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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Warriors Of The Metal - ESTAMOS DE VOLTA!

Parecia que não ia acontecer, e, de fato, eu pelo menos cheguei a acreditar fortemente que não, até pelo natural desânimo que deu depois que o endereço anterior foi apagado. Mas o Warriors Of The Metal ESTÁ DE VOLTA!

Tudo ficou um verdadeiro caos depois que acabou, às 18:37 do dia 13 de novembro de 2014. Sem zoeira. De todas as redes sociais que temos acesso e ao longo de todo o tempo, milhares, milhares e milhares de mensagens chegaram lamentando pelo fim do blog. Muitos lamentavam, mas muitos iam além e davam um grande apoio para o retorno e se colocavam à disposição para voltar. Disposição inclusive financeira de muitas dessas pessoas. Se não fossem todas as mensagens sensacionais que recebemos nesses 11 dias sem o Warriors Of The Metal, se não fosse o Rudão incentivando e mostrando que tinha mesmo como voltarmos, e, principalmente, se não fosse a ajuda imprescindível e decisiva de Thiago Nascimento, dono do blog Rock Down 13, nós não teríamos conseguido recuperar tudo e fazer o blog voltar (quase) intacto!

Nós não sabíamos que (digo com toda humildade do mundo) tínhamos conquistado um exército de seguidores, inclusive no exterior. Não temos como saber onde o WOTM chega, o quanto ele é verdadeiramente bom e útil, o que as pessoas falam pelo Brasil e até no exterior. Mas nós tivemos uma bela noção depois disso tudo, e nos sentimos altamente satisfeitos e recompensados por todo o esforço, e agradecidos por toda a manifestação de apoio por nós.

Em vista desses fatos, é justo que expliquemos pra vocês alguns pontos, para que compreendam o que aconteceu e o porquê do blog agora estar assim, e o porquê de não ser assado.


~> Primeiramente: Qual o motivo do blog ter saído do ar?
Ao longo dos seis anos e meio que o blog esteve na ativa, algumas poucas postagens eram denunciadas pelas políticas DMCA, que clamam direitos autorais e pedem remoção de conteúdo. Múltiplas notificações de direitos autorais podem culminar na exclusão do blog. Foi o que aconteceu. As postagens avulsas de lançamentos eram, de vez em quando, clamadas, e por isso as notificações chegavam. Era uma média de duas ou três clamações por ano. Por isso, por exemplo, não se encontrava no antigo índice de lançamentos o disco "Sunset On The Golden Age" do Alestorm. Mas direto na postagem da discografia completa nunca teve problema.
Alguns chegaram a dizer que tinham certeza que o problema foi o "The Endless River" do Pink Floyd. Mas a postagem nunca teve clamação de direitos autorais, galera. Sabem qual foi a última postagem alvo da DMCA, e que consequentemente levou à ruína do blog? Uma single do Amaranthe. Pois é. Com quase 7 anos de algumas poucas denúncias, o blog veio a ser excluído. Mas pudemos voltar e estamos aqui!

~> Então, e os lançamentos? Como ficam?
Agora eles serão postados diretamente na postagem da discografia completa, sem postagens avulsas, afim de evitar recebermos notificações DMCA desnecessárias, pois as postagens avulsas eram sempre alvo. Para saber quais foram as últimas postagens que receberam atualização, criaremos nos próximos dias um índice que as revela.
Os lançamentos que saíram depois do fim do blog serão adicionados devagar nos próximos dias.

~> Mas o endereço do blog foi modificado. O que aconteceu com o antigo?
ATUALIZAÇÃO: O endereço antigo, terminando em .ru, ainda existe, e foi possível fazê-lo redirecionar para esse endereço atual. As pessoas que acessarem-no poderão chegar a nós da mesma maneira que faziam antes, o que é um grande adianto!

~> Velho, e esse visu maroto aí? Mudou as cores. Por quê?
Como todos sabem, antes o template tinha fundo preto, detalhes amarelos e letras brancas. O problema é que quando se lê um texto com letras brancas e fundo preto, em poucos minutos você começa a ver persianas diante de si quando olha para a parede ou objetos que não sejam o monitor. Não sabemos se isso prejudica a visão, mas incomoda, embora rapidamente o efeito passe. Por isso, agora temos um fundo branco, letras pretas, e um bonito detalhamento vinho, graças ao Thiago Nascimento, da Rock Down 13, que encontrou o antigo template (eu havia perdido) e fez as devidas alterações, visualizando muito bem o que eu tinha em mente. Estava apenas esperando uma oportunidade pra fazer a mudança, mas acabou que a oportunidade foi bem forçada e desagradável! É pra rir mesmo!

~> Estou encontrando links off...
Sim, da forma como recuperamos infelizmente voltamos com alguns links no Mega e no Anonfiles, que haviam antes praticamente sido exterminados. Mas isso se resolve! Ainda temos os uploads que os substituíram, e vocês só precisam nos notificar que nós vamos alterando, e assim, alcançamos a antiga qualidade do acervo. De qualquer forma, diria que 95% do acervo está disponível.


Bom, acho que é isso. Contamos imensamente com a ajuda de vocês para espalhar a palavra de que voltamos, para que consigamos alcançar de novo o máximo de pessoas possível que curtia nosso trampo, mas não estão sabendo o que aconteceu e muito menos que voltamos. Seria uma grande ajuda, e uma grande gentileza.

Obrigado, galera!

O CAMPEÃO VOLTOU!
O IMPÉRIO NÃO CAIU!
WARRIORS OF THE METAL DE VOLTA!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Iron Maiden (Blues) - Discografia

