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sexta-feira, 27 de março de 2015

Lost Society - Discografia

O tempo vai passando e as coisas vão mudando. Novas ideias vão surgindo, novos sons vêm à tona, novos estilos surgem, e estes são misturados com outros já existentes. Assim a ascensão da musicalidade vai acontecendo, sempre com modificações e desenvolvimento. Mas nem sempre o que é novo é seguido por determinados grupos musicais, fazendo com que prefiram seguir estilos mais antigos, baseando-se em bandas clássicas. Com o intuito de executar o bom e velho Speed Thrash Metal que o Lost Society vem mostrando que aprenderam muito bem com os pais do gênero e vem sacudindo tudo com seus rasgados e insanos vocais e uma musicalidade pegada, tradicional, astuta, tudo com produção de alto nível, que arrepia e o leva a bater cabeça. Essas característica os levam a já serem uma das mais relevantes bandas da nova onda do Thrash Metal mesmo com o pouco tempo de atividade.
Nascido em uma terra conhecida mundialmente pelas suas bandas melódicas como a Finlândia, o Lost Society vem, direto de Jyväskylä, mostrando desde 2010 que nem apenas disso seu país é feito. As atividades começaram a partir da atitude do vocalista e guitarrista Samy Elbanna, que em 2011 completou a formação com os amigos Arttu Lesonen (guitarra), Mirko Lehtinen (baixo) e Ossi Paananen (bateria).
Enquanto faziam shows e lançavam suas primeiras demos independentes ("Lost Society" em 2011 e "Trash All Over You" em 2012), o energético quarteto decidiu se inscrever na famosa GBOB (Global Battle of The Bands), ou Batalha Global das Bandas. Os caras venceram a fase municipal e foram até a fase final nacional em Helsinque, onde também saíram vitoriosos contra 13 outras bandas. Isso os levou a se apresentarem em Londres, na Inglaterra, no dia 9 de dezembro de 2012, apresentando seu som para fora das fronteiras de seus país e conquistando boa aceitação por parte do público, e, claro, os olhos da mídia. 
O super resultado de toda a atividades e vitórias foi o contrato com a gigante Nuclear Blast em outubro, viabilizando o lançamento do primeiro álbum de estúdio em amplo alcance. "Fast Loud Death" saiu em março de 2013 apresentando uma sonoridade pesada e animada que não apenas faz Thrash Metal velozmente com solos frenéticos, mas também apresenta elementos Crossover emaranhados na velocidade e no frequente acionamento dos backing vocals. São apenas 35 minutos de uma experiência fantástica que pede bis. Esse tempo foi posteriormente aumentado pela introdução de duas faixas bônus nas edições em digipack, iTunes e vinil: a inédita "Escape From Delirium" e a cover "I Stole Your Love", originalmente gravada pelo Kiss.
Aproveitando-se da energia produzida por sua fodaça musicalidade e as positivas reações por parte dos fãs e mídia crítica, os finlandeses a sintetizam para rapidamente já em abril de 2014 aparecerem com o segundo álbum de estúdio intitulado "Terror Hungry". O trabalho é tão foda quanto o primeiro, com o detalhe de que as músicas são mais longas e os gritos backing vocal menos introduzidos. Dessa vez, as edições bônus do disco (em digipack e vinil) trazem apenas uma faixa bônus, mas das boas: "You Can't Stop Rock 'n' Roll", cover do Twisted Sister.
E então, tá afim de ouvir um Thrash Metal fodão dos dias atuais? Então o Lost Society com certeza se encaixa bem no que procura. Thrasher tem facilidade para gostar de qualquer coisa que envolva Thrash, e nesse nível então, é muito difícil não gostar do que os finlandeses fazem, além de ser também, pela qualidade e limpeza de produção, convidativo para os menos assíduos do gênero. Taca-lhe som na caixa!


 Lost Society (Demo) (2011)

01 - Your End Will Begin
02 - Sign of The End
03 - Lost Society


 Trash All Over You (Demo) (2012)

01 - Fatal Anoxia
02 - Trash All Over You
03 - No Chance of Glory
04 - We're Here To Stay
05 - Kill (Those Who Oppose Me)
06 - E.A.G


 Fast Loud Death (2013)

01 - N.W.L.
02 - Trash All Over You
03 - E.A.G.
04 - Kill (Those Who Oppose Me)
05 - Bitch, Out' My Way
06 - Fast Loud Death
07 - Lead Through The Head
08 - Diary of A Thrashman
09 - Toxic Avenger
10 - This Is Me
11 - Braindead Metalhead
12 - Piss Out My Ass
13 - Fatal Anoxia
14 - Escape From Delirium (Bonus Track)
15 - I Stole Your Love (Kiss Cover) (Bonus Track)


 Terror Hungry (2014)

01 - Spurgatory
02 - Game Over
03 - Attaxic
04 - Lethal Pleasure
05 - Terror Hungry
06 - Snowroad Blowout
07 - Tyrant Takeover
08 - Overdosed Brain
09 - Thrashed Reality
10 - F.F.E.
11 - Brewtal Awakening
12 - Mosh It Up
13 - Wasted After Midnight
14 - You Can't Stop Rock 'n' Roll (Twisted Sister Cover) (Bonus Track)


The Sword - Discografia

O The Sword foi criado em 2003, em Austin, Texas. Desde o seu início a banda foi composta John D. Cronise (vocal e guitarra), Kyle Shutt (guitarra) e Bryan Richie (baixo) e Trivett Wingo (bateria).
A banda começou a trabalhar em suas primeiras faixas e lançou três demos entre 2003 e 2005. Em 2006, vem o seu primeiro álbum, Age Of Winters. Com uma sonoridade voltada para o Doom/Stoner Metal, o conjunto chamou a atenção da mídia especializada e de nomes como James Hetfield e Lars Ulrich, do Metallica, que fizeram questão de elogiar o trabalho do quarteto. Com uma produção propositalmente retrô, o The Sword faz o ouvinte mergulhar fundo no Heavy Metal Old Scholl, com ótimos riffs, boa cozinha e um vocal que se destaca por ser mais Rock e menos Metal, se é que é possível entender isso.
Pela sua originalidade, bom gosto, ótimo trabalho de composição e execução e faixas como FreyaWinter's Wolves,  é difícil entender como a banda não se tornou muito conhecida.
Em 2008, vem o segundo disco, Gods Of The Earth, que inicia com um instrumental brilhante de The Sundering e segue dando um grande peso em todo o disco, uma diferença para o debut, esse álbum está ainda mais "Sabbathico", desde o riffs perfeitos até os vocais, mais próximos de Ozzy, algo que foi muito positivo para o som do conjunto. Aliás, verdade seja dita, várias dessas faixas poderiam estar facilmente em um álbum do Black Sabbath, o que pode comprovar que não estamos falando de uma banda qualquer!
Warp Riders, de 2010, mantém a banda em alto nível, iniciando-se com outro instrumental marcante em Acheron/Unleashing The Orb e chega ao Classic Rock com Tres Brujas. Outra faixa diferente é Lawless Lands, que poderia ser uma composição do ZZ Top. Apesar dos momentos voltados para Rock Setentista, o Stoner volta com tudo na pesada The Chronomancer II: Nemesis e os momentos "Sabbathicos" também dão às caras em Arrows In The Dark e The Chronomancer I: Hubris.
Após o lançamento do disco, o melhor do The Sword até aquele momento, Trivett Wingo deixou o conjunto, sendo substituído por Fender Kevin, que acompanhou a banda no restante da turnê.
Em 2011Santiago Vela III assumiu o posto de baterista, momento em que o conjunto já estava consolidado como um dos grandes expoentes da nova geração do Heavy Metal.
Já em 2012, lançam mais um ótimo álbum Apocryphon, que traz faixas marcantes como The Veif Of Isis, Cloak Of FeathersSeven Sisters
Apocryphon é mais uma prova de que o The Sword evolui a cada lançamento, utilizando de suas várias influências para que criar sua sonoridade própria.
O conjunto segue na ativa, mas nenhum trabalho novo está sendo preparado no momento. Ainda assim, por tudo o que fizeram até agora, já tem muita coisa boa para se ouvir!


