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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Walker Marques - Entrevista ao programa Samhain

O Warriors Of The Metal é um hobby, mas ao mesmo tempo tem sua dose de seriedade. Seriedade pela paixão pela escrita, pelo Metal, e pelo compromisso com bandas e veículos que confiam em nosso trabalho. Por isso e muitos outros motivos, é sempre um enorme prazer ter a oportunidade de conversar, seja com quem for, sobre o trabalho realizado aqui nesse humilde, mas dedicado recinto.

Na terça-feira passada (26), tive a feliz oportunidade de ser entrevistado pelo apresentador Nei Batera no programa de webradio Samhain, transmitido através do www.darkradio.com.br. Nessa entrevista que chegou até a ficar divertida, pude falar um pouco sobre nosso trabalho no Warriors Of The Metal, e principalmente sobre toda essa situação que forçou mudanças na nossa forma de trabalhar, tudo com abertura, clareza, descontração e franqueza.

Por isso, todos estão convocados a ouvir a entrevista durante a transmissão! Ela irá ao ar no dia 12 de fevereiro, a partir das 20 hrs, horário de Brasília. A transmissão acontece através do www.darkradio.com.br, com reprise na segunda-feira, dia 15 de fevereiro, às 15 hrs.

Em setembro de 2015, fui entrevistado também pelo apresentador Gleison Junior no programa de webradio Roadie Metal, A Voz do Rock, ocasião em que tive o enorme prazer de conceder mais de duas horas de entrevista. Você pode ouvir a transmissão através do Soundcloud. Basta clicar aqui.

Contamos com sua audiência!
Valerá a pena!
Walker Marques.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dune Hill - Discografia Comentada

A cidade de Recife, em Pernambuco, vem nos últimos anos contribuindo com ótimas bandas para a esfera underground, principalmente no que diz respeito ao Metal. Mas essa ramificação mais pesada não é a única contemplada com novos representantes colhendo boas críticas mídia especializada afora - o Rock em geral também está abocanhando sua fatia.
Os recifenses da vez que atestam essa ideia são os que dão vida à banda Dune Hill e ao seu bom Hard Rock. Com seriedade e bom trabalho, o quinteto já inclusive despertou as atenções de revistas como Roadie Crew, Diário de Pernambuco e até mesmo a Folha de São Paulo, sempre com positivas menções.
Porém, para caminhar adiante, o primeiro passo se faz necessário, e ele foi o da formação da equipe lá em 2009, quando Leonardo Trevas (vocal), Felipe Calado (guitarra), André Pontes (guitarra), Pedro Maia (baixo) e Otto Notaro (bateria) se juntaram e solidificaram o line-up.
Três anos mais tarde, o bem recebido EP "Big Bang Revolution" veio a ser lançado de forma tão independente quanto a sua gravação. Com cinco músicas no repertório e produção satisfatória, o trabalho se mostra bom, mas um tanto inseguro, sem muito carisma. Talvez a questão produtiva influencie nessa concepção. Ainda assim, músicas de potencial como "Heroes" e a faixa-título podem ser destacadas pela ótima construção, solos e refrões fáceis de decorar. Mas tudo isso ainda melhoraria bastante mais tarde, principalmente porque público e mídia receberam positivamente o material e a banda conseguiu visibilidade suficiente para tocar no Festival de Inverno de Garanhuns (um importante evento de Pernambuco), dividir os palcos com bandas como Terra Prima, Enforcer, Dr. Sin e Cangaço e até mesmo apresentar-se no Abril Pro Rock, famoso festival recifense, em 2014.
E por falar no ano, dois mil e catorze foi exatamente mais uma época em que atividades relevantes aconteceram para o Dune Hill; tratam-se do lançamento do álbum de estreia "White Sand", bem como também do primeiro videoclipe, ilustrando a faixa inédita "Miracles".
"White Sand" foi gravado, mixado e masterizado no Mr. Mouse Studio, em Olinda (PE), sob supervisão de Leonardo Domingues, que inclusive empresta suas habilidades nos teclados nas faixas "White Sand Part I", "Miracles", "Revolution 2" e "Soul Love". Já a produção ficou a cargo da própria banda, em parceria com Daniel Pinho. O resultado? Cinquenta e dois minutos de músicas mais vívidas e uma banda mais promissora, madura e convincente.
Realmente a produção redesenhou bem os contornos e texturas das canções, inclusive daquelas que fizeram parte do primeiro EP, que foram todas reaproveitadas e regravadas, ganhando nova cara e energia. O trabalho não é explosivo - pelo contrário, soa até um tanto contido em vários momentos. Mesmo assim, os caras acertaram em cheio em aspectos concernentes a composições vocais, riffs e principalmente nos abundantes solos de guitarra, que são criativos e viçosos, muitas vezes velozes e loucos para tomarem a dianteira.
Apesar do ótimo trabalho, fica-se um tanto desnorteado quanto ao estilo executado. Digo, evidentemente a banda faz Hard Rock, mas é difícil estabelecer uma referência para exatificar com o que eles se parecem - o que implica em autenticidade, porém, que necessita ainda de uma boa esmerilhada. Ali, junto de um Hard Rock de bases frequentemente homogêneas (o dever de casa, em suma), também notam-se elementos de Alternative Rock e Heavy Metal muito bem destilados. Mais interessante ainda é o vocal de Leonardo Trevas, que sobrepõe o instrumental com uma postura incomum para o gênero, já que seu timbre é mais grave e as linhas vocais são muitas vezes compostas de forma semelhante ao Blues, só que de forma bastante natural. Apesar da gravidade, o vocalista frequentemente eleva o tom aplicando drives, demonstrando uma postura um pouco mais agressiva do que aquela do EP, além de melhor trabalhada.
A natural propensão ao Blues de sua voz faz com que as canções transmitam uma sensação de tradicionalidade. Enquanto a maioria das bandas estabelecem sua sonoridade olhando "para frente" em relação aos anos 80, o Dune Hill faz parecer que busca influências dos anos 80 para trás.
"White Sand" realmente ficou ótimo, mas ainda deixa uma sensação de que a banda está à procura de uma sonoridade própria e confortável ao mesmo tempo, cujas composições fluam com mais naturalidade. Não convence 100%: poderia ser mais pesado, mais energético e ter mais atratividade nas camadas mais básicas das canções. Contudo, a audição vale a pena e a banda é merecedora da boa repercussão do trabalho.
Atualmente estão trabalhando no segundo álbum de estúdio, que ainda não tem maiores informações divulgadas. A produção ficará a cargo de Antônio Araújo (Korzus, One Arm Away), que já está acostumado a trabalhar com bandas nordestinas, e a expectativa é de um Dune Hill mais consistente. Recife, novamente, injeta uma boa banda no cenário.

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E-mail: dunehill@gmail.com

TELEFONES:
(81) 99133-5188 (Pedro Maia)
(81) 99191-6510 (Leonardo Trevas)


 Big Bang Revolution (EP) (2012)

01 - Big Bang Revolution
02 - Seize The Day
03 - Seasons
04 - Soul Love
05 - Heroes

Ouvir (Soundcloud)

 White Sand (2014)

01 - White Sand (Part I)
02 - Big Bang
03 - Seize The Day
04 - Miracles
05 - Perfect Fire
06 - Seasons
07 - Revolution 2
08 - Soul Love (feat. Daniel Pinho)
09 - Heroes
10 - Lamb of Gold (feat. Nando Gomes)
11 - White Sand (Part II)

Ouvir (Soundcloud)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Metalizer - Discografia Comentada