Heavy Metal de primeira linha, uma das maiores bandas da história, mais de 85 milhões de discos vendidos no mundo inteiro, a espinha dorsal do Heavy Metal, venerados por milhões de fãs ao redor do globo... Isso é Iron Maiden! Ou melhor... um dos! Dificilmente é preciso dar muitas pistas para a pessoa adivinhar quando outra está se referindo a essa famosíssima e bem-sucedida banda. Porém, como já devem ter reparado, a banda de Steve Harris e cia. não foi a única a caminhar pela Terra que recebeu o nome do sarcófago com espinhos internos. Tampouco foi a primeira, ou sequer a segunda.
Eddie? Bruce Dickinson? Steve Harris? Capas monstrengas? Sonoridade galopante? Heavy Metal? Que nada... O Iron Maiden "original" não tinha nada disso. Fundada em 1968 na cidade de Basildon, no condado inglês de Essex, a banda tocava Blues Rock e infelizmente não lançou mais do que singles enquanto ainda estavam em atividade. Elas foram compiladas e lançadas somente três décadas mais tarde.
Mas a breve história dos caras remonta até um pouco mais cedo, em 1964, quando o projeto acústico Growth foi iniciado pelo quarteto Steve Drewett (vocal e harmônica), Chris Rose (guitarra), Barry Skeels (baixo) e Alan Hooker (bateria), que se apresentava em pubs locais tocando canções de Blues e covers do The Rolling Stones. À altura de 1966, a banda contava também com um guitarrista base chamado Tom Loates, e outro baterista, Stan Gillem. No entanto, o conjunto se desintegrou e se reduziu à dupla Steve Drewett e Barry Skeels, que passou a ser conhecida como Stevenson's Blues Department. A dupla acústica seguia no mesmo esquema anterior, tocando por clubes e pubs por Essex, e também em Londres.
Já em 1968, após a chegada do guitarrista Trev Thoms e do baterista Paul Reynolds, a banda passou a se chamar Bum (gíria britânica para "bunda"), e sob o nome sacana, conseguiram repercussão rapidamente após gravarem uma single independente intitulada "God of Darkness/Ballad of Martha Kent", levando-os inclusive a abrir shows para bandas como King Crimson, Fleetwood Mac, Jethro Tull e The Groundhogs.
Com a repercussão do grupo aumentando, acabaram conquistando um contrato com a Gemini Records em 1970, época em que o baterista Paul Reynolds foi substituído por Steve Charpman e o nome foi alterado para Iron Maiden. Então, os caras gravaram uma nova single, agora intitulada "Ned Kelly/Falling", que foi muito bem criticada pelo público e pela mídia especializada. O mantimento do passo de crescimento do conjunto fez com que abrissem shows para mais bandas expressivas, como Amen Corner, High Tide, David Bowie e The Who, e até mesmo realizassem uma mini-turnê pela Austrália. Pouco depois, Paul Reynolds retorna e a banda lança mais dois singles: "Liar/Ritual" e "CC Ryde/Plague", mas as fitas foram perdidas e elas acabaram não sendo lançadas. A partir daí, as coisas só foram despencando, a começar pelo selo Gemini Records, que faliu, seguido pelo fato de que a espinha dorsal da banda, o baixista Barry Skeels, saiu em 1972, logo após supostamente terem gravado seu primeiro álbum de estúdio, que nunca foi lançado. Os caras até seguiram sem ele, mas, infelizmente, o Iron Maiden encerrou suas atividades em 1972.
Barry Skeels saiu em busca das singles gravadas, e as encontrou. Elas foram compiladas em lançadas apenas em 1998 pela Audio Archives, por meio do disco "Maiden Voyage". Ao ouvi-lo na íntegra, é incrivelmente interessante como os caras eram muito bons no que faziam, e poderiam mesmo vir a se tornar uma grande banda. O pilar principal era o Blues Rock, mas recebia influências também do Rock Progressivo e do Rock Psicodélico, tornando o som ainda mais técnico e cativante. 
A título de curiosidade, Barry Skeels, após sua saída do Iron Maiden, veio a se tornar influente, não nos palcos, mas nos bastidores. A princípio, entrou para a banda Zior, onde gravou dois álbuns de boa repercussão: "Every Inch A Man" e "Zior". Em seguida, passou pelas bandas Monument, Gypsy Rock Squad e The Blue Burglars, esta última com melhor repercussão do que as outras duas.
Na segunda metade dos anos oitenta, tornou-se técnico de baixo do Venom, e viajou pelo mundo com a banda. Depois de um tempo, tornaria-se agente de turnê do Skyclad, e permaneceria no ramo por doze anos, trabalhando com bandas como Manowar, Yngwie Malmsteen, Ozzy Osbourne, Saxon e Black Sabbath.
O Iron Maiden de Blues e o Iron Maiden consagrado no Heavy Metal não foram os únicos que existiram. No espaço de tempo entre o surgimento de ambos, um segundo Iron Maiden foi fundado e permaneceu em atividade entre os anos de 1970 e 1976, não lançando nenhum álbum oficialmente, apenas gravando músicas. As canções foram compiladas nos anos 2000 em dois discos ("Maiden Flight" e "Boulton Flies Again") sob o nome The Bolton Iron Maiden, em acordo com o Iron Maiden de Steve Harris.
Claro, há controvérsias. Existem rumores de que o Iron Maiden de Steve Harris havia roubado o nome do segundo Iron Maiden. Quem diz isso é o vocalista Paul O'Neill, alegando ainda que isso ocorreu quando Steve Harris conheceu Ian Boulton-Smith, que era guitarrista desse segundo Iron Maiden. Mesmo Barry Skeels chegou a conhecer o guitarrista Dennis Stratton e o baterista Clive Burr, ambos integrantes da formação original do Iron Maiden de Steve Harris, mas diz não acreditar que o nome da banda tenha relação com seu Iron Maiden, que foi o primeiro. Acredita que Steve Harris tenha ouvido falar do Bum, mas não do Iron Maiden. De qualquer forma, é evidente que há certas disputas pelo nome do Iron Maiden. Aliás, em sua biografia, Steve Harris diz que recebeu uma ligação em 1976 ameaçando-o de processo por usar tal nome.
Brigas e curiosidades à parte, esse primeiro Iron Maiden, tema dessa postagem, é realmente excelente, e provavelmente se tivesse permanecido em atividade e crescido, o Iron Maiden de Steve Harris não teria esse nome. Poderia até ser famoso como é hoje, mas não sob esse nome. Fica aí então esse tanto de informação curiosa acerca do nome, e, claro, música, que é o que importa pra nós. Os roqueiros de idade mais avançada dizem que o "Maiden-Blues" é melhor que o "Maiden-Metal", mas, hum... bom, papo de velho, né!


 Maiden Voyage (Compilation) (1998)

01 - Falling
02 - Ned Kelly
03 - Liar
04 - Ritual
05 - CC Ryder
06 - Plague
07 - Ballad of Martha Kent
08 - God of Darkness