 Age Of Winters - 2006

01 - Celestial Crown
02 - Barael's Blade
03 - Freya
04 - Winter's Wolves
05 - The Horned Goddess
06 - Iron Swan
07 - Lament For The Auroch
08 - March Of The Lor
09 - Ebethron


 Witchcraft - The Sword (Split CD) - 2007

01 - The Sword - Sea Of Spears
02 - The Sword - Immigrant Song (Led Zeppelin Cover)
03 - Witchcraft - You Bury Your Head
04 - Witchcraft - Queen Of Bees
05 - Witchcraft - Sorrow Evoker


 Gods Of The Earth - 2008

01 - The Sundering
02 - How Heavy This Axe
03 - Lords
04 - Fire Lances The Ancient Hyperzephyri
05 - To Take The Black
06 - Maiden, Mother And Crone
07 - Under The Boughs
08 - The Black River
09 - The White Sea

Download

 Warp Riders - 2010

01 - Acheron/Unleashing The Orb
02 - Tres Brujas
03 - Arrows In The Dark
04 - The Chronomancer I Hubris
05 - Lawless Lands
06 - Astraea's Dream
07 - The Warp Riders
08 - Night City
09 - The Chronomancer II Nemesis
10 - (The Night The Sky Cried) Tears Of Fire


 Cold Sweat - Year Long Disaster (Split CD) - 2010

01 - The Sword - Cold Sweat (Thin Lizzy Cover)
02 - Year Long Disaster - Maiden, Mother & Crone (The Sword Cover)


 Apocryphon (Deluxe Edition) - 2012

01 - The Veil Of Isis
02 - Cloak Of Feathers
03 - Arcane Montane
04 - The Hidden Masters
05 - Dying Earth
06 - Execrator
07 - Seven Sisters
08 - Hawks & Serpents
09 - Eyes Of The Stormwitch
10 - Apocryphon
11 - Arrows In The Dark (Live At Emo's  Austin, TX)
12 - Barael's Blade (Live At Stubb's BBQ  Austin, TX)
13 - The Chronomancer II Nemesis (Live At Stubb's BBQ  Austin, TX)
14 - Ebethron (Live At Stubb's BBQ  Austin, TX)
15 - Cheap Sunglasses (ZZ Top Cover)




quarta-feira, 25 de março de 2015

If These Trees Could Talk - Discografia

Atualmente faz-se muita rotulação sobre tudo. Vejo isso com bons olhos, pois auxilia em uma definição mais precisa, que passe ao interessado a ideia exata (ou quase) do que se trata aquilo que ele está prestes a consumir. Na música, sobretudo no Metal, não é diferente. Infelizmente alguns vêem rótulos como uma barreira, uma forma de dividir as pessoas em comunidades e consequentemente gerar preconceitos, e eu não tiro a dose de razão desse ponto de vista. Acredito que tudo é uma questão de bom senso, de manter a cabeça aberta e ver as coisas pelo lado positivo.
Entre as várias distinções que fazem, encontram-se os dois polos "fritação" e "feeling". Esses são extremos que precisam ser enaltecidos e degustados em momentos determinados e com o ponto de vista apropriado. Mas sempre há quem prefira um ao invés do outro. Se você dá preferência ao feeling, então o If These Trees Could Talk é uma banda que lhe trará rios de sentimento, emoção e climatização.
Esses estadunidenses naturais de Akron, em Ohio, trazem com categoria toda a força e paixão envolvente que apenas o Post-Rock acoplado ao Ambient podem proporcionar. Aquela sonoridade profunda, intensa, atmosférica, que te abraça. Daquelas que é pra você deixar rolando e permitir que o envolva.
O If These Trees Could Talk segue a linha instrumental do gênero, o que deixa o clima ainda mais relaxante. As atividades se iniciaram em 2005 contando com Jeff Kalal, Cody Kelly e Mike Socrates nas guitarras, Tom Fihe no contrabaixo e Zack Kelly na bateria. Os lançamentos tiveram início em 2006, quando o EP homônimo foi lançado, de forma independente.
A banda nunca se desviou muito do foco, daí seus lançamentos soam bem parecidos. Porém, em se tratando de Post-Rock, isso não é necessariamente algo negativo, pois ao ouvir você almeja uma experiência mais "descompromissada", apenas deixando fluir. Por isso esse trabalho é um bom ponto de partida para quem tiver curiosidade, tanto por refletir com exatidão a proposta quanto por ser curto: apenas meia-hora de duração.
Em 2007 o quinteto assinou com o selo The Mylene Sheath, que por sua vez relançou o EP no formato de vinil. Através deles ainda saiu, em 2009, o lindíssimo álbum de estreia "Above The Earth, Below The Sky", brindando-nos com uma experiência completa da proposta musical.
Na sequência vem o álbum "Red Forest", lançado em 2012. Este registro é tão belo quanto os anteriores, mas aplica um pouco mais de peso, e o lado Ambient levemente perde sua intensidade, no entanto, nada a nível alarmante. Se ouvir direto pode nem perceber. A versão em vinil do disco foi lançada pela Science of Silence Records.
Após o lançamento, o conjunto bancou sua própria turnê de divulgação de duração de duas semanas, passando por algumas localidades da Europa em abril de 2014.
Em dezembro de 2014 foi anunciada a assinatura de um contrato com a grande Metal Blade Records, bem como planos para o lançamento de um novo álbum no fim do ano de 2015. Não há dúvidas de que será mais um trabalho satisfatório.
Se você gosta de som nessa linha Ambient/Post-Rock ou tem curiosidade de conhecer, essa é uma banda digna de sua primeira audição. Eis então uma trilha sonora perfeita para um calmo fim de tarde ou madrugada pensativa!


