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quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Grand Magus - Discografia

O Grand Magus surgiu em 1999, na Suécia, formado pelo ex-vocalista/guitarrista do Cardinal Fang, Janne "JB" Christoffersson e pelo baixista Fox Skinner. Em seguida veio o baterista  Fredrik "Trisse" Liefvendahl, e o conjunto gravou sua primeira demo. No ano seguinte gravaram outra demo e começaram a despertar o interesse dos ouvintes com um som calcado no Doom Metal e no Stoner Rock.
Em 2001, vem um split CD com o Spiritual Beggars (da qual JB também é vocalista) e a gravação do primeiro disco que levou o nome do conjunto.
O primeiro álbum mostrou que a massa sonora, tinha elementos de vertentes como Blues, Doom Stoner e Rock Setentista. Já o Power Trio se destacava em todos os aspectos, mas a voz de JB dá o tom nas faixas, com uma interpretação que transporta emoção para as composições. Destaques para: Coat Of Arms, Black Hole, Wheel Of Time, Mountain Of Power e Never Learn.
Desde o início, a banda utilizou bastante das redes sociais para divulgar o seu trabalho, o que fez sua popularidade crescer no cenário underground.
Ainda melhores, lançam em 2003, Monument, trabalho que levou o conjunto para um nível superior, com aquele som arrastado e letras enigmáticas, que exploram com maestria o ocultismo. São claras as referências a entidades como Black Sabbath, Candlemass e Pentagram. Embora não traga nada de revolucionário, o conjunto consegue honrar os nomes anteriormente citadas, como nas faixas Summer Solstice e Chooser Of The Slain (Valfader), que poderiam estar presentes em um álbum do Sabbath, Brotherhood Of Sleep, que remete ao Candlemass, Food Of The Gods, semelhante ao Cathedral da época do The Ethereal Mirror e, por fim, Ulvaskall (Vargr), que expõe o que é o Doom Metal de maneira precisa.
Se o disco de estréia já dava mostras da qualidade do Grand Magus, Monument reforçou tal condição, colocando-os entre os melhores do mundo em sua vertente.
Em 2005 vem o terceiro álbum, chamado Wolf's Return. Mantendo o mesmo nível do trabalho anterior, o novo disco trazia outras pérolas, como a faixa-título, Blood Oath, Nine, Kingslayer e Light Hate. Não bastasse isso, fica claro no álbum, que ele está mais para o lado do Heavy Metal, o que casou maravilhosamente com o que já vinham fazendo. A parte instrumental cresceu ainda mais e chega a causar espanto imaginar que são "apenas" um trio. JB ganha um destaque especial, tanto pelo seu trabalho com a guitarra, quanto para os seus belos vocais. Aliás, não há como negar que o cara seja um dos melhores vocalista do Metal atual. Seu belo timbre lembra bastante o de Chris Cornell, mas um pouco mais agressivo, ideal para o som o Grand Magus.
Tente imaginar a fusão de clássicos do Doom Metal, como Candlemass, Saint Vitus e Trouble com o Heavy Metal tradicional de nomes como Iron Maiden e Judas Priestpois é isso que pode ser encontrado em Wolf's Return.
Nesse ponto da carreira o Grand Magus passou a dividir opiniões, enquanto aqueles que entendiam sua proposta, aclamavam o trabalho dos caras, outros mais conservadores, torciam o nariz para o seu som, tornando-os um daqueles conjuntos polêmicos em que ou você ama ou odeia, não tem meio termo.
O baterista Fredrik "Trisse" Liefvendahl deixa o conjunto em 2006 e para seu lugar vem Sebastian "Seb" Sippola.
Em 2008, vem Iron Will, disco que pode ser considerado como a união definitiva de tudo o que fizeram de bom nos trabalhos anteriores. Stoner Metal, Epic Heavy Metal, etc... foram vários os rótulos a que a banda foi adicionada, sendo realmente difícil situar o seu som em alguma estilo específico. Como destaques, somente para citar alguns, temos Like The Oar Strikes The Water, que abre o disco de forma magistral, com o todo seu peso e energia, a cadenciada Beyond Good And Evil e seu belo solo e a épica faixa-título.
Com Iron Will, o Grand Magus conseguiu se impor como um dos grandes nomes do Heavy Metal atual, sendo que, embora seu som faça referências à bandas do passado, sua sonoridade é renovadora, não soando nenhum pouco datada.
Com o sucesso de Iron Will, a banda foi contratada pela gigante Roadrunner Records e o primeiro fruto dessa parceria é Hammer Of The North, de 2010. O nome e arte da capa podem dar a idéia de que álbum é voltado para a temática Nórdica, mas a mesma não faz tão presente assim no trabalho. Ainda que não seja um disco tão brilhante quanto o anterior, há grandes momentos proporcionados por JB, como nas faixas I, The Jury, Mountains Be My Throne e Savage Tales. O disco é vibrante, emotivo e direto, sendo que em algumas faixas faz o som se aproximar do Power Metal. Embora seja diferente dos demais trabalhos, Hammer Of The North ainda mantém o Grand Magus em alta.
Ainda em 2010, JB deixa o Spiritual Beggars, para se dedicar exclusivamente ao Grand Magus.
Em 2012, vem o sexto disco do conjunto, The Hunt, lançado pela Nuclear Blast, e que mantém as tendências de Hammer Of The North, o que pode ser conferido nas faixas Starlight Slaughter e Sword Of The Ocean. O lado épico já fica por conta de Valhalla Rising e Sons Of The Last Breath. E o disco ainda tem as excelentes Storm King e Silver Moon. São evidentes as mudanças na sonoridade, sendo que em alguns momentos, o álbum lembra nomes como Running Wild, Manowar e Saxon, bem diferentes das referências do início do conjunto.
The Hunt marcou a estréia do baterista Ludwig Witt, que também faz parte do Spiritual Beggars.
Após The Hunt, os amantes do Stoner/Doom Metal praticados pelo conjunto até o brilhante Iron Will, ficaram decepcionados com a fase atual, embora ainda pudessem reconhecer as qualidades do conjunto.
Em 2014, o Grand Magus retornaria ao som que os consagrou e, finalmente lançaria um disco que pode ser considerado a continuação de Iron Will: Triumph And Power. Um dos melhores lançamentos do ano, o álbum resgata suas grandes virtudes em termos de composição e traz verdadeiros clássicos como On Hooves Of Gold, Steel Versus Steel, Dominator e a faixa-título.
Após Iron Will, o Grand Magus acabou tornando-se um conjunto mainstream, o que pode ter contribuído de forma negativa para os trabalhos seguintes, mas com Triumph And Power eles comprovaram que podem agradar a todos que gostam da música pesada, com riffs certeiros, belos solos, refrões grudentos e faixas arrastadas, densas, mas com energia, tudo isso aliado a um dos melhores vocalistas da atualidade.
Sem dúvidas, um dos grandes nomes do Metal atual e que, infelizmente, ainda não foi lançada no mercado nacional! E depois ainda vem gente reclamar dos downloads! Não fosse por essa facilidade de ter acesso a todo tipo de conteúdo, acabaríamos privados de saborear a significativa discografia do Grand Magus!


 Demo - 1999

01 - Summer Solstice
02 - Coat Of Arms
03 - A Game Of Tarot


 Demo - 2000

01 - Stonecircle
02 - Twilight Train
03 - Glow


 It's Over - Twilight Train (Split CD) - 2001

01 - Spiritual Beggars - It's Over
02 - Grand Magus - Twilight Train

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 Grand Magus - 2001

01 - Gauntlet
02 - Legion
03 - Never Learned
04 - Black Hound Of Vengeance
05 - Coat Of Arms
06 - Generator
07 - Wheel Of Time
08 - Lodbrok
09 - Black Hole
10 - Mountain Of Power

 Monument - 2003

01 - Ulvaskall (Vargr)
02 - Summer Solstice
03 - Brotherhood Of Sleep
04 - Baptised In Fire
05 - Chooser Of The Slain (Valfader)
06 - Food Of The Gods
07 - He Who Seeks Shall Find


 Wolf's Return - 2005

01 - Kingslayer
02 - Nine
03 - Blodïrn
04 - Wolf's Return
05 - Blood Oath
06 - Jarnborn
07 - Repay In Kind
08 - Hamnd
09 - Ashes
10 - Light Hater
11 - Wolf's Return Part ll

 Iron Will - 2008

01 - Like The Oar Strikes The Water
02 - Fear Is The Key
03 - Hoevding
04 - Iron Will
05 - Silver Into Steel
06 - The Shadow Knows
07 - Self-Deciever
08 - Beyond Good And Evil
09 - I Am The North

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 Hammer Of The North - 2010

01 - I, The Jury
02 - Hammer Of The North
03 - Black Sails
04 - Mountains Be My Throne
05 - Northern Star
06 - The Lord Of Lies
07 - At Midnight They'll Get Wise
08 - Bond Of Blood
09 - Savage Tales
10 - Ravens Guide Our Way


 The Hunt - 2012

01 - Starlight Slaughter
02 - Sword Of The Ocean
03 - Valhalla Rising
04 - Storm King
05 - Silver Moon
06 - The Hunt
07 - Son Of The Last Breath
08 - Iron Hand
09 - Draksadd
10 - Silver Moon (Demo) (Bonus Track)
11 - Storm King (Demo) (Bonus Track)
12 - Sword Of The Ocean (Demo) (Bonus Track)

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 Triumph And Power - 2014

01 - On Hooves Of Gold
02 - Steel Versus Steel
03 - Fight
04 - Triumph And Power
05 - Dominator
06 - Arv
07 - Holmgång
08 - The Naked And The Dead
09 - Ymer
10 - The Hammer Will Bite
11 - Blackmoon (Bonus Track)



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Anaal Nathrakh - Discografia

Quando se fala de Metal Extremo no calibre do Anaal Nathrakh, é difícil não fazer uso de palavras mais clichês de impacto como "destruição", "sodomização", "violência", "podreira" e afins... Até porque de fato é o que fazem.
A intensa, negra, vívida e apocalíptica sonoridade desses ingleses é sufocante e desesperadora. Quem ouve sem ainda ter conhecido a fundo, pensa que se trata de uma banda completa, com pelo menos quatro ou cinco membros, e a julgar pelo nome, que seja algo pornográfico de gêneros mais underground do Metal tais como Brutal Death Metal, Grindcore ou Porn Gore/Grind. Errado, e errado em termos.
Pode parecer um exército inteiro tocando, mas na verdade, o Anaal Nathrakh é composto por apenas uma dupla de psicopatas: o vocalista Dave Hunt
(sob o pseudônimo V.I.T.R.I.O.L.), mais conhecido pelo seu trabalho junto ao Benediction, e o multi-instrumentista Mick Kenney (sob o pseudônimo Irrumator), que se encarrega do baixo, guitarra e programação. Além disso, embora como falantes da língua portuguesa, o "Anaal" no nome soe vulgar para nós, na realidade não é nada disso. "Anaal" e "Nathrakh" são as duas palavras iniciais de uma frase completa dita pelo mago Merlin no filme Excalibur ao lançar um feitiço. Significa "hálito da serpente".
A banda foi formada no ano de 1998 em Birmingham, na Inglaterra, inicialmente como um trio. Além de V.I.T.R.I.O.L. e Irrumator, havia também Leicia, que era baixista, mas permaneceu até 2000 apenas. Durante esse espaço de dois anos com três no line-up, lançaram três trabalhos, compreendidos em duas demos ("Anaal Nathrakh" e "Total Fucking Necro") em 1999, e a compilação também chamada de "Total Fucking Necro" em 2000, que nada mais é que a junção das duas demos. Após a saída de Leicia, um contrato com o selo Mordgrimm foi conquistado, desembocando no lançamento do debut "The Codex Necro" em 2001.
O álbum de estreia é, em termos elementais, o mais diferente da discografia. A violência presente aqui também está nos posteriores, porém, este é mais cru, mais podre, graças ao Raw Black Metal executado. Mesmo que seja lei os caras não divulgarem suas letras, é muito claro que em "The Codex Necro" elas não existem; há apenas porradaria total nos instrumentos e sons vocais insanos na linha do pig squeal, típicos do Grindcore, que é um gênero também presente.
Mantendo o caotismo, em 2003 chega mais um lançamento, agora um EP, intitulado "When Fire Rains Down From The Sky, Manking Will Reap As It Has Sown", que foi subsequenciado já em 2004 pelo segundo álbum "Domine Non Es Dignus", lançado através do gigante selo Season of Mist. Este trabalho já começa a revelar os primeiros sinais de mudança no direcionamento musical, mesmo que o devastador Black Metal base fundido a elementos de Grindcore se mantenha presente. Tendências de Industrial Metal passam a ser inseridas, tornando a sonoridade mais mecânica e moderna. Essa veia Industrial é ainda mais intensamente explorada nos lançamentos seguintes. Ao contrário de "The Codex Necro", "Domine Non Es Dignus" claramente tem músicas com letras ao invés de apenas sons vocais guturais, mas os trechos sem letra também se apresentam. Outra mudança de leve é o início de certa utilização de vocais limpos, bem como de alguns solos que deixam o som ainda mais batedor de cabeça.
Com o nome de uma profecia que versa sobre o fim do mundo, o álbum "Eschaton" é lançado em 2006, desenvolvendo um pouco mais aquilo que era feito no disco anterior. A sonoridade se mantém perturbante e não dá paz por um segundo sequer, mas é possível notar como a veia Industrial Metal está melhor inserida, bem como os refrões de vocais limpos graves. O jeito com que a dupla funde Industrial Metal, Black Metal e Grindcore é perfeita! Pela primeira vez, um álbum recebe participações especiais. Entre as mais relevantes estão o vocalista Attila Csihar (Mayhem), que aparece na faixa "Regression To The Mean" e o baixista Shane Embury (Napalm Death, Brujeria), que toca no álbum inteiro.
Após migrar para a FETO Records, em outubro de 2007 é a vez de "Hell Is Empty, and All The Devils Are Here" sair. Agora, a veloz e violenta sonoridade está em sua forma mais plena de Black/Industrial Metal com elementos de Grindcore. O amadurecimento e domínio da proposta são notáveis, resultando em um álbum extremamente foda onde o instrumental tira o ar, é porradeiro, mas também harmonioso, com riffs até indutores a bater cabeça. Os vocais estão ainda mais agressivos, com amplo uso de guturais rasgados e as mais variadas técnicas do estilos mais sujos de Grind e Gore, além de uma ainda mais interessante atenção nos vocais limpos. Um disco extremamente versátil, sem deixar a velha pancadaria de lado. Membros convidados mostram as caras novamente, a começar pela nova colaboração de Shane Embury (Napalm Death, Brujeria) no baixo de algumas canções. Joe Horvath (Circle of Dead Children) e Dirty Von Dovonan também contribuem, mas nos vocais.
Na sequência chega o álbum "In The Constellation of The Black Widow" em 2009, após nova migração de selos, agora com outra gigante, a Candlelight Records. Mais uma vez, um álbum explosivo, mas aqui a banda volta a explorar muito aquela velha essência do Raw Black Metal, fazendo do som algo mais "nojento", por mais que os elementos mais atuais ainda estejam presentes. Finalmente, há também uma bem-vinda aparição de mais solos de guitarra, velozes, técnicos, assim como a aura da banda exige. Esse registro é um dos mais velozes e porradeiros do conjunto, chegando a te deixar elétrico. Há muita variação nos vocais, desde guturais mais fechados, aos diversos noises pútridos, passando também por desesperados guturais rasgados. Álbum super completo, quiçá o mais Black Metal da discografia.
Mais dois anos se passam e novamente outra devastação surge, dessa vez atendendo pelo nome "Passion", novamente pela Candlelight Records. Não há muito o que acrescentar em relação a comentários sobre esse disco, pois a banda mantém praticamente a mesma pegada do antecessor, deixando a performance bastante previsível sim, mas não menos impressionante.
Rapidamente, em 2012, outro álbum chega às prateleiras: "Vanitas", o último sob a guarda da Candlelight Records. É mais um registro insano, fortemente Industrial, da forma como os discos vão ascendentemente ficando. Mas isso aqui também aposta em belos riffs melódicos, estendidos até os solos! Nos registros anteriores, geralmente, eles eram velozes, mas aqui alguns têm até mesmo feeling, revelando mais uma carta na manga da dupla, que sabe muito bem como fazer Metal Extremo de alto nível.
Com o fim do contrato com a Candlelight Records, a banda migra para outra poderosa, a Metal Blade Records. Claro que uma banda no naipe do Anaal Nathrakh não ficaria sem um grande contrato a essa altura da carreira. A seguir, novamente os trabalhos de composição voltaram a acontecer, resultando no álbum "Desideratum", lançado em outubro de 2014, o disco mais recente da discografia. Trampo brutal como de costume, mas também uma forte presença atmosférica é mais nítida no background, embora esse seja um pequeno detalhe que já vinha sendo acrescentado de vez desde que começaram a inserir o Industrial Metal. Mas agora, está mais aparente.
O Anaal Nathrakh é uma banda cuja discografia não dá sossego. É porrada na orelha o tempo inteiro, sem momentos calmos. O tempo total de duração dos álbuns é curto, entre 30 e 40 minutos, mesmo assim, esse tempo rende. A experiência é assombrosa. Te deixa elétrico, envolvido pelo ritmo acelerado e demente da musicalidade.
Apesar de ser composto oficialmente por apenas dois membros, os caras também realizam apresentações ao vivo. Nesse caso, têm membros convidados especialmente para tocar pelos palcos afora. Os músicos que emprestam suas habilidades não são exatamente fixos, pois houve muito vai-e-vem no decorrer dos anos, auxiliando a banda a se apresentar em festivais ao redor do mundo.
Não há dúvidas de que esses ingleses são fantásticos e fazem Metal Extremo da mais alta qualidade! Se você nunca ouviu falar neles, ou nunca deu uma chance e gosta de porrada, está panguando. Essa é a banda!


 Anaal Nathrakh (Demo) (1999)

01 - Anaal Nathrakh
02 - Necrodeath
03 - Iceblasting Stormwinds
04 - Carnage (Mayhem Cover)

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 Total Fucking Necro (Demo) (1999)

01 - The Supreme Necrotic Audnance
02 - Satanarchist
03 - Lethal D.I.A.B.O.L.I.C
04 - De Mysteriis Dom Sathanas
05 - The Technogoat

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 Total Fucking Necro (Compilation) (2000)

01 - Anaal Nathrakh
02 - Necrodeath
03 - Ice Blasting Storm Winds
04 - Carnage (Mayhem Cover)
05 - The Supreme Necrotic Audnance
06 - Satanarchrist
07 - Lethal, D.I.A.B.O.L.I.C.
08 - De Mysteriis Dom Sathanas (Mayhem Cover)
09 - The Technogoat
10 - Necrogeddon


 The Codex Necro (2001)

01 - The Supreme Necrotic Audnance
02 - When Humanity Is Cancer
03 - Submission For The Weak
04 - Pandemonic Hyperblast
05 - Paradigm Shift - Annihilation
06 - The Technogoat
07 - Incipid Flock
08 - Human, All Too Fucking Human
09 - The Codex Necro


 When Fire Rains Down From The Sky, Mankind Will Reap As It Has Sown (EP) (2003)

01 - Cataclysmic Nihilism
02 - How The Angels Fly In (We Can Never Be Forgiven)
03 - Never Fucking Again
04 - Genesis of The Antichrist
05 - Atavism
06 - When Fire Rains Down From The Sky, Mankind Will Reap As It Has Sown
07 - Human, All Too Fucking Human (Live)
08 - Swallow The World (Live)
09 - Do Not Speak (Live)


 Domine Non Es Dignus (2004)

01 - I Wish I Could Vomit Blood On
02 - The Oblivion Gene
03 - Do Not Speak
04 - Procreation of The Wretched
05 - To Err Is Human, To Dream - Futile
06 - Revaluation of All Values (Tractatus Alogico Misanthropicus)
07 - The Final Destruction of Dignity (Die Letzten Tage Der Menschheit)
08 - Swallow The World
09 - This Cannot Be The End
10 - Rage Against The Dying of The Light


 Eschaton (2006)

01 - Bellum Omnium Contra Omnes
02 - Between Shit and Piss We Are Born
03 - Timewave Zero
04 - The Destroying Angel
05 - Waiting For The Barbarians
06 - The Yellow King
07 - When The Lion Devours Both Dragon and Child
08 - The Necrogeddon
09 - Regression To The Mean


 Hell Is Empty, and All The Devils Are Here (2007)

01 - Solifugae (Intro)
02 - Der Hölle Rache Kocht In Meinem Herzen
03 - Screaming of The Unborn
04 - Virus Bomb
05 - The Final Absolution
06 - Shatter The Empyrean
07 - Lama Sabachthani
08 - Until The World Stops Turning
09 - Genetic Noose
10 - Sanction Extremis (Kill Them All)
11 - Castigation and Betrayal


 In The Constellation of The Black Widow (2009)

01 - In The Constellation of The Black Widow
02 - I Am The Wrath of Gods and The Desolation of The Earth
03 - More of Fire Than Blood
04 - The Unbearable Filth of The Soul
05 - Terror In The Mind of God
06 - So Be It
07 - The Lucifer Effect
08 - Oil Upon The Sores of Lepers
09 - Satanarchrist
10 - Blood Eagles Carved On The Backs of Innocents


 Passion (2011)

01 - Volenti Non Fit Iniuria
02 - Drug-Fucking Abomination
03 - Post Traumatic Stress Euphoria
04 - Le Diabolique Est L'ami du Simplement Mal
05 - Locus of Damnation
06 - Tod Huetet Uebel
07 - Paragon Pariah
08 - Who Thinks of The Executioner?
09 - Ashes Screaming Silence
10 - Portrait of The Artist


 Vanitas (2012)

01 - The Blood/Dimmed Tide
02 - Forging Towards The Sunset
03 - To Spite The Face
04 - Todos Somos Humanos
05 - In Coelo Quies, Tout Finis Ici Bas
06 - You Can't Save Me, So Stop Fucking Trying
07 - Make Glorious The Embrace of Saturn
08 - Feeding The Beast
09 - Of Fire, and Fucking Pigs
10 - A Metaphor For The Dead


 Desideratum (2014)

01 - Acheronta Movebimus
02 - Unleash
03 - Monstrum In Animo
04 - The One Thing Needful
05 - A Firm Foundation of Unyielding Despair
06 - Desideratum
07 - Idol
08 - Sub Specie Aeterni (of Maggots and Humanity)
09 - The Joystream
10 - Rage and Red
11 - Ita Mori


terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Xanthochroid - Discografia

Em meados dos anos 50, nascia, lá nos Estados Unidos, o estilo que deu origem a tudo que podemos desfrutar hoje: o Rock. E nascia por iniciativa do que é considerado seu maior ícone: o beijoqueiro Elvis Presley. A partir de Elvis, houve uma grande supremacia Blues estadunidense, que viria também a se estender até a Inglaterra, englobando lendas como Jimi Hendrix, Janis Joplin, The Beatles, The Rolling Stones, que explodiram nos anos 60 e 70, mantendo a força do Rock apenas em dois pólos. Os pólos seguiram os mesmos praticamente com o nascimento do Heavy Metal na Inglaterra nos anos 70, e a irrompimento do Thrash Metal e do Hard Rock nos Estados Unidos nos anos 80, embora algumas outras bandas já passassem a surgir em outros países. A partir daí é que o estilo pesado de música se consolidou no mundo, provocando o surgimento de bandas do gênero em partes diversas do mundo, que não sejam esses dois países.
Nos tempos atuais, não é tão comum encontrarmos bandas dos Estados Unidos ou Inglaterra. A maioria das grandes bandas são europeias, mas não provém de países falantes da língua inglesa. Dá a entender que os antigos pólos estavam enfraquecidos, e que os demais países dominaram as técnicas que ambos haviam começado. Os aprendizes superando seus mestres.
Contudo, após tanto tempo longe dos holofotes que jorram suas luzes sobre as bandas que mais se destacam, os Estados Unidos estão voltando a ter bandas que são de fato interessantes, que prendem nossa atenção. Bandas que exigem ouvido refinado, é verdade, o que impede, de certa forma, que deslanchem com rapidez. Mas, sim, bandas fantásticas, que apostam em abordagens intelectualizadas, composições complexas, desbravando a união de gêneros distintos. Bandas como Xanthochroid.
Ouvir essa banda oriunda de Lake Forest, na Califórnia, é ter a certeza de uma experiência rica, diversificada, coesa. É ter a certeza de sentir diferentes emoções, diferentes níveis de deleite, provocados por seus múltiplos momentos ao longo das mesmas músicas, e ainda mais, ao longo do decorrer de seus discos. Aquele tipo de banda que ouvir apenas uma música não faz você saber como são, ainda mais se quiser acompanhar as letras, que são conceituais, fictícias e épicas.
Tudo começou sem maiores pretensões, sem sequer pensar "vamos formar uma banda?". Foi com naturalidade que, em 2005, ensaios musicais começaram a acontecer na casa do fundador Sam Meador (vocal, violão e teclados). Primeiro, ainda jovens e como um bom amigo, permitiu que seu amigo Sean Culver trouxesse a bateria para sua casa, pois os pais do rapaz não o deixavam tocá-la em casa. Não faz muito sentido ter uma bateria e não poder tocar, mas... coisas de pais. Juntos, a dupla começaria a tocar versões próprias de músicas de videogame, até que o vizinho e amigo Harrison Reese resolveu chegar junto com sua guitarra. Em seguida, Sean Culver convidou seu irmão William Ross Culver III para ser baixista, completando assim a formação e, com bastante naturalidade, começando a compôr músicas próprias.
Infelizmente, o baterista Sean Culver deixaria o conjunto já em 2006, mas isso não fez com que a banda parasse, por mais que ficassem vários anos sem alguém fixo na função. Foi por volta dessa época que o segundo guitarrista Chris Levack chegou, e foi também quando Meador começou a escrever os contos épicos de Xanthochroid.
...Até que, em 2010, as coisas começariam a engrenar de vez. Tão logo o guitarrista Chris Levack saiu, o prodígio Matthew Earl entrou como baterista, acrescentando elementos absurdamente positivos para a banda, uma vez que é multi-instrumentista, começou na música com 6 anos de idade e ainda na pré-adolescência já tocava Jazz e Rock Progressivo autorais.
Essa foi a formação que lançou, ainda em 2010, a cativante demo caseira "Iced, In Extremis". A qualidade de gravação não é das melhores; é um pouco abafada, as guitarras chiam um pouco, a bateria é seca. No entanto, dá pra ouvir claramente o quão brilhante logo o primeiro trabalho de um conjunto tão jovem era. Com apenas cinco faixas já foram capazes de demonstrar sua versatilidade e lucidez na mistura entre diferentes gêneros musicais, sendo eles o Black Metal, o Progressive Metal e o Folk Metal. É muito bela a forma como esse Progressive Black Metal é tocado, com riffs perfeitamente mesclados entre o Black e o Prog, o vocal gutural rasgado do estilo negro, e a extensa exploração dos teclados, tanto na atmosfera base, quanto nos solos engraçadinhos e criativos á lá Dream Theater nos primeiros discos, complementados ainda pela atmosfera épica. O lado Folk aparece mais claramente na quarta faixa "All Abhorred", que é cantada com vocal limpo e guerreiro de Folk tradicional, com direito a sons de batalha e tudo mais. Fechando com chave de ouro, vem um perfeito e autêntico cover de "Alt Lys Er Svunnet Hen", dos noruegueses do Dimmu Borgir, uma de suas referências.
Em 2011, mais alterações no line-up: o antigo guitarrista Harrison Reese saiu para focar nos estudos, deixando a banda sem guitarristas. Eles então promoveram audições, onde Brent Vallefuoco se destacou e ingressou, de quebra trazendo seu amigo David Bodenhoeffer, que também passou por uma audição e foi aceito como outro guitarrista.
A nova formação lançou, sob produção do próprio baterista Matthew Earl, o EP também independente "Incultus". Melhor gravado e com mais volume de elementos na musicalidade, essa maravilha mostra com ainda mais convicção os caminhos trilhados pela banda e a expansão da criatividade no gerenciamento desses elementos. Os teclados são mais utilizados, a base é mais épica, o Black Metal tem riffs ainda mais característicos, no entanto, harmoniosos, e a banda começa a ter um perfil bem mais próximo do que consolidariam mais tarde no álbum de estreia. O enriquecimento musical se deve tanto pelo amadurecimento na composição das músicas, quanto no inserimento de instrumentos variados como violões, piano, flauta irlandesa, violinos e cellos. Tanta riqueza desenha a atmosfera para linhas vocais ainda mais avassaladoras, expondo, lado a lado, a agressividade do gutural rasgado de Sam Meador com os sombrios coros em tons graves e épicos. Coros, cara. Muitos coros. É impactante! A última faixa é uma versão de "The Last Relic of Axen" em teclados 8-bits, em analogia aos videogames que tanto os inspiraram.
Com esse registro, o Xanthochroid se aproximou de um Metal Extremo mais cinematográfico, exatamente o que Sam almejava. Fechando o ano com louvor, os caras abriram shows para bandas como Mayhem e Keep of Kalessin.
Assim que o EP foi lançado, a banda já estava avançada com os materiais para o álbum de estreia. Na sequência, o baixista William Ross Culver III se desligou em 2012 também para se dedicar aos estudos, sendo substituído por Bryan Huizenga, primo de Brent Vallefuoco.
Após quase um ano dentro do estúdio gravando e dando toques finais nas canções, dedicando-se de maneira evidentemente árdua tanto pelas próprias músicas quanto pelas entrevistas, sai, no dia 21 de dezembro de 2012, uma verdadeira obra-prima de um álbum completo de estreia intitulado "Blessed He With Boils", através do selo Erthe and Axen Records. O conceito lírico já vinha sendo contado desde os lançamentos anteriores, mas aqui ele ganha contornos mais diretos e conclusivos, dando uma ideia de história completa com início e fim. Uma história épica!
Idealizado por Sam Meador, esse álbum conta uma fodaça história de poder em um mundo chamado Etymos, onde os irmãos Thanos (que é imortal) e Ereptor (que, por sua vez, é mortal) lutam pelo trono do reino de Septentria, pelo qual são herdeiros por direito e está vazio devido ao falecimento do rei Xanthos, formalmente chamado de Xanthochroid, rei do Reino do Norte e da cidade sagrada de Thule. Forçadamente, o mortal Etymos clamou o trono da cidade sagrada de Thule, sendo o destino de seu irmão Thanos detroná-lo. Sua coroa carrega um peso que não pode suportar por ser mortal, tornando-o fraco e doente, cheio de furúnculos pelo corpo e um emaranhado de doenças, porém, ele não cede e se mantém no trono até Thanos vir para conquistá-lo. O desenrolar da história pode ser descoberto acompanhando as letras desse fantástico trabalho. Com base na história, vem o nome do álbum, "Blessed He With Boils", que traduzindo significa "Abençoado Com Furúnculos". Título a princípio horrível, mas sabendo ao que se refere, torna-se foda!
É claro que uma história tão interessante e fantasiosa exige um álbum de alto nível musicalmente. É isso mesmo que temos! Se a demo e o EP são fantásticos, o álbum é incrível, e ainda mais completo musicalmente. Cada música fala com o ouvinte de uma forma distinta, alternando entre diferentes atmosferas, diferentes riffs, diferentes gêneros, diferentes formas de canto, provocando diferentes sentimentos. O instrumental segue Progressive Black Metal, mas Viking Metal também é muito bem sentido, assim como o Folk e, inédito no experimento, o brisante Post-Rock. Os diferentes gêneros metálicos rendem mudanças de levada entre a ferocidade do Black Metal, a técnica do Progressive Metal, a cadência e medievalismo do Folk Metal, o epicismo do Viking Metal, a suavidade do Post-Rock. Até por isso tem-se um trabalho interessante e variado com a bateria, muitas passagens medievais, violões, flautas, e muita incidência de teclados e pianos.
As linhas vocais trazem novamente o que era executado no EP "Incultus": o acirramento entre vocal gutural rasgado e coros épicos. Só que temos dois tipos de coros: um deles é parecido com os introduzidos no EP, contudo, mais guerreiros, mais firmes. O outro tipo de coro é o quase etéreo no estilo Post-Rock: Suaves, celestiais, profundos. Vocais limpos também são utilizados em algumas canções. Não é difícil ver como esse trabalho é abundante. Para encaixar tanta coisa em 57 minutos de duração certamente não foi fácil, mas o nível alcançado e a total naturalidade com que a combinação é apresentada convence e não causa estranhamento. São, no mínimo, perfeitos. "Blessed He With Boils" é sim complexo, como todo Progressivo desse nível. Exige audição dedicada e várias reproduções para melhor assimilação. Mas a certeza é que quanto mais se ouve, mais incrível fica.
O Xanthochroid é bastante desconhecido, ainda assim, muito querido por aqueles que os conhecem. Forte aliada dos estadunidenses, a internet ajuda bastante a divulgar o que são capazes de fazer, principalmente através de alguns videoclipes cover que lançaram no YouTube e cativaram milhares de ouvintes, obtendo elevado número de visualizações. Esses clipes geralmente são suas próprias singles, lançadas desde 2012. Elas são tão fodas e tão interessantes, que não pude deixar passar e estou incluindo na postagem, todas pra download de uma vezada só, já que cada uma contém apenas uma música. Essas singles são tanto covers de bandas que os inspiram, tais como Wintersun e Opeth, quanto canções autorais para participação em concursos. Outras bandas que inspiraram a iniciativa musical foram Emperor e Moonsorrow, sendo o Wintersun a referência mais evidente.
Sem a menor sombra de dúvidas, o Xanthochroid é uma das experiências musicais mais fantásticas que um ouvido refinado pode se aventurar na atualidade. É uma banda que vai impressionar e crescer muito ainda, até por aliarem vertentes metálicas tão únicas, lindas e fortes. Banda para se ouvir com carinho, para se encantar, e repetir a audição por várias e várias vezes. Banda que representa o Metal moderno: complexo, plural e exigente.


 Iced, In Extremis (Demo) (2010)

01 - Pashti
02 - Of Erthe and Axen pt. I
03 - Iced, In Extremis
04 - All Abhorred
05 - Alt Lys Er Svunnet Hen (Dimmu Borgir Cover) (Bonus Track)


 Incultus (EP) (2011)

01 - The Last Relic of Axen
02 - Iced, In Extremis
03 - Wormwood
04 - Incultus
05 - The Last Relic of Axen (8-bit) (Bonus Track)


 Blessed He With Boils (2012)

01 - Aquatic Deathgate Existence
02 - Blessed He With Boils
03 - Winter's End
04 - Long Live Our Lifeless King
05 - Deus Absconditus: Part I
06 - Deus Absconditus: Part II
07 - The Leper's Prospect
08 - In Putris Stagnum
09 - "Here I'll Stay"
10 - Rebirth of An Old Nation


 Singles (2012-2014)

Land of Snow and Sorrow (Wintersun Cover) (Single) (2012)
Harvest (Opeth Cover) (Single) (2013)
The Argent Crusader's Hymn (Single) (2013)
Sleeping Stars (Wintersun Cover) (Single) (2013)
The Great Sundering (Single) (2014)

Download (todas juntas/altogether)

domingo, 7 de dezembro de 2014

Jeff Scott Soto - Discografia

Jeff Scott Soto nasceu no dia 04 de novembro de 1965, nos Estados Unidos. Sua família era originária de Porto Rico e as influências latinas fizeram com o que a música estivesse presente na vida de Jeff desde pequeno.
O músico logo se interessaria por nomes como Queen e The Jackson Five e passaria a se arriscar como vocalista, porém passou despercebido até aparecer no primeiro disco de Yngwie Malmsteen, Rising Force, lançado em 1984.
O disco se tornaria um grande clássico, tornando-se referência para guitarristas em todo o mundo, mas também foi importante para Jeff que conseguiu destacar-se nas faixas As Above, So Below e Now Your Ships Are Burned.
Com Yngwie, Jeff ainda participaria do álbum Marching Out, de 1985, um dos melhores da discografia do guitarrista e deixaria saudades, sendo considerado pela grande maioria como melhor vocalista que passou pela banda do sueco.
Após sua saída, Jeff participou de vários projetos, chegando a gravar álbuns de Disco com o conjunto Boogie Night.
Foi nessa época que recebeu um convite de Marcel Jacob, outro ex-Malmsteen, para ingressar no Talisman.
No Talisman, Jeff pode explorar ainda mais suas habilidades e seu feeling, com ótimas interpretações e versatilidade, pois o cara ia do Hard Rock ao Heavy Metal ou Blues ao Pop, com extrema eficiência. Com o Talisman, vieram outros álbuns lendários, como o homônimo de 1990, Genesis de 1993 e Humanimal de 1994.
O vocalista ainda estaria presente nos discos lançados por Axel Rudi Pell entre os anos de 1992 a 1997.
Ainda com o Talisman, JSS lançaria seu primeiro disco solo, Love Parade, de 1995. Com a capa "projetada" por seu filho, Jason Soto, o álbum mostrava um Jeff versátil e faixas acessíveis que iam mais para o Pop-Rock e tinham como grande atrativo as linhas vocais, vide a bela balada 4 U.
Em 2000, gravou a trilha sonora do famoso filme Rock Star com a banda fictícia Steel Dragon, que conta com Jeff Pilson (Dio) no baixo, Zakk Wylde nas guitarras e Jason Bonham, filho do lendário baterista do Led Zeppelin, John Bonham.
Ainda em 2000, Malsmsteen o convidou para retornar à banda, mas Soto recusou, dando preferência à carreira solo.
O seu segundo álbum solo, Prism, viria apenas em 2002, bem melhor que seu antecessor e calcado no Hard-Rock/AOR. Faixas como Eyes Of Love, How Long e Don't Wanna Say Goodbye, mostram um Jeff energético, sendo a última, uma melhores faixas de AOR de sua época. Apesar disso, a maior parte das faixas são baladas, das quais se destacam Heaven Knows e Don't Come Easy.
E se isso já não fosse o suficiente, Prism traz um dueto histórico de Jeff com Glenn Hughes em I Want To Take You Higher.
Após Prism, Jeff aproveitou uma pausa com o Talisman para sair em uma grande turnê, que acabou sendo registrada no ótimo JSS Live At The Gods 2002, que sai em 2003. Com participações em tantas bandas, era fácil montar um repertório de qualidade, sendo que até faixa do filme Rock Star (Stand Up) havia no disco. A presença de palco e as habilidades de Jeff, aliadas à sua bela voz, traziam uma verdadeira aula do que é o Rock.
Em maio de 2003, o vocalista se apresentaria na The Queen Convention, com um repertório tributo a uma das bandas que serviu de grande inspiração para Jeff. A apresentação histórica também rendeu um álbum, sendo o mesmo extremamente agradável, pois o vocalista conseguiu imprimir seu próprio estilo e personalidade em todas as faixas, o que engrandeceu ainda mais o trabalho.
Lost In The Translation, terceiro álbum de estúdio, sai em 2004, e mostra um foco maior no Hard Rock. Destaque para a faixa Believe In Me, que também saiu como EP e que traz a participação de Neal Schon, guitarrista do Journey e parceiro de Soto no projeto Soul Sirkus. O disco ainda conta com as ótimas Soul Divine e Drowning. Como sempre, há várias baladas e, em Lost In The Translation, as melhores são Beginning 2 End e a acústica Sacred Eyes.
Em 2006, Soto substituiu Steve Augeri no Journey, sendo essa a concretização de um sonho, pois o vocalista é um grande admirador da banda, em especial de Steve Perry, a quem considera o seu grande mentor.
Apesar das suas expectativas, JSS ficou com o Journey por apenas um ano, sendo que a parceria chegou ao fim por divergências quanto aos futuros trabalhos do conjunto, fato que acabaria não abalando a sua boa relação com Neal Schon e os demais integrantes.
Em 2009, vem o excelente Beautiful Mess, que abordou uma variedade maior de estilos, não sendo possível sequer rotular o disco. Novamente os vocais chamam a atenção, acompanhados de um ótimo de trabalho instrumental e faixas que se equivalem e mantém o alto nível durante toda a audição. Apenas para destacar algumas composições, temos 21st Century, Gin & Tonic Sky, Bring It Home e Kick It.
Mantendo sua carreira sempre bastante ativa, o vocalista excursionou com o Trans-Siberian Orchestra nas turnês dos anos de 2008 a 2012.
Ainda em 2009, ingressou no W.E.T., conjunto idealizado por Serafino Perugino, presidente da Frontiers Records.
Em 2012, o vocalista lança seu quinto disco solo, Damage Control, outro trabalho excelente, que contou as participações de Casey Grillo (Kamelot), Joel Hoekstra (Night Ranger) e Dave Meniketti (Y&T), dentre outros.
Entre as faixas, destacam-se Give a Little More e Look Inside Your Heart, duas das melhores de suas carreiras e que demonstram que Soto sabe bem lidar com o vigor do Hard Rock aliado às melodias do AOR.
Ainda em 2012, o vocalista uniu suas forças como Roger Taylor (baterista do Queen) no projeto Queen Extravaganza, um tributo à lendária banda, que conta com quatro vocalistas.
Atualmente, o vocalista trabalha em seu sexto álbum, o qual anunciou como o mais pesado de sua carreira. O disco terá contribuições de nomes como Gus G, Mike Orlando (Adrenaline Mob) e Jason Bieler (Saigon Kick).
Jeff Scott Soto conseguiu fazer sucesso em diversas vertentes e com os mais variados músicos, o que comprova o seu grande talento e seu bom gosto. Soto é uma lenda que merece se reverenciada para sempre!


 Love Parade - 1995

01 - ...A New Salvation
02 - Love Parade
03 - People
04 - Gottit Goin On
05 - Listen Up
06 - How U Want It
07 - Unite-Devided
08 - 4 U
09 - Monoigamy
10 - Funk Sandwich
11 - Friend
12 - Dragon Attack


 Holding On (EP) - 2002

01 - Holding On
02 - Send Her My Love
03 - Again 2 Be Found
04 - Stand Up (Live)
05 - 4 U (Live)

Download

 Prism - 2002

01 - Eyes Of Love
02 - Heaven Knows
03 - Don't Come Easy
04 - Don't Wanna Say Goodbye
05 - I Want To Take You Higher (Duet With Glenn Hughes)
06 - Holding On
07 - Too Late To Say Goodbye
08 - Till The End Of Time
09 - How Long
10 - By Your Side
11 - Don't Walk Away
12 - Good Love (Bonus Track)
13 - 2012 (Bonus Track)
14 - Send Her My Love (Bonus Track)
15 - Again 2 Be Found (Bonus Track)
16 - Stand Up (Live) (Bonus Track)
17 - 4 U (Live) (Bonus Track)


 JSS Live At The Gods 2002 (Live) - 2003

01 - 2 Your Heart
02 - Let Me Entertain You
03 - Break Your Chains
04 - How Long
05 - Love Parade
06 - Alex Papa Drum Solo
07 - Stand Up
08 - Eyes Of Love
09 - Warrior
10 - Again 2 B Found
11 - I'll Be Waiting
12 - Howie Simon Guitar Solo, Howie & Gary Schutt Acoustic Jam
13 - Mysterious (Acoustic)
14 - Crazy (Acoustic)
15 - 4 U (Acoustic)
16 - Nobody Said It Was Easy (Acoustic)
17 - Just Between Us (Acoustic)
18 - Stranded (Acoustic)
19 - Don't Let It End (Yngwie Medley)
20 - On The Run Again (Yngwie Medley)
21 - I'm A Viking (Yngwie Medley)
22 - I'll See The Light Tonight (Yngwie Medley)
23 - Good Love (Bonus Track)


 The JSS Queen Concert - Live At The Queen Convention - 2003

CD 01

01 - Procession
02 - Let Me Entertain You
03 - Tie Your Mother Down
04 - Another One Bites The Dust
05 - I Want To Break Free
06 - Keep Yourself Alive
07 - Spread Your Wings
08 - Dragon Attack
09 - Death On Two Legs
10 - Princes Of The Universe
11 - Tenement Funster
12 - Flick Of The Wrist
13 - Innuendo
14 - Ogre Battle
15 - I'm In Love With My Car
16 - Band Intro
17 - Fat Bottomed Girls
18 - '39
19 - Hammer To Fall
20 - Don't Stop Me Now
21 - You're My Best Friend
22 - Save Me

CD 02

01 - I Want It All
02 - Guitar Solo featuring Howie Simon
03 - Stone Cold Crazy
04 - Dear Friends
05 - You Take My Breath Away
06 - Love Of My Life
07 - Good Old Fashioned Loverboy
08 - Jealousy
09 - Nevermore
10 - Lily Of The Valley
11 - The Millionaire Waltz
12 - Who Wants To Live Forever
13 - Somebody To Love
14 - Killer Queen
15 - Play The Game
16 - These Are The Days Of Our Lives
17 - It's Late
18 - Under Pressure
19 - Radio Ga Ga
20 - Drum Solo Featuring Alex Papa
21 - We Will Rock You
22 - We Are The Champions
23 - Bohemian Rapshody
24 - The Show Must Go On
25 - God Save The Queen

Download

 Believe In Me (EP) - 2004

01 - Believe In Me
02 - As I Do 2 U
03 - This Ain't The Love
04 - Lonely Shade Of Blue
05 - Still Be Loving U

Download

 Lost In The Translation - 2004

01 - Believe In Me
02 - Soul Divine
03 - Drowning
04 - If This Is The End
05 - Lost In The Translation
06 - Doin' Time
07 - High Time
08 - Beginning 2 End
09 - On My Own
10 - Find Our Way
11 - Sacred Eyes
12 - Dulce Lady
13 - Turned The Page (Bonus Track)
14 - As I Do 2 U (Bonus Track)
15 - This Ain't The Love (Bonus Track)
16 - Lonely Shade Of Blue (Bonus Track)
17 - Soul Divine (Acoustic) (Bonus Track)


 Essential Ballads (Compilation) - 2006

01 - If This Is The End
02 - As I Do 2 U
03 - Holding On
04 - Send Her My Love (Bonus Track)
05 - Lonely Shade Of Blue
06 - This Ain't The Love
07 - Don't Wanna Say Goodbye
08 - 4U
09 - Still Be Loving U
10 - Till The End Of Time
11 - Sacred Eyes
12 - By Your Side
13 - Beginning 2 End
14 - Through It All (Unreleased Bonus Track)
15 - Last Mistake (Unreleased Bonus Track)
16 - Another Try (Unreleased Bonus Track)


 Beautiful Mess - 2009

01 - 21st Century
02 - Cry Me A River
03 - Gin & Tonic Sky
04 - Hey
05 - Broken Man
06 - Mountain
07 - Our Song
08 - Eye
09 - Bring It Home
10 - Testify
11 - Wherever You Wanna Go
12 - Kick It
13 - Heart Starts Healing (Bonus Track)
14 - Take U Over With Me (Bonus Track)


 One Night In Madrid (Live) - 2009

01 - 21st Century Man
02 - Colour My XTC
03 - Soul Divine
04 - Our Song
05 - Drowning
06 - Edu Drum Solo
07 - Funky Jam
08 - Jorge Guitar Solo
09 - Mountain
10 - Eyes Of Love
11 - Testify
12 - Band Intoductions
13 - Broken Man
14 - Hey
15 - Frozen-Crazy
16 - Piano Medley
17 - Gin & Tonic Sky
18 - JSS-Jorge Workshop
19 - I'll Be Waiting
20 - Stand Up
21 - Funky Medley


 Live At Firefest V 2008 - 2010

CD 01

01 - 21st Century
02 - Colour My XTC
03 - Soul Divine
04 - Our Song
05 - Drowning
06 - DD Solo
07 - Guitar Jam
08 - Mountain
09 - Eyes Of Love
10 - Testify
11 - Broken Man

CD 02

01 - Hey
02 - Crazy
03 - Piano Medley
04 - Gin & Tonic Sky
05 - I'll Be Waiting
06 - Funky Medley


 Damage Control (Digipak Edition) - 2012

01 - Give A Little More
02 - Damage Control
03 - Look Inside Your Heart
04 - Die A Little
05 -Take U Down (Bonus Track)
06 - If I Never Let Her Go
07 - Tears That I Cry
08 - BonaFide
09 - Elena (Bonus Track)
10 - Krazy World
11 - How To Love Again
12 - After World
13 - Never Ending War
14 - Afraid To Die (Bonus Track)




segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Warriors Of The Metal - ESTAMOS DE VOLTA!

Parecia que não ia acontecer, e, de fato, eu pelo menos cheguei a acreditar fortemente que não, até pelo natural desânimo que deu depois que o endereço anterior foi apagado. Mas o Warriors Of The Metal ESTÁ DE VOLTA!

Tudo ficou um verdadeiro caos depois que acabou, às 18:37 do dia 13 de novembro de 2014. Sem zoeira. De todas as redes sociais que temos acesso e ao longo de todo o tempo, milhares, milhares e milhares de mensagens chegaram lamentando pelo fim do blog. Muitos lamentavam, mas muitos iam além e davam um grande apoio para o retorno e se colocavam à disposição para voltar. Disposição inclusive financeira de muitas dessas pessoas. Se não fossem todas as mensagens sensacionais que recebemos nesses 11 dias sem o Warriors Of The Metal, se não fosse o Rudão incentivando e mostrando que tinha mesmo como voltarmos, e, principalmente, se não fosse a ajuda imprescindível e decisiva de Thiago Nascimento, dono do blog Rock Down 13, nós não teríamos conseguido recuperar tudo e fazer o blog voltar (quase) intacto!

Nós não sabíamos que (digo com toda humildade do mundo) tínhamos conquistado um exército de seguidores, inclusive no exterior. Não temos como saber onde o WOTM chega, o quanto ele é verdadeiramente bom e útil, o que as pessoas falam pelo Brasil e até no exterior. Mas nós tivemos uma bela noção depois disso tudo, e nos sentimos altamente satisfeitos e recompensados por todo o esforço, e agradecidos por toda a manifestação de apoio por nós.

Em vista desses fatos, é justo que expliquemos pra vocês alguns pontos, para que compreendam o que aconteceu e o porquê do blog agora estar assim, e o porquê de não ser assado.


~> Primeiramente: Qual o motivo do blog ter saído do ar?
Ao longo dos seis anos e meio que o blog esteve na ativa, algumas poucas postagens eram denunciadas pelas políticas DMCA, que clamam direitos autorais e pedem remoção de conteúdo. Múltiplas notificações de direitos autorais podem culminar na exclusão do blog. Foi o que aconteceu. As postagens avulsas de lançamentos eram, de vez em quando, clamadas, e por isso as notificações chegavam. Era uma média de duas ou três clamações por ano. Por isso, por exemplo, não se encontrava no antigo índice de lançamentos o disco "Sunset On The Golden Age" do Alestorm. Mas direto na postagem da discografia completa nunca teve problema.
Alguns chegaram a dizer que tinham certeza que o problema foi o "The Endless River" do Pink Floyd. Mas a postagem nunca teve clamação de direitos autorais, galera. Sabem qual foi a última postagem alvo da DMCA, e que consequentemente levou à ruína do blog? Uma single do Amaranthe. Pois é. Com quase 7 anos de algumas poucas denúncias, o blog veio a ser excluído. Mas pudemos voltar e estamos aqui!

~> Então, e os lançamentos? Como ficam?
ATUALIZAÇÃO: Agora eles serão postados diretamente na postagem da discografia completa, sem postagens avulsas, afim de evitar recebermos notificações DMCA desnecessárias, pois as postagens avulsas eram quase sempre alvos. Para saber quais foram as últimas postagens que receberam atualização, criaremos, a partir de 2015, um índice igual ao anterior, porém, que leva à discografia completa da banda ao invés da postagem avulsa. Portanto, para ver o lançamento terão que rolar a página até o fim da postagem, e também terão que manter um olho no índice e na caixinha de mensagens na coluna direita do blog.

~> Mas o endereço do blog foi modificado. O que aconteceu com o antigo?
ATUALIZAÇÃO: O endereço antigo, terminando em .ru, ainda existe, e foi possível fazê-lo redirecionar para esse endereço atual. As pessoas que acessarem-no poderão chegar a nós da mesma maneira que faziam antes, o que é um grande adianto!

~> Velho, e esse visu maroto aí? Mudou as cores. Por quê?
Como todos sabem, antes o template tinha fundo preto, detalhes amarelos e letras brancas. O problema é que quando se lê um texto com letras brancas e fundo preto, em poucos minutos você começa a ver persianas diante de si quando olha para a parede ou objetos que não sejam o monitor. Não sabemos se isso prejudica a visão, mas incomoda, embora rapidamente o efeito passe. Por isso, agora temos um fundo branco, letras pretas, e um bonito detalhamento vinho, graças ao Thiago Nascimento, da Rock Down 13, que encontrou o antigo template (eu havia perdido) e fez as devidas alterações, visualizando muito bem o que eu tinha em mente. Estava apenas esperando uma oportunidade pra fazer a mudança, mas acabou que a oportunidade foi bem forçada e desagradável! É pra rir mesmo!

~> Estou encontrando links off...
Sim, da forma como recuperamos infelizmente voltamos com alguns links no Mega e no Anonfiles, que haviam antes praticamente sido exterminados. Mas isso se resolve! Ainda temos os uploads que os substituíram, e vocês só precisam nos notificar que nós vamos alterando, e assim, alcançamos a antiga qualidade do acervo. De qualquer forma, diria que 95% do acervo está disponível.


Bom, acho que é isso. Contamos imensamente com a ajuda de vocês para espalhar a palavra de que voltamos, para que consigamos alcançar de novo o máximo de pessoas possível que curtia nosso trampo, mas não estão sabendo o que aconteceu e muito menos que voltamos. Seria uma grande ajuda, e uma grande gentileza.

Obrigado, galera!

O CAMPEÃO VOLTOU!
O IMPÉRIO NÃO CAIU!
WARRIORS OF THE METAL DE VOLTA!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Iron Maiden (Blues) - Discografia

Heavy Metal de primeira linha, uma das maiores bandas da história, mais de 85 milhões de discos vendidos no mundo inteiro, a espinha dorsal do Heavy Metal, venerados por milhões de fãs ao redor do globo... Isso é Iron Maiden! Ou melhor... um dos! Dificilmente é preciso dar muitas pistas para a pessoa adivinhar quando outra está se referindo a essa famosíssima e bem-sucedida banda. Porém, como já devem ter reparado, a banda de Steve Harris e cia. não foi a única a caminhar pela Terra que recebeu o nome do sarcófago com espinhos internos. Tampouco foi a primeira, ou sequer a segunda.
Eddie? Bruce Dickinson? Steve Harris? Capas monstrengas? Sonoridade galopante? Heavy Metal? Que nada... O Iron Maiden "original" não tinha nada disso. Fundada em 1968 na cidade de Basildon, no condado inglês de Essex, a banda tocava Blues Rock e infelizmente não lançou mais do que singles enquanto ainda estavam em atividade. Elas foram compiladas e lançadas somente três décadas mais tarde.
Mas a breve história dos caras remonta até um pouco mais cedo, em 1964, quando o projeto acústico Growth foi iniciado pelo quarteto Steve Drewett (vocal e harmônica), Chris Rose (guitarra), Barry Skeels (baixo) e Alan Hooker (bateria), que se apresentava em pubs locais tocando canções de Blues e covers do The Rolling Stones. À altura de 1966, a banda contava também com um guitarrista base chamado Tom Loates, e outro baterista, Stan Gillem. No entanto, o conjunto se desintegrou e se reduziu à dupla Steve Drewett e Barry Skeels, que passou a ser conhecida como Stevenson's Blues Department. A dupla acústica seguia no mesmo esquema anterior, tocando por clubes e pubs por Essex, e também em Londres.
Já em 1968, após a chegada do guitarrista Trev Thoms e do baterista Paul Reynolds, a banda passou a se chamar Bum (gíria britânica para "bunda"), e sob o nome sacana, conseguiram repercussão rapidamente após gravarem uma single independente intitulada "God of Darkness/Ballad of Martha Kent", levando-os inclusive a abrir shows para bandas como King Crimson, Fleetwood Mac, Jethro Tull e The Groundhogs.
Com a repercussão do grupo aumentando, acabaram conquistando um contrato com a Gemini Records em 1970, época em que o baterista Paul Reynolds foi substituído por Steve Charpman e o nome foi alterado para Iron Maiden. Então, os caras gravaram uma nova single, agora intitulada "Ned Kelly/Falling", que foi muito bem criticada pelo público e pela mídia especializada. O mantimento do passo de crescimento do conjunto fez com que abrissem shows para mais bandas expressivas, como Amen Corner, High Tide, David Bowie e The Who, e até mesmo realizassem uma mini-turnê pela Austrália. Pouco depois, Paul Reynolds retorna e a banda lança mais dois singles: "Liar/Ritual" e "CC Ryde/Plague", mas as fitas foram perdidas e elas acabaram não sendo lançadas. A partir daí, as coisas só foram despencando, a começar pelo selo Gemini Records, que faliu, seguido pelo fato de que a espinha dorsal da banda, o baixista Barry Skeels, saiu em 1972, logo após supostamente terem gravado seu primeiro álbum de estúdio, que nunca foi lançado. Os caras até seguiram sem ele, mas, infelizmente, o Iron Maiden encerrou suas atividades em 1972.
Barry Skeels saiu em busca das singles gravadas, e as encontrou. Elas foram compiladas em lançadas apenas em 1998 pela Audio Archives, por meio do disco "Maiden Voyage". Ao ouvi-lo na íntegra, é incrivelmente interessante como os caras eram muito bons no que faziam, e poderiam mesmo vir a se tornar uma grande banda. O pilar principal era o Blues Rock, mas recebia influências também do Rock Progressivo e do Rock Psicodélico, tornando o som ainda mais técnico e cativante. 
A título de curiosidade, Barry Skeels, após sua saída do Iron Maiden, veio a se tornar influente, não nos palcos, mas nos bastidores. A princípio, entrou para a banda Zior, onde gravou dois álbuns de boa repercussão: "Every Inch A Man" e "Zior". Em seguida, passou pelas bandas Monument, Gypsy Rock Squad e The Blue Burglars, esta última com melhor repercussão do que as outras duas.
Na segunda metade dos anos oitenta, tornou-se técnico de baixo do Venom, e viajou pelo mundo com a banda. Depois de um tempo, tornaria-se agente de turnê do Skyclad, e permaneceria no ramo por doze anos, trabalhando com bandas como Manowar, Yngwie Malmsteen, Ozzy Osbourne, Saxon e Black Sabbath.
O Iron Maiden de Blues e o Iron Maiden consagrado no Heavy Metal não foram os únicos que existiram. No espaço de tempo entre o surgimento de ambos, um segundo Iron Maiden foi fundado e permaneceu em atividade entre os anos de 1970 e 1976, não lançando nenhum álbum oficialmente, apenas gravando músicas. As canções foram compiladas nos anos 2000 em dois discos ("Maiden Flight" e "Boulton Flies Again") sob o nome The Bolton Iron Maiden, em acordo com o Iron Maiden de Steve Harris.
Claro, há controvérsias. Existem rumores de que o Iron Maiden de Steve Harris havia roubado o nome do segundo Iron Maiden. Quem diz isso é o vocalista Paul O'Neill, alegando ainda que isso ocorreu quando Steve Harris conheceu Ian Boulton-Smith, que era guitarrista desse segundo Iron Maiden. Mesmo Barry Skeels chegou a conhecer o guitarrista Dennis Stratton e o baterista Clive Burr, ambos integrantes da formação original do Iron Maiden de Steve Harris, mas diz não acreditar que o nome da banda tenha relação com seu Iron Maiden, que foi o primeiro. Acredita que Steve Harris tenha ouvido falar do Bum, mas não do Iron Maiden. De qualquer forma, é evidente que há certas disputas pelo nome do Iron Maiden. Aliás, em sua biografia, Steve Harris diz que recebeu uma ligação em 1976 ameaçando-o de processo por usar tal nome.
Brigas e curiosidades à parte, esse primeiro Iron Maiden, tema dessa postagem, é realmente excelente, e provavelmente se tivesse permanecido em atividade e crescido, o Iron Maiden de Steve Harris não teria esse nome. Poderia até ser famoso como é hoje, mas não sob esse nome. Fica aí então esse tanto de informação curiosa acerca do nome, e, claro, música, que é o que importa pra nós. Os roqueiros de idade mais avançada dizem que o "Maiden-Blues" é melhor que o "Maiden-Metal", mas, hum... bom, papo de velho, né!


 Maiden Voyage (Compilation) (1998)

01 - Falling
02 - Ned Kelly
03 - Liar
04 - Ritual
05 - CC Ryder
06 - Plague
07 - Ballad of Martha Kent
08 - God of Darkness


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Agalloch - Discografia

Música não é simplesmente onda sonora se propagando no ar. Música não é simplesmente ouvir. Música é muito mais do que isso. Vai muito além. Música é sentimento. Na mesma intensidade, música é compreensão. Se dada banda não tiver sua proposta ou complexidade musical compreendidas, haverá resistência no aprofundamento. Pior: dirão que é ruim. Porém, não é bem assim... claro, sempre cabendo também a questão do gosto de cada um.
Tem bandas que necessitam, mais do que outras, de ouvido mais refinado, de compreensão do que querem transmitir, de imersão por parte do ouvinte. Tem que mergulhar de cabeça, bem fundo. No caso do Agalloch, é um mergulho em águas frias, congeladas, que, no entanto, te aquecem. Que te consomem sem que você se desintegre.
Essa banda é um verdadeiro espetáculo de sentimento e clima áspero, enevoado, ainda assim, celestial. O público é mais seleto, pois a banda recebe influências de estilos que a maioria até nem sabe que existe, fora os adicionais que também por si só são mais seletivos. Mas isso não impede que essa banda mereça o tempo de cada bom ouvido disponível.
Basicamente, o Agalloch executa Doom Metal, mas também toma emprestado, de bom grato, influências de outros estilos como o Black Metal, a música Ambiental/Atmosférica, e principalmente, o Post-Rock. Esse aglomerado resulta em uma musicalidade fatalmente profunda e gélida, que ao mesmo tempo, graças à profundeza e contribuição de coros maravilhosos vindos do Post-Rock, fica lindíssima.
Tudo começou em 1995, na cidade de Portland, no estado estadunidense de Oregon, quando o vocalista, guitarrista e líder John Haughm decidiu começar uma banda que seguisse uma linha um pouco diferente, que unisse diferentes elementos musicais a seu gosto, e fizesse forte menção a depressão, morte, inverno, e principalmente, culto à natureza. Como a característica de culto à natureza é muito forte na banda, o nome escolhido foi Agalloch, que provém da Aquilaria agallocha, uma espécie de madeira macia e residual com cheiro forte e característico, muito utilizada como incenso e perfume em vários países asiáticos.
Em 1996, John se juntou ao tecladista Shane Breyer, com quem começou a compôr material. Um ano mais tarde, o guitarrista Don Anderson tornou o projeto um trio, engrenando as composições. Desta forma, lançaram em 1997 sua primeira demo-cassete, "From Which of This Oak", onde John cuidou dos vocais, guitarra, baixo e bateria. Logo após o lançamento, o baixista Jason William Walton chegaria, desafogando um pouco ao John Haughm.
Buscando o interesse de gravadoras, o quarteto lançou em 1998 mais uma fita demo, agora intitulada "Promo 1998", de duas faixas. Com isso, foram então premiados com um contrato com a The End Records, possibilitando também o lançamento do primeiro álbum de estúdio, que aconteceria no ano seguinte. O Agalloch entrou em estúdio para a gravação do debut ainda em 1998, e assim que ela se completou, o tecladista Shane Breyer saiu por declínio de interesse.
Já em junho de 1999, enfim, o disco de estreia "Pale Folklore" saiu da névoa. E, cara... Começaram com o pé direito! Instrumentalmente, esse maravilhoso trabalho é calcado no Doom Metal, mas apresenta resquícios de Black Metal e também Folk Metal, cuja manifestação provém dos teclados, instrumento que também sustenta a base gélida da banda, quase imperceptivelmente na maior parte do tempo. Os teclados também tocam em efeito de piano, aprimorando o clima depressivo e se assemelhando bem às vertentes mais "baixa auto-estima" do Doom e do Black Metal. O Doom Metal sofre uma agradável mescla com o Post-Rock, criando músicas longas e arrastadas, mas também belas. O clima melancólico também é dado primordialmente pelas guitarras, que com distorção são crespas, e sem distorção, são depressivamente limpas e bem trabalhadas. Alguns solos também são introduzidos. Vocalmente, o Post-Rock aparece de forma quase etérea com seus corais característicos de vozes macias e profundas, e o vocal mesmo em si, feito por John Haughm, é o gutural rasgado típico do Black Metal, mas executado de forma teatral, quase sussurrada. O culto à natureza não fica de fora, pois sons de animais na floresta e ventania podem ser ouvidos entre passagens de faixas. Sem dúvidas, é um álbum lugubremente maravilhoso.
A título de curiosidade, a edição limitada do álbum contou com 60 cópias que vêm numa caixa de madeira, em tributo à natureza que cultuam. O trabalho recebeu positivas críticas da imprensa.
Os lançamentos do novo milênio começaram a partir de 2001, ano no qual lançaram um EP de característica mais experimental e neoclássica, intitulado "Of Stone, Wind, and Pillor". Ele manteve os fãs atentos para o segundo álbum de estúdio, que já estava à caminho.
Em 2002, foi a vez do fascinante "The Mantle" ser lançado, o que para mim é o melhor álbum dos estadunidenses. Trata-se de um trabalho ainda mais intenso e envolvedor do que o antecessor. É mais melancólico, um pouco mais pesado, e também melhor produzido. Aqui, há uma exploração mais abundante dos corais etéreos, assim como de violões. O Black Metal se apresenta um pouquinho mais, o Doom é aprimorado, o Post-Rock fica mais latente. Apesar de instrumentos diferenciados como o acordeão, o bandolim, trombone, instrumentos de sopro, e outros, aparecerem, eles não soam de forma que se diga Folk, fazendo com que a banda deixe essa vertente de lado. A forma de cantar, em Black Metal, não sofre alteração, mas os trechos vocais parecem mais mesclados ao instrumental, tornando a atmosférica ainda mais engolfante. Ventos seguem soprando, assim como os solos seguem aparecendo. O interessante é que até mesmo um belo solo de Jazz é praticado em "The Hawthorne Passage". Ah, e o contra-baixo merece destaque, pois é pesado, aparente, e contribui de forma até "épica" para as canções.
A partir desse ponto, o Agalloch passou a realizar entrevistas com alguma frequência, inclusive para revistas mainstream.
O primeiro show só foi acontecer em 2003, na cidade natal dos caras, subsequenciado por uma pequena quantidade de shows na costa oeste do país.
Uma sequência de três lançamentos menores saiu na sequência, a começar pelo EP "Tomorrow Will Never Come", lançado em maio de 2003, seguido por outro EP, "The Grey", o primeiro trabalho contando com o baterista Chris Greene, de fevereiro de 2004. Em agosto, a primeira split da discografia surgiu, em parceria com o Nest, banda finlandesa de Neofolk/Ambient. O ano se completou com uma série de shows pelos Estados Unidos e Canadá.
Após algum tempo de silêncio, finalmente, em 2006, o Agalloch surgiu da floresta de carvalho para a exibição do terceiro álbum de estúdio da discografia, chamado "Ashes Against The Grain". Essa maravilha segue a trilha deixada pelo seu antecessor, mas com uma exploração ainda mais intensa dos recursos. Isso tornou as músicas mais pesadas, com o peso do Doom Metal e do Black Metal mais aparentes, principalmente este último, com seus riffs característicos. Os violões e bandolins são mais insistentemente explorados apesar do peso, e os corais também dão as caras com um pouco mais de frequência. Com o aumento da força, o novo baterista Chris Greene ganhou liberdade e contribuiu de forma mais energética com as baquetas, doando composições batucadas melhor trabalhadas e mais velozes. Em suma, é um álbum mais forte, mas que não perdeu sua veia celestial, pois também foi aprimorada. Mas infelizmente, o rapaz só permaneceu até 2007, sendo então substituído por Aesop Dekker.
Novos trabalhos só seriam lançados em 2008, a começar pelo EP "The White", lançado pela Vendlus Records. É a segunda parte do EP "The Grey", de 2004, e também uma oposição de estilo, apresentando uma veia Dark Folk/Ambient e mais acústica, remontando ao "The Mantle". O segundo lançamento do ano é a compilação "The Demonstration Archive: 1996-1998", que compreende as duas primeiras demos e o EP "Of Stone, Wind, and Pillor", que foi originalmente lançado em 2001 mas já estava pronto há tempos. A coletânea também marca o fim do contrato com a The End Records, após 10 anos.
Já em 2010, outra compilação saiu, à exemplo da primeira, também pelo selo alemão Licht Von Dämmerung: "The Compendium Archive", trazendo dois CDs. O primeiro é a compilação anterior, mas o segundo já contém os trabalhos lançados entre 2000 e 2006 (fora o álbum "The Mantle"), versões alternativas de faixas de "The Mantle" e "Ashes Against The Grain", além de faixas até então não lançadas. Pouco depois, assinaram com o selo Profound Lore Records, visando o lançamento do próximo álbum.
Em novembro de 2010, é a vez do pesado e crespo "Marrow of The Spirit" chegar. A banda vinha meio inconformada com o fato de que aprimoraram e poliram demais a proposta musical até o álbum anterior, e decidiram arriscar uma abordagem mais orgânica e pura, mais próxima dos primeiros trabalhos, principalmente as demos, que muito flertavam com o Black Metal. E foi o que fizeram! Aqui, o som está vívido e gélido com o Black Metal mais aparente, mas os demais elementos não foram deixados de lado. Logo, não perderam identidade. Ironicamente, é estranho que John critique o polimento da sonoridade, levando em conta que "Marrow of The Spirit" é um álbum que de certa forma soa até cinematográfico, digno de trilha sonora de um bom filme depressivo baseado em um ambiente de neve. A sonoridade está bela como sempre, com o clima frio e a atmosfera entorpecente te abraçando como de costume. Mas o modo como as guitarras tocam o Doom Metal me lembra um pouco a fase que envolve o álbum "Tonight's Decision" do Katatonia, atrapalhando de leve minha experiência, mas provavelmente é algo pessoal. As músicas aqui são bem mais longas que o de costume, exigindo que você realmente esqueça que música tem tempo de duração, e apenas sinta. Instrumentos extras são novamente introduzidos, sendo o cello o mais interessante deles, contribuindo para uma levada mais neoclássica.
No ano de 2011, apenas uma compilação foi lançada, intitulada "Whitedivisiongrey". Ela consiste nos EPs "The Grey" e "The White", lançados em 2004 e 2008. Agora, em 2012, é a vez do EP "Faustian Echoes", cuja única faixa (de mesmo nome) tem mais de 21 minutos de duração.
Mantendo a tradição de lançar álbuns de quatro em quatro anos, em 2014 um novo álbum de estúdio chega às prateleiras. Dessa vez é o excelente "The Serpent & The Sphere", cuja sonoridade é mais voltada para um Doom Metal que sofre forte influência do Black Metal na entonação dos riffs, e se distancia do Post-Rock, além de não ser mais tão épico quanto antes. Corais não são mais notados como anteriormente, e prova de que o Post-Rock perdeu força é que esse é o disco mais cantado da banda. Uma forte característica do Post-Rock é ser muito mais instrumental do que cantado. O transcorrer do disco é mais lento, fazendo parecer que os sessenta minutos de duração durem mais tempo que isso. Mesmo com as mudanças, a banda ainda demonstra sua capacidade única de prender o ouvinte e sugá-lo para seu clima denso. É uma viagem fascinante... que banda!
O Agalloch tem como forte característica músicas de longa duração, sendo muito comum que seus discos tenham mais de uma hora de duração. O conselho é não se importar com a extensão das faixas, pois essa é uma banda muito atmosférica, portanto, para sentir. É pra simplesmente deixar rolando e permitir que a música tome conta do ambiente, inclusive dentro de você. Isso se torna mais forte ainda pela pouca incidência de vocais em comparação com o instrumental. Esses caras são brilhantes, e certamente, essa é uma banda genial, não sendo perda de tempo dá-los uma chance, principalmente quem conhece bandas como Alcest, pois é bem parecido, já que o Shoegaze executado por eles é um dos "filhos" do Post-Rock. Procurem ouvir com carinho, buscando compreender sua musicalidade complexa e até intelectualizada, que assim eles vão te absorver com certeza, apesar de que isso não é muito difícil de acontecer. Esses caras são incríveis... Quem conhece sabe disso!


  From Which of This Oak (Demo) (1997)

01 - The Wilderness
02 - As Embers Dress The Sky
03 - Foliorum Viridum
04 - This Old Cabin


 Promo 1998 (Demo) (1998)

01 - Hallways of Enchanted Ebony
02 - The Melancholy Spirit


 Pale Folklore (1999)

01 - She Painted Fire Across The Skyline, Part 1
02 - She Painted Fire Across The Skyline, Part 2
03 - She Painted Fire Across The Skyline, Part 3
04 - The Misshapen Steed
05 - Hallways of Enchanted Ebony
06 - Dead Winter Days
07 - As Embers Dress The Sky
08 - The Melancholy Spirit


 Of Stone, Wind, and Pillor (EP) (2001)

01 - Of Stone, Wind, and Pillor
02 - Foliorum Viridium
03 - Haunting Birds
04 - Kneel To The Cross (Sol Invictus Cover)
05 - A Poem By Yeats


 The Mantle (2002)

01 - A Celebration For The Death of Man...
02 - In The Shadow of Our Pale Companion
03 - Odal
04 - I Am The Wooden Doors
05 - The Lodge
06 - You Were But A Ghost In My Arms
07 - The Hawthorne Passage
08 - ...And The Great Cold Death of The Earth
09 - A Desolation Song


 Tomorrow Will Never Come (EP) (2003)

01 - The Death of Man (Version III)
02 - Tomorrow Will Never Come


 The Grey (EP) (2004)

01 - The Lodge (Dismantled)
02 - Odal (Nothing Remix)


 Agalloch/Nest (Split) (2004)

01 - Agalloch: The Wolves of Timberline
02 - Nest: Last Vestige of Old Joy


 Ashes Against The Grain (2006)

01 - Limbs
02 - Falling Snow
03 - This White Mountain On Which You Will Die
04 - Fire Above, Ice Below
05 - Not Unlike The Waves
06 - Our Fortress Is Burning... I
07 - Our Fortress Is Burning... II: Bloodbirds
08 - Our Fortress Is Burning... III: The Grain


 The White (EP) (2008)

01 - The Isle of Summer
02 - Birch Black
03 - Hollow Stone
04 - Pantheist
05 - Birch White
06 - Sowilo Rune
07 - Summerisle Reprise


 The Demonstration Archive 1996-1998 (Compilation) (2008)

01 - The Wilderness
02 - As Embers Dress The Sky
03 - This Old Cabin
04 - Of Stone, Wind and Pillor
05 - Foliorum Viridium
06 - Haunting Birds
07 - Hallways of Enchanted Ebony
08 - The Meloncholy Spirit


 The Compendium Archive (Compilation) (2010)

CD 1:
01 - The Wilderness
02 - As Embers Dress The Sky
03 - This Old Cabin
04 - Of Stone, Wind and Pillor
05 - Foliorum Viridium
06 - Haunting Birds
07 - Hallways of Enchanted Ebony
08 - The Melancholy Spirit

CD 2:
01 - Kneel To The Cross (Sol Invictus Cover)
02 - A Poem By Beats
03 - Odal (Infinity Mix)
04 - The Death of Man (Version III)
05 - Tomorrow Will Never Come
06 - Fragment (Second Phase)
07 - The Wolves of Timberline
08 - Falling Snow (Alternate Mix)
09 - Scars of The Shattered Sky
10 - Fragment 4


 Marrow of The Spirit (2010)

01 - They Escaped The Weight of Darkness
02 - Into The Painted Grey
03 - The Watcher's Monolith
04 - Black Lake Nidstang
05 - Ghosts of The Midwinter Fires
06 - To Drown


 Whitedivisiongrey (Compilation) (2011)

CD 1 - The White:
01 - The Isle of Summer
02 - Birch Black
03 - Hollow Stone
04 - Pantheist
05 - Birch White
06 - Sowilo Rune
07 - Summerisle - Reprise
08 - Haunted Birds (Nest)

CD 2 - The Grey:
01 - The Lodge (Dismantled)
02 - Odal (Nothing Remix)
03 - Nur.Noch.Asche (Allerseelen Shadow Remix)
04 - Dunkelgrauestille (Allerseelen Pale Companion Remix)
05 - A Desolation Song (TWC Aleutian Mix)


 Faustian Echoes (EP) (2012)

01 - Faustian Echoes


 The Serpent & The Sphere (2014)

01 - Birth and Death of The Pillars of Creation
02 - (Serpens Caput)
03 - The Astral Dialogue
04 - Dark Matter Gods
05 - Celestial Effigy
06 - Cor Serpentis (The Sphere)
07 - Vales Beyond Dimension
08 - Plateau of The Ages
09 - (Serpens Cauda)