Muito reclama-se atualmente da saturação de determinados gêneros metálicos. Da aparente falta de inovação das novas bandas, levando-as a se parecerem demasiadamente com suas influências. As críticas são bastante verdadeiras, porém, muitas vezes superficiais, inobservando alguns fatos como o que a música pesada é uma metamorfose e sempre existe aquela parcela que de fato inova (embora os mais tradicionalistas torçam o nariz), e, mais importante ainda, o fato que a maioria das bandas não tem pretensão alguma de reinventar a roda; querem fazer o som que as agrada da melhor forma possível e transmitir a mesma paixão para quem igualmente se identifica.
Quem se importa se o Thrash Metal está saturado? Os paulistas do Metalizer, pelo menos, não. Por isso se dispõem a executar o estilo de forma veloz, resgatando a essência Old School de marcos como Slayer e Destruction, suas mais claras influências. A ascensão do conjunto vem acontecendo lentamente e, embora não sejam o ápice da excelência musical, são extremamente sinceros em seu som e têm vontade de sobra de manter o legado vivo, mesmo diante das desanimadoras adversidade como as frequentes inconstâncias na formação que marcaram os primeiros 10 anos da banda.
Apesar de ser considerado um novo nome no cenário, a existência do Metalizer remonta até muito tempo atrás, desde 2004, ano de sua fundação na cidade de Nova Odessa. As alternâncias no line-up já eram frequentes desde o início, mas a estabilidade foi alcançada brevemente em 2005 com o trio Thiago Agressor (vocal e baixo), Leandro Psicopata (guitarra) e Luciano Lars (bateria), que gravou a modestamente produzida demo "Electric Homicide" no mesmo ano. Mesmo que a qualidade de produção não seja tão boa (guitarras fracas, baixo socado, bumbos da bateria abafados...), as três faixas contidas aqui convencem da qualidade do conjunto. Um Thrash Metal empolgante é executado, recheado de passagens retratando a furiosa velocidade do Speed Metal que, no momento seguinte, convertem-se em um andamento mais cadenciado e batedor de cabeça. Os loops são frequentes e os solos de guitarra se espelham nos momentos de arrancada instrumental, alucinando-se em velocidade e técnica. Enquanto isso, os vocais guturais de Thiago Agressor - dignos de Death Metal - engrossam o peso da musicalidade. Sua postura é um meio-termo entre o gutural fechado e o rasgado, com ocasionais puxadas mais gritadas. Excelente ponta-pé inicial.
Após o lançamento, mais mudanças acontecem com a chegada de Douglas Lima, que substitui o guitarrista Leandro Psicopata. Com isso, o conjunto passa o restante do ano e o seguinte inteiros realizando shows enquanto escreve novos materiais. Essas novas canções entrariam em uma segunda demo, lançada em 2007, intitulada "Weapons of Metalization".
Em quesitos de produção, a nova demonstração pouco avança em relação à primeira, com o acréscimo de que o china da bateria está ainda mais estridente. Só que não incomoda, até porque novamente o Metalizer apresenta excelentes músicas que atestam amadurecimento, embora o vocal já não agrade tanto mais. Instrumentalmente, a banda deu alguns passos adiante. Mostra-se mais madura, compositora de músicas consistentes, pesadas. Desenvolveram muito bem as técnicas de velocidade, gerando músicas ainda mais furiosas. É possível sentir facilmente desde a excelente introdução instrumental. Contudo, Thiago Agressor passa a usar uma voz rasgada mais voltada ao Thrash, que se distancia do gutural anteriormente executado e se fixa no gritado. Evidentemente, tal abordagem não seria um problema se a aplicação não fosse tão alucinada e não conferisse um ar desconexo à maturidade do instrumental. Não caiu legal. Ainda assim, o resultado geral compensa e evidencia a capacidade da banda de aprimorar seus direcionamentos vocais e instrumentais.
Os tempos que se sucederam foram marcados por novas e intensas inconstâncias no line-up, em especial na bateria. Luciano Lars deixou seu posto ao final de 2007, fazendo com que a banda sofresse ao longo dos anos seguintes para fixar alguém na função. O baixista Nilão Bonebreaker chegou no início de 2008, desafogando Thiago Agressor da função e levando-o a se concentrar apenas nos vocais. Mas na bateria as coisas continuavam complicadas. Muitos músicos iam e vinham sem que nenhum realmente se adaptasse. Foi então que, inusitadamente, diante das adversidades, Thiago decidiu assumir a responsabilidade pelo instrumento em 2010, acumulando, portanto, as funções de vocalista e baterista.
O agora quarteto passou então um longo período sem realizar shows, a fim de intensificaro foco em trabalhar na concretização do objetivo de lançar o primeiro álbum completo. Assim que tudo ficou pronto em 2012, entraram no estúdio Radioativo em Sumaré (SP) e iniciaram as gravações. Durante o processo, o experiente vocalista Sandro Maués (baterista do Zênite e Mitra) foi convocado, ainda a tempo de gravar as linhas vocais do vindouro trabalho. Logo, Thiago Agressor passou a se preocupar unicamente com as baquetas. As coisas começavam a funcionar.
Toda a luta para fazer a banda rolar mesmo com os desanimadores desafios foi recompensada com a chegada do excelente debut "The Thrashing Force" em agosto de 2013, quase 10 anos após o nascimento da banda. De lançamento independente e artes gráficas assinadas por Fernando Lima (Drowned), o álbum é sobretudo um compilado de canções antigas e novas, passando a limpo toda a história do suado grupo, porém, regravado com a formação daquele momento.
São apenas 31 minutos totais de duração, mas suficientes para energizar o pescoço com um exímio Speed Thrash Metal. Veloz, acelerado, pesado. "Thrasheira" mesmo. A banda estava em excelente forma e repaginou com sucesso gravações mais antigas, da época das demos. Sandro, com seu agressivo vocal gritado carregado de drives, mostrou-se um positivo sopro da tradicionalidade na banda, tornando intuitiva a lembrança do Slayer. Há espaço até para aplicar vibratos à técnica como na excelente e nervosa "Metalizer (The Thrashing Force)", além de plenos vocais limpos em "Silent Desperation", faixa que fecha o disco e pega de surpresa pelo ritmo inicial mais lento e atmosférico após um álbum inteiro de porrada e energéticos, técnicos e bem encaixados solos de guitarra. Backing vocals são ocasionalmente acionados, mas infelizmente, apesar de explorados pontualmente, seus coros não ficaram tão fortes e chamativos.
O instrumental acelerado dispensa comentários. Tradicionalidade corrida para agradar a qualquer thrasher, com ênfase na vivacidade da bateria, que abusa de viradas e alternâncias. Além disso, os adornos de sons ambiente estreitam a relação do ouvinte com as músicas, já que a introdução instrumental "Trails of A Blood Storm" os explora chamando a atenção para as trovoadas no início. Tiros em "Peace In Pieces", latas se abrindo e arrotos em "Alcoholic Madness", além dos ventos soprando e narração sussurrante em "Silent Desperation" são outras interessantes adições extra-musicais.
É uma pena que a produção continue fraca. Com gravação meio socada, o álbum ficou devendo qualidade, prejudicando a experiência de canções tão intensas e batedoras de cabeça. Seu lançamento é um grande troféu de uma banda que não desistiu, ainda assim.
Diversos shows de divulgação aconteceram na sequência em diversos municípios do Estado de São Paulo e, com eles, a banda colhia boa aceitação do público. Sempre vendendo discos e apresentando excelentes performances, a empolgação para prosseguir com o trabalho se traduzia na composição de novas músicas.
Agora contando com uma formação estável, shows sendo realizados, composições fluindo, álbum lançado, aceitação do público e de contrato com a Black Legion Productions em mãos, tudo começou a acontecer num ritmo mais natural nos bastidores do Metalizer. Prova disso é a rapidez com a qual o segundo álbum de estúdio, "Your Nightmare", foi lançado: já dois anos mais tarde, em 2015. Para a maioria das bandas, um espaço de dois anos entre lançamentos é normal, mas para o Metalizer em especial, é um grande avanço e sintoma positivo.
Gravado no estúdio Mix Music em Amparo (SP) e produzido por Fábio Pereira (Sangrena), esse disco novamente tem produção fraca, ofuscando a percepção da diferente abordagem musical do conjunto. No entanto, a sinceridade sonora permanece intacta. Ao contrário do Thrash soberanamente Speed retratado nos lançamentos anteriores, agora os paulistas possuem momentos mais contidos e rítmicos revelando fortes flertes com o Heavy Metal, reduzindo (mas não extinguindo) as passagens velozes que marcam o estilo da banda. Com isso, a sonoridade passou a lembrar bandas como Metal Church. A construção e o passo das músicas está muito e desenvolvido como a banda já vinha sendo, mas reflete mais uma mudança de postura do que amadurecimento, apesar de que esse último lampeja em diversos trechos.
Amadurecimento mesmo é notado no vocal de Sandro Maués, que está mais apelativo, até teatral. Em alguns momentos sai do canto e vira grito, o que desagrada. Um pouco de direcionamento ajudaria. Porém, não desmerece a frequência com que sua técnica voz agrega positivamente à sonoridade. Variando de tons médios a puxadas mais elevadas - sempre com ariscos drives -, sua abordagem teatral concede interessantes interpretações às canções, principalmente quando canta de uma forma mais falada e inconformada - momento em que seu vocal se assemelha muito ao de Schmier, do Destruction, em épocas antigas.
A bateria de Thiago também apresenta avanços na percepção de momento e exploração de recursos, mostrando-se tão importante quanto o vocal no ritmo.
Embora esse trabalho seja um pouco diferente em relação ao "The Thrashing Force", a banda não permite que certas características escapulam, tais como a essência Old School, sons ambiente (cachorros latem em "Street Dog") e até faixas instrumentais, como "Cause and Effect" - ela que é uma oscilante e madura faixa nessa configuração, inconstante em seu ritmo mas não em sua qualidade. Passeia pela velocidade do Speed Thrash, balanço do Heavy Metal e encerra com violão.
Solos de guitarra são menos abundantes, mas experimentam novas formas de serem executados e convencem.
Mais longo e menos direto, "Your Nightmare" totaliza 41 minutos de duração nos quais foram objeto de muitos elogios. Não estou de acordo com todos, já que, em um contexto geral, prefiro o debut e "Your Nightmare" tem mais aspectos que me desagradam. Mas todos merecidos. Ah, e não feche o seu player ao fim de "Life Is Your Nightmare"; passado pouco mais de um minuto de silêncio, uma hidden track se revela: a regravação de "Thrash General", originalmente lançada na demo "Weapons of Metalization"!
Assim que o álbum foi lançado, um segundo guitarrista chamado Edson Ruy (Rethurno) foi adicionado à formação, convertendo a banda num quinteto.
O Metalizer pode fazer com que várias bandas venham à sua cabeça. Pode não ter uma essência exatamente própria, mas procura fazer com que o ouvinte tenha acesso a músicas de qualidade e se sinta tentado a bangear. Isso basta. Os caras vêm em justo crescimento tendo em vista que sempre lutaram para que a banda acontecessem. Porém, podem e precisam amadurecer ainda mais, principalmente no que diz respeito a produção. Quem sabe no futuro os álbuns não sejam regravados e que os vindouros tenham uma produção mais atrativa? Mesmo assim, a musicalidade tem potencial pra enlouquecer os thrashers que sempre buscam uma pegada tradicional.

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SHOWS & IMPRENSA:
E-mail: metalizer_thrash@hotmail.com


 Electric Homicide (Demo) (2005)

01 - Electric Homicide
02 - Rejection
03 - Until The Last Strike

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 Weapons of Metalization (Demo) (2007)

01 - Mortal Revelation (Intro)
02 - The Coming of The Storm
03 - Thrash General
04 - Alcoholic Madness
05 - Bleed By My Fist

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 The Thrashing Force (2013)

01 - Trails of A Blood Storm (Intro)
02 - Peace In Pieces
03 - Thrashing The Betrayers
04 - Alcoholic Madness
05 - Electric Homicide
06 - Metalizer (The Thrashing Force)
07 - Emptiness
08 - Bleed By My Fist
09 - Silent Desperation

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 Your Nightmare (2015)

01 - Weapons of Metalization
02 - My Cage
03 - Street Dog
04 - A Bridge Across Time and Space
05 - Still Alive
06 - Cause and Effect (Instrumental)
07 - Zombified Generation
08 - Wake Up
09 - Preacher of Hate
10 - Life Is Your Nightmare

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domingo, 24 de janeiro de 2016

