que seja "mais ou menos".


 Swing of Death (2015)

01 - Hands of Your God
02 - Walking On Water
03 - Swing of Death
04 - Masquerade Ball
05 - Save Me
06 - River of Tears
07 - Queen of The Dead
08 - Into The Dark
09 - True Love Through Blood
10 - Under The Gun
11 - Hands of Your God (Exclusive Bonus Track)

domingo, 25 de janeiro de 2015

Daydream XI - Discografia

Sempre defendi que a posição de uma nova banda em relação a qual gênero metálico virão a desempenhar deva ser muito bem pensada, além de muito bem enquadrada dentro das influências pessoais dos músicos e, claro, dentro do seu limite técnico. Para correr, primeiro, precisa saber andar. E se não gosta de correr, simplesmente não corra. Fazer Progressive Metal é uma tarefa bastante difícil em vista da exigência técnica e complexidade composicional, por mais que também encontremos por aí "no mercado" bandas que executem o gênero de forma simplificada. Só que não é fácil. Ou faz algo foda, ou acaba tropeçando e deixando a desejar. Coisa fácil de acontecer nessa área.
Não sei se é chatice minha, mas quando vejo que alguma banda faz Prog de alguma forma, ela se torna mais interessante pra mim. Se for brasileira, desperta mais atenção ainda. Uma banda que une esses dois pontos de interesse é o Daydream XI, banda gaúcha fundada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, no ano de 2005 sob o nome Osmium. Difícil não ficar curioso com o que esses caras são capazes de fazer.
Os caras ficaram conhecidos como Osmium apenas por três anos, pois em 2008 o nome foi alterado para Daydream XI, iniciando, de fato, a etapa atual da banda. Contando com Tiago Masseti no vocal, Cássio de Assis e Marcelo Pereira como guitarristas, Tomás Gonzaga no baixo e Lucas Santos na bateria, já em 2009 lançaram o EP independente intitulado "Humanity's Prologue", contendo quatro amostras do que estavam predispostos a fazer de forma melhor desenvolvida em tempos futuros.
Honestamente, o EP não é impressionante, e isso não tem relação com a qualidade de gravação, que apesar de claramente não ser a nível profissional, é limpíssima. Os gaúchos apresentavam bastante qualidade técnica e consciência sobre a proposta, com composições complexadas, solos velozes, alternâncias de andamentos na harmonia, entrando guitarras mais pegadas, guitarras mais "dançantes", além de violões e guitarras limpas também. Mas careciam de energia, de maturidade, de carisma, principalmente devido ao vocal do Tiago, que era demasiado comportado apesar dos belos drives. Mas não se pode pegar tão pesado com uma banda que está apenas começando e já, com apenas um EP, demonstrava bem que poderiam ainda vir a lançar coisas excelentes. Por isso não me decepcionei. Foi um grande primeiro passo e era questão de apenas dar tempo de lançarem um trabalho completo, como um álbum.
Houve mudança na formação em 2010 com a saída do baterista Lucas Santos e entrada de Bruno Giodano em seu lugar, mas apesar disso, rotatividade de integrantes na formação é incomum até o momento, já que a banda tem formação bem estabilizada.
Com o novo baterista, ainda naquele ano, veio a single "The Guts of Hell", uma faixa que viria a compôr o álbum de estreia, já demonstrando algum avanço na qualidade geral da banda.
Tempos de maior silêncio passaram a seguir enquanto a banda trabalhava no debut. E a julgar pelo próprio, muita dedicação foi doada, muito coração foi empenhado na tarefa. Através da Power Prog Records, os gaúchos lançaram, em 2014, o fodíssimo álbum "The Grand Disguise", disco que pega desprevenido quem os conhecia desde o EP. Trata-se de um trabalho muito mais competente, muito mais inflado, com a energia que carecia o primeiro registro lá trás, em 2009.
"The Grand Disguise" ostenta todos os requisitos necessários para um Progressive Metal de qualidade e moderno: força, velocidade, intensidade, duetos ferozes entre guitarra e teclados. Esbanja qualidade técnica, criatividade em cada passagem. É um álbum plural, mas para perceber essa pluralidade, é necessário prestar atenção e dedicar assimilação. A turbulência da sonoridade, com "muita coisa acontecendo ao mesmo tempo", retarda a assimilação, mas quanto mais se ouve, mais se entende e gosta. E ainda fazem questão de rechaçar a velha falácia de que Prog Metal não tem feeling, sendo que mesmo nas músicas mais agitadas, passagens sentimentais surjam, e ainda os gaúchos nos brindam com faixas cadenciadas e cheias de emoção, como "Alone". E por falar em emoção, ela é muito acrescentada às canções graças ao vocal de Tiago Masseti, que apresenta maior extensão e mais entrega, tornando o Tiago do EP quase irreconhecível. Amadurecimento indiscutível.
Sem dúvida alguma, o disco é digno de uma banda que já tem tempo de estrada, não de uma que está em seu primeiro passo, o que só reforça a qualidade dos músicos envolvidos.
Se você é do tipo que é chegado num Metal Progressivo contemporâneo, com técnica e velocidade instrumental, peso esmagador nas guitarras e vocais em altos tons e versatilidade, essa é uma banda para você, ainda mais pelo fato de ser brasileira. Novamente, é o nosso povo mostrando que aqui também tem Metal de qualidade e que os tempos de ignorar uma banda simplesmente por ser brasileira têm que ter ficado no passado. Vivemos uma era de prosperidade!