 If These Trees Could Talk (EP) (2006)

01 - Malabar Front
02 - Smoke Stacks
03 - The Friscalating Dusklight
04 - Signal Tree
05 - The Death of Paradigm
06 - 41°4'23" N, -81°31'4" W


 Above The Earth, Below The Sky (2009)

01 - From Roots To Needles
02 - What's In The Ground Belongs To You
03 - Terra Incognita
04 - Above The Earth
05 - Below The Sky
06 - The Sun Is In The North
07 - Thirty-Six Silos
08 - The Flames of Herostratus
09 - Rebuilding The Temple of Artemis
10 - Deus Ex Machina


 Red Forest (2012)

01 - Breath of Life
02 - The First Fire
03 - Barren Lands of The Modern Dinosaur
04 - They Speak With Knives
05 - The Gift of Two Rivers
06 - Red Forest
07 - Aleutian Clouds
08 - Left To Rust and Rot
09 - When The Big Hand Buries The Twelve


terça-feira, 24 de março de 2015

Corubo - Discografia

"Valorizem a cultura brasileira!", "valorizem os índios brasileiros!", "valorizem o Metal nacional!", "não chupem rola de gringo!", "nada a ver brasileiro fazer música falando de outros povos!", "Odin na cadeia, Tupã na veia!!"... Se você ouve Metal e mora no planeta Terra, mais especificamente, no Brasil, com certeza já ouviu ou leu muita gente esbravejando esse tipo de coisa. Eu entendo as manifestações, mas não concordo 100%. Acho que todo mundo tem o direito de falar sobre o que quiser nas músicas, e ser brasileiro não significa obrigatoriedade de falar do Brasil se você fizer Folk Metal temático. E muito menos significa desvalorização.
Sempre muito se reclamou sobre a escassez de bandas de pegada indígena no cenário brasileiro, até por isso o aparecimento dos brasilienses do Arandu Arakuaa foi muito bem recebido. Fico feliz pela banda ter conseguido atingir muita gente, fazendo com que percebam que existe músico sim interessado em fazer som dignamente indígena. Mas Zândhio Aquino e cia. não foram os primeiros a se aventurar no ramo.
Enterrado sob uma espessa camada de underground podemos encontrar um grupo oriundo de Ji-Paraná, em Rondônia, que mescla instrumentos tradicionais e línguas indígenas a uma avassaladora musicalidade Ambient/Black Metal. Seu nome é Corubo. O nome se dá em homenagem ao isolado povo indígena Korubo, que habita o oeste do Estado do Amazonas, o Acre e também o Peru.
A banda foi fundada no ano de 1999 e é tão desconhecida que é difícil obter informações mais precisas até a respeito dos integrantes. Sabe-se que é composta por uma dupla: Cauã e Tesa'ãme, mas não se sabe suas funções. Para apresentações ao vivo, os caras contam com amigos para completar a formação. De qualquer forma, sonoramente isso aqui é uma porrada que eles chamam de Indigenous Black Metal e liricamente compõem e cantam em várias línguas, como português e inglês, mas majoritariamente línguas indígenas como guarani paraguaio, tupi, nheengatu e yucatec.
Musicalmente os caras fazem algo extremamente caótico e foda, principalmente pra quem gosta do Black Metal em sua mais pura forma. Os caras introduzem teclados para criar aquela atmosfera obscura, o lado Ambient, enquanto instrumentos indígenas de sopro tocam de forma misteriosa. Quando o Black Metal canta, ele é rasgado, ácido, e se funde ao Ambient, inclusive vocalmente, resultando em um musicalidade agressiva e meio longínqua. Diversas passagens são dedicadas apenas ao Ambient e ao lado Folk, deixando a veia indígena mais latente, mas as flautas não param mesmo durante a porradaria.
Os primeiros trabalhos vieram ainda nos primeiros anos, consistindo nas demos "Resistência Indígena", de 1999, e "Demo 2001". Somente anos mais tarde é que mais sons foram gravados, desembocando no lançamento da demo "Jahe'opapá", que veio de forma independente em 2006. Ela trás cinco faixas dentre as quais uma é cover de "King of Stellar War", do Rotting Christ, cujos primeiros anos são uma referência para o Corubo.
Na sequência vem o EP "Mordaz", também lançado de forma independente um ano mais tarde. O trabalho tem duração de um álbum (40 minutos), e é medonho, positivamente falando. Embora tenha letras em português e inglês, a grande maioria das músicas são cantadas em línguas indígenas.
Passados os lançamentos preliminares, enfim chega, no ano de 2008, o primeiro álbum dos caras, intitulado "Ypykuera", outro lançamento independente. Trata-se de um trabalho cujo foco principal é o lado Ambient, deixando o Black Metal em segundo plano, mas sem deixá-lo apagado. Posteriormente o disco foi relançado pela Salute Records, mas limitado a 25 cópias.
Mantendo o pique de pelo menos um lançamento todo ano, o segundo álbum chega já em 2009. "Ãngy Mbya Kueíry Hachypáma, Opa Mba'e Achy Avei" é um trabalho onde a banda passa a explorar muito mais o Black Metal, em consonância com algo de Noise, com vocal gutural medonho e arrastado. Insano. Mesmo sendo um disco mais pegado, vale ressaltar que o Ambient segue firme. A musicalidade é mais coesa e bastante equilibrada entre os dois polos.
No mesmo ano ainda sai, através da Black Hill Records, o disco split "The End of Sorrow/Guarani Oporonhenói Gueteri", em parceria com o Tremor, banda de Black/Death Metal de Bogotá, na Colômbia.
Foi então que a banda deu uma quebrada de ritmo e passou o ano de 2010 em branco no sentido de lançamentos. Mas isso veio a ser positivo, pois a banda assinou com a D.T.M. Records e lançou um álbum excelentemente trabalhado em 2011, intitulado "Wuy Jugu". É uma hora de duração de um disco pegado e aterrorizante, que aposta mais no peso. Por isso os vocais guturais fechados são bastante presentes e um pouco menos mesclados ao instrumental. Disco realmente fodido!
No ano de 2011, a Salute Records, ao mesmo tempo em que relançou o primeiro álbum "Ypykuera", também compilou as duas primeiras demos da banda em uma única coletânea intitulada "Apyta". As faixas de 1 a 7 provém da primeira demo, "Resistência Indígena", enquanto de as de 8 a 12 foram retiradas da "Demo 2001".
Mais dois anos se passam e novamente um trabalho split é lançado. "Indigenous Clans" é um trabalho compartilhado com a banda francesa Valuatir, que executa Folk/Black Metal. O disco foi lançado digitalmente apenas pelo Corubo através do site da D.T.M. Records, mas na realidade o Valuatir não autorizou o lançamento. Até por isso não consta como disco oficial na discografia deles.
Desde então, nada novo foi apresentado por esses macabros indígenas. Apesar de executarem um som que escolhe a dedo quem ouvirá, a atitude de unificar cultura e línguas indígenas e Black Metal é louvável e há de ser valorizada. Tenho certeza que há mais bandas como essa espalhadas pelo Brasil afora. Só é difícil tomar conhecimento delas.