Dirty Glory - Discografia Comentada

Geralmente, o ouvinte de Metal concentra seu gosto musical quase que integralmente nas diversas vertentes desse gênero, mas isso nem sempre significa gostar apenas disso. Claro, existem os que, como eu, também ouvem bandas e artistas de fora do mundo da música pesada, porém, mesmo os menos abertos também costumam reter grande empatia por algumas vertentes do Rock. Entre elas, certamente a mais constante e cultuada é o imortal Hard Rock!
Sempre surgirá alguma banda do gênero em algum lugar, em algum momento. Sempre. E algo que provavelmente contribui para que isso ocorra é a inegável influência que os grandes pilares do estilo exerceram sobre o próprio Metal, gerando atualmente um "intercâmbio de públicos", ajudando o Hard a sempre ter público e se perpetuar. Contudo, em vista da abundância, nem todas as bandas enlaçam de verdade o ouvinte, que começa a desenvolver o costume de não dar tanto valor ao saber que uma banda foca em tal proposta. Está saturado.
Só que nem tudo está perdido - é o que prova uma galera lá de São Paulo! A ideia do Dirty Glory é simples: fazer do Hard Rock a verdadeira festa de Rock 'n' Roll que ele merece ser. Por meio de músicas intensas e festivas, o quinteto inicialmente composto por Jimmi DG (vocal), Dee Machado (guitarra), André Reichhardt (guitarra), Vinni Novack (baixo) e Sas (bateria) vem propiciando isso com muita qualidade desde 2011, quando foi fundado.
A primeira amostra de potencial saiu ainda no mesmo ano na forma do EP-demo de três faixas "It's On!". Por ser demonstrativo, realmente soa como uma demo, já que a produção é modesta. Contudo, o resultado é bom e é possível sentir a energia ao longo de seus rápidos 12 minutos, principalmente na marcante faixa "Mr. Jack", que se tornou um verdadeiro cartão de visitas da banda, recebendo até videoclipe em maio do ano seguinte. A repercussão foi tão positiva que, como extensão, a canção foi convertida em uma excelente versão acústica também em vídeo pouco depois, no mês de outubro.
Prosseguindo com as composições e investindo na atratividade de conteúdos videográficos, mais um clipe foi lançado em 2013, agora da bem produzida single "Every Time I Think About You", uma belíssima passional de tocar o coração!
É a partir daí que as coisas ficam mais interessantes, uma vez que músicas suficientes para preencher o álbum de estreia foram se materializando. Quando tudo ficou bem encaminhado, partiram para o Studio Flapc4, em São Paulo mesmo, para começar a registrá-las. Durante o processo, após o fim da gravação das linhas de baixo, aconteceu uma troca de músicos na função com a saída de Vinni Novack e chegada de Vikki Sparkz, que rapidamente se entrosou com os novos parceiros.
Ainda um pouco antes do tão aguardado debut sair, mais um videoclipe foi liberado, dessa vez exibindo a forte faixa "Sticks and Stones", tema de abertura do vindouro trabalho. A canção alimentava expectativas de um grande disco, o que fatalmente aconteceria em novembro de 2015 com a chegada oficial do fantástico "Mind The Gap".
Esteja certo que o adjetivo foi empregado cuidadosamente. De produção assinada por Luis Lopes e o vocalista Jimmi DG, agora é possível uma leitura mais completa sobre o que o Dirty Glory é. Com autoridade, o conjunto foi capaz de fazer o velho e o novo darem liga, tornando o simples rótulo "Hard Rock" insuficiente diante da performance e da atmosfera. O peso e vivacidade do Glam oitentista são trazidos à atualidade por meio de uma coerente destilação com a melodia do moderno Sleaze Rock, potencializando o clássico gênero. Como resultado, tem-se 50 minutos de um verdadeiro show de uma banda entrosada, criativa, com evidente vontade de celebrar o Rock 'n' Roll. Músicas animadas, de alto astral e de forte clima festivo foram edificadas, tornando difícil não se envolver.
Tal festividade, por outro lado, deu origem a canções um tanto difíceis de assimilar plenamente na primeira audição. São turbulentas, espessas, corridas. Jimmi DG canta em tons mais elevados enquanto aplica drives, mas também canta rápido, geralmente. Combinando a característica com os frequentes acionamentos dos empolgados vocais de apoio, a coisa fica ainda mais intensa. Outro ponto é a positividade da excelente produção, que estrategicamente aplica os oportunos reverbs que dão o desejado efeito vocal em determinadas passagens (como se Jimmi cantasse com um megafone, por exemplo), mostrando que a banda tem recursos tanto musicais quanto produtivos.
Das 12 faixas, duas foram reaproveitadas de lançamentos anteriores: a single balada "Every Time I Think About You" e "Mr. Jack", do primeiro EP. As demais provaram manter o alto nível, sempre com energia, alegria e experientes solos de guitarra para fechar o ciclo das fórmulas empregadas, que são manjadas, mas muito convenientes. Vide excelentes faixas como "Failing The Test", "Fire", "20 Years of Moving On" e "Sticks and Stones", que são algumas das melhores de um disco cativante em sua totalidade. O set ainda é encerrado com mais uma balada, "The Sentence", que dá o tom da despedida.
"Mind The Gap" foi um grandioso pontapé inicial para o Dirty Glory. Ainda por cima, é barato: a cópia física custa apenas R$ 20,00 através do site oficial. Vale a pena ouvi-lo com carinho e atenção, especialmente os bons fãs de Hard Rock, que certamente gostarão muito! Quando os refrões não saírem da cabeça, você já estará num caminho sem volta.
Aliás, a banda chegou a se apresentar em Altinópolis/SP no evento Metal Land Festival, que aconteceu entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro e inclusive contou com bandas como Andre Matos, Sepultura e Krisiun. Agora eles se preparam para mais shows de divulgação desse sensacional disco de estreia! Que tal ajudá-los a cair na estrada e levar diversão para você?

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 It's On! (EP) (2011)

01 - Mr. Jack
02 - The Energy
03 - Sweetie

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 Mind The Gap (2015)

02 - Failing The Test
03 - 20 Years of Moving On
04 - Beyond Time
05 - Black Lightning
06 - Fire
07 - Damn The Human Race
09 - What's Her Name Again?
10 - Mr. Jack
11 - Modern Gods
12 - The Sentence

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terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Mike LePond's Silent Assassins - Discografia Comentada

É muito comum chegar um momento em que o músico, cedo ou tarde, decide trabalhar em algo próprio paralelamente à banda principal (mesmo que ela seja dele). Algumas vezes surge a ambição de compôr algo um tanto diferente, muitas vezes incompatível com propostas já estabelecidas e consolidadas na primeira banda. Essa é uma das formas de novos projetos surgirem, e com o baixista estadunidense Mike LePond, conhecido por ser integrante do Symphony X desde 1999, não aconteceu algo tão diferente.
Percebendo que o atual cenário de status pessoal era favorável, Mike tratou de fomentar e, por consequência, concretizar antigos sonhos de trabalhar em um projeto a seu gosto, que soasse Heavy Metal clássico. Foi assim que surgiu em 2014 na cidade de Newark, em Nova Jersey, o excelente projeto Mike LePond's Silent Assassins!
Montar a formação não foi difícil, já que contou com amigos próximos - e muito talentosos. Ao comentar sobre a ideia com Michael Romeo, seu companheiro de Symphony X, o guitarrista se prontificou a auxiliá-lo no que fosse preciso. Escolher um vocalista também não foi problema, pois há anos nutria uma grande amizade com o experiente Alan Tecchio (Hades), que morava perto dele. Michael Pinnella, tecladista do Symphony X, e o polonês "Metal" Mike Chlasciak (Halford, ex-Testament e Sebastian Bach) completaram a formação nos vocais de apoio e guitarra, respectivamente.
Foi um pulo para que setembro daquele ano chegasse e trouxesse consigo o homônimo álbum de estreia do baixista, lançado através do selo Moonlight Records.
E como as primeiras impressões podem nos trair em sua ignorância, eu devo dizer...! A capa de autoria de Jonathan Stenger retratando o mítico Cavalo de Troia é, de fato, linda, mas ainda assim, pareceu um tanto genérica. Para piorar, ao ouvir a primeira música, "Apocalypse Rider", mesmo que tenha achado de fato excelente, nutri uma impressão de que ao longo da próxima hora eu degustaria um álbum bom, mas apenas mais um entre tantos similares. Ironicamente, o início de expectativa levemente negativada fez com que eu só gostasse ainda mais de estar enganado ao fim dos 57 minutos de duração do disco. Ele começa tradicional, pesado, acelerado, mas vai se revelando e inflando à medida que o setlist prossegue... e se engrandece em todos os aspectos.
O antigo e o novo coexistem em harmonia no Silent Assassins e esbanjam vivacidade com a bela produção do próprio Mike LePond. São mais claramente percebidas as referências ao Judas Priest, principalmente. Mas a secura acaba adornada por jogadas mais típicas do Progressive Metal em determinados arranjos, apurando as técnicas. Há momentos de sensação mais Hard Rock, enquanto em outros o Power Metal exala e, mais interessantemente para a proposta, o diferenciado Folk. Isso culmina em um instrumental bem arquitetado e diversificado ao longo das músicas, tornando tudo mais envolvente. Vide a introdução bem mediterrânea/oriental de "Red Death", ou o forte Folk de "The Quest", que chega a lembrar jogos de RPG e danças medievais com o bater de palmas, ou mesmo a beleza acústica de "Masada", situada em um estratégico momento de descanso no centro do set. E vale reparar como o Mike LePond's faz uma média consigo mesmo através das linhas de contrabaixo, que frequentemente ganham destaque... claro, o projeto é dele. O instrumento é lindamente tocado, mas não chega ao exagero e nem aparece em passagens inconvenientes. Toda a experiência do músico também recai na coerência musical. Incríveis e velozes solos de guitarra por parte de Michael Romeo (que também dá uma mão nos teclados) e Mike Chlasciak completam a lista de pré-requisitos para instrumentais de qualidade. A bateria, por sua vez, é programada, mas muito é bem feita e a grande maioria sequer notaria.
O trabalho tem beleza extensiva ao poder das músicas pesadas e mais cruas, com requintes de epicismo pelo acionamento de backing vocals guerreiros e principalmente pela perícia vocal de Alan Tecchio. O que ele canta não é brincadeira: seu vocal é gritado e alto, levado na base da raça de drives e ocasionais agudos empregados quando a passagem pede. Sua postura termina de complementar a tradicionalidade do instrumental e aguça definitivamente a atmosfera "priesteana".
"Silent Assassins" se mostra um disco energético e capaz de convencer com louvor à medida que avança. É uma boa pedida para quem gosta de tradicionalidade com roupagem moderna, mas não restrita ao modelo, já que a musicalidade recebe elementos extras que distanciam o registro da linearidade.
Atualmente Mike LePond está trabalhando no segundo álbum de estúdio do projeto, que receberá o nome "Pawn and Prophecy". Ainda não há data de lançamento divulgada e nem line-up, mas é certo que o vocalista Alan Tecchio contribuirá novamente.

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 Mike LePond's Silent Assassins (2014)

01 - Apocalypse Rider
02 - Red Death
03 - The Quest
04 - The Outsider
05 - Masada
06 - Silent Assassins
07 - Ragnarok
08 - The Progeny
09 - Oath of Honor

Ouvir (Spotify)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mike LePond (Silent Assassins, Symphony X) - Entrevista

Se tem (mais) uma coisa interessante em relação a entrevistas, é que elas humanizam os membros de uma banda e nos aproximam deles. Claro, a música é uma criação humana e transmite qualquer tipo de sentimento, frequentemente tocando nossas emoções. Ainda assim, a mágica faz parecer algo auto-concebido.
As bandas, principalmente do exterior, parecem distantes demais de nós, ainda mais quando são grandes. Contudo, tive a chance de conversar com o estadunidense Mike LePond, baixista de uma das maiores bandas Progressive Metal da atualidade - o Symphony X -, e trazer tanto ele quanto a banda e seu novo projeto, Silent Assassins, um pouco mais próximos de nós.
Nesse breve bate-papo, falamos dos primeiros contatos de Mike com a música, sobre seus gostos e interesses, mas principalmente demos ênfase ao Mike LePond's Silent Assassins, seu projeto paralelo que lançou um álbum homônimo em 2014 e também conta com Alan Tecchio (Hades) no vocal e Michael Romeo (Symphony X) e o polonês Michael Chlasciak (Halford, Metal Mike) nas guitarras.
Confira abaixo na íntegra! Agradecimentos à Headbanger Press!

WOTM: Primeiramente, Mike, muito obrigado pelo seu tempo!
Diga-me, como começou o seu interesse pela música? Você tem músicos na família?
MIKE: Agradeço pela entrevista! Sempre havia música tocando em minha casa quando eu era criança. Meu pai era guitarrista e minha mãe colocava álbuns de artistas como Little Richard, Chuck Berry, Elvis e Beach Boys para tocar o dia inteiro.

WOTM: Qual foi seu primeiro instrumento e que dificuldades enfrentou para dominá-lo?
MIKE: Meu primeiro instrumento foi uma flauta doce. Eu aprendi a tocar ainda na escola, quando tinha 12 anos de idade. Apesar de não ter muitas notas para aprender, ainda assim eu a odiava (risos), mas foi assim que aprendi a ler música pela primeira vez.