 Humanity's Prologue (EP) (2009)

01 - Graveyard of Disgrace
02 - Beyond The Veil
03 - Travel Through Time
04 - Open Minds


 The Grand Disguise (2014)

01 - Keeping The Dream Alive
02 - Like Darkness Rules The Night
03 - Watch Me Rise
04 - The Guts of Hell
05 - The Age of Sadness
06 - Wings of Destruction
07 - About Life and Its Ending
08 - Phoenix
09 - Zero Days
10 - Alone
11 - The Grand Disguise


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Gillan - Discografia

Insatisfeito com os rumos da Ian Gillan Band, o vocalista Ian Gillan resolveu dissolver o conjunto em 1978, dando sequência em sua carreira pós-Deep Purple, com um novo projeto, que levaria apenas o seu sobrenome: Gillan.
Da Ian Gillan Band permaneceu apenas o tecladista Colin Towns, sendo que trouxe os seguintes músicos para o novo conjuto: Steve Byrd (guitarra), Liam Genockey (bateria) e John McCoy (baixo).
Desde o início, o vocalista deixou claro que sua intenção era buscar um som mais voltado para o Rock Progressivo, afastando-se do Jazz-Fusion com Rhythm And Blues dos discos anteriores.
Por questões contratuais, o primeiro disco que sairia ainda em 1978, somente poderia ser lançado no Japão, Austrália e Nova Zelândia. Assim, o álbum homônimo passaria a ser conhecido como The Japanese Album.
Embora o vocalista tenha se esforçado para fazer um som mais voltado para o Rock Progressivo, é possível observar que o debut caminha mais na direção do Hard Rock setentista. O disco foi muito bem recebido e rendeu ao conjunto um contrato com a gravadora Acrobat Records para o lançamento de novos trabalhos no continente europeu.
No Natal de 1978, Ritchie Blackmore convidou Ian Gillan para ingressar no Rainbow, sendo o convite declinado. Ainda assim, Blackmore fez uma participação especial no show do Gillan, sendo a primeira vez que os músicos estavam juntos no palco desde o 1973.
Logo após o lançamento do disco, Liam Genockey deixou o conjunto, dando lugar para Pete Barnacle.
Antes de um novo álbum ser gravado, Byrd foi substituído por Bernie Torme e Barnacle pelo baterista Mick Underwood, ex-colega de Ian Gillan no Episode Six. A inclusão de Bernie trouxe uma nova cara para o conjunto, pois sua veia mais Metal, fez com que o som ficasse mais pesado e contribuiu para uma agressividade maior no trabalho vocal de Ian Gillan.
O primeiro fruto da nova formação foi Mr. Universe, de 1979, disco que trazia algumas faixas retrabalhadas do álbum de estréia e que foi um grande sucesso, tanto de vendas quanto de crítica.
Infelizmente, a ascensão foi prejudicada com a falência da gravadora. 
Era evidente que o conjunto estava embalado pela onda da NWOBHM e isso fez com sua popularidade aumentasse junto aos jovens. Foi nessa época, mais precisamente em 1980, que o Gillan lançaria seu álbum mais marcante: Glory Road, que é um daqueles tesouros escondidos do Metal e que merece ser ouvido com atenção.
Ainda que tenha sido bem recebido pelos fãs ingleses, o conjunto não conseguiu despertar atenção do mercado norte-americano e nem no restante da Europa e na Ásia, o que acabou desmotivando os músicos, pois o retorno financeiro não estava sendo o esperado.
Tal fato acabou contribuindo decisivamente para a saída de Bernie Torme, que ocorreu logo após o lançamento de Future Shock de 1981. Ironicamente, a banda continuava em ótima forma e o disco foi outro grande feito, atingindo o mesmo sucesso de Glory Road.
Ainda que o retorno financeiro pudesse não ser o esperado, com dois grandes álbuns em sequência, Ian Gillan provava que havia vida pós-Purple e que ainda podia lançar trabalhos de qualidade.
Para o lugar de Bernie Torme o escolhido foi Janick Gers (ex-White Spirit) e que tempos depois ingressaria no Iron Maiden. Com Gers, o conjunto gravou o ao vivo Double Trouble,.
Em 1982, vem Magic, último álbum do conjunto. O trabalho não teve o resultado desejado, sendo que a tensão pelos problemas financeiros, aliados à saúde de Ian Gillan (que havia retirado nódulos das cordais vocais), contribuíram para o final do conjunto.
Ian Gillan acabou indo para o Black Sabbath, para a surpresa do restante do conjunto. Bernie Torme e John McCoy juntaram suas forças recentemente no projeto da banda GMT, lançando dois álbuns, um em 2006 e outro em 2009.
Com dois discos do calibre de Glory Road e Future Shock, aliado ao inquestionável talento de Ian Gillan, é difícil entender a razão dessa banda não ter alcançado o estrelato, sendo que parte disso pode ser creditada ao fato de não levaram o conjunto a sério, por ter mais cara de projeto e também em razão de seus grandes trabalhos terem surgido em que o Heavy Metal estava apresentando muita coisa boa em sequencia.