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Agalloch - Discografia

Música não é simplesmente onda sonora se propagando no ar. Música não é simplesmente ouvir. Música é muito mais do que isso. Vai muito além. Música é sentimento. Na mesma intensidade, música é compreensão. Se dada banda não tiver sua proposta ou complexidade musical compreendidas, haverá resistência no aprofundamento. Pior: dirão que é ruim. Porém, não é bem assim... claro, sempre cabendo também a questão do gosto de cada um.
Tem bandas que necessitam, mais do que outras, de ouvido mais refinado, de compreensão do que querem transmitir, de imersão por parte do ouvinte. Tem que mergulhar de cabeça, bem fundo. No caso do Agalloch, é um mergulho em águas frias, congeladas, que, no entanto, te aquecem. Que te consomem sem que você se desintegre.
Essa banda é um verdadeiro espetáculo de sentimento e clima áspero, enevoado, ainda assim, celestial. O público é mais seleto, pois a banda recebe influências de estilos que a maioria até nem sabe que existe, fora os adicionais que também por si só são mais seletivos. Mas isso não impede que essa banda mereça o tempo de cada bom ouvido disponível.
Basicamente, o Agalloch executa Doom Metal, mas também toma emprestado, de bom grato, influências de outros estilos como o Black Metal, a música Ambiental/Atmosférica, e principalmente, o Post-Rock. Esse aglomerado resulta em uma musicalidade fatalmente profunda e gélida, que ao mesmo tempo, graças à profundeza e contribuição de coros maravilhosos vindos do Post-Rock, fica lindíssima.
Tudo começou em 1995, na cidade de Portland, no estado estadunidense de Oregon, quando o vocalista, guitarrista e líder John Haughm decidiu começar uma banda que seguisse uma linha um pouco diferente, que unisse diferentes elementos musicais a seu gosto, e fizesse forte menção a depressão, morte, inverno, e principalmente, culto à natureza. Como a característica de culto à natureza é muito forte na banda, o nome escolhido foi Agalloch, que provém da Aquilaria agallocha, uma espécie de madeira macia e residual com cheiro forte e característico, muito utilizada como incenso e perfume em vários países asiáticos.
Em 1996, John se juntou ao tecladista Shane Breyer, com quem começou a compôr material. Um ano mais tarde, o guitarrista Don Anderson tornou o projeto um trio, engrenando as composições. Desta forma, lançaram em 1997 sua primeira demo-cassete, "From Which of This Oak", onde John cuidou dos vocais, guitarra, baixo e bateria. Logo após o lançamento, o baixista Jason William Walton chegaria, desafogando um pouco ao John Haughm.
Buscando o interesse de gravadoras, o quarteto lançou em 1998 mais uma fita demo, agora intitulada "Promo 1998", de duas faixas. Com isso, foram então premiados com um contrato com a The End Records, possibilitando também o lançamento do primeiro álbum de estúdio, que aconteceria no ano seguinte. O Agalloch entrou em estúdio para a gravação do debut ainda em 1998, e assim que ela se completou, o tecladista Shane Breyer saiu por declínio de interesse.
Já em junho de 1999, enfim, o disco de estreia "Pale Folklore" saiu da névoa. E, cara... Começaram com o pé direito! Instrumentalmente, esse maravilhoso trabalho é calcado no Doom Metal, mas apresenta resquícios de Black Metal e também Folk Metal, cuja manifestação provém dos teclados, instrumento que também sustenta a base gélida da banda, quase imperceptivelmente na maior parte do tempo. Os teclados também tocam em efeito de piano, aprimorando o clima depressivo e se assemelhando bem às vertentes mais "baixa auto-estima" do Doom e do Black Metal. O Doom Metal sofre uma agradável mescla com o Post-Rock, criando músicas longas e arrastadas, mas também belas. O clima melancólico também é dado primordialmente pelas guitarras, que com distorção são crespas, e sem distorção, são depressivamente limpas e bem trabalhadas. Alguns solos também são introduzidos. Vocalmente, o Post-Rock aparece de forma quase etérea com seus corais característicos de vozes macias e profundas, e o vocal mesmo em si, feito por John Haughm, é o gutural rasgado típico do Black Metal, mas executado de forma teatral, quase sussurrada. O culto à natureza não fica de fora, pois sons de animais na floresta e ventania podem ser ouvidos entre passagens de faixas. Sem dúvidas, é um álbum lugubremente maravilhoso.
A título de curiosidade, a edição limitada do álbum contou com 60 cópias que vêm numa caixa de madeira, em tributo à natureza que cultuam. O trabalho recebeu positivas críticas da imprensa.
Os lançamentos do novo milênio começaram a partir de 2001, ano no qual lançaram um EP de característica mais experimental e neoclássica, intitulado "Of Stone, Wind, and Pillor". Ele manteve os fãs atentos para o segundo álbum de estúdio, que já estava à caminho.
Em 2002, foi a vez do fascinante "The Mantle" ser lançado, o que para mim é o melhor álbum dos estadunidenses. Trata-se de um trabalho ainda mais intenso e envolvedor do que o antecessor. É mais melancólico, um pouco mais pesado, e também melhor produzido. Aqui, há uma exploração mais abundante dos corais etéreos, assim como de violões. O Black Metal se apresenta um pouquinho mais, o Doom é aprimorado, o Post-Rock fica mais latente. Apesar de instrumentos diferenciados como o acordeão, o bandolim, trombone, instrumentos de sopro, e outros, aparecerem, eles não soam de forma que se diga Folk, fazendo com que a banda deixe essa vertente de lado. A forma de cantar, em Black Metal, não sofre alteração, mas os trechos vocais parecem mais mesclados ao instrumental, tornando a atmosférica ainda mais engolfante. Ventos seguem soprando, assim como os solos seguem aparecendo. O interessante é que até mesmo um belo solo de Jazz é praticado em "The Hawthorne Passage". Ah, e o contra-baixo merece destaque, pois é pesado, aparente, e contribui de forma até "épica" para as canções.
A partir desse ponto, o Agalloch passou a realizar entrevistas com alguma frequência, inclusive para revistas mainstream.
O primeiro show só foi acontecer em 2003, na cidade natal dos caras, subsequenciado por uma pequena quantidade de shows na costa oeste do país.
Uma sequência de três lançamentos menores saiu na sequência, a começar pelo EP "Tomorrow Will Never Come", lançado em maio de 2003, seguido por outro EP, "The Grey", o primeiro trabalho contando com o baterista Chris Greene, de fevereiro de 2004. Em agosto, a primeira split da discografia surgiu, em parceria com o Nest, banda finlandesa de Neofolk/Ambient. O ano se completou com uma série de shows pelos Estados Unidos e Canadá.
Após algum tempo de silêncio, finalmente, em 2006, o Agalloch surgiu da floresta de carvalho para a exibição do terceiro álbum de estúdio da discografia, chamado "Ashes Against The Grain". Essa maravilha segue a trilha deixada pelo seu antecessor, mas com uma exploração ainda mais intensa dos recursos. Isso tornou as músicas mais pesadas, com o peso do Doom Metal e do Black Metal mais aparentes, principalmente este último, com seus riffs característicos. Os violões e bandolins são mais insistentemente explorados apesar do peso, e os corais também dão as caras com um pouco mais de frequência. Com o aumento da força, o novo baterista Chris Greene ganhou liberdade e contribuiu de forma mais energética com as baquetas, doando composições batucadas melhor trabalhadas e mais velozes. Em suma, é um álbum mais forte, mas que não perdeu sua veia celestial, pois também foi aprimorada. Mas infelizmente, o rapaz só permaneceu até 2007, sendo então substituído por Aesop Dekker.
Novos trabalhos só seriam lançados em 2008, a começar pelo EP "The White", lançado pela Vendlus Records. É a segunda parte do EP "The Grey", de 2004, e também uma oposição de estilo, apresentando uma veia Dark Folk/Ambient e mais acústica, remontando ao "The Mantle". O segundo lançamento do ano é a compilação "The Demonstration Archive: 1996-1998", que compreende as duas primeiras demos e o EP "Of Stone, Wind, and Pillor", que foi originalmente lançado em 2001 mas já estava pronto há tempos. A coletânea também marca o fim do contrato com a The End Records, após 10 anos.
Já em 2010, outra compilação saiu, à exemplo da primeira, também pelo selo alemão Licht Von Dämmerung: "The Compendium Archive", trazendo dois CDs. O primeiro é a compilação anterior, mas o segundo já contém os trabalhos lançados entre 2000 e 2006 (fora o álbum "The Mantle"), versões alternativas de faixas de "The Mantle" e "Ashes Against The Grain", além de faixas até então não lançadas. Pouco depois, assinaram com o selo Profound Lore Records, visando o lançamento do próximo álbum.
Em novembro de 2010, é a vez do pesado e crespo "Marrow of The Spirit" chegar. A banda vinha meio inconformada com o fato de que aprimoraram e poliram demais a proposta musical até o álbum anterior, e decidiram arriscar uma abordagem mais orgânica e pura, mais próxima dos primeiros trabalhos, principalmente as demos, que muito flertavam com o Black Metal. E foi o que fizeram! Aqui, o som está vívido e gélido com o Black Metal mais aparente, mas os demais elementos não foram deixados de lado. Logo, não perderam identidade. Ironicamente, é estranho que John critique o polimento da sonoridade, levando em conta que "Marrow of The Spirit" é um álbum que de certa forma soa até cinematográfico, digno de trilha sonora de um bom filme depressivo baseado em um ambiente de neve. A sonoridade está bela como sempre, com o clima frio e a atmosfera entorpecente te abraçando como de costume. Mas o modo como as guitarras tocam o Doom Metal me lembra um pouco a fase que envolve o álbum "Tonight's Decision" do Katatonia, atrapalhando de leve minha experiência, mas provavelmente é algo pessoal. As músicas aqui são bem mais longas que o de costume, exigindo que você realmente esqueça que música tem tempo de duração, e apenas sinta. Instrumentos extras são novamente introduzidos, sendo o cello o mais interessante deles, contribuindo para uma levada mais neoclássica.
No ano de 2011, apenas uma compilação foi lançada, intitulada "Whitedivisiongrey". Ela consiste nos EPs "The Grey" e "The White", lançados em 2004 e 2008. Agora, em 2012, é a vez do EP "Faustian Echoes", cuja única faixa (de mesmo nome) tem mais de 21 minutos de duração.
Mantendo a tradição de lançar álbuns de quatro em quatro anos, em 2014 um novo álbum de estúdio chega às prateleiras. Dessa vez é o excelente "The Serpent & The Sphere", cuja sonoridade é mais voltada para um Doom Metal que sofre forte influência do Black Metal na entonação dos riffs, e se distancia do Post-Rock, além de não ser mais tão épico quanto antes. Corais não são mais notados como anteriormente, e prova de que o Post-Rock perdeu força é que esse é o disco mais cantado da banda. Uma forte característica do Post-Rock é ser muito mais instrumental do que cantado. O transcorrer do disco é mais lento, fazendo parecer que os sessenta minutos de duração durem mais tempo que isso. Mesmo com as mudanças, a banda ainda demonstra sua capacidade única de prender o ouvinte e sugá-lo para seu clima denso. É uma viagem fascinante... que banda!
O Agalloch tem como forte característica músicas de longa duração, sendo muito comum que seus discos tenham mais de uma hora de duração. O conselho é não se importar com a extensão das faixas, pois essa é uma banda muito atmosférica, portanto, para sentir. É pra simplesmente deixar rolando e permitir que a música tome conta do ambiente, inclusive dentro de você. Isso se torna mais forte ainda pela pouca incidência de vocais em comparação com o instrumental. Esses caras são brilhantes, e certamente, essa é uma banda genial, não sendo perda de tempo dá-los uma chance, principalmente quem conhece bandas como Alcest, pois é bem parecido, já que o Shoegaze executado por eles é um dos "filhos" do Post-Rock. Procurem ouvir com carinho, buscando compreender sua musicalidade complexa e até intelectualizada, que assim eles vão te absorver com certeza, apesar de que isso não é muito difícil de acontecer. Esses caras são incríveis... Quem conhece sabe disso!