WOTM: Você sabe, geralmente as pessoas – incluindo críticos – prestam menos atenção nos baixistas, o que, de certa forma, leva futuros músicos a se interessarem menos pelo instrumento. Por que o contrabaixo, Mike? O que te encanta nele?
MIKE: Concordo com você, a propósito. Quando eu tinha 13 anos, meu pai me levou para ver o Kiss em Nova Iorque. Aquele show me fascinou! Quando vi Gene Simmons voando e também cuspindo sangue e fogo, eu quis ser um baixista como ele.

WOTM: Paralelamente ao Symphony X, você está atualmente trabalhando num projeto próprio, o Silent Assassins - que lançou o álbum de estreia homônimo em setembro de 2014 -, e sabemos que você está acostumado a trabalhar dessa forma extra, em outros projetos. O que te motivou a criá-lo agora e não anteriormente, já que sua carreira é longa e só de Symphony X você já tem quase 17 anos?
MIKE: Meu primeiro amor sempre foi o Heavy Metal clássico. Antes do Symphony X, toquei em outras bandas locais, mas as gravadoras não ficaram interessadas. Depois do Symphony X, as coisas mudaram e agora posso gravar minhas próprias músicas e contratar os melhores músicos para alcançar meu sonho.


WOTM: É notável a ampla experiência dos músicos que estão ao seu lado no Silent Assassins. Para quem acompanha o Symphony X, certamente o nome mais familiar é o do guitarrista Michael Romeo, que notavelmente contribuiu com arranjos progressivos que só ele faz. É claro que existe uma grande amizade entre ambos, mas por que contar com ele também nesse projeto?
MIKE: Romeo é um amigo querido. Quando contei que queria gravar um álbum solo, ele se ofereceu para ajudar de todas as maneiras possíveis. Suas orquestrações juntas do som cru do meu Metal fizeram o disco soar clássico e novo ao mesmo tempo. Obrigado, Michael!

WOTM: Devo dizer que o nome do vocalista Alan Tecchio é uma agradável surpresa, já que tanto ele quanto as bandas nas quais faz parte não têm muita repercussão aqui no Brasil. Como você o conheceu e como é a relação entre vocês?
MIKE: Quando conheci o Alan em 2010, imediatamente soube que ele seria perfeito para meu projeto solo. Seu vocal tem tanto poder e melodia! Além disso, ele mora a 30 minutos da minha casa, então podemos estar no estúdio juntos. Somos e sempre seremos melhores amigos.

WOTM: É muito interessante reparar o quanto o disco do Silent Assassins é plural. Em um momento tem ritmo acelerado, em outro, cadenciado. Por momentos soa Heavy Metal, por vezes Progressive Metal, outras Hard Rock, Power Metal, às vezes Folk, épico, medieval... não é um trabalho simples. Quais foram suas referências musicais, literárias ou filmográficas na composição do álbum?
MIKE: As influências nesse álbum alcançam mais de 40 anos. Ele começa com as primeiras bandas de Metal como Judas Priest e Black Sabbath, então entra nas bandas sinfônicas dos anos 90 como Blind Guardian e Rhapsody, daí finalmente vem o estilo medieval como Blackmore’s Night.

WOTM: A capa retratando o mítico Cavalo de Troia é, sem dúvidas, bela e sugere com precisão a temática da faixa-título e até a inspiração para o nome do projeto. Você estaria atualmente trabalhando em um novo álbum do Silent Assassins? Se sim, abordaria ele as mesmas temáticas do primeiro?
MIKE: Fico feliz em anunciar que estou gravando um novo álbum para o Silent Assassins, chamado “Pawn and Prophecy”, com Alan Tecchio novamente nos vocais! O disco cobrirá os mesmos contos épicos da História, Mitologia e Literatura juntamente com riffs batedores de cabeça na orelha do ouvinte.

WOTM: Quais as suas expectativas sobre o futuro do projeto? Vocês se apresentam ao vivo?
MIKE: Sempre que o Symphony X não estiver em turnê, eu gostaria de gravar e excursionar com o Silent Assassins. Quero que seja como uma segunda banda. Dessa forma, posso continuar trabalhando e criando músicas. Seria um sonho realizado estar sobre os palcos com o projeto!

WOTM: Mike, aqui no Brasil há, atualmente, muita movimentação na cena headbanger e muitas bandas de qualidade surgem o tempo inteiro em todas as partes do país. Angra e Sepultura são clássicos intocáveis, mas hoje não são nossos únicos representantes. Como a cena brasileira é vista nos Estados Unidos e que bandas brasileiras você pelo menos ouve falar sobre?
MIKE: Quando nós da América do Norte pensamos na cena metálica brasileira, vemos incríveis músicos e os fãs mais apaixonados do mundo. Algumas das minhas bandas preferidas pessoais incluem Age of Artemis, Mr. Ego e muitas, muitas outras.

WOTM: Conte-nos uma história interessante ou engraçada que tenha acontecido em algum lugar enquanto excursionava com o Symphony X!
MIKE: Eu sou claustrofóbico, então na primeira vez que viajei com o Symphony X, tive problemas com as apertadas beliches onde dormimos no ônibus. Era assustador para mim mas muito engraçado para os outros rapazes que me ouviam tentando escapar da minha beliche enquanto dormia.

WOTM: Quais são suas bandas preferidas, Mike? Você ouve bandas e artistas fora do Rock ou Metal?
MIKE: É claro, eu amo e prefiro as bandas de Metal oitentistas, mas gosto das mais novas também. Atualmente estou realmente curtindo as bandas de Folk/Viking Metal da Europa. Algo fora do Rock/Metal que eu gosto é música celta. É simplesmente mágico!

WOTM: Muito bem! Novamente, Mike, muito obrigado pelo seu tempo e (mais) sucesso na sua carreira e em seus projetos pessoais e profissionais! Deixo o espaço aberto para você mandar um recado para seus fãs e os que estão acompanhando essa entrevista e seu trabalho:
MIKE: Em nome do Symphony X e do Mike Lepond’s Silent Assassins, eu gostaria de dizer obrigado a todos vocês por todos os anos de lealdade e apoio. Nós amamos vocês e os verei quando estivermos em turnê, pessoas lindas! OBRIGADO!


Entrevista por:
Walker Marques,
Warriors Of The Metal.

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- Você pode acompanhar o trabalho de Mike através de sua página no Facebook, onde são compartilhados vídeos das canções e novidades! Além disso, as canções podem ser ouvidas através do Spotify!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Desabafo e revelações complementares acerca das mudanças no Warriors Of The Metal

O texto está longo, mas acredito ser do interesse de muitos. Vale ressaltar que ele parte do ponto de vista pessoal, meu, Walker Marques, por isso está majoritariamente escrito em primeira pessoa. É uma mensagem minha diretamente para vocês:
É chateado que eu escrevo isso. Chateado mesmo. Sabia que a repercussão seria negativa, mas talvez tenhamos sido ingênuos quanto ao nível de ingratidão e incompreensão de muitas pessoas. Por isso, para pôr uma pedra de uma vez por todas nessa questão e falar o que muitos querem ouvir, escrevo essa postagem.
Tudo o que eu disse anteriormente sobre quanto a trabalhar com downloads é verdade. Bem ou mal, queiramos ou não, o Warriors Of The Metal se tornou um grande veículo de informação e conhecimento de bandas, atraindo inclusive o interesse de muitas delas para que sejam postadas. Com isso, os pensamentos acerca do blog naturalmente se engrandeceram na mesma proporção e, diante do envolvimento com outros grandes veículos de imprensa, vimos as grandes diferenças entre aqueles que não trabalham com downloads e nós. Existe uma grande barreira na formação de parcerias, no reconhecimento junto aos demais, na própria expansão em si. Os downloads, independente do nosso esforço textual, são muitas vezes mal vistos, levando-nos a ser julgados como moleques. Isso é a ponta do iceberg do impedimento ao crescimento, diga-se de passagem.
Nunca fizemos nada por lucro, e não seria agora que faríamos. E mesmo que quiséssemos, seria difícil. É um blog sobre Metal, um estilo estereotipado de público restrito, embora global. Tirar dinheiro com isso é uma hipótese risível. Ainda assim, no caso de algo dar certo, acredito que, no nosso lugar, todos gostariam de receber qualquer tipo de troco material pelo intenso e dedicado trabalho. Afinal, qual o problema de receber lucro trabalhando? E isso é outra coisa que os downloads inviabilizam. Contudo, como dito, esse motivo é fraco, mas gostaria de frisá-lo mesmo assim.
Eu, Walker, entrei no site da Roadie Metal para fazer algo diferente, para fugir dos formatos do WOTM. Simplesmente para fazer algo diferente mesmo, mas mantendo o Warriors como prioridade. Eu tava quase até criando outro blog só de resenhas para que o WOTM não se comprometesse e eu pudesse, quem sabe depois de muitos anos, alcançar o que o WOTM não poderia devido aos downloads. Esse foi um dos motivos que citei várias vezes e, também, não é mentira.
No entanto, apesar de eu só ter dado motivos fortes e verdadeiros, sem dúvidas, um em especial foi o propulsor disso tudo e eu acatei sem resistência alguma por já ter passado por isso outras vezes: ameaça de processo.
Ao longo desses 7 anos de Warriors Of The Metal, várias ameaças de processo foram recebidas e eu sempre resolvi na conversa, ou ignorei. E vocês nunca souberam disso, pois sempre tivemos o cuidado de manter coisas dos bastidores nos bastidores. Por que o público precisaria saber disso, afinal? É assunto nosso, particular, assim como assuntos particulares das vidas de cada um de vocês.
Só que dessa vez, alguém tomou a liberdade de ameaçar vários blogs de processo e, por isso, vários deles pararam as atividades e alguns até fecharam. No nosso caso, não vamos fechar, vamos apenas trabalhar sem downloads.
Mas por que cedi sem resistência? Bom, sim, na minha interpretação da lei, na de advogados consultados e na do Rudão e Cláudio, que também são advogados, estamos dentro da lei por não recebermos lucro. Contudo... estou desgastado. Foi, sobretudo, uma decisão minha após conversa com amigos, com meus pais, e com os próprios Rudão e Cláudio. Eu, Walker, não tenho, atualmente, a menor condição financeira e principalmente psicológica de enfrentar processos judiciais. Eu não confio na justiça brasileira, e, mesmo para provar ser inocente, muito custo monetário que não tenho como arcar está envolvido. Não vale a pena. E, como digo, se alguém não teme que algo de ruim aconteça e prejudique severamente todo o seu futuro que você tão seriamente encara, então essa pessoa é uma completa idiota.
Quanto maior o blog, mais visível, mais vulnerável. Quantas ameaças mais enfrentaríamos? Então esperaríamos algo de ruim acontecesse? Até alguém com poder realmente piorar a situação? Simplesmente não vale a pena. Desgasta. Vendo de fora da situação, parece que é algo bobo, mas quem está dentro e já encara isso há tempos sabe muito bem como é.
O que mais me deixa triste é que todo o trabalho foi justamente para ajudar a cena e os downloads ampliam a divulgação a níveis estratosféricos. Porém, tem gente com mais poder que não pensa dessa forma. Nos tempos atuais, a coisa ainda é complicada envolvendo eles. Sei que sem downloads não é a mesma coisa, mas isso não pode invalidar de forma alguma toda a dedicação nos textos. Um complementa o outro, mas se não existissem os textos, o WOTM não chegaria onde chegou.
A nossa ideia era manter esse detalhe entre nós porque não nos sentimos confortáveis em expôr esse tipo de problema, que é particular, tal como muitos outros. É assunto nosso. Mas diante de tanta incompreensão e até hostilização que já tanto sofremos, me vejo obrigado a dizer isso em busca de, pelo menos, um pouco mais de compreensão e paciência. Também para que saibam que o motivo propulsor dessa atitude de encerrar os downloads é grande.
Aproveito a oportunidade para também, com certa chateação - já anteriormente esperada, entretanto -, dizer que é uma pena como muita gente só apoia as coisas enquanto elas tirarem alguma vantagem daquilo. Muita gente simplesmente falou uma tonelada de besteiras conosco, ignorando todo nosso trabalho e nos hostilizando só porque essas pessoas não poderão mais tirar proveito pessoal do nosso trabalho. Isso é podre, cara. Isso não é apoio, é oportunismo, egoísmo.
Enfim, obrigado a todos que leram até aqui e espero que tudo fique bem claro agora e vocês compreendam. A partir do dia primeiro de janeiro, todos os downloads serão removidos - apenas os downloads. Os textos ficarão. E conseguir um mês inteiro para que vocês desfrutem do nosso acervo pode ser considerado uma vitória, porque o exigido era a remoção imediata dos downloads. Consegui retardar em um mês pensando em vocês.
Abraço a todos e obrigado aos que foram feitos felizes pelo acesso à cultura disponibilizado até hoje, e aos que continuarão dando uma conferida no nosso trabalho futuro, que manterá os moldes, mas sem downloads.