 Gillan (The Japanese Album) - 1978

01 - Street Theatre
02 - Secret Of The Dance
03 - I'm Your Man
04 - Dead Of Night
05 - Fighting Man
06 - Message In A Bottle
07 - Not Weird Enough
08 - Bringing Joanna Back
09 - Abbey Of Thelema
10 - Back In The Game
11 - Vengeance
12 - Move With The Times
13 - Sleeping On The Job
14 - Roller


 Mr. Universe - 1979

01 - Second Sight
02 - Secret Of The Dance
03 - She Tears Me Down
04 - Roller
05 - Mr. Universe
06 - Vengeance
07 - Puget Sound
08 - Dead Of Night
09 - Message In A Bottle
10 - Fighting Man
11 - On The Rocks (Live)
12 - Bite The Bullet (Live)
13 - Mr. Universe (Live)
14 - Vengeance (Live)
15 - Smoke On The Water (Live)
16 - Lucille (Live)


 Glory Road - 1980

01 - Unchain Your Brain
02 - Are You Sure?
03 - Time And Again
04 - No Easy Way
05 - Sleeping On The Job
06 - On The Rocks
07 - If You Believe Me
08 - Running, White Face, City Boy (Towns)
09 - Nervous
10 - Your Mother Was Right
11 - Redwatch
12 - Abbey Of Thelema
13 - Trying To Get To You
14 - Come Tomorrow
15 - Dragon's Tongue
16 - Post-Fade Brain Damage


 Future Shock - 1981

01 - Future Shock
02 - Right Ride Out Of Pheonix
03 - (The Ballad Of) The Lucitania Express
04 - No Laughing In Heaven
05 - Sacre Bleu
06 - New Orleans
07 - Bite The Bullet
08 - If I Sing Softly
09 - Don't Want The Truth
10 - For Your Dreams
11 - Nightmares (A-Side Single)
12 - Bite The Bullet (Live B-Side Single)


 Double Trouble (Live) - 1981

01 - I'll Rip Your Spine Out
02 - Restless
03 - Men Of War
04 - Sunbeam
05 - Nightmare
06 - Hadely Bop Pop
07 - Life Goes On
08 - Born To Kill
09 - No Laughing In Heaven
10 - No Easy Way
11 - Trouble
12 - Mutually Assured Destruction
13 - If You Believe Me
14 - New Orleans

 Magic - 1982

01 - What's The Matter
02 - Bluesy Blue Sea
03 - Caught In A Trap
04 - Long Gone
05 - Driving Me Wild
06 - Demon Driver
07 - Living A Lie
08 - You're So Right
09 - Living For The City
10 - Demon Driver (Reprise)
11 - Breaking Chains
12 - Fiji
13 - Purple Sky
14 - South Africa
15 - John
16 - South Africa (Extended 12 Version)
17 - Helter Skelter
18 - Smokestack Lightning


 Live At The BBC, 79-80 - 1999

CD 01

01 - Interview With Ian Gillan
02 - Sleeping On The Job
03 - Mr. Universe
04 - Dead Of Night
05 - Roller
06 - Vengeance
07 - Smoke On The Water
08 - Secret Of The Dance
09 - Sleeping On The Job
10 - Mr. Universe
11 - Dead Of Night
12 - Vengeance

CD 02

01 - Unchain You Brain
02 - Are You Sure?
03 - Mr. Universe
04 - No Easy Way
05 - Trouble
06 - If You Believe Me
07 - On The Rocks
08 - Nervous
09 - Running White Face City Boy
10 - Vengeance
11 - Lucille
12 - Interview With Ian Gillan
13 - If You Believe Me




domingo, 11 de janeiro de 2015

Witchfinder General - Discografia

O Witchfinder General teve seu início em 1979, formado por Zeeb Parkes (vocal) e Phil Cope (guitarra) em Stourbridge, Inglaterra. Fortemente influenciados pelo Black Sabbath, o conjunto viria a ser reconhecido como um dos maiores expoentes do Doom Metal.
Seu nome foi inspirado na trajetória de Matthew Hopkins, o mais atuante caçador de bruxas da história britânica, conhecido como Witchfinder General.
Após sua formação, a dupla teve grande dificuldade em fixar um line-up, mas amparados pelo movimento da NWOBHM, conseguiram um contrato em 1981 para a gravação de uma demo.
Com o auxílio do baixista Toss McReady e do baterista Steve Kinsell, Phil e Zeeb gravam as faixas que originariam a demo Burning A Sinner, lançada ainda em 1981.
A sonoridade pesada e sombria, com riffs bem elaborados chamaram a atenção do público e da mídia e logo o conjunto estava novamente em processo de gravação.
Após o lançamento do compacto Soviet Invasion! de 1982, que também foi bem recebido, veio o primeiro álbum, também de 1982 e que se tornaria um dos símbolos da NWOBHM: Death Penalty.
Com as saídas de Toss e Steve, no álbum Woolfy Trope é creditado como baixista e Graham Ditchfield como baterista. Mas tais créditos geram grande confusão até hoje, pois sabe-se que Graham não participou das gravações entrando para a banda posteriormente e Zak Bajjon afirma ser o baixista que gravou o disco. Tais informações nunca foram confirmadas, mas dizem haver uma edição do disco que traz Zak como baixista e um tal de Kid Nimble na bateria. A confusão nunca foi desfeita.
Sobre o álbum, o mesmo já chama a atenção pela polêmica capa, que deve ter sido censurada em vários locais, seja nudez parcial da modelo ou por incitar a violência contra as mulheres. Mas o que interessa é o som, e o mesmo é genial. Com letras que tratam de temas obscuros e terror, o disco apresenta um trabalho de guitarras bastante elaborado (uma marca do período) e consideravelmente rápido, o que mostra que o Doom ainda sofreria mudanças no futuro. Composições como Free Country, Witchfinder General, Burning A Sinner, além da faixa-título dão claramente a ideia da importância do disco.
Com Rod Hawkes no baixo, além de Graham, Phil e Zeeb, a banda lança em 1983 seu segundo disco Friends Of Hell, novamente com uma capa polêmica. O trabalho segue a linha de seu antecessor e mais uma vez reforça as bases do Doom/Stoner Metal dos anos 90. Last Chance e Love On Smack, poderiam ter saído de um disco do Sabbath, enquanto a faixa-título, Requiem For Youth e Shadowed Images, dão claramente o tom do que resultaria as influências do conjunto para a próxima geração. Como destaque, há ainda, a balada I Lost You.
Apesar do amadurecimento apresentado em Friends Of Hell, o álbum não foi tão bem recebido quanto Death Penalty e a banda que já se apresentava em poucas oportunidades, desapareceu dos palcos.
Talvez pela falta de motivação e por ver que a NWOBHM já não era mais a mesma, a banda encerrou suas atividades entre o fim de 1984 e o início de 1985.
Passados alguns anos, vários músicos e ouvintes passaram a reverenciar o trabalho do Witchfinder General, sempre esperançosos por um retorno.
Em 2006, Phil Cope anunciou que o conjunto estava de volta, com Rod Hawkes no baixo e Dermot Redmond na bateria, agora acompanhados por Gary Martin nos vocais.
Para marcar o retorno, lançaram o Live '83, com faixas gravadas em 1983 e a coletânea Buried Amongst The Ruins, que trazia músicas de toda a carreira, além da inédita Phantasmagorical, que havia sido gravada na primeira fase do conjunto, mas não chegou a ser lançada.
Resurrected, de 2008, é o terceiro disco de estúdio do conjunto, lançado exatamente vinte e cinco anos após Friends Of Hell. Embora apresente bons momentos e boas composições, o disco não teve o resultado esperado, muito em razão da ausência do insano Zeeb Parkes, que dava toda a identidade do conjunto.
Após o lançamento do disco, o conjunto novamente se dissipou e as atividades da banda (ao que parece) foram definitivamente encerradas.