  From Which of This Oak (Demo) (1997)

01 - The Wilderness
02 - As Embers Dress The Sky
03 - Foliorum Viridum
04 - This Old Cabin


 Promo 1998 (Demo) (1998)

01 - Hallways of Enchanted Ebony
02 - The Melancholy Spirit


 Pale Folklore (1999)

01 - She Painted Fire Across The Skyline, Part 1
02 - She Painted Fire Across The Skyline, Part 2
03 - She Painted Fire Across The Skyline, Part 3
04 - The Misshapen Steed
05 - Hallways of Enchanted Ebony
06 - Dead Winter Days
07 - As Embers Dress The Sky
08 - The Melancholy Spirit


 Of Stone, Wind, and Pillor (EP) (2001)

01 - Of Stone, Wind, and Pillor
02 - Foliorum Viridium
03 - Haunting Birds
04 - Kneel To The Cross (Sol Invictus Cover)
05 - A Poem By Yeats


 The Mantle (2002)

01 - A Celebration For The Death of Man...
02 - In The Shadow of Our Pale Companion
03 - Odal
04 - I Am The Wooden Doors
05 - The Lodge
06 - You Were But A Ghost In My Arms
07 - The Hawthorne Passage
08 - ...And The Great Cold Death of The Earth
09 - A Desolation Song


 Tomorrow Will Never Come (EP) (2003)

01 - The Death of Man (Version III)
02 - Tomorrow Will Never Come


 The Grey (EP) (2004)

01 - The Lodge (Dismantled)
02 - Odal (Nothing Remix)


 Agalloch/Nest (Split) (2004)

01 - Agalloch: The Wolves of Timberline
02 - Nest: Last Vestige of Old Joy


 Ashes Against The Grain (2006)