 Jahe'opapá (Demo) (2006)

01 - Intro
02 - Jahe'opapá
03 - Árvores Mortas
04 - Finishing The So Perfect Race
05 - King of Stellar War (Rotting Christ Cover)


 Mordaz (EP) (2007)

01 - Cântico Mordaz
02 - Terrorshed
03 - Nhanderu Hasy Katú
04 - Goitacás
05 - Ma Ieiye Nã
06 - Jahe'osoró
07 - Aturu Ypy
08 - Ñaiménte Ipýpe


 Ypykuera (2008)

01 - Princípio de Sabedoria
02 - Untitled
03 - 25/09/2007 - Meu Irmão
04 - Venha e Escute Na Direção do Espírito Guarani
05 - A Ilusão da Personalidade - O Lobo e Suas Almas
06 - Ch'ilib
07 - He'la Yucatec


 Ãngy Mbya Kueíry Hachypáma, Opa Mba'e Achy Avei (2009)

01 - Oheja Ñandéve, Ñanderekópeguarã, Mba'e Ivaíva
02 - Ãngy Mbya Kueíry Hachypáma, Opa Mba'e Achy Avei
03 - Esperança Obscura
04 - Sapy'ánte Pyharevove
05 - Ñorairô Rekorekávo
06 - As Coisas Recomeçam Por Seu Fim
07 - Mombyryeterei Che Rendarãgui
08 - Yma Guaré Ñe'ê


 The End of Sorrow/Guarani Oporonhenói Gueteri (Split) (2009)

01 - Tremor: Pakal
02 - Tremor: Denial
03 - Tremor: The Hunting
04 - Tremor: Wisdom
05 - Tremor: Manifest
06 - Corubo: Guarani Oporonhenói Gueteri
07 - Corubo: Oñembyesaráiva
08 - Corubo: Hosãva
09 - Corubo: Kuarahy Osemba Rire
10 - Corubo: Amana


 Wuy Jugu (2011)

01 - Wuy Jugu: Resistência Selvagem e Indomável
02 - Tabajaraitá Ricu-iêpé Matiri Ce Mira
03 - Amombe'uta Pe'eme Curíoikóvaekué
04 - Ken Matín-Tapirêra
05 - Iké Icú Tuichaua, Mucuim-pú Sui Jara
06 - Jucá Hetá
07 - Guaranihára Opytu’ú
08 - Mboré
09 - Embrio & Children. Not Authorized Version! Fuck off Pop Star!!!!!!
10 - Rohechaukáta Peême Mávapa Wuy Jugu Ha Mba'éichapa Oikove
11 - Guariniharakuéra Omomorava Heko Tee


 Apyta (Compilation) (2011)

01 - Culturas Inimigas
02 - Tesa Tesáre Ha Ko Arapy Opytáta Ohechave’ýre
03 - Sangue, Dor e Mentiras
04 - Raiva Sobre A Terra
05 - Desolação Em Minhas Veias
06 - Céu, Sol, Sul, Símbolos, Poluição e O Orgulho de Fazer Merda!
07 - Mordaz
08 - Livre Para Existir (Matar)
09 - Sempre Existirá Quem Resista!
10 - Entrando Ao Futuro
11 - Ventos Quentes
12 - Zombeteiro


 Indigenous Clans (Split) (2013)

01 - Corubo: Ñembyahýi Ára
02 - Corubo: Árvores Mortas
03 - Corubo: Finishing The So Perfect Specie
04 - Corubo: Yma
05 - Corubo: Jahe'opapá
06 - Valuatir: Bransle des Chandeliers
07 - Valuatir: La Voix du Tertre
08 - Valuatir: Ceux d'En Haut
09 - Valuatir: Mille Années

Agridoce - Discografia

Atualmente é quase uma regra um músico ter trabalhado em pelo menos um projeto paralelo à sua banda principal. Alguns seguem algo parecido com o que é feito na principal, enquanto outros fazem o que julgo certo: estilo bem diferente. Até porque iniciar outra banda pra fazer a mesma coisa é estranho, a princípio. Alguém renomado que também trabalhou em algo bem diferente do que normalmente pratica é a vocalista e compositora baiana Pitty, através do seu projeto Agridoce.
Foi por volta de 2011, após o fim da turnê do álbum "Chiaroscuro", lançado em 2009, que Pitty, ao lado de seu guitarrista Martin Mendonça, começaram a descompromissadamente compôr músicas acústicas ao estilo Folk, inspirados em artistas como Elliott Smith, Nick Drake, Jeff Buckley e Leonard Cohen. Uma das músicas fruto da união foi "Dançando", gravada apenas por diversão durante um dia de chuva. Ela foi disponibilizada para audição e estourou no país, sendo muito tocada em diversas rádios. Isso certamente os animou a continuar o trabalho Folk e deixar a banda principal um pouco de lado por enquanto. Como resultado, já em novembro de 2011 saiu o álbum de estreia, autointitulado, via Deckdisc.
Produzido por Rafael Ramos e Jorge Guerreiro, o trampo é realmente ótimo. Pitty, além dos vocais, toma conta do teclado, enquanto Martin toca violão e também faz dueto vocal em algumas músicas como "20 Passos" e "Upside Down". São 13 faixas de uma musicalidade calma, inesperada e até bela por ter a veia folclórica. Liricamente este é um trabalho tri-lingue, pois além do português, a cantora também gasta seu inglês e até mesmo francês.
A boa recepção foi ampla ao ponto de sair das fronteiras brasileiras! Agridoce teve o privilégio de ser convidado a se apresentar no South By Southwest, um dos maiores festivais de música Folk do mundo, que aconteceu anualmente em Austin, no Texas. Outras conquistas foram as 5 indicações para o VMB: Artista do Ano, Melhor Disco, Melhor Capa, Hit do Ano e Melhor Banda.
Em maio 2012 veio mais um trabalho, agora o EP "Agridoce E.P.", contendo apenas quatro faixas: "Alvorada" e "Bday", que anteriormente haviam sido disponibilizadas apenas em versão demo, "Beethoven Blues", uma canção inédita no estilo Blues até a alma, e a francesa "Ne Parle Pas" em versão remix.
Ainda no mesmo ano saiu o DVD "Agridoce: 20 Passos (Multishow Registro)", que mostra os bastidores de todo o trabalho de composição do projeto, inclusive o dia a dia dos músicos, até tudo dar certo.
Sem apresentar maiores esclarecimentos, Pitty decretou o fim do Agridoce em 2013. Não revelou maiores planos de reativá-lo e de quebra anunciou que estava começando a trabalhar em um novo álbum da banda principal, álbum tal que seria o "Setevidas", lançado em 2014. Mesmo que com um período de atividade curto de dois anos, o projeto nos brindou com excelentes músicas alternativas que quem curte acústico vai se amarrar.