 Burning A Sinner (Demo) - 1981

01 - Burning A Sinner
02 - Satan's Children


 Soviet Invasion! (EP) - 1982

01 - Soviet Invasion
02 - Rabies
03 - R.I.P. (Live)

 Death Penalty - 1982

01 - Invisible Hate
02 - Free Country
03 - Death Penalty
04 - No Stayer
05 - Witchfinder General
06 - Burning A Sinner
07 - R.I.P.

 Friends Of Hell - 1983

01 - Love On Smack
02 - Last Chance
03 - Music
04 - Friends Of Hell
05 - Requiem For Youth
06 - Shadowed Images
07 - I Lost You
08 - Quietus Reprise

 Live '83 - 2006

01 - Free Country
02 - Burning Sinner
03 - Witchfinder General
04 - Requiem For Youth
05 - Shadowed Images
06 - Friends Of Hell
07 - Death Penalty
08 - Last Chance
09 - Invisible Hate
10 - Quietus
11 - No Stayer
12 - Love On Smack

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 Buried Amongst The Ruins (Compilation) - 2007

01 - Soviet Invasion
02 - Rabies
03 - R.I.P.
04 - Satan's Children (Live)
05 - Rabies (Live)
06 - Phantasmagorical (Live)
07 - Soviet Invasion (Live)
08 - Burning A Sinner
09 - Satan's Children


 Resurrected - 2008

01 - The Living Hell
02 - The Gift Of Life
03 - Final Justice
04 - Bryn-Y-Mor
05 - Brutal Existence
06 - Euthanasia
07 - A Night To Remember
08 - The Funeral/Beyond The Grave