01 - Limbs
02 - Falling Snow
03 - This White Mountain On Which You Will Die
04 - Fire Above, Ice Below
05 - Not Unlike The Waves
06 - Our Fortress Is Burning... I
07 - Our Fortress Is Burning... II: Bloodbirds
08 - Our Fortress Is Burning... III: The Grain


 The White (EP) (2008)

01 - The Isle of Summer
02 - Birch Black
03 - Hollow Stone
04 - Pantheist
05 - Birch White
06 - Sowilo Rune
07 - Summerisle Reprise


 The Demonstration Archive 1996-1998 (Compilation) (2008)

01 - The Wilderness
02 - As Embers Dress The Sky
03 - This Old Cabin
04 - Of Stone, Wind and Pillor
05 - Foliorum Viridium
06 - Haunting Birds
07 - Hallways of Enchanted Ebony
08 - The Meloncholy Spirit


 The Compendium Archive (Compilation) (2010)

CD 1:
01 - The Wilderness
02 - As Embers Dress The Sky
03 - This Old Cabin
04 - Of Stone, Wind and Pillor
05 - Foliorum Viridium
06 - Haunting Birds
07 - Hallways of Enchanted Ebony
08 - The Melancholy Spirit

CD 2:
01 - Kneel To The Cross (Sol Invictus Cover)
02 - A Poem By Beats
03 - Odal (Infinity Mix)
04 - The Death of Man (Version III)
05 - Tomorrow Will Never Come
06 - Fragment (Second Phase)
07 - The Wolves of Timberline
08 - Falling Snow (Alternate Mix)
09 - Scars of The Shattered Sky
10 - Fragment 4


 Marrow of The Spirit (2010)

01 - They Escaped The Weight of Darkness
02 - Into The Painted Grey
03 - The Watcher's Monolith
04 - Black Lake Nidstang
05 - Ghosts of The Midwinter Fires
06 - To Drown


 Whitedivisiongrey (Compilation) (2011)

CD 1 - The White:
01 - The Isle of Summer
02 - Birch Black
03 - Hollow Stone
04 - Pantheist
05 - Birch White
06 - Sowilo Rune
07 - Summerisle - Reprise
08 - Haunted Birds (Nest)

CD 2 - The Grey:
01 - The Lodge (Dismantled)
02 - Odal (Nothing Remix)
03 - Nur.Noch.Asche (Allerseelen Shadow Remix)
04 - Dunkelgrauestille (Allerseelen Pale Companion Remix)
05 - A Desolation Song (TWC Aleutian Mix)


 Faustian Echoes (EP) (2012)

01 - Faustian Echoes


 The Serpent & The Sphere (2014)

01 - Birth and Death of The Pillars of Creation
02 - (Serpens Caput)
03 - The Astral Dialogue
04 - Dark Matter Gods
05 - Celestial Effigy
06 - Cor Serpentis (The Sphere)
07 - Vales Beyond Dimension
08 - Plateau of The Ages
09 - (Serpens Cauda)