 Agridoce (2011)

01 - Embrace The Devil
02 - Dançando
03 - Say
04 - Romeu
05 - 20 Passos
06 - Ne Parle Pas
07 - Upside Down
08 - Epílogos
09 - Rainy
10 - 130 Anos
11 - O Porto
12 - Please, Please, Please, Let Me Get What I Want
13 - La Javanaise (Bonus Track)


 Agridoce E.P. (EP) (2012)

01 - Alvorada
02 - Bday
03 - Beethoven Blues
04 - Ne Parle Pas (Tejo Mix)


Pitty - Discografia

Eu nunca fui lá muito fã da Pitty, não. Mas é legal como ela me trás lembranças. Lembranças de uma época que eu ainda engatinhava no quesito "conhecimento musical" e assistia muito a MTV, naquela época do auge da emissora. Pitty sempre pintava por lá, até porque a cantora estava nas mãos certas, trabalhando com o produtor certo, divulgando ótimas músicas e aparecendo com frequência na mídia. Qualidade musical combinada com musicalidade acessível (Rock Alternativo) e a estratégia marketeira correta levaram a baiana a ser considerada uma das maiores expoentes do Rock no Brasil, vendendo mais de 15 milhões de discos ao longo da carreira, sendo que o principal boom foi lá no início, quando foi lançada ao público. Pitty não apenas foi uma das bandas de Rock que mais venderam nos anos 2000, mas também a mais premiada.
Nascida em 7 de outubro de 1977 em Salvador, capital do Estado da Bahia, Priscilla Novaes Leone passou a infância na cidade de Porto Seguro, também na Bahia. Foi lá que seus primeiros passos na música foram dados, a começar pela influência de seu pai, que era músico e dono de um bar que sempre tocava Rock. Ele próprio vivia se apresentando e tocando músicas de bandas e cantores clássicos tais como Raul Seixas, The Beatles, Lou Reed, The Rolling Stones, Elvis Presley, entre outros. À medida que crescia, Priscilla se aprofundava mais no estilo, trazendo bandas como AC/DC, Faith No More, Alice In Chains, Kiss, Nirvana, entre várias outras inclusive nacionais, como Rita Lee e Cássia Eller, para a sua lista de gostos pessoais.
Naturalmente, devido ao gosto musical e ao fato do pai ser músico, sempre andou em meio a músicos independentes do underground, frequentando eventos e até cantando, até que decidiu, com a ajuda de Rogério Big Brother (dono do selo Bigbross Records), investir definitivamente na carreira musical.
Em 1995, aos 18 anos, Priscilla entrou para a banda Inkoma como vocalista, e lá permaneceu até 2001. Nesse meio tempo (entre 1997 e 1999), também fez parte de outra banda, chamada Shes, onde foi baterista. O elevado grau de interesse em música a levou a cursar Música na Universidade Federal da Bahia, mais ou menos época na qual foi descoberta por Rafael Ramos, influente produtor musical que já trabalhou com grandes nomes como Capital Inicial, Titãs, Ultraje A Rigor, Los Hermanos, Matanza, Raimundos, Dead Fish, entre outros. A partir dessa associação nasceu a banda Pitty, apelido de Priscilla também adotado definitivamente como nome artístico.
Contando com Peu Souza na guitarra, Joe no baixo e Duda Machado na bateria, a vocalista se lança no cenário nacional com o pé direito através do álbum de estreia "Admirável Chip Novo", em 7 de maio de 2003, via Deckdisc. A recepção foi calorosa e singles bem sucedidas como "Teto de Vidro", "Máscara", "Equalize" e "Admirável Chip Novo" explodiram na mídia, levando a ser o álbum do gênero mais vendido da década e alcançando certificado de platina após 250 mil cópias vendidas. A faixa-título pega inspiração da obra "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley, que aborda um tema futurista onde os seres humanos são em parte robóticos, pré-programados para viver e agir de acordo com regras estabelecidas em uma sociedade organizada por castas. Os restos do álbum foram compilados em lançados no mesmo dia em forma de um EP intitulado "Lado Z".
Mesmo não sendo tão chegado na Pitty, eu me amarro muito nesse álbum. Pra mim é o melhor. Bom do início ao fim. Ele não é o mais maduro da cantora, que também é compositora, mas deu certo por ser um Rock Alternativo com certa pegada Punk que é "pauleira" e gostoso de ouvir. As músicas são marcantes, principalmente os refrões, que ficam na cabeça. Ouvi-lo hoje em dia é uma viagem no tempo. Embora cante em português, Pitty também desbrava o inglês em alguns trechos de algumas canções, tendência que se manteria até o álbum seguinte.
Após o enorme sucesso do debut, grande expectativa tomou conta dos fãs conquistados quando o álbum sequencial foi anunciado. "Anacrônico" chegou em agosto de 2005 sob muito clamor que por consequência foi convertido em excelentes críticas por parte da mídia. Com uma sonoridade mais pesada, mais madura e mais criativa instrumentalmente, o disco também conquistou platina após 180 mil cópias vendidas. O peso superior e uma influência Punk e Hardcore um pouco mais expostos certamente contribuíram para uma musicalidade mais forte e energética, mas mesmo que seja um álbum excelente, ao meu ver, não alcançou o nível do antecessor. Singles fortes como "Anacrônico" e "Memórias" podem ser destacadas (as outras singles são "Déjà-Vu", "Na Sua Estante" e "De Você"), divulgando o trabalho. Liricamente as canções têm uma abordagem mais pessoal. O conjunto das músicas forma uma espécie de autobiografia, fazendo deste um trabalho de caráter bem pessoal para ela, até por ter composto praticamente o álbum todo sozinha. Uma canção completamente em inglês integra o set, "Ignorin' U".