domingo, 4 de janeiro de 2015

Warriors Of The Metal BR - Discografia

Nós do Warriors Of The Metal cultivamos um grande orgulho pelo trabalho que fazemos aqui, e principalmente, pelo feedback majoritariamente positivo por parte dos visitantes. Mais orgulho ainda temos de nossa atitude de dar espaço de destaque a bandas brasileiras em nosso acervo, sobretudo aquelas que nos reconhecem como um bom veículo de divulgação e solicitam divulgação e resenhas sobre o que fazem. E a partir dessa publicação, temos mais um motivo de orgulho!
Há muito tempo, em alguma postagem, um visitante havia dado a ideia de lançarmos uma coletânea própria contendo bandas que já se encontram disponíveis, afim de ajudar vocês a descobrirem novas bandas, já que não separamos as postagens por marcadores de gênero (para descobrir o motivo, cliquem aqui). Esse comentário não foi esquecido. A concretização dele é essa postagem!
É com imenso orgulho que o Warriors Of The Metal, em manifestação de apoio ao Metal brasileiro, lançou no dia 15 de junho de 2014, o disco "Green Flame of Wrath", o primeiro volume da série "Warriors Of The Metal BR"!
Ele trás 13 novas bandas (ou semi-novas!), totalmente brasileiras, que já compõem nosso acervo e ostentam muita qualidade. Treze bandas de competência que todos deveriam dar atenção. Não se espante se não conhecer alguma e acabar se impressionando de verdade!
O Brasil está vivendo o que pode ser considerado o melhor e mais criativo momento da sua história no que diz respeito a música pesada. Uma verdadeira renascença! Muitas bandas surgindo em todo o território nacional, muitas bandas fazendo algo diferente, ousando, arriscando, e fazendo sons de respeito. Treze delas estão aqui! Treze sangues novos, treze esperanças, treze orgulhos, cada um de uma estilo diferente!
Já que tudo gira em torno do Brasil, e algumas bandas dão especial ênfase a nossas raízes culturais e tradicionais, nada mais justo do que uma capa que retratasse algo brasileiro também. A mula-sem-cabeça foi escolhida como mascote em "Green Flame of Wrath" por um motivo bem pessoal de minha parte. Algumas histórias que amigos contavam nas rodinhas de amizade à noite me assustavam de verdade quando eu era pequeno... algumas delas envolviam criaturas do folclore brasileiro, e as que mais me assustavam eram as que envolviam a mula-sem-cabeça, levando-me a ter pesadelos que me despertavam no meio da noite e me obrigavam a ir dormir com meus pais.
De acordo com a lenda, transformavam-se em mulas-sem-cabeça (mulas com fogo no lugar da cabeça) as mulheres que se envolviam com padres, o que lançava sobre elas uma maldição que se manifestava principalmente às quintas ou sextas de lua cheia. É por isso que a imagem da capa retrata uma mula-sem-cabeça, a lua cheia, e uma igreja meio de arquitetura gótica ao fundo com um padre à sua frente. Durante a transformação, as mulas-sem-cabeça galopam iradas pelos campos, com gritos que misturam relinchos e gritos desesperados de uma mulher, e destroem tudo pela frente. Após se cansar, volta a ser mulher e apresenta feridas pelo corpo. Reza a lenda que a maldição pode ser quebrada retirando o cabresto que carrega, ou ferindo-a com um alfinete que nunca foi usado.
O primeiro volume teve excelente repercussão, maior do que imaginávamos. Mesmo que não tivesse, a atitude não pararia por aí. Exatamente por isso arregaçamos as mangas e corremos atrás da concretização de mais um volume. É com muito orgulho, novamente, que no dia 04 de janeiro de 2015, lançamos o segundo volume da coletânea em prol do Metal nacional. Dessa vez, o nome é, poeticamente, "Green Flames Still Burning"! Mais treze bandas brasileiras de alta qualidade compõem o trabalho, levando a vocês um pouco mais do que o Brasil tem a oferecer ao Heavy Metal. Qualidade de sobra!
Já no segundo volume, retratamos uma cobra de fogo chamada Boitatá. O Boitatá é o grande protetor das florestas brasileiras, que emerge em meio as chamas para atacar e queimar aqueles que estão ateando fogo em seu habitat.
Embora sejam apenas lançamentos digitais, os trabalho são dedicados. Não estamos trazendo apenas músicas e novas bandas compatriotas para vocês; estamos trazendo também encartes digitais contendo as letras de cada música, informações sobre quem são os compositores das músicas e letras, fotos, além de até mesmo uma capa traseira e créditos! Tudo isso recebeu o sopro da vida graças ao artista Pedro Segundo, da Grey Castle Art Studio, que assinou a autoria da arte de ambos os volumes. Muito obrigado, parceiro!
Além disso, tudo aqui é feito na máxima legalidade e transparência. Contamos com a autorização de todas as bandas envolvidas para a utilização de todos os recursos inclusos. Portanto, além de as promovermos e as apresentarmos a vocês, também contamos com o apoio e divulgação das mesmas.
Conforme os nomes sugerem, "BR Vol. 1: Green Flame of Wrath" e "BR Vol. 2: Green Flames Still Burning" são apenas os primeiros volumes de outros da série "Warriors Of The Metal BR" que virão futuramente. Planejamos lançar o volume três por volta de agosto de 2015.
"Warriors Of The Metal BR" é um lançamento digital, independente e sem fins lucrativos. Temos apenas a intenção de levar bandas brasileiras, novas, e de qualidade para vocês. Convidamos todos a baixarem gratuitamente essa coletânea e apoiarem os novos representantes do Metal brasileiro, assim como nós apoiamos!


 BR Vol. 1: Green Flame of Wrath (2014)

01 - King of Bones: We Are The Law
02 - Cangaço: Bombardeio No Ceará
03 - Glitter Magic: Bad For Health
04 - Deathraiser: Violent Aggression
05 - Arandu Arakuaa: Auê!
06 - Angels Holocaust: Crystal Night
07 - Dynahead: Hallowed Engine
08 - Abiosi: Acorda Playboy
09 - Ankhalimah: Edge of Madness
10 - Hagbard: Let Us Bring Something For Bards To Sing
11 - Panzer: Burden of Proof
12 - Mork: Alastor
13 - Atheistc: Killing My Religion

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 BR Vol. 2: Green Flames Still Burning (2015)

01 - Armahda: Paiol Em Chamas
02 - Hate Handles: Deceived
03 - Sonic Dash: The Killing Joke
04 - Jackdevil: Thrash Demons Attack
05 - Kernunna: Kernunna
06 - D.A.M.: Fear (Lunar Body)
07 - Barbaria: Blackbeard
08 - Hard Desire: Suicidal
09 - Bad Salad: Crowded Sky
10 - Mork: Sacrifice
11 - Vandroya: Within Shadows
12 - Optical Faze: One Way Path
13 - Perc3ption: Surrender

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Times Of Grace - Discografia

Em 2007 o guitarrista Adam Dutkiewicz, membro do Killswitch Engage uniu-se ao ex-vocalista do KsE Jesse Leach, para a criação do projeto Times Of Grace. Assim, além de auxiliar nos vocais, Adam assumiu todos os instrumentos. Para as apresentações ao vivo recrutaram o guitarrista Joel Stroetzel (Killswitch Engage), o baixista Matt Bachand (que toca guitarra no Shadows Fall), e o baterista Dan Gluszak (ex-Envy On The Coast).
Com parte do material escrito em 2008, a dupla foi para o estúdio em 2010 para a gravação do primeiro álbum, o qual divulgaram pelas redes sociais, prometendo que seria épico e que expandiria as fronteiras do Metal.
Assim, saiu em 2011 o excelente The Hymn Of A Broken Man, que logo de cara mostra uma grande evolução técnica de Jesse Leach, se comparado ao que fez nos primeiros discos do KsE. E, por mais que as estruturas das faixas, principalmente os riffs façam menção ao KsE, aqui é possível perceber que a pegada é outra, com faixas que dão um destaque maior nas melodias, embora ainda se situe dentro do Metalcore. Strength In Numbers, Fight For Life, Willing, Where The Spirit Leads Me e World's Apart são as principais composições.
O trabalho foi muito bem recebido pelo público e pela crítica, alcançando boas vendas. Com esse resultado, começou-se uma série de especulações sobre o retorno de Jesse Leach ao Killswitch Engage, o que acabaria se confirmando no início de 2012. Desde então, nenhum trabalho novo foi lançado pelo projeto.