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Entombed - Discografia

Em 1986, na Suécia, os amigos de colégio Nicke Andersson, Alex Hellid e Leif Cuzner, uniram-se na criação de uma banda. Influenciados pelo Venom, abordavam uma sonoridade pesada e obscura, e chamaram o conjunto de Sons Of Satan, mudando o nome em seguida para Brainwarp.
Na mesma época, em outra escola, surgia o Morbid, criado por Uff Cederlund e Lars Goran Petrov.
Já em 1987, o Sons Of Satan une-se ao Morbid e faz surgir o Nihilist, que viria a ser o embrião de um dos maiores conjuntos da história do Death Metal europeu. Sua formação era Lars (vocal), Uff (guitarra), Alex (guitarra), Leif (baixo) e Nicke (bateria).
O primeiro trabalho do Nihilist seria a demo-tape Premature Autopsy, lançada em 1988, que contava com os membros do Morbid apenas como convidados, pois ainda mantinham vínculo com sua primeira banda. A demo apresentava uma sonoridade com grandes influências do Thrash Metal alemão, mas com alguns elementos próprios que se tornariam mais evidentes nos trabalhos seguintes. Na sequência, Uff Cederlund deixa a banda, por divergências com Nicke Andersson. Em razão disso, Leif Cuzner assume a guitarra e para o posto de baixista recrutam Johnny Hedlund.
Com Cuzner na guitarra, surgiram as bases da sonoridade que muitas bandas de Death Metal viriam a copiar, com uma afinação diferente, que por muitas vezes, lembra o som de uma serra elétrica.
A nova formação grava sua segunda demo, chamada Only Shreds Remain, em 1989, atraindo grande atenção, em especial pelo trabalho do guitarrista.
Infelizmente, ainda em 1989, Cuzner volta para o Canadá com sua família, o que abre uma vaga para o retorno de Uff Cederlund que, em respeito à Cuzner, sugere que a banda mude o seu nome, ideia descartada por Nicke Andersson.
O Nihilist lança sua terceira demo, chamada Drowned, e o resultado acaba desagradando os membros do conjunto. Para Cederlund o resultado mediano se deu em razão de não saber lidar com o equipamento da mesma forma que Cuzner fazia.
Após várias discussões e brigas, os membros não aceitam as mudanças propostas por Heldlund e o baixista deixa o Nihilist. Em seguida, os demais membros decidem colocar um fim no conjunto.
Pouco tempo depois, naquele mesmo ano ano, Nicke Anderson e Urff Cederlud dão sequencia em suas carreiras e surge o Entombed. Já Hedlund também segue seu caminho, e funda a banda Unleashed.
Surgido das cinzas do Nihilist, o Entombed se tornia o símbolo de uma geração, um conjunto que serviria de fonte de inspiração para uma dezena de bandas importantes e se estabeleceria naquele que ficaria conhecido como o Swedish Death Metal.
Com Lars-Göran Petrov (vocal), Ulf Cederlund (guitarra), Alex Hellid (guitarra) e Nicke Andersson (bateria), o recem criado conjunto adentrou no Sunlight Studio em Estocolmo para a gravação de seu primeiro disco. As partes do baixo foram divididas entre Nicke e Uff.
Inspirado na Bíblica Satânica de Anton LaVey, o disco recebeu o nome de Left Hand Path e foi lançado em 1990. A timbragem suja e distorcida das guitarras, que tanto chamaram a atenção nos tempos de Nihilist estavam novamente presentes, sendo que seu som passou a ser chamado de Buzzsaw, algo como zumbido de serra.
Repleto de clássicos, o álbum trouxe um conjunto com muita garra e personalidade, fazendo um Death Metal marcantes, que pode ser conferido em faixas como Drowned, Supposed To Rot, The Truth Beyond e But Life Goes On, que são presentes nos shows da banda até hoje.
A repercussão do debut foi incrível e o conjunto teve uma grande agenda de shows, sendo que já em 1991 voltaram ao estúdio para gravarem o segundo álbum. Por problemas internos, L-G deixou o conjunto, o que fez com que Nicke Andersson assumisse os vocais. Assim, veio Clandestine, disco que mantém fiel à proposta do primeiro trabalho, mas com composições mais elaboradas, tanto nas letras, quanto na parte técnica. Há outros clássicos presentes, tais como: Living Dead, Evilyn, Crawl e Stranger Aeons. Para a turnê, recrutaram o vocalista Johnny Dordevic (ex-Carnage), que aparece no vídeo de Stranger Aeons.
Logo em seguida, a banda saiu em uma grande turnê chamada Gods Of Grind, ao lado do Carcass, Cathedral e Confessor.
Em 1992, L-G retornou ao conjunto e foi lançado um Split com as bandas citadas acima e que fez bastante sucesso, aumentando ainda mais a gama de fãs do Entombed.
A fase era ótima, as vendas iam muito bem, as apresentações tinham um público fiel e o Death Metal em geral atingia cada vez mais adeptos.
Foi nesse momento que a banda decidiu adicionar novos elementos ao seu som e acabou desagradando parte do público que não entendeu a proposta.
Isso faz com que um dos melhores álbuns da carreira do Entombed, Wolverine Blues, de 1993, divida opiniões até hoje. O disco, que contou com o ingresso do baixista Tomas Skogsberg, mostrava um conjunto mais maduro e totalmente inspirado pelo Rock 'n' Roll, o que fez surgir faixas cheias de Groove, numa vertente que seria caracterizada como Death 'n' Roll. A faixa-título, além de Hollowman, Demon e Full Of Hell, demonstram bem essa fase, com claras referências do Rock dos anos 70, em meio aos elementos de Death.
Se de um lado, o Entombed perdeu alguns seguidores, a vinculação do trabalho ao personagem da Marvel Comics, atraiu um outro público para o conjunto, fazendo, inclusive, que fosse lançada uma edição especial do disco com o mais popular dos X-Men na capa.
Com Wolverine Blues o Entombed atingiu o estrelado, algo nada mais do justo para um conjunto que forjou clássicos eternos do Death Metal no início dos anos 90.
Em 1995, o Jörgen Sandström assumiu o posto de baixista, vindo a se entrosar bem com o restante da banda.
O quarto disco vem em 1997, To Ride, Shoot Straight And Speak The Truth, que trouxe um som semelhante ao de seu antecessor, mas ainda mais focado no Death 'n' Roll. Era evidente que a banda estava à frente de outros conjuntos, fazendo um som mais maduro e com elementos que seriam populares anos depois.
Após o lançamento do álbum, Nicke Andersson, fundador e líder do Entombed deixou a banda, para se dedicar à sua outra banda, o The Hellacopters. Para o posto de baterista, o escolhido seria Peter Stjärnvind.
Muitos atribuíam a Nicke o som mais Rocker do conjunto, mas acabaram concluindo o contrário com o disco seguinte, Same Difference, de 1998. Ainda mais alternativo e até certo ponto estranho, o álbum exigia uma mente ainda mais aberta dos ouvintes e passou a carregar o fardo de ser o pior trabalho da carreira do Entombed, tendo como ponto positivo uma capa muito simpática.
As influências alternativas de Same Difference fizeram com que os fãs e a crítica descessem a lenha no álbum, o que acabaria surtindo efeito no lançamento seguinte.
Uprising, de 2000, serviria como uma volta por cima, afastando a veia alternativa, com um som mais rápido, cru e pesado. A pesada Seeing Red, fazia até mesmo os críticos do Death 'n' Roll se render ao conjunto. E faixas como Won't Back Down, Time Out, The Itch e Retuning To Madness, mostravam como os caras conseguiam mesclar com eficiência o Death, o Thrash, o Rock e até o Punk num trabalho que se desenvolve de forma natural, demonstrando que era aquilo o que gostavam de fazer.
Se Uprising foi um trabalho honesto e descompromissado, Morning Star, de 2001, resgatou os momentos iniciais de sua carreira, com um álbum totalmente focado no Metal, com uma atmosfera mais agressiva e riffs certeiros, como se verifica na ótima I For An Eye. O disco fez com que aqueles tinham se afastado do conjunto a se interessarem novamente, em especial os que buscavam o som dos tempos de Left Hand Path e de Clandestine.
Com a formação estabilizada, bons álbuns continuaram a surgir, sendo que Inferno, que sai em 2003, seguia na mesma linha de Morning Star, com faixas marcantes como Retaliation, The Fix Is In, Descent Into Inferno e Skeleton Of Steel.
O Entombed havia lançado um disco ao vivo em 1999, gravado em Londres e, em 2005, a banda apresentou um projeto ousado: fazer um álbum ao vivo com a presença de uma das mais importantes companhias de balé da Europa, a Royal Swedish Ballet. Para que pudessem se envolver com os bailarinos e dar coerência na apresentação diversos arranjos foram adaptados, tendo como resultado um show ousado e inovador.
Logo em seguida, várias mudanças ocorreram com as saídas Uffe Cederlund, Jörgen Sandström e Peter Stjärnvind. Assim, Alex Hellid passou a ser o único guitarrista e vieram Nico Elgstrand (baixo) e Olle Dahlstedt (bateria).
A nova formação soltaria outro digno representante do Swedish Death Metal em 2007, com Serpent Saints – The Ten Amendments e seus petardos: When In Sodom, Thy Kingdom Koma e The Dead. A faixa Masters Of Death homenageava o Death Metal, trazendo referências em sua letra a lendas como Morbid Angel, Napalm Death e Repulsion.
Em 2013, a banda assinou com a gigante Century Media e começou a trabalhar no próximo disco, já intitulado de Back To The Front. O lançamento acabaria adiado em razão da saída de Alex Hellid.
Com saída de Alex, os demais membros anunciaram que nova fase do conjunto, seria marcada com uma mudança até em seu nome, sendo que passaram a ser chamados de Entombed A.D.
Com L-G Petrov nos vocais, Victor Brandt no baixo, Nico Elgstrand na guitarra e Olle Dahlstedt na bateria, lançaram Back To The Front em 2014.
Se a mudança do nome se deu em razão não ter mais nenhum membro da formação original do conjunto, fato é que o Back To The Front é um trabalho digno do Entombed "original", com um som mais pesado e direto, com suas passagens pelo Punk e pelo Death 'n' Roll e que deixou a maioria dos fãs bastante satisfeitos.
O Entombed é uma daquelas bandas que merece ser reverenciada, até mesmo por aqueles que não são fãs de Death Metal, pois, ao lado do Bathory, são os principais responsáveis pela ascensão e pela popularidade do Metal na Suécia. Sem Bathory e Entombed, é muito provável que nomes como Arch Enemy, In Flames, Opeth, Soilwork, entre milhares de outras, sequer existissem!