Valeu mesmo!
Boa noite.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Mudanças no Warriors Of The Metal

Comunicado importante,

Por conveniência, esse mês de dezembro de 2015 será o último mês que o Warriors Of The Metal trabalhará com downloads. A partir de 1º de janeiro de 2016, todos os links serão retirados e o passaremos a trabalhar em formatos diferentes.

Seguiremos resenhando, talvez fazendo coisa nova... Depende de nossa adaptação, mas estamos motivados. Contudo, a certeza é que os downloads vão acabar.

Lamento aos que receberem mal a notícia, mas é necessário. Trabalhar com downloads inviabiliza muita coisa.

Abraço a todos e aproveitem o último mês.

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Advice of changes on Warriors Of The Metal

Relevant note,

As a matter of convenience, December 2015 is the last month Warriors Of The Metal will be working through downloads. From January 1st 2016 on, all download links will be removed and we will begin to work in different ways.

We'll keep up getting stuff reviewed, maybe we'll bring up other new features... It depends on our adaptation, but we are badly motivated. Nevertheless, the download links removal will be a sure thing.

You can reckon we are very sorry for those who don't catch this update very well, but it is necessary. Working with downloads boils many things we'd like to work upon.

Best regards to all and enjoy the last month.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Pandemmy - Discografia

Não é nenhum absurdo afirmar que, em seu dia a dia, o povo nordestino precisa lutar contra tudo e mais um pouco, qualquer que seja o assunto - meio ambiente, política, valor cultural... Toda luta se torna ainda mais árdua devido ao desequilíbrio extra causado pelo desfavorecimento que a região enfrenta, e isso não diz respeito apenas às autoridades, não: os próprio brasileiros das demais regiões subestimam o Nordeste como um todo. E esse sentimento é ainda reforçado pela mídia, que faz muita questão de enfatizar os pontos negativos, porém, muito pouca questão de realçar os pontos positivos. É por isso e ainda mais que os nordestinos gritam. Um grito quase desesperado que diz: "eu estou aqui, e aqui também é terra de valor".
Nota-se também um grito diferente em meio a tantos. Um grito gutural, acompanhado pela harmonia da distorção de guitarras, contrabaixo estrondoso e bateria prepotente. Uma verdadeira pancadaria ouvida diretamente de Recife, capital de Pernambuco. Os responsáveis por ela representam um underground vasto e fiel, repleto de fãs e amontoado de excelentes bandas, sedentas por provar que também existe Metal de qualidade para aquelas localidades. São parte de uma pandemia de excelentes nomes que se alastra pelo Nordeste e impressiona cada vez mais. Também pudera: eles mesmos são a Pandemia! Ou melhor; o Pandemmy! Munido de um potente e técnico Death/Thrash Metal, o quinteto pernambucano vem apresentando uma musicalidade avassaladora que madurou bem rápido, não ficando muito atrás de outras bandas Extremas com mais tempo de estrada.
As origens dessa destruição sonora situam-se em janeiro de 2009, quando o guitarrista Pedro Valença idealizou aquilo que era ainda apenas um projeto. Em pouco tempo, conseguiu o apoio de Rafael Gorga (vocal), Diego Lacerda (guitarra), Augusto Ferrer (baixo) e Fausto Prieto (bateria), que completaram a formação e possibilitaram a gravação da demo "Self-Destruction", lançada já em 2010.
Bem gravado em se tratando de uma demo, o trabalho é seco, mas preciso e malevolente. Suas quatro faixas autorais demonstram uma banda que ainda precisava ser lapidada - e eventualmente seria -, porém, claramente estava bem situada quanto à proposta. Sonoridade agressiva, ritmo "pé-na-porta", frenéticos solos de guitarra e transições entre guturais fechados e rasgados - muitas vezes contrastando entre si ao mesmo tempo - são características de presença forte aqui e que marcam a essência de uma banda cuja veia Death Metal latejava mais forte que a veia Thrash Metal, mas ambas eram bem acionadas. Resquícios e sensações de Black Metal também podem notados e sentidos. O quinteto alcançou um resultado geral positivo em um momento delicado e importante da carreira.
Como resultado, "Self-Destruction" foi aclamado por fãs e mídia especializada, colhendo boas resenhas em veículos como a revista Roadie Crew e o site Recife Metal Law. Shows pelo Nordeste também foram outro efeito colateral do bom trabalho.
A banda ia muito bem, obrigado. Valendo-se da empolgação, logo deram início aos trabalhos de composição do EP "Idiocracy", que viria na sequência. Contudo, o baterista Fausto Pietro marcou a primeira queda da formação original pouco antes do lançamento, e foi substituído provisoriamente por Flávio Santos enquanto um nome não se fixava no posto.
Foi por volta dessa época que o Pandemmy marcou presença em um tributo pernambucano ao Sepultura chamado "Ratamahatta de Pernambuco Para O Mundo: Um Tributo Ao Sepultura", entrando com um cover da faixa "Convicted In Life", do álbum "Dante XXI", lançado em 2006. Foi uma atitude atípica, já que as demais bandas, naturalmente, escolheram executar faixas da considerada "época de ouro" dos mineiros.
De qualquer forma, Ricardo Lira assumiu definitivamente as baquetas no início de 2011 - após o tributo -, e o EP "Idiocracy" saiu do forno, na sequência, em março.
Se "Self-Destruction" estava mais pra Death Metal do que para Thrash Metal, "Idiocracy" interessantemente pode ser definido como o inverso - regado a amadurecimento, claro, e produção um pouco melhor por parte de Adriano Leão. O baixo Augusto Ferrer mesmo está mais evidente e chega a ser bonito ouvi-lo bem, apesar de alguns exageros no volume.
Composto por seis faixas inéditas, o trabalho tem, em um contexto geral, uma abordagem um tanto mais melódica, sem abrir mão de empregar a corriqueira violência na musicalidade. A fusão entre Death Metal e Thrash Metal está mais natural, mas é evidente que a maior parte do tempo o Thrash Metal se sobressai e exerce seu domínio, ditando a atmosfera das canções. Além disso, os arranjos apresentam desenhos mais definidos, gerando uma sonoridade mais harmônica e mais claramente arquitetada, batendo nas portas da fronteira com o Heavy Metal.
De certa forma, as nem tão leves mudanças atingem também a postura vocal de Rafael Gorga. Não é tão impactante, mas guturais fechados são agora mais acionados do que os rasgados, fora que as duas técnicas contrastam menos entre si. Isso expande as distâncias praticadas entre melodismo e agressividade, que ainda assim são coesas. Dando uma fuga a novos ares, a banda inesperadamente introduz épicos teclados tocados por Joabson Branntweinn na faixa "Through Twisted Paths", mostrando que são antenados a recursos extras também.
Shows para divulgação do trabalho vieram a seguir. Em meio a eles, a banda venceu a etapa regional do W:O:A: Metal Battle em Recife, levando uma vaga para a final nacional disputada no festival Roça 'n' Roll, em Varginha (MG). A bateria de shows teve fim triunfal com a abertura dos shows das bandas Ragnarok e Belphegor em suas passagens pela capital pernambucana.
Mesmo com a agitação de shows e boas recepções às suas composições, o conjunto não se esqueceu de continuar compondo canções e pensar no futuro. Por isso, mais um EP veio à luz, já no início de 2012 - o último trabalho antes do álbum de estreia. Era a vez de "Dialectic" ser conhecido.
Esse compacto trouxe mais cinco músicas novas em folha que revelam uma banda a fim de voar fora da aglomeração. Aqui eles seguem apostando em elementos diferenciados ao gênero, puxando as bordas do que podem fazer com seu som. Os teclados definitivamente se apossaram das harmonias, e isso é revelado desde a épica e romana intro "Shatter The Soul". Nas demais canções eles também aparecem para adornar, mas restritos à base, sem exageros. Ainda mais madura e melhor produzida, é apresentada uma sonoridade ainda mais pesada e escaramuçada, levada a riffs esmagadores que não perdem vivacidade nas variações entre os momentos pegados e outros mais cadenciados. Tal característica cria um deleitoso manifesto rítmico. Mantendo a tendência, as linhas vocais estão ainda mais agressivas e técnicas e, por vezes, um vocal que de meio-termo entre o gutural e o forte drive é explorado. O Pandemmy está mais denso e, por que não?, mais ousado. Isso é definitivamente provado na faixa de encerramento "Entrapment (Death of All Kings)", que faz diferente ao iniciar recorrendo a violão dedilhado e calmos vocais limpos de tom baixo antes de entrar na quebradeira e, por fim, finalizar do jeito que começou. "Dialectic" foi suficiente para provar a qualidade e potencialidade do conjunto nordestino e fomentar boas expectativas para o disco de estreia.
O EP foi oficialmente lançado no festival Abril Pro Rock, no qual fizeram parte naquele ano e tocaram ao lado de bandas como Brujeria e Exodus. Contudo, poucos shows foram realizados naquele tempo, já que estavam focados no álbum de estreia e inclusive precisaram viajar para São Paulo para gravá-lo no El Diablo Studio, do produtor Fabiano Penna, que assina a produção do disco.
Concluídas as gravações no fim de 2012, uma profunda mudança ocorreu no line-up em decorrência da debandada geral de membros. O vocalista Rafael Gorga, o baixista Augusto Ferrer e o baterista Ricardo Lira acabaram deixando suas posições. Todavia, o álbum de estreia "Reflections & Rebellions" foi lançado naturalmente em 2013 por meio dos selos Gallery Productions, Impaled Records e Rising Records, já com a banda contando com os novos membros André Valongueiro (vocal), Marcelo Santa Fé (baixo) e Arthur Lira (bateria), ex-Cangaço.
O álbum de estreia dos pernambucanos é quase, a cru modo, uma compilação de algumas canções lançadas anteriormente, porém, regravadas. Sete faixas já conhecidas se juntaram a outras quatro inéditas, completando onze músicas e 44 minutos totais de duração. Isso não é algo ruim, não, pois o registro tem uma produção invejável que espreme o máximo do potencial dessas arregaçantes músicas. Ouvir as "repetidas" é como ouvir novas músicas pela primeira vez, já que foram aprimoradas e refinadas com novos detalhes, entrando sagazmente no contexto da violentíssima atmosfera.
A exemplo do EP "Dialectic", o disco inicia com uma intro atípica, recorrendo ao belo e firme som de um cello. No entanto, a classe erudita dura apenas um minuto, até que se converte em um outro tipo de classe, mais avassaladora: a do Death/Thrash Metal de "Mind Effigies", que inclusive tem um lindo solo melódico. "Reflections & Rebellions" é uma avalanche de peso e muita coerência, soterrando os ouvidos com destruidoras linhas de bateria, guitarras pesadas - mega distorcidas, mas claras -, solos empolgantes, contrabaixo estrondoso e um cavernoso gutural fechado, seguro e atormentador, com frequentes puxadas a um rasgado cheio de raiva.
Algumas participações especiais marcam passagem discreta pelo trabalho, inclusive. Os mais notáveis são os guitarristas Antônio Araújo (Korzus) e Alexandre de Orio (Claustrofobia), que tocam os solos de "Herectic Life" e "Rubicon (Point of No Return)", respectivamente. Alcides Burn (Inner Demons Rise) também tem passagem nos vocais adicionais de "Herectic Life".
É incontestável a qualidade e a rápida maturidade alcançada em apenas quatro anos de banda. Tornaram-se dignos de referência sobre como fazer Metal Extremo de forma interessante e destruidora, sem ao mesmo tempo soar linear em demasiado. Independente de critérios técnicos, o resultado é a sensação de puro deleite e bateção de cabeça!
Um show de pré-lançamento foi realizado em Fortaleza, no Ceará, aliás. Na ocasião, o quinteto abriu para os alemães do Tankard. Uma bateria de shows de divulgação sucedeu o lançamento, estendendo-se até agosto de 2015. Algumas mudanças foram ocorrendo na formação ao longo desses dois anos devido à falta de interesse de alguns membros, por mais que a banda estivesse indo bem. Excursionaram extensamente pelo Nordeste e tiveram as apresentações no festival Blizzard of Rock, de Vitória de Santo Antão (PE), e a abertura para o Obituary em Recife como momentos a serem recordados.
O vocalista Alcides Burn e o baterista André Lira (ex-Cangaço) preencheram, interinamente, posições no Pandemmy até que a última parte da turnê fosse completada. Ao fim dela, o line-up se reestruturou com as chegadas de Vinícius Amorim (vocal), Guilherme Silva (guitarra) e Arthur Santos (bateria).
De cara nova, os pernambucanos se encontram atualmente concluindo o segundo álbum de estúdio, que trará um set de 10 faixas integrais, acrescidas de duas bônus. A previsão de lançamento é para o ano de 2016.
Na próxima vez que duvidar do Metal nordestino, pense no Pandemmy. Eles estão no rol de grandes e promissoras bandas que agitam o underground daquela região e provam que lá também é terra de música pesada de qualidade.