Passados dois anos, a turnê de divulgação chega ao seu fim, mas não as atividades da banda. Nessa época saíram os primeiros discos ao vivo; o primeiro foi o EP lançado digitalmente intitulado "Estúdio Coca-Cola", gravado de um projeto da MTV em parceria com a Coca-Cola, ao lado da cantora Negra-Li. O trabalho é basicamente a mistura dos estilos diferentes das cantoras, portanto, bem eclético. O outro é dignamente o primeiro trabalho ao vivo, nomeado "{Des}Concerto". Lançado nos formatos de CD e DVD, o registro foi gravado no Citibank Hall, em São Paulo, e ainda trouxe duas músicas inéditas "Malditos Cromossomos" e "Pulsos", esta última gerando um videoclipe de grande repercussão midiática. O registro da apresentação também foi lançado junto com celulares Nokia após uma parceria. O sucesso foi tanto que após ultrapassar a marca de 450 mil aparelhos vendidos com suas músicas, ela conquistou o prêmio "Celular de Platina".
Em agosto de 2009 é a vez do terceiro álbum de estúdio sair, "Chiaroscuro". Se "Admirável Chip Novo" era pesado e "Anacrônico" mais ainda, a expectativa é quebrada nesse registro. Aproveitando-se menos de suas influências mais pesadas e adotando uma abordagem que lembra muito Rita Lee, "Chiaroscuro" (nome que provém do italiano, significando "claro e escuro", uma técnica até então inovadora utilizada pelo pintor Leonardo da Vinci) é um trabalho que tem um clima mais cadenciado, permitindo-se influenciar um pouco pelo Blues. As músicas são mais calmas e o vocal fica mais comportado, por mais que explore novas técnicas. A principal single extraída foi "Me Adora", música que com certeza todos ouviram muito na época, mesmo que sem querer. "Fracasso" e "Só Agora" também obtiveram altas posições nos charts. Legal que até um jogo para celular chamado "Chiaroscuro: O Jogo" foi lançado.
Uma turnê de divulgação sucedeu ao lançamento. Ela terminou em 2011, ano em que saiu o segundo álbum ao vivo: "A Trupe Delirante No Circo Voador", gravado no dia 18 de dezembro, claro, no Circo Voador, no Rio de Janeiro. O repertório é longo e recheado tanto de músicas novas quanto das músicas que alavancaram ao carreira rumo ao estrelato. O ano marcou o fim de uma turnê extremamente bem sucedida, transbordou as margens nacionais, alçando voo até os Estados Unidos. As apresentações até receberam matéria no The New York Times. Pitty também recebeu matéria de destaque na revista Billboard.
Por volta dessa mesma época, totalmente descompromissadamente, Pitty começou a trabalhar com música Folk ao lado de seu guitarrista Martin Mendonça (que já fez parte do Malefactor, fodaça banda de Epic Death Metal de Salvador), inspirados em artistas como Nick Drake, Elliott Smith e Leonard Cohen. Acabou que o negócio foi tomando forma e ganhando projeção, resultando no projeto Agridoce, que deu super certo com o álbum autointitulado, lançado em novembro. O sucesso foi absurdo ao ponto de tocar bastante em todo o Brasil e até levá-los a se apresentar no South By Southwest, um dos maiores festivais de Folk do mundo, realizado anualmente em Austin, no Texas. Além disso, o projeto até mesmo recebeu 5 indicações para o VMB. Mesmo com todo estouro, o trabalho não foi adiante e se encerrou em 2013. A vocalista então passou a novamente voltar os olhos para sua banda principal e idealizar um novo álbum de inéditas.
Foi então que mantendo a aliança com Martin Mendonça e contando com Guilherme Almeida no baixo e Duda Machado na bateria, a coisa começou a engrenar. Assim como "Anacrônico" desenvolveu a pegada de "Admirável Chip Novo", o próximo álbum da discografia, "Setevidas", lançado em junho de 2014, também desenvolve a tendência iniciada em "Chiaroscuro": um Rock Alternativo enfraquecido pelo ao aumento da exploração da influência do Blues, mais tranquilo e artístico, novamente lembrando muito ao estilo da Rita Lee. O trabalho é ótimo e muito bem composto. Tem canções diversificadas, bonitas, mas exige mais de uma audição pra que seja apropriadamente degustado. As letras são repletas de melancólica poesia, com alta carga de emoção que é passada também para as músicas, que têm boa dose de tristeza. Isso se dá por conta do difícil momento que a vocalista passava, após o falecimento de seu grande amigo Peu Souza (que tocou nos primeiros discos da banda) em 2013, além das perdas de seu ex-baixista Joe (que venceu litígio judicial impetrado contra a banda por nunca ter assinado sua carteira de trabalho ao longo de todos esses anos) e de sua gatinha, que inclusive fez parte da sessão de fotos promocionais que gerou a capa do disco "Setevidas". Durante os takes, a gatinha não saía de perto dela, acabando por ser aproveitada na capa do álbum. Pitty entendeu, após seu falecimento, que a gatinha estava se despedindo.
A Pitty pode não ter um vocal tão legal ao nível que quem ouve Metal está acostumado... não é uma vocalista excepcional. Mas não há dúvidas de que seu timbre é único. Sua voz, inconfundível. Com o tamanho sucesso, não é estranho que tenham tocado também em outros grandes festivais como o Rock In Rio de 2011, e nas edições de 2013 e 2015 do Lollapaloza. A banda é boa. Se ouvir direitinho, de cabeça aberta, a experiência é bastante agradável.


 Admirável Chip Novo (2003)

01 - Teto de Vidro
02 - Admirável Chip Novo
03 - Máscara
04 - Equalize
05 - O Lobo
06 - Emboscada
07 - Do Mesmo Lado
08 - Temporal
09 - Só de Passagem
10 - I Wanna Be
11 - Semana Que Vem

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 Lado Z (EP) (2003)

01 - Seu Mestre Mandou
02 - O Muro
03 - Suas Armas
04 - Deus Lhe Pague
05 - Digging The Grave


 Anacrônico (2005)

01 - A Saideira
02 - Anacrônico
03 - De Você
04 - Memórias
05 - Déjà Vu
06 - Aahhh…!
07 - Ignorin' U
08 - Brinquedo Torto
09 - Na Sua Estante
10 - No Escuro
11 - Quem Vai Queimar?
12 - Guerreiros São Guerreiros
13 - Querer Depois


 Estúdio Coca-Cola: Pitty e Negra Li (EP) (2007)

01 - Do Mesmo Lado
02 - Ninguém Pode Me Impedir
03 - Você Vai Estar Na Minha
04 - A Saideira
05 - Admirável Chip Novo
06 - Amar Em Vão
07 - Chains of Fools


 {Des}Concerto (Ao Vivo) (2007)