 The Hymn Of A Broken Man - 2011

01 - Strength In Numbers
02 - Fight For Life
03 - Willing
04 - Where The Spirit Leads Me
05 - Until The End Of Days
06 - Live In Love
07 - In The Arms Of Mercy
08 - Hymn Of A Broken Man
09 - The Forgotten One
10 - Hope Remains
11 - The End Of Eternity
12 - Worlds Apart
13 - Fall From Grace
14 - Willing (Acoustic Version - Bonus Track)



Ian Gillan Band - Discografia

No fim de 1973, Ian Gillan e Roger Glover deixaram o Deep Purple, conjunto que ajudaram a colocar no topo e que deixou clássicos eternos em álbuns como In Rock (1970) e Machine Head (1972). Se o conjunto seguiu em frente, recrutando David Coverdale para os vocais, com o apoio de Glenn Hughes, Ian Gillan deixou a música e passou a fazer vários investimentos, os quais, em sua maioria deram errado e trouxeram prejuízo para o vocalista.
Enquanto isso, Roger Glover, que também foi companheiro de Gillan no Episode Six, deu sequência em sua carreira musical, atuando especialmente como produtor. Seu primeiro desafio e que acabaria se tornando seu primeiro álbum solo, foi o The Butterfly Ball And The Grasshopper's Feast, uma Ópera-Rock, que contou com nomes de peso, como Ronnie James Dio. Após o lançamento do disco, que se deu em 1974, planejou-se uma grande apresentação ao vivo, marcada para o dia 16 de outubro daquele ano. Ocorre que, em cima da hora, a participação de Dio no evento foi vetada por Ritchie Blackmore e a solução encontrada foi trazer Ian Gillan como substituto. E, como talento nunca foi problema, o vocalista se deu muito bem e a recepção que teve da platéia fez com o Gillan retomasse sua carreira artística.
Assim, em 1975, o vocalista formou a Ian Gillan Band, com o guitarrista Ray Fenwick, o tecladista Mike Moran, rapidamente substituído por Mickey Lee Soule e, depois por Colin Towns, Mark Nauseef na bateria e John Gustafson no baixo. 
O primeiro álbum seria lançado em 1976 e levou o nome de Child In Time, uma das faixas mais marcantes de Gillan durante o tempo no Deep Purple e que ganhou uma versão mais suave no disco. Grande parte do material foi composto por volta de 1972 e o restante durante o período de inatividade do músico.
Apesar de ser um trabalho solo, em que Gillan afirmou que iria fazer um som diferente, é possível notar muitas influências do Purple, com aquela pegada do Jazz-Fusion aliada ao Rock Setentista. A diferença aqui são os elementos do Rhythm And Blues, que estão bem mais presentes. Foram lançados dois singles para as faixas You Make Me Feel So Good e Shame, as quais tiveram uma melhor aceitação do público. O disco teve boas vendas do Reino Unido e surpreendentemente na Suécia.
Clear Air Turbulence, segundo disco do conjunto, saiu em 1977, e não teve o mesmo êxito comercial de seu antecessor. No álbum é possível ver o Jazz-Fusion ainda mais presente, num trabalho que foge bastante do Rock clássico, pois dá muito mais ênfase na parte instrumental e no virtuosismo dos músicos do que nas melodias.
Após iniciar a turnê, várias datas foram canceladas para que o conjunto pudesse retornar ao estúdio e gravar um novo disco.
Ainda em 1977, vem o álbum Scarabus, que embora tivesse algumas faixas com um pouco de agressividade, como a faixa-título, manteve a mesma linha de seu antecessor.
Naquele mesmo ano, a Ian Gillan Band faria uma grande apresentação no Japão (amparada em clássicos do Deep Purple) e que seria lançado como o Live At The Bodukan.
Em 1978, o conjunto chegou ao fim, com Ian Gillan criando uma nova banda, que levava apenas o seu sobrenome e que lançaria seis discos.


 Child In Time - 1976

01 - Lay Me Down
02 - You Make Me Feel So Good
03 - Shame
04 - My Baby Loves Me
05 - Down The Road
06 - Child In Time
07 - Let It Slide


 Clear Air Turbulence - 1977

01 - Clear Air Turbulance
02 - Five Moons
03 - Money Lender
04 - Over The Hill
05 - Goodhand Liza
06 - Angel Manchenio


 Scarabus - 1977

01 - Scarabus
02 - Twin Exhausted
03 - Poor Boy Hero
04 - Mercury High
05 - Pre Release
06 - Slags To Bitches
07 - Apathy
08 - Mad Elaine
09 - Country Lights
10 - Fools Mate
11 - My Baby Loves Me (Bonus Track)

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 Live At Budokan 1977 - 1978

01 - Clear Air Turbulence
02 - My Baby Loves Me
03 - Scarabus
04 - Money Lander
05 - Twin Exhausted
06 - Over The Hill
07 - Mencury High
08 - Child In Time
09 - Smoke On The Water
10 - Woman From Tokyo