 Nihilist (Pre Entombed) - Premature Autopsy (Demo) - 1988

01 - Sentenced To Death
02 - Supposed To Rot
03 - Carnal Leftovers

 Nihilist (Pre Entombed) - Only Shreds Remain (Demo) - 1989

01 - Abnormally Deceased
02 - Revel In Flesh
03 - Face Of Evil

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 Nihilist (Pre Entombed) - Drowned (Demo) - 1989

01 - Severe Burns
02 - When Life Has Ceased

 But Life Goes On (Demo) - 1989

01 - But Life Goes On
02 - Shreds Of Flesh
03 - The Truth Beyond

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 Left Hand Path - 1990

01 - Left Hand Path
02 - Drowned
03 - Revel In Flesh
04 - When Life Has Ceased
05 - Supposed To Rot
06 - But Life Goes On
07 - Bitter Loss
08 - Morbid Devourment
09 - Abnormally Deceased
10 - The Truth Beyond
11 - Carnal Leftovers (Bonus Track)
12 - Premature Autopsy (Bonus Track)

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 Crawl (EP) - 1991

01 - Crawl
02 - Forsaken
03 - Bitter Loss

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 Clandestine - 1991

01 - Living Dead
02 - Sinners Bleed
03 - Evilyn
04 - Blessed Be
05 - Stranger Aeons
06 - Chaos Breed
07 - Crawl
08 - Severe Burns
09 - Through The Collonades

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 Rock Hard Presents - Gods Of Grind (Split CD) - 1991

01 - Entombed - Severe Burns
02 - Carcass - Pedigree Butchery
03 - Cathedral - Soul Sacrifice
04 - Confessor - Condemned


 Gods Of Grind (Split CD) - 1992

01 - Entombed - Stranger Aeons
02 - Carcass - Incarnated Solvent Abuse
03 - Cathedral - Soul Sacrifice
04 - Confessor - Condemned
05 - Carcass - Tools Of The Trade
06 - Entombed - Dusk
07 - Cathedral - Golden Blood (Flooding)
08 - Carcass - Pyosified (Still Rotten To The Gore)
09 - Entombed - Shreds Of Flesh
10 - Cathedral - Autumn Twilight
11 - Confessor - Last Judgement (Trouble Cover)
12 - Carcass - Hepatic Tissue Fermentation II
13 - Cathedral - Frozen Rapture
14 - Confessor - Endtime (Trouble Cover)


 Stranger Aeons (EP) - 1992

01 - Stranger Aeons
02 - Dusk
03 - Shreds Of Flesh

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 Hollowman (EP) - 1993

01 - Hollowman
02 - Serpent Speech
03 - Wolverine Blues
04 - Bonehouse
05 - Put Off The Scent
06 - Hellraiser (Christopher Young cover)

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 Wolverine Blues - 1993

01 - Eyemaster
02 - Rotten Soil
03 - Wolverine Blues
04 - Demon
05 - Contempt
06 - Full Of Hell
07 - Blood Song
08 - Hollowman
09 - Heavens Die
10 - Out Of Hand
11 - State Of Emergency

 Wolverine Blues (Marvel Comics Edition) - 1993

01 - Eyemaster
02 - Rotten Soil
03 - Wolverine Blues
04 - Demon
05 - Contempt
06 - Full Of Hell
07 - Blood Song
08 - Hollowman
09 - Heavens Die


 Entombed (Compilation) - 1997

01 - Out Of Hand
02 - God Of Thunder (Kiss cover)
03 - Black Breath (Repulsion cover)
04 - Stranger Aeons
05 - Dusk
06 - Shreds Of Flesh
07 - Crawl
08 - Forsaken
09 - Bitter Loss
10 - Night Of The Vampire (Roky Erikson cover)
11 - State Of Emergency (Stiff Little Fingers cover)
12 - Vandal X (Unsane cover)

 Wreckage (EP) - 1997

01 - Wreckage  (Album Version)
02 - Wreckage (Indy Cart) (Larceny Remix)
03 - Tear It Loose (Twisted Sister Cover)
04 - Lost (Jerry's Kids Cover)
05 - The Ballad Of Hollis Brown (Bob Dylan Cover)
06 - Satan (The Dwarves Cover)


 To Ride, Shoot Straight And Speak The Truth - 1997

01 - To Ride, Shoot Straight And Speak The Truth
02 - Like This With The Devil
03 - Lights Out
04 - Wound
05 - They
06 - Somewhat Peculiar
07 - D.C.L. XVI
08 - Parasight
09 - Damn Deal Done
10 - Put Me Out
11 - Just As Sad
12 - Boats
13 - Uffe's Horrorshow
14 - Wreckage

 Same Difference - 1998

01 - Addiction King
02 - The Supreme Good
03 - Clauses
04 - Kick In The Head
05 - Same Difference
06 - Close But Nowhere Near
07 - What You Need
08 - High Waters
09 - 20,20 Vision
10 - The Day, The Earth
11 - Smart Aleck
12 - Jack Worm
13 - Wolf Tickets
14 - Vices By Proxy

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 Black Juju (EP) - 1999

01 - Mesmerization Eclipse (Captain Beyond Cover)
02 - Vices By Proxy
03 - Black Juju (Alice Cooper Cover)
04 - Sentimental Funeral (Hey On Glue Cover)
05 - Tear It Loose (Twisted Sister Cover)
06 - Lost (Jerry's Kids Cover)
07 - Ballad Of Hollis Brown (Bob Dylan Cover)
08 - Satan (The Dwarves Cover)


 Monkey Puss (Live In London) - 1999

01 - Living Dead
02 - Revel In Flesh
03 - Stranger Aeons
04 - Crawl
05 - But Life Goes On
06 - Sinners Bleed
07 - Evilyn
08 - The Truth Beyond
09 - Drowned
10 - Left Hand Path

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 Uprising - 2000

01 - Seeing Red
02 - Say It In Slugs
03 - Won't Back Down
04 - Insanity's Contagious
05 - Something Out Of Nothing
06 - Scottish Hell
07 - Time Out
08 - The Itch
09 - Year In Year Out
10 - Returning To Madness
11 - Come Clean
12 - In The Flesh