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SHOWS & IMPRENSA:
E-mail: pandemmy@gmail.com


 Self-Destruction (Demo) (2010)

01 - Self-Destruction
02 - In Front of Death
03 - Heretic Life
04 - Burn My Clan (The Lines of Violence)


 Idiocracy (EP) (2011)

01 - Involution of A Lost Society
02 - Idiocracy
03 - The Price of Dignity
04 - Point of No Return
05 - Through Twisted Paths
06 - Titan of The Void


 Dialectic (EP) (2012)

01 - Shatter The Soul
02 - Common Is Different Than Normal
03 - Heralds of The Reckoning
04 - The Age of Mammon
05 - Entrapment (Death of All Kings)


 Reflections & Rebellions (2013)

01 - Farewell
02 - Mind Effigies
03 - Self-Destruction
04 - Common Is Different Than Normal
05 - Idiocracy
06 - Without Opinion
07 - Heretic Life
08 - Involution of A Lost Society
09 - The Price of Dignity
10 - Rubicon (Point of No Return)
11 - Ode To The Renegade


domingo, 29 de novembro de 2015

Heart - Discografia

Durante a infância e a adolescência, as irmãs Ann Wilson e Nancy Wilson viajaram ao redor do mundo acompanhando o seu pai, que era militar. Quando ele se aposentou tudo apontava para uma vida tranquila para as jovens, que firmaram sua residência da cidade de Seattle, Estados Unidos. Elas nem imaginavam que a rotina que haviam vivido com o pai, não seria nada perto do que viria a acontecer em suas vidas.
Em 1971, Ann Wilson conheceu Roger Fisher no colégio. Roger era o guitarrista da banda White Heart (antes chamada The Army), com a qual tocava desde 1967 e que tempos depois passaria a contar com Ann Wilson. A banda acabou mudando seu nome para Hocus Pocus. Ainda em 1971, Mike Fisher, irmão de Roger, foi a Seattle (ele morava no Canadá) visitar o irmão. Ele conheceu Ann e eles começaram a namorar. Logo depois, Ann decidiu ir para o Canadá com Mike. 
Após terminar os estudos, o baixista Steve Fossen, que tocava com Roger desde os tempos de The Army também mudou-se para o Canadá e, em 1973, o trio deu início a um novo conjunto, que se chamaria Heart. Nancy Wilson se juntou ao conjunto em 1974 e logo depois se envolveu romanticamente com Roger.
A primeira era formação do Heart contava com Ann (vocais), Nancy (guitarra), Roger (guitarra), Steve (baixo), John Hannah (teclados) e Brian Johnstone (bateria).
Após realizarem algumas apresentações em pequenas casas de shows, o conjunto conseguiu gravar sua primeira demo. Nessa época já não contavam com John Hannah e Brian Johnstone e para conseguirem finalizar o trabalho, tiveram o auxílio do tecladista Howard Leese, que se tornaria membro em definitivo.
A banda partiria então para a gravação de seu primeiro álbum, Dreamboat Annie, que sai em 1976. Durante as gravações desse álbum, o baterista Michael Derosier se juntou à banda. Além de Michael, os bateristas Duris Maxwell, Dave Wilson e Kat Hendrikse, e o baixista Brian Newcombe, também auxiliaram nas sessões.
O Heart apresentava uma sonoridade fortemente influenciada por grupos de Hard Rock, como Led Zeppelin, assim como por elementos de música Folk e Pop. Além disso, o talento de Ann Wilson era um grande diferencial, pois a mesma conseguia se sair bem passagens suaves e era ainda melhor quando o momento exigia mais agressividade. Os backing vocals de Nancy também chamavam a atenção, algo que seria ainda mais aprimorado no futuro, com a dupla realizando ótimas harmonias.
O álbum vendeu 30.000 cópias no Canadá em seus primeiros meses e logo foi lançado nos Estados Unidos. Embalado por faixas como Crazy On You e Magic Man, o disco novamente alcança ótimos resultados, passando de um 1.000.000 de cópias vendidas.
Após uma grande batalha judicial, a banda deixou a gravadora canadense Mushroom Records e assinou com a Portrait, subsidiária da renomada gravadora CBS.
O segundo disco de estúdio, Little Queen é lançado em 1977, também atingiu ótimas vendas, sendo grande parte em razão do hit Barracuda. A disputa judicial com antiga gravadora causaria uma grande confusão, pois antes de Little Queen a banda havia lançado o álbum Magazine e os problemas judiciais suspenderam a distribuição do disco, que sairia oficialmente somente em 1978 e não em 1977, data de sua gravação e primeira distribuição.
Apesar da confusão, Magazine também teve ótima recepção e apresentava faixas como Heartless, Here SongWithout You (cover do Badfinger).
Era o ápice do Heart, com o conjunto alcançando o grande público, as irmãs Wilson obtendo uma grande exposição (inclusive estampando a capa da revista Rolling Stone) e se apresentando em grandes festivais, entre eles o primeiro Texxas Jam, realizado no dia 4 de julho de 1978, em que tocaram para mais de 100.000 pessoas ao lado de nomes como  Aerosmith, Van Halen, Ted Nugent, Journey, entre outros.
Ainda em 1978, a banda lança do disco Dog And Butterfly, que alcança ótimas vendas (mais uma vez) embalado por hits como faixa-título e Straight On. O álbum foi dividido em duas partes com o lado A (Dog) contendo canções mais Rock e o lado B (Butterfly) com baladas e faixas experimentais, como a excelente Mistral Mind.
Em 1979, termina o relacionamento entre Roger Fisher e Nancy Wilson, o que acarreta na saída de Roger do Heart, através de uma votação dos demais membros. Um mês depois é a vez de Mike Fisher deixar a banda. Para o lugar de Roger vem Sue Ennis e Howard Leese também passa a colaborar como guitarrista.
Com essa formação lançam Bébé le Strange, em 1980, álbum que ficou abaixo do esperado, apesar das boas vendas. O disco tinha o hit Even It Up, mas o trabalho de guitarras deixou a desejar, o que comprovava que a ausência de Roger seria bastante sentida. O conjunto ainda lançaria a coletânea/ao vivo Greatest Hits/Live em 1980.  Para esse álbum, a banda gravou vários covers, como Unchained Melody, Rock And Roll (Led Zeppelin) e I'm Down (The Beatles). Fora isso, o álbum conta com duas faixas inéditas e seis faixas ao vivo.
Em 1982 vem o álbum Private Audition, disco marca uma mudança no direcionamento musical, mais voltado para o Pop e o AOR. Tais modificações não agradaram o grande público e a ausência de faixas inspiradas, fizeram o disco ter um resultado ruim em termos de vendas. Apesar disso, City's Burning e The Situation se salvam, principalmente por manterem a estrutura do som dos discos anteriores. Outro ponto que pode ter contribuído para as mudanças do disco foi não ter sido produzido por Mike Flicker, que havia trabalhado com o Heart em todos os trabalhos anteriores.
Após o lançamento desse álbum, DeRosier e Fossen saíram da banda, sendo substituídos por Denny Carmassi na bateria e Mark Andes no baixo.
Para o trabalho seguinte, a banda decidiu trabalhar com o consagrado produtor Keith Olsen, que havia trabalhado com nomes como Rick Springfield, Fleetwood Mac, Grateful Dead, Foreigner, Emerson, Lake & Palmer, entre muitos outros.
O primeiro disco da nova parceria seria Passionworks, de 1983. Como o próprio nome já diz, o disco está recheado de baladas, com destaque para Sleep Alone, Allies e How Can I Refuse, sendo a última um dos maiores feitos do Heart quando exploraram o AOR. Apesar da boa repercussão de How Can I Refuse, mais uma vez as vendas decepcionaram, o que colocou uma grande pressão sobre a banda, pois a participação de Keith Olsen já havia sido uma exigência da gravadora, que buscava resultados melhores que Private Audition.
Em 1984,  Ann Wilson gravou a balada pop Almost Paradise com Mike Reno da banda de Hard Rock Loverboy. A faixa fez parte da trilha-sonora do filme Footloose e figurou no topo das paradas. O sucesso de Almost Paradise influenciou significativamente o Heart e acabou tendo papel importante no processo de composição para o próximo disco.
Se Almost Paradise teve o papel colocar Ann Wilson e indiretamente o Heart em evidência, o que viria na sequência tornaria o single quase insignificante.
O álbum seguinte, homônimo, lançado em 1985, não só mostrava que o Heart tinha lenha para queimar, mas deixava claro que aquele era o melhor disco do conjunto em sua história. Afinal, não é qualquer trabalho que tem faixas do calibre de What About Love, Never, These Dreams, Nothing At All e If Looks Could Kill. Heart é praticamente um "Greatest Hits", mas de faixas inéditas. Vale lembrar que o lançamento do disco é simultâneo ao ápice do Hair Metal, o que também influenciou significativamente o álbum, que deixou de apresentar tantos elementos Folk e Acústicos, além de mostrar um equilíbrio maior entre baladas e faixas mais agressivas.
Não por acaso, Heart é o disco mais vendido da carreira da banda. 