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ecliptyka - Discografia

O Ecliptyka iniciou suas atividades em 2002, em Jundiaí, São Paulo, com Guilherme Bollini (guitarra e vocais rasgados), Helena Martins (vocais) e Tiago Catalá (bateria). Após, juntaram-se a eles o baixista Rodrigo Mathias e o guitarrista Ricardo Abatte.
Desde o início, realizaram diversas apresentações em especial na região metropolitana de São Paulo. Em 2007, lançaram o compacto The First Petal Falls, que chamou a atenção do público e da mídia especializada pela qualidade da produção e das faixas, com belas melodias, capazes de demonstrar com maestria o talento dos músicos. Ao contrário do que se possa imaginar, os vocais de Helena não levam o conjunto para o lado sinfônico, mas sim para o lado do Metal Melódico, com influências de gêneros como o Heavy e Prog Metal e até do Death Metal. Faixas como Time Makes Us Free e Rest Warrior já eram uma boa prévia do que estaria para vir em seguida.
The First Petal Falls possibilitou que o conjunto ampliasse seu público, vindo a tocar até na Europa, em festivais na Alemanha e na Bélgica. Além disso, abriu shows para conjuntos importantes no cenário nacional como Tuatha De Danann, Dr. Sin e Mindflow.
Com Eric Zambonini (baixo) e Hélio Valisc (guitarra) nos lugares de Rodrigo Mathias e Ricardo Abatte, a banda partiu para a gravação do primeiro disco, A Tale Of Decadence, lançado em 2011. E a boa impressão passada pelo compacto se confirmou no debut, um ótimo trabalho, que mesclou os estilos já mencionados com grande habilidade, algo que pode ser compreendido pelo fato dos músicos estarem mais experientes. O fato de contar com dois excelentes vocalistas também fez a diferença, sendo que as vozes casaram muito bem. Por falar em voz, em momentos mais suaves, o timbre de Helena Martins lembra um pouco a Simone Simons (Epica). O álbum conta com as participações especiais de Marcelo Carvalho (Hateful) e Danilo Herbert (Mindflow) nas faixas We Are The SameSplendid Cradle, respectivamente, o que serviu para dar mais brilho a tudo. Além das faixas citadas, os destaques vão para Hate, Why Should They Pay? e para a faixa-título.
O disco abriu ainda mais portas para a banda, possibilitando que abrissem shows para nomes como
Tarja Turunen, Delain e The Agonist.
Em 2014, lançam mais um disco marcante: Times Are Change, ainda melhor que seu antecessor e que fez o conjunto alcançar um novo patamar, com uma produção impecável, a cargo de Jean Dolabella (ex-Sepultura) e uma evolução maior, principalmente nos vocais de Guilherme, que estão mais presentes e de forma bastante agradável.
Faixas como Embrace The Pain, Save Me From Myself e If You Only Knew, provam que essa é uma banda que veio pra ficar, num dos melhores discos de Metal Nacional de 2014!


 The First Petal Falls (EP) - 2007

01 - Wept Fears
02 - Time Makes Us Free
03 - Feelings From Deshing
04 - Rest Warrior
05 - Unlesh Me


 A Tale Of Decadence - 2011

01 - The Age Of Decadence
02 - We Are The Same
03 - Splendid Cradle
04 - Fight Back
05 - Dead Eyes
06 - Echoes From War
07 - Hate
08 - Why Should They Pay?
09 - Look At Yourself
10 - I've Had Everything
11 - Unnatural Evolution
12 - Eyes Closed
13 - Berço Esplendido (Bonus Track)


 Times Are Changed - 2014

01 - Times Are Changed
02 - To Your Final Breath
03 - Forgotten
04 - What You Think You Feel
05 - Embrace The Pain
06 - Breathing Again
07 - Changed And Gone
08 - Save Me From Myself
09 - If You Only Knew