 Nihilist (Pre Entombed) - Drowned (Compilation) - 2000

01 - Sentenced To Death
02 - Supposed To Rot
03 - Carnal Leftlovers
04 - Abnormallu Deceased
05 - Revel In Flesh
06 - Face Of Evil
07 - Severe Burns
08 - When Life Has Ceased
09 - Radiation Sickness
10 - Face Of Evil
11 - Morbid Devourment
12 - But Life Goes On
13 - Shreds Of Flesh
14 - The Truth Beyond
15 - Drowned (Live)
16 - But Life Goes On (Live)
17 - Sentence To Death (Live)
18 - Forsaken (7inch version)
19 - Forsaken (Comp. Lp version)

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 Morning Star - 2001

01 - Chief Rebel Angel
02 - I For An Eye
03 - Bringer Of Light
04 - Ensemble Of The Restless
05 - Out Of Heaven
06 - Young Man Nihilist
07 - Year One Now
08 - Fractures
09 - When It Hits Home
10 - City Of Ghosts
11 - About To Die
12 - Mental Twin


 Sons Of Satan Praise The Lord (Compilation) - 2002

CD 01 - Sons Of Satan

01 - Black Breath (Repulsion Cover)
02 - Albino Flogged In Black (Stillborn Cover)
03 - March Of The S.O.D. (S.O.D. Cover)
04 - Sergeant D And The S.O.D. (S.O.D. Cover)
05 - Some Velvet Morning (Lee Hazlewood Cover)
06 - One Track Mind (Motorhead Cover)
07 - Hollywood Babylon (Misfits Cover)
08 - Night Of The Vampire (Roky Erikson Cover)
09 - God Of Thunder (Kiss Cover)
10 - Something I Learnt Today (Husker Du Cover)
11 - 21st Century Schizoid Man (King Crimson Cover)
12 - Black Juju (Alice Cooper Cover)
13 - Amazing Grace (Punk)

CD 02 - Praise The Lord

01 - Satan (The Dwarves Cover)
02 - Hellraiser (Christopher Young Cover)
03 - Kick Out The Jams (MC5 Cover)
04 - Yout' Juice (Bad Brains Cover)
05 - Bursting Out (Venom Cover)
06 - State Of Emergency (Stiff Little Fingers Cover)
07 - Under The Sun (Black Sabbath Cover)
08 - Vandal X (Unsane Cover)
09 - Tear It Loose (Twisted Sister Cover)
10 - Scottish Hell (Dead Horse Cover)
11 - The Ballad Of Hollis Brown (Bob Dylan Cover)
12 - Mesmerization Eclipse (Captain Beyond Cover)
13 - Lost (Jerry's Kids Cover)
14 - Amazing Grace (Mellow Drunk Version)

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 Inferno - 2003

01 - Retaliation
02 - The Fix Is In
03 - Incinerator
04 - Children Of The Underworld
05 - That's When I Became A Satanist
06 - Nobodaddy
07 - Intermission
08 - Young & Dead
09 - Descent Into Inferno
10 - Public Burning
11 - Flexing Muscles
12 - Skeleton Of Steel
13 - Night For Day

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 Nihilist (Pre Entombed) - Drowned In Shreds Of Autopsy (Compilation) - 2004

01 - Severe Burns (Demo '89)
02 - When Life Has Ceased (Demo '89)
03 - Morbid Devourment (Demo '89)
04 - Abnormally Deceased (Demo '88)
05 - Revel In Flesh (Demo '88)
06 - Face Of Evil (Demo '88)
07 - Sentenced To Death (Demo '88)
08 - Supposed To Rot (Demo '88)
09 - Carnal Leftovers (Demo '88)
10 - Radiation Sickness (EP '88)
11 - Face Of Evil (EP '88)
12 - Morbid Devourment (EP '88)
13 - Abnormally Deceased (Live)
14 - Supposed To Rot (Live)
15 - Revel In Flesh (Live)
16 - Face Of Evil (Live)
17 - Master (Master Cover) (Live)
18 - Sentenced To Death (Live)
19 - Carnal Leftovers (Live)

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 Unreal Estate (Live) - 2005

01 - DCLXVI - Intermission
02 - Chief Rebel Angel
03 - Say It In Slugs
04 - It Is Later Than You Think
05 - Returning To Madness
06 - Mental Twin
07 - Night Of The Vampire
08 - Unreal Estate
09 - In The Flesh
10 - Something Out Of Nothing
11 - Left Hand Path (Outro)

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 Nihilist (Pre Entombed) - Nihilist (1987-1989) (Compilation) - 2005

01 - Sentenced To Death
02 - Supposed To Rot
03 - Carnal Leftovers
04 - Abnormally Deceased
05 - Revel In Flesh
06 - Face Of Evil
07 - Severe Burns
08 - When Life Has Ceased
09 - Morbid Devourment
10 - Radiation Sickness (Repulsion Cover)
11 - Face Of Evil
12 - But Life Goes On
13 - Shreds Of Flesh
14 - The Truth Beyond

 When In Sodom (EP) - 2006

01 - When In Sodom
02 - Carnage
03 - Thou Shalt Kill
04 - Heresy
05 - Amen

 Serpent Saints - The Ten Amendments - 2007

01 - Serpent Saints
02 - Masters Of Death
03 - Amok
04 - Thy Kingdom Koma
05 - When In Sodom
06 - In The Blood
07 - Ministry
08 - The Dead, The Dying And The Dying To Be Dead
09 - Warfare, Plague, Famine, Death
10 - Love Song For Lucifer

 Nihilist (Pre Entombed) - Carnal Leftovers (Compilation) - 2009

01 - Sentenced To Death
02 - Supposed To Rot
03 - Carnal Leftovers
04 - Abnormally Deceased
05 - Revel In Flesh
06 - Face Of Evil
07 - Severe Burns
08 - When Life Has Ceased
09 - Morbid Devourment
10 - Radiation Sickness
11 - Face Of Evil
12 - But Life Goes On
13 - Shreds Of Flesh
14 - The Truth Beyond


 When In Sodom - Revisited (EP) - 2012

01 - When In Sodom
02 - Welcome Home
03 - Sodom Revisited

 Candlemass vs. Entombed (Split CD) - 2013

01 - Candlemass - To Ride, Shoot Straight And Speak The Truth (Entombed Cover)
02 - Entombed - Black Dwarf (Candlemass Cover)


 Drowned (Split CD) - 2013

01 - Entombed - Drowned
02 - Evile - Drowned (Entombed Cover)


 Entombed A.D. - Back To The Front (Limited Edition) - 2014

01 - Kill To Live
02 - Bedlam Attack
03 - Pandemic Rage
04 - Second To None
05 - Bait And Bleed
06 - Waiting For Death
07 - Eternal Woe
08 - Digitus Medius
09 - Vulture And The Traitor
10 - The Underminer
11 - Soldier Of No Fortune
12 - Gospel Of The Horns (Bonus Track)