O trabalho seguinte, Bad Animals de 1987, manteve o conjunto em alta e também alcançou ótimas vendas, sendo o primeiro disco do conjunto a figurar no Top 10 britânico. Mantendo a mesma sonoridade de seu antecessor, o destaque fica por conta de Who Will Run To, There's The Girl, I Want You So Bad e, principalmente, Alone, um dos maiores hits do Heart.
Se Bad Animals demonstrava que a banda poderia se aproximar do êxito de seu disco homônimo, o álbum seguinte colocaria dúvidas sobre qual era o melhor de sua história. Brigade, lançado em 1990, trazia mais um caminhão de hits: Stranded, I Didn't Want To Need You, All I Wanna Do Is Make Love To You,  Secret, Wild Child e Tall, Dark Handsome Stranger. Obviamente, o disco foi um enorme sucesso, tanto de crítica, quanto de vendas e encerraria com maestria a era de ouro do Heart.
Em 1991, vem o primeiro ao vivo,  Rock The House Live!, que contava com o cover de John Farnham da faixa You're The Voice, que levou o Heart mais uma vez às paradas de sucesso.
Em seguida, as irmãs Wilson fundaram o grupo acústico The Lovemongers com Sue Ennis e Frank Cox.
O baixista Schuyler Deale tocaria com a banda em seu álbum seguinte, Desire Walks On, de 1993, substituindo Mark Andes. Após a gravação do trabalho, Fernando Saunders assume o posto de baixista.
Desire Walks On trazia Black On Black II e Will You Be There (In The Morning), como faixas de destaque, mas soando ultrapassado, não teria boas vendas.
Em 1995, Nancy Wilson decide fazer uma pausa para se dedicar à sua família. Como não poderia haver Heart, sem Nancy, Ann deu continuidade às apresentações utilizando os nomes: The Ann Wilson BandAnn Wilson & The Ricola Brothers. Em seguida, chegou a fazer um show com o The Lovemongers.
Ainda em 1995, viria o álbum The Road Home, que apresentava versões acústicas ao vivo das músicas mais conhecidas do grupo e foi produzido por John Paul Jones (Led Zeppelin).
Como a pausa de Nancy se estendia, Ann deu continuidade ao projeto de The Lovemongers, que chegou a lançar dois discos no período: Whirlygig (1997) e Here Is Christmas (1998). Nancy participa de ambos o trabalhos, o que é explicável, pois o projeto consumia bem menos tempo do que o Heart. Nancy também mostrou seu talento no cinema, nos filmes: Jerry Maguire (1996), Almost Famous (2000), Vanilla Sky (2001) e Elizabethtown (2005), todos dirigidos por seu marido, Cameron Crowe, com quem se casou em 1986.
Não bastasse isso, a guitarrista ainda gravaria o álbum solo Live at McCabe's Guitar Shop, lançado em 1999.
O álbum Here Is Christmas do The Lovemongers chegaria a ser relançado pelo Heart em 2001, com o nome Heart Presents a Lovemongers' Christmas.
Em 2002, Ann e Nancy retornaram à estrada com uma nova formação: Scott Olson (guitarra), Ben Smith (bateria), Mike Inez (baixista, Alice In Chains) e Tom Kellock (teclados).
Para marcar o retorno aos palcos, a banda lança o DVD Alive In Seattle, em 2003, o qual foi muito bem recebido pela crítica. Ainda em 2003Gilby Clarke (ex-Guns N' Roses) e Darian Sahanaja substituem Olson e Kellock na turnê americana. Mas a nova dupla não permanece muito tempo, e deixam a banda em 2004, sendo substituídos por Craig Bartok e Debbie Shair.
Após onze anos, a banda lançaria um novo álbum de 2004, chamado Jupiter's Darling, que seria uma espécie de retorno às origens, com a mistura clássica do Hard Rock com a música Folk. Apesar de nenhum grande hit, o trabalho é bem interessante e recebeu boas críticas, além de agradar aos fãs que estavam ansiosos por um álbum de inéditas. Infelizmente, o disco não teve boas vendas, sendo considerado um grande fracasso comercial.
Em 2006, a banda participou de um especial do canal VH-1, tocando com a cantora country Gretchen Wilson (que não é parente das irmãs), além de convidados especiais como Alice In Chains, Phil Anselmo, Dave Navarro, Rufus Wainwright e Carrie Underwood. Ainda naquele ano, o baixista Mike Inez juntou-se à nova formação do Alice In Chains e foi substituído por Ric Markmann.
O Heart começou a chamar a atenção de um público mais jovem em 2007, quando teve as faixas Crazy On You e Barracuda, presentes nos games Guitar Hero II e III, respectivamente. Em maio daquele ano, a banda foi homenageada com o VH1 Rock Honors ao lado de Ozzy Osbourne, Genesis e ZZ Top. O ano de 2007 também marcou o lançamento do primeiro álbum solo de Ann Wilson, chamado Hope & Glory, o que fez com que aquele não fosse um ano tão produtivo para o conjunto.
Em 2008, a banda realizou inúmeras apresentações e esteve em programas de TV dos EUA como American Idol e The Ellen DeGeneres Show. Logo em seguida, saíram em uma grande turnê pelo país tocando ao lado de Cheap Trick e, principalmente do Journey.
Um ano álbum estúdio surgiu em 2010, Red Velvet Car, que levou mais uma vez a sonoridade do conjunto para as origens, com a mistura do Hard Rock Melódico aliado aos elementos Folk. O disco teve o melhor resultado da banda em 20 anos.
Em 2012, lançam mais um álbum, Fanatic, que trouxe como grandes destaques as faixas Dear Old America, A Million Miles, Walkin' Good e a faixa-título. As vendas foram boas e a banda fez apresentações nos Estados Unidos e no Canadá. Após o lançamento do álbum Dan Rothchild assumiu o posto de baixista.
No dia 26 de dezembro de 2012, as irmãs Wilson acompanhadas de uma orquestra e do baterista Jason Bonham (filho de John Bonham) se apresentaram um especial de tv que prestou um tributo ao Led Zeppelin. Executando Stairway To Heaven, levaram os membros vivos do Led às lágrimas e a faixa tornou-se uma recordista de downloads.
Em 2013, o Heart entrou para o Rock And Roll Hall Of Fame e tocaram Crazy On You durante a cerimônia. Aquela foi a primeira apresentação dos membros originais do conjunto, (irmãs Wilson, Howard Leese, Michael Derosier, Steve Fossen e Roger Fisher) em 34 anos.
Apesar dos anos, o Heart segue na ativa e em alto nível, como demonstra o ao vivo Fanatic Live From Caesar's Colosseum lançado em 2014. Ainda nesse ano, o tecladista Chris Joyner entrou para o conjunto.
É inegável a importância do Heart, pois conseguiu fazer sucesso utilizando-se uma forma diferente para os padrões da época, além de ser encabeçada por uma dupla de mulheres, algo pouco comum no ramo.
Os inúmeros singles de sucesso e a extensa discografia, tornam o Heart uma audição obrigatória para quem gosta de música.


 Dreamboat Annie - 1976

01 - Magic Man
02 - Dreamboat Annie (Fantasy Child)
03 - Crazy On You
04 - Soul Of The Sea
05 - Dreamboat Annie
06 - White Lightning & Wine
07 - (Love Me Like Music) I'll Be Your Song
08 - Sing Child
09 - How Deep It Goes
10 - Dreamboat Annie (Reprise)

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 Little Queen - 1977

01 - Barracuda
02 - Love Alive
03 - Sylvan Song
04 - Dream Of The Archer
05 - Kick It Out
06 - Little Queen
07 - Treat Me Well
08  - Say Hello
09 - Cry To Me
10 - Go On Cry
11 - Too Long A Time
12 - Stairway To Heaven (Live)

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 Magazine - 1977

01 - Heartless
02 - Devil Delight
03 - Just The Wine
04 - Without You
05 - Magazine
06 - Here Song
07 - Mother Earth Blues
08 - I've Got The Music In Me

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 Dog And Butterfly - 1978

01 - Cook With Fire
02 - High Time
03 - Hijinx
04 - Straight On
05 - Dog And Butterfly
06 - Lighter Touch
07 - Nada One
08 - Mistral Wind


 Bébé Le Strange - 1980

01 - Bebe Le Strange
02 - Down On Me
03 - Silver Wheels
04 - Break
05 - Rockin Heaven Down
06 - Even It Up
07 - Strange Night
08 - Raised On You
09 - Pilot
10 - Sweet Darlin'

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 Greatest Hits/Live - 1980

01 - Barracuda
02 - Silver Wheels
03 - Crazy On You
04 - Straight On
05 - Dreamboat Annie
06 - Even It Up
07 - Magic Man
08 - Heartless
09 - Dog & Butterfly
10 - Bebe Le Strange (Live)
11 - Tell It Like It Is (Live)
12 - Mistral Wind (Live)
13 - Sweet Darlin' (Live)
14 - I'm Down/Long Tall Sally (Live)
15 - Rock & Roll (Live)

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 Private Audition - 1982

01 - City's Burning
02 - Bright Light Girl
03 - Perfect Stranger
04 - Private Audition
05 - Angels
06 - This Man Is Mine
07 - The Situation
08 - Hey Darlin Darlin
09 - One Word
10 - Fast Times
11 - America

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 Passionworks - 1983

01 - How Can I Refuse
02 - Blue Guitar
03 - Johnny Moon
04 - Sleep Alone
05 - Together Now
06 - Allies
07 - (Beat By) Jealousy
08 - Heavy Heart
09 - Love Mistake
10 - Language Of Love
11 - Ambush