domingo, 28 de dezembro de 2014

Roger Glover - Discografia

Roger David Glover nasceu no dia 30 de novembro de 1945 em Brecon, País de Gales. Com dez anos de idade, Roger mudou-se com a família para o sul de Londres. Aos treze já estava fisgado pela música e tocava guitarra. Mais maduro, fundou seu primeiro conjunto, o Madisons ao lado de um grupo de amigos. Tempos mais tarde, o Madisons fundiria-se com outra banda, tornando-se o Episode Six, que além do baixista, contava com Ian Gillan nos vocais.
O trabalho no Episode Six acabou levando Glover e Gillan para o Deep Purple em 1969. Com Glover, o Purple alcançaria sua primeira era de sucessos, com discos como In Rock (1970) e Machine Head (1972), sendo que as contribuições de Gillan e Glover sempre foram reconhecidas como muito importantes para o status que o DP atingiu.
Problemas internos fizeram com que Gillan e Glover deixassem o Deep Purple no fim de 1973. Após deixar o conjunto, Glover mergulhou de cabeça na carreira de produtor musical. Um dos seus maiores desafios na nova empreitada era trabalhar no álbum solo de Jon Lord, que se chamaria The Butterfly Ball And The Grasshopper's Feast, uma Ópera-Rock totalmente inspirada no clássico da literatura infantil de mesmo nome, obra de William Plomer e Richard Fitter.
Jon Lord estava muito ocupado com o seu trabalho no Purple, o que fez com que Roger Glover tomasse as rédeas do projeto no qual se tornaria o principal compositor e seria o pontapé inicial de sua carreira solo. Para gravar o disco, o baixista contou com um time enorme de músicos, sendo os principais: Ray Fenwick (guitarra), Mo Foster (baixo), Eddie Jobson (violino), Jack Emblow (acordeon), Mike Moran (piano), Ann Odell (piano), Les Binks (bateria), Michael Giles (bateria), além do próprio Glover, que tocou baixo, guitarra, percussão, sintetizadores, piano e fez backing vocals.
E para os vocais contribuíram: Helen Chappelle, Barry St. John, Neil Lancaster, John Goodison, Liza Strike, Judi Kuhl, Jimmy Helms, Eddie Hardin, Tony Ashton, John Gustafson e principalmente: Ronnie James Dio, Glenn Hughes, David Coverdale, Mickey Lee Soule (ElfRainbow) e John Lawton (Uriah Heep).
Com nomes desse calibre, obviamente o trabalho foi espetacular, pois além de ser inovador, acabou se tornando uma das pérolas da década de setenta. A faixa Love Is All, que leva a voz de Dio, tornou-se um grande sucesso comercial, sendo a mais popular do álbum.
Em seguida Roger deu andamento da sua carreira como produtor, assinando discos importantes de nomes como: Judas Priest, Nazareth, Elf, Status Quo, Ian Gillan Band e David Coverdale.
Em 1978, lança seu seugndo álbum solo, Elements, inspirado nos quatro elementos e que trazia Liza Strike e Helen Chappelle nos vocais. O foco do álbum é o Rock Progressivo, sendo que a parte instrumental é mais evidenciada.
No ano seguinte, Roger Glover vai para o Rainbow, permanecendo com a banda de 1979 a 1984, ano em que retornaria ao Deep Purple, no qual encontra-se até os dias atuais. Nesse período, ainda arrumou tempo para gravar seu terceiro disco, Mask, lançado em 1984, que vai mais na onda do Hard Rock e que trouxe como novidade Glover nos vocais.
Ao lado do amigo Ian Gillan, lançou o disco Accidentally On Purpose, em 1988, um ótimo álbum que flertava com entre o Hard e o Pop Rock e que alcançou boas vendas, graças à faixa Telephone Box. Além disso, Lonely Avenue fez parte da trilha sonora do filme multipremiado Rain Man.
Após Accidentally On Purpose, o baixista passaria quase quinze anos, antes lançar um novo disco solo. Somente em 2002, ao lado de Randall Bramblett, Warren Haynes e Gillian Glover (sua esposa) lançou o disco Snapshot, com os autores sendo creditados como Roger Glover & The Guilty Party. O álbum é bastante descompromissado, sendo claro que os músicos estavam se divertindo durante as gravações. É um daqueles discos para se ouvir na estrada, durante uma longa viagem, pois flerta de maneira agradável entre o Blues, o Hard e Pop Rock, até com alguns toques de Reggae.
Em 2011, vem seu último álbum solo até o momento e um dos melhores! If Life Was Easy, conta com o pessoal que estava em Snapshot, além das participações especiais de Dan McCafferty e Pete Agnew (Nazareth), além de Mickey Lee Soule e Don Airey (Rainbow).
O disco vai na mesma leva de Snapshot, mas com foco maior no Blues e no Hard Rock, remontando aos bons momentos do Rock setentista, sendo mais um álbum de muito bom gosto, que leva a assinatura de Roger Glover.


 Roger Glover & Guests - The Butterfly Ball And The Grasshopper's Feast - 1974

01 - Dawn
02 - Get Ready (With Glenn Hughes)
03 - Saffron Dormouse & Lizzy Bee (With Helen Chappelle And Barry St. John)
04 - Harlequin Hare (With Neil Lancaster)
05 - Old Blind Mole (With John Goodison)
06 - Magician Moth
07 - No Solution (With Mickey Lee Soule)
08 - Behind The Smile (With David Coverdale)
09 - Fly Away (With Liza Strike)
10 - Aranea (With Judi Kuhl)
11 - Sitting In A Dream (With Ronnie James Dio)
12 - Waiting (With Jimmy Helms)
13 - Sir Maximus Mouse (With Eddie Hardin)
14 - Dreams Of Sir Bedivere
15 - Together Again (With Tony Ashton)
16 -  Watch Out For The Bat (With John Gustafson)
17 - Little Chalk Blue (With John Lawton)
18 - The Feast
19 - Love Is All (With Ronnie James Dio)
20 - Homeward (With Ronnie James Dio)

 Elements - 1978

01 - The First Ring Made Of Clay
02 - The Next A Ring Of Fire
03 - The Third Ring's Watery Flow
04 - The Fourth Rings With The Wind
05 - Finale

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  Mask - 1984

01 - Divided World
02 - Getting Stranger
03 - The Mask
04 - Fake It
05 - Dancing Again
06 - (You're So) Remote
07 - Hip Level
08 - Don't Look Down

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 Gillan & Glover - Accidentally On Purpose - 1988

01 - Clouds And Rain
02 - Evil Eye
03 - She Took My Breath Away
04 - Dislocated
05 - Via Miami
06 - I Can't Dance To That
07 - Can't Believe You Wanna Leave
08 - Lonely Avenue
09 - Telephone Box
10 - I Thought No
11 - Cayman Island (Bonus Track)
12 - The Purple People Eater (Bonus Track)
13 - Chet (Bonus Track)

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 Roger Glover And The Guilty Party Featuring Randall Bramblett - Snapshot - 2002

01 - My Turn
02 - Burn Me Up Slowly
03 - Beyond Emily
04 - Queen Of England
05 - No Place To Go
06 - The Bargain Basement
07 - What You Don't Say
08 - Nothing Else
09 - Could Have Been Me
10 - The More I Find
11 - When It Comes to You
12 - Some Hope
13 - If I Could Fly
14 - It's Only Life

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 Roger Glover And The Guilty Party - If Life Was Easy - 2011

01 - Don't Look Now (Everything Has Changed)
02 - The Dream I Had
03 - Moonlight
04 - The Car Won't Start
05 - Boy Of Tricks
06 - If Life Was Easy
07 - Stand Together
08 - Welcome To The Moon
09 - Set Your Imagination Free
10 - When Life Get To The Bone
11 - When The Day Is Done
12 - Get Away (Can't Let You)
13 - Staring Into Space
14 - The Ghost Of Your Smile
15 - Cruel World
16 - Feel Like A King

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