01 - Anacrônico
02 - Admirável Chip Novo
03 - Semana Que Vem
04 - Déjà Vu
05 - Brinquedo Torto
06 - Memórias
07 - Na Sua Estante
08 - Malditos Cromossomos
09 - De Você
10 - No Escuro
11 - Equalize
12 - Pulsos
13 - Ignorin' U
14 - A Saideira
15 - I Wanna Be
16 - Seu Mestre Mandou
17 - Máscara
18 - Teto de Vidro (Faixa Bônus)


 Chiaroscuro (2009)

01 - 8 Ou 80
02 - Me Adora
03 - Medo
04 - Água Contida
05 - Só Agora
06 - Fracasso
07 - Desconstruindo Amélia
08 - Trapézio
09 - Rato Na Roda
10 - A Sombra
11 - Todos Estão Mudos


 A Trupe Delirante No Circo Voador (Ao Vivo) (2011)

01 - 8 Ou 80
02 - Fracasso
03 - Desconstruindo Amélia
04 - Água Contida (part. Hique Gomez)
05 - Emboscada
06 - Trapézio
07 - Rato Na Roda
08 - Só Agora
09 - Medo
10 - Comum de Dois
11 - Só de Passagem
12 - Pra Onde Ir
13 - Senhor das Moscas (part. Fábio Cascadura)
14 - O Lobo
15 - Se Você Pensa
16 - Todos Estão Mudos
17 - Me Adora
18 - Admirável Chip Novo (Faixa Bônus)
19 - Máscara (Faixa Bônus)


 Setevidas (2014)

01 - Pouco
02 - Deixa Ela Entrar
03 - Pequena Morte
04 - Um Leão
05 - Lado de Lá
06 - Olho Calmo
07 - Boca Aberta
08 - A Massa
09 - Setevidas
10 - Serpente


sábado, 21 de março de 2015

Heaven Shall Burn - Discografia

Em 1996 surgia na AlemanhaConsense, conjunto que tinha suas raízes ligadas ao Death e ao Black Metal. Após o gravarem duas demos, a banda mudou seu nome para Heaven Shall Burn em 1997, inspirada em um álbum lançado pelo Marduk, no ano anterior.
Após lançar o compacto In Battle... There Is No Law em 1998 e o um Split com o Fall Of Serenity, o Heaven Shall Burn conseguiu um contrato para a gravação de seu primeiro álbum.
Assim, em 2000, Marcus Bischoff (vocal), Maik Weichert (guitarra), Patrick Schleitzer (guitarra), Eric Bischoff (baixo) e Matthias Voigt (bateria), entraram no estúdio para as gravações de Asunder.
O debut apresentava uma banda ainda buscando sua própria sonoridade e traz influências desde o Death Metal Melódico da Suécia até do Hardcore. Em alguns momentos, principalmente nos vocais rasgados e pela bateria seca, há claras referências do Black Metal, sendo que há momentos com os vocais mais limpos e o andamento mais cadenciado.
Apesar de ser um álbum de estréia de uma banda ainda buscando sua afirmação, Asunder cumpriu bem o seu papel e fez com que a banda ganhasse mais visibilidade e começasse a se destacar.
Já mais ciente de suas capacidades e do que iriam fazer, os caras lançam em 2002 seu segundo álbum, Whatever It May Take, que organizava melhor todas as influências, em um trabalho bem mais consistente, que pode ser rotulado como Metalcore.  Ainda em 2002, a banda relança o compacto In Battle... There Is No Law, remasterizado e com várias faixas extras.
Em seguida, a banda faz uma grande turnê, com apresentações na Inglaterra, América do Sul e Islândia.
Antigone, de 2004, conseguiu ao mesmo tempo ser álbum mais pesado do conjunto até aquele momento, mas também trazendo ótimas melodias. Mais uma vez, o trabalho de guitarras dobradas lembrou bastante o Melodic Death Metal da Suécia e de seus vizinhos.
Patrick Schleitzer, deixa a banda em 2005, sendo substituído por Alexander Dietz
Em 2006 vem o disco Deaf To Our Prayers, que trouxe os melhores resultados em termos de vendas, e colocou conjunto nas paradas em sua terra natal. Tal popularidade permitiu que gravassem seu primeiro vídeo, sendo escolhida a faixa Counterweight. Coincidência ou não, esse álbum foi mais voltado para o Death Metal, sendo que os vocais de Marcus, embora faça um feijão com arroz, mostraram-se muito bem colocadas no disco.
Iconoclast (Part 1: The Final Resistance), saiu em 2008, e comprovou que a pagada mais pesada, iniciada em Antigone era uma tendência, o que contribuiu bastante para um salto de qualidade do conjunto, que a cada lançamento se mostrava melhor. Novamente, o trabalho de guitarras chama a atenção e o disco conquistou números de vendas ainda maiores que seu antecessor.
Em 2009, vem o ao vivo Bildersturm - Iconoclast II (The Visual Resistance), outro álbum ótimo, que mostrou o quanto o conjunto funcionava bem nas apresentações.
Já em 2010, outro álbum de inéditas, Invictus (Iconoclast III), que é a parte final da trilogia Iconoclast, que traz ótimos momentos, como em Combat, Sevastopoll, Return To Sanity e Nowhere. Mais uma vez, as vendas foram ainda melhores que o último lançamento.
Em 2013, vem o álbum Veto, um trabalho conceitual sobre a história de Lady Godiva, personagem de uma lenda datada no século XIII, de uma nobre inglesa empenhada a convencer seu marido, Leofric, Conde da Mércia, a reduzir impostos sobre a região que governava, asolada por fome e miséria. A lenda conta que, após muita insistência de Godiva, Leofric desafia a esposa a desfilar nua pelas ruas da cidade, montada a cavalo, para que o desejo de Godiva fosse atendido, em tom irônico e sarcástico. Godiva então ordena que todos os cidadãos não saiam de casa e fechem as janelas (afinal, considere que estamos em plena Idade Média) e faz a vontade do marido, que acaba acatando o desejo da Lady, impressionado pela coragem inabalável da esposa e em honra com sua promessa.
E a sonoridade é aquela característica do conjunto, pesada demais para se enquadrar no Metalcore e não tão intensa para se caracterizar como Death Metal.
O álbum é bastante equilibrado, sendo que não como destacar uma faixa específica, exceto o ótimo cover de Valhalla do Blind Guardian. Em termos de vendas, o disco atingiu o segundo lugar nas paradas da Alemanha.
Após o lançamento, o baterista Matthias Voigt deixou o Heaven Shall Burn, sendo substituído por Christian Bass, que está com o conjunto atualmente.