 Heart - 1985

01 - If Looks Could Kill
02 - What About Love
03 - Never
04 - These Dreams
05 - The Wolf
06 - All Eyes
07 - Nobody Home
08 - Nothin' At All
09 - What He Don't Know
10 - Shell Shock


 Bad Animals - 1987

01 - Who Will You Run To
02 - Alone
03 - There's The Girl
04 - I Want You So Bad
05 - Wait For The Answer
06 - Bad Animals
07 - You Ain't So Tough
08 - Strangers Of The Heart
09 - Easy Target
10 - RSVP


 Brigade - 1990

01 - Wild Child
02 - All I Wanna Do Is Make Love To You
03 - Secret
04 - Tall, Dark Handsome Stranger
05 - I Didn't Want To Need You
06 - The Night
07 - Fallen From Grace
08 - Under The Sky
09 - Cruel Nights
10 - Stranded
11 - Call Of The Wild
12 - I Want Your World To Turn
13 - I Love You

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 Rock The House Live! - 1991

01 - Wild Child
02 - Fallen From Grace
03 - Call Of The Wild
04 - How Can I Refuse
05 - Shell Shock
06 - Love Alive
07 - Under The Sky
08 - The Night
09 - Tall, Dark Handsome Stranger
10 - If Looks Could Kill
11 - Who Will You Run To
12 - You're The Voice
13 - The Way Back
14 - Barracuda

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 Desire Walks On - 1993

01 - Desire
02 - Black On Black II
03 - Back To Avalon
04 - The Woman In Me
05 - Rage
06 - In Walks The Night
07 - My Crazy Head
08 - Ring Them Bells
09 - Will You Be There (In The Morning)
10 - Voodoo Doll
11 - Anything Is Possible
12 - Avalon (Reprise)
13 - Desire Walks On
14 - La Mujer Que Hay En Mi (Bonus Track)
15 - Te Quedaras (En La Mañana) (Bonus Track)

 The Road Home (Live) - 1995

01 - Dreamboat Annie (Fantasy Child)
02 - Dog And Butterfly
03 - (Up On) Cherry Blossom Road
04 - Back To Avalon
05 - Alone
06 - These Dreams
07 - Love Hurts
08 - Straight On
09 - All I Want To Do Is Make Love To You
10 - Crazy On You
11 - Seasons
12 - River
13 - Barracuda
14 - Dream Of The Archer
15 - The Road Home

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 These Dreams - Greatest Hits - 1997

01 - Crazy On You
02 - All I Wanna Do Is Make Love To
03 - If Looks Could Kill
04 - Never
05 - Alone
06 - Who Will You Run To
07 - Straight On (Live Acoustic)
08 - Magic Man
09 - What About Love?
10 - Dreamboat Annie
11 - Dog And Butterfly (Live Acoustic)
12 - Nothin' At All
13 - Heartless
14 - Stranded
15 - Will You Be There (In The Morning)
16 - These Dreams
17 - Barracuda (Live)

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 Greatest Hits - 1998

01 - Strong, Strong Wind
02 - Magic Man
03 - Crazy On You
04 - Dreamboat Annie (Reprise)
05 - Barracuda
06 - Little Queen
07 - Kick It Out
08 - Love Alive
09 - Heartless
10 - Straight On
11 - Dog And Butterfly
12 - Even It Up
13 - Bebe Le Strange
14 - Tell It Like It Is (Live)
15 - This Man Is Mine
16 - How Can I Refuse-
17 - Rock & Roll (Live)

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 Greatest Hits: 1985–1995 - 2000

01 - What About Love?
02 - If Looks Could Kill
03 - Never
04 - These Dreams
05 - Nothin' At All
06 - Alone
07 - Who Will You Run To
08 - There's The Girl
10 - All I Wanna Do Is Make Love To You
11 - I Didn't Want To Need You
12 - Tall, Dark Handsome Stranger
13 - Stranded
14 - You're The Voice (Studio Version)
15 - Back To Avalon
16 - Black On Black II
17 - Will You Be There (In The Morning)

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 Presents A Lovemongers' Christmas - 2001

01 - Here Is Christmas
02 - Balulalow
03 - Christmas Waits
04 - William And Rose
05 - Ave Maria
06 - How Beautiful
07 - The Last Noel
08 - It's Christmas Time
09 - Oh Holy Night
10 - Bring A Torch

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 Ballads: The Greatest Hits - 2001

01 - Alone
02 - What About Love?
03 - All I Wanna Do Is Make Love To You
04 - Without You
05 - Never
06 - I'll Never Stop Loving You (Previously Unreleased)
07 - I Didn't Want To Need You
08 - These Dreams
09 - The Woman In Me
10 - Stranded
11 - Strangers Of The Heart

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 The Essential Heart (Compilation) - 2002

CD 01

01 - Crazy On You
02 - Magic Man
03 - Dreamboat Annie
04 - Barracuda
05 - Little Queen
06 - Kick It Out
07 - Love Alive
08 - Heartless
09 - Straight On
10 - Dog & Butterfly
11 - Silver Wheels
12 - Even It Up
13 - Rock And Roll (Live)
14 - Tell It Like It Is
15 - Unchained Melody (Live)
16 - This Man Is Mine
17 - How Can I Refuse?
18 - Allies

CD 02

01 - What About Love?
02 - Never
03 - These Dreams
04 - Nothin' At All
05 - If Looks Could Kill
06 - Alone
07 - Who Will You Run To
08 - There's The Girl
09 - I Want You So Bad
10 - All I Wanna Do Is Make Love To
11 - Wild Child
12 - I Didn't Want To Need You
13 - Stranded
14 - Secret
15 - You're The Voice (Live)
16 - Will You Be There (In The Morning)
17 - Black On Black II
18 - Ring Them Bells
19 - The Road Home

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 Jupiter's Darling - 2004

01 - Make Me
02 - Oldest Story In The World
03 - Things
04 - Perfect Goodbye
05 - Enough
06 - Move On
07 - I Need The Rain
08 - I Give Up
09 - Vainglorious
10 - No Other Love
11 - Led To One
12 - Down The Nile
13 - I'm Fine
14 - Fallen Ones
15 - Lost Angel
16 - Hello Moonglow
17 - How Deep It Goes
18 - Fallen Ones (Acoustic)

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 Love Songs (Compilation) - 2006

01 - Sweet Darlin'
02 - Alone (Live)
03 - Magic Man (Live)
04 - One Word
05 - Love Song (Live)
06 - Lighter Touch
07 - These Dreams (Live)
08 - No Other Love
09 - How Can I Refuse?
10 - Unchained Melody (Live)
11 - Love Alive
12 - What About Love?

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 Playlist: The Very Best Of Heart (Compilation) - 2008

01 - Barracuda (Album Version)
02 - Magic Man (Live)
03 - Dream Of The Archer (Album Version)
04 - Alone (Live)
05 - Straight On (Album Version)
06 - Love Alive (Album Version)
07 - Even It Up (Album Version)
08 - Johnny Moon (Album Version)
09 - Dog & Butterfly (Album Version)
10 - Allies (Album Version)
11 - Mistral Wind (Album Version)
12 - Crazy On You (Live Version)
13 - These Dreams (Live)
14 - Dreamboat Annie (Reprise) (Live Album Version)

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 Red Velvet Car - 2010

01 - There You Go
02 - WTF
03 - Red Velvet Car
04 - Queen City
05 - Hey You
06 - Wheels
07 - Safronias Mark
08 - Death Valley
09 - Sunflower
10 - Sand
11 - Closer To The Sun (Bonus Track)
12 - In The Cool (Bonus Track)
13 - Bootful Of Beer (Bonus Track)
14 - Listening (Bonus Track)

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 Strange Euphoria (Compilation) - 2012

CD 01

01 - Through Eyes And Glass
02 - Magic Man (Demo)
03 - How Deep It Goes (Demo)
04 - Crazy On You (Demo)
05 - Dreamboat Annie (Fantasy Child) + Dreamboat Annie Reprise
06 - Love Alive (Album Version)
07 - Sylvan Song (Album Version)
08 - Dream Of The Archer (Album Version)
09 - White Lightning & Wine (Live At The Aquarius)
10 - Barracuda (Live)
11 - Little Queen (Album Version)
12 - Kick It Out (Album Version)
13 - Here Song (Demo)
14 - Heartless (Demo)
15 - Dog & Butterfly (Acoustic Demo)
16 - Straight On (Album Version)
17 - Nada One (Album Version)

CD 02

01 - Bebe Le Strange (Album Version)
02 - Silver Wheels (Album Version)
03 - Even It Up (Album Version)
04 - Sweet Darlin (Album Version)
05 - City's Burning (Album Version)
06 - Angels (Album Version)
07 - Love Mistake (Album Version)
08 - Lucky Day (Demo)
09 - Never (Live)
10 - These Dreams
11 - Nobody Home
12 - Alone
13 - Wait For An Answer
14 - Unconditional Love (Demo)
15 - High Romance (Demo)
16 - Under The Sky (Demo)
17 - Desire Walks On (Beach Demo Version)

CD 03

01 - Kiss
02 - Sand (Live)
03 - Everything (Live)
04 - She Still Believes (Live)
05 -  Any Woman's Blues (Demo)
06  - Strange Euphoria (Album Version)
07 - Boppy's Back (Demo)
08 - Friend Meets Friend
09 - Love Or Madness (Live)
10 - Skin To Skin
11 - Fallen Ones
12 - Enough
13 - Lost Angel (Live)
14 - Little Problems, Little Lies
15 - Queen City
16 - Hey You
17 - Avalon (Reprise)

CD 04

01 - Going To California (Live)
02 - Battle Of Evermore
03 - What Is And What Should Never Be (Live)
04 - Immigrant Song
05 - Misty Mountain Hop

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 Fanatic - 2012

01 - Fanatic
02 - Dear Old America
03 - Walkin' Good (With Sarah McLachlan)
04 - Skins & Bones
05 - A Million Miles
06 - Pennsylvania
07 - Mashallah!
08 - Rock Deep (Vancouver)
09 - 59 Crunch
10 - Corduroy Road
11 - Beautiful Broken (Bonus Track)
12 - Two Silver Rings (Bonus Track)
13 - Zingara (Bonus Track)

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 Fanatic Live From Caesars Colosseum (Live) - 2014

01 - Fanatic
02 - Heartless
03 - What About Love
04 - Mashallah!
05 - Even It Up
06 - 59 Crunch
07 - Straight On
08 - Dog And Butterfly
09 - Walking Good
10 - These Dreams
11 - Alone
12 - Dear Old America
13 - Crazy On You
14 - Barracuda

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 Heart & Friends - Home For The Holidays (Live) - 2014

01 - The River
02 - Seasons
03 - Rocking
04 - Love Come Down At Christmas
05 - Poem
06 - All Through The Night
07 - All We Need Is An Island
08 - Santa's Going South
09 - Please Come Home For Christmas
10 - Remember Christmas
11 - Barracuda
12 - Even It Up
13 - Stairway To Heaven
14 - Ring Them Bells

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