 In Battle... There Is No Law (EP) (Reissued 2002) - 1998

01 - Partisan 2002
02 - Eternal
03 - Demise
04 - Competition In Hatred
05 - Forthcoming Fire
06 - Thoughts Of Superiority
07 - Mandatory
08 - The Fallen
09 - Harmony Dies (Demo '97)
10 - An Ethic (Demo '97)
11 - The Fallen (Demo '97)
12 - The Chaos Before (Demo '96)

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 Heaven Shall Burn - Fall Of Serenity (Split CD) - 1999

01 - Heaven Shall Burn - Enemy Unseen
02 - Heaven Shall Burn - Ultima Ratio
03 - Heaven Shall Burn - If This Is A Man
04 - Heaven Shall Burn - Contrition
05 - Heaven Shall Burn - Unknown Track
06 - Fall Of Serenity - Forgotten Flames
07 - Fall Of Serenity - Ratings By Blood
08 - Fall Of Serenity - Dead Man Walking
09 - Fall Of Serenity - Partisan

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 Caliban Vs. Heaven Shall Burn - The Split Program (Split CD) - 2000

01 - Caliban - Intro
02 - Caliban - Assassin Of Love
03 - Caliban - A Summerdream
04 - Caliban - Sunday's Words
05 - Caliban - Partisan
06 - Caliban - Outro
07 - Heaven Shall Burn - Suffocated In The Exhaust Of Our Machines
08 - Heaven Shall Burn - No Single Inch
09 - Heaven Shall Burn - The Seventh Cross
10 - Heaven Shall Burn - One More Lie

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 Asunder - 2000

01 - To Inherit The Guilt
02 - Cold
03 - Betrayed Again
04 - Deification
05 - Pass Away
06 - Open Arms To The Future
07 - The Drowned And The Saved
08 - Where Is The Light
09 - Asunder
10 - The Fourth Crusade (Bolt Thrower Cover - Bonus Track))
11 - Battlecries (Liar Cover - Bonus Track)

 Whatever It May Take - 2002

01 - Intro
02 - Behind A Wall Of Silence
03 - The Worlds In Me
04 - The Martyr's  Blood
05 - It Burns Within
06 - Implore The Darken Sky
07 - The Few Upright
08 - Whatever It May Take
09 - Ecowar
10 - Naked Among Wolves
11 - The Fire
12 - Casa De Caboclo (Point Of No Return Cover)
13 - Implore The Darken Sky (Classic Version)


 Antigone - 2004

01 - Echoes (Intro)
02 - The Weapon They Fear
03 - The Only Truth
04 - Architect Of The Apocalypse
05 - Voice Of The Voiceless
06 - Numbing The Pain
07 - To Harvest The Storm
08 - Risandi Von (Outro 1)
09 - Bleeding To Death
10 - The Tree Of Freedom
11 - The Dream Is Dead
12 - Deyjandi Von (Outro 2)
13 - Dislocation (Disembodied Cover - Bonus Track)
14 - Not My God (Hate Squad Cover - Bonus Track)

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 Tsunami Benefit (Split) (2005)

01 - Napalm Death - The Great And The Good
02 - The Haunted - Smut King
03 - Heaven Shall Burn - Strassenkampf (Die Skeptiker Cover)


 Caliban Vs. Heaven Shall Burn - The Split Program II (Split CD) - 2005

01 - Caliban - Intro
02 - Caliban - Assassin Of Love
03 - Caliban - A Summerdream
04 - Caliban - Sunday's Words
05 - Caliban - Partisan
06 - Caliban - Outro
07 - Heaven Shall Burn - Suffocated In The Exhaust Of Our Machines
08 - Heaven Shall Burn - No Single Inch
09 - Heaven Shall Burn - The Seventh Cross
10 - Heaven Shall Burn - One More Lie


Deaf To Our Prayers - 2006

01 - Counterweight
02 - Trespassing The Shores Of Your World
03 - Profane Believers
04 - Stay The Course
05 - The Final March
06 - Of No Avail
07 - Armia
08 - MyBestFriends.com
09 - Biogenesis - Undo Creation
10 - Dying In Silence
11 - The Greatest Gift Of God


 Iconoclast (Part 1 - The Final Resistance) - 2008

01 - Awoken
02 - Endzeit
03 - Like A Thousand Suns
04 - Murderers Of The Murderers
05 - Forlorn Skies
06 - A Dying Ember
07 - Joel
08 - Quest For Resistance
09 - Black Tears (Edge Of Sanity Cover)
10 - The Bombs Of My Saviours
11 - Against All Lies
12 - The Disease
13 - Equinox
14 - Atonement


 Bildersturm - Iconoclast II (The Visual Resistance) (Live) - 2009

01 - Endzeit
02 - Counterweight
03 - Profane Believers
04 - Behind A Wall Of Silence
05 - The Seventh Cross
06 - Partisan
07 - To Inherit The Guilt
08 - If This Is Man
09 - Black Tears
10 - The Weapon They Fear
11 - Voice Of The Voiceless
12 - Like A Thousand Suns
13 - Murderers Of All Murderers
14 - The Only Truth
15 - Forlorn Skies


 Invictus (Iconoclast III) - 2010

01 - Intro
02 - The Omen
03 - Combat
04 - I Was I Am I Shall Be
05 - Buried In Forgotten Grounds
06 - Sevastopol
07 - The Lie You Bleed For
08 - Return To Sanity
09 - Against Bridge Burners
10 - Of Forsaken Poets
11 - Nowhere (Bonus Track)
12 - Given In Death
13 - Outro

 Veto - 2013

CD 01 - Veto

01 - Godiva
02 - Land Of The Upright Ones
03 - Die Stürme Rufen Dich
04 - Fallen
05 - Hunters Will Be Hunted
06 - You Will Be Godless
07 - Valhalla (Blind Guardian Cover)
08 - Antagonized
09 - Like Gods Among Mortals
10 - 53 Nations
11 - Beyond Redemption
12 - European Super State

CD 02 - 500 - Live In Saalfeld

01 - Counterweight
02 - Profane Believers
03 - The Only Truth
04 - The Omen
05 - Voice Of The Voiceless
06 - Behind A Wall Of Silence
07 - Combat
08 - Forlorn Skies
09 - Whatever It May Take
10 - The Disease
11 - Trespassing The Shores Of Your World
12 - Endzeit
13 - Black Tears
14 - To Inherit The Guilt
15 - The Weapon They Fear

CD 03 -  Blizzard Over England Mix

01 - Godiva
02 - Land Of The Upright Ones
03 - Die Stuerme Rufen Dich
04 - Fallen
05 - Hunters Will Be Hunted
06 - You Will Be Godless
07 - Valhalla
08 - Antagonized
09 - Like Gods Among Mortals
10 - 53 Nations
11 - Beyond